Hoje, 16 de novembro, é dia de comemoração para a influenciadora digital e mãe de dois filhos Karol Hadeyd.

A baiana, casada e mãe, foi diagnosticada com um câncer raro, o mieloma múltiplo, que acomete uma parcela da população e não tem cura.

Mesmo sem a definição total de cura, a jovem recebeu a notícia de que a doença regrediu e de agora por diante, Karol passa a viver sem o medo constante de complicações médicas.

Em um relato emocionante nas redes sociais, a influenciadora conta sobre sua vida, menciona as dificuldades de conseguir tratamento constante, já que os medicamentos são caros e traz mensagens de esperança para outras pessoas que enfrentam a mesma doença.

“É uma data importante que eu jamais vou esquecer. Tinha muita fé e lutei muito para esse dia chegar. Finalmente viverei mais tranquila”, finaliza Karol.

A luta incansável de Karol Hadeyd por medicação para doença sem cura

Karolline Hadeyd viu sua vida mudar ao ser diagnosticada com um tipo raro de câncer, o mieloma múltiplo, que atinge a medula óssea. Karol, que é casada e mãe de dois meninos, luta diariamente para que seu tratamento siga sem transtornos, já que a medicação é cara e, muitas vezes, não é contemplada pelos planos de saúde ou pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Quando perdeu o plano de saúde, Hadeyd se viu sem perspectivas, tendo que recorrer ao SUS (Sistema Único de Saúde) o que retardou um prognóstico eficaz causando um retorno da doença, já que os custos são altos. Em 2019, o STF decidiu que era dever do Estado fornecer medicamentos para doenças raras, e que a concessão para remédios sem aprovação da ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) seriam analisados caso a caso.

Karol foi submetida a dois transplantes, um pelo SUS e outro pelo plano de saúde, mesmo assim não houve regressão da doença. Ela relata que vive uma vida normal: “ com o atraso do governo, a doença já afetou os ossos, mas graças a Deus eu vivo bem, faço de tudo com moderação, a equipe médica que me acompanha libera tudo.”

Hoje o valor do medicamento que é como se fosse uma quimioterapia é pouco mais de 40 mil reais por mês. São 21 comprimidos numa caixa, explica Karol.

E conclui: eu vivo apavorada, digamos assim, faço tratamento psiquiátrico, faço terapia, porque a doença não tem cura só tratamento. E eu preciso desse tratamento para sobreviver que é o que mais quero, poder ficar velhinha ao lado de minha família que é a minha força diária, a intenção de trabalhar no Instagram e de procurar incansavelmente pessoas que pudessem me ajudar com isso foi por conta de todo esse processo que passei. Além de ter perdido o benefício do INSS que era a renda que eu tinha.