Priscila Trindade fez uma série de stories contando como aconteceu o seu caso. Ela recebeu uma série de relatos parecidos.

 

Priscila Trindade — Foto: Reprodução/Redes sociais

A modelo Priscila Trindade resolveu usar seu perfil no Instagram para relatar que foi estuprada pelo modelo e influenciador digital Bruno Krupp.

Segundo ela, o caso aconteceu há seis anos, eles ficaram na época, mas, depois do abuso, ela foi desencorajada a revelar o caso.

“O que aconteceu comigo foi há muitos anos, na época em que conheci ele… Eu o conheci numa roda de amigos, flertamos e depois de alguns flertes aceitei ir até a casa dele em Niterói para irmos a uma festa”, contou ela, acrescentando ainda que resolveu dormir na casa de Bruno, pois morava no Rio.

Krupp teria deixado Priscila em sua casa e voltado para a festa, só retornando definitivamente depois. “Ele chegou bêbado às 6h da manhã e me pegou à força. Falei várias vezes para ele parar e ele literalmente me forçou. Forçou MESMO. Depois de muito relutar, cedi e foi horrível. Era muito constrangedor porque, se eu gritasse, iria acordar a casa inteira e não tive coragem de ter uma atitude mais drástica. No meio da situação, ele pegou o celular e ainda tentou me gravar sem roupa na cama dele. Fiquei chateada, mas ele falava tanta coisa idiota que eu só pensava em ir embora “, narrou em uma série de stories.

O relato de Priscila Trindade em uma série de stories — Foto: Reprodução/Redes sociais

O relato de Priscila Trindade em uma série de stories — Foto: Reprodução/Redes sociais

Ela disse que também que na época, não se sentiu à vontade para denunciar porque se sentiu julgada por ter ficado com Bruno Krupp.

Priscila postou uma foto do dia da festa que depois resultou em abuso — Foto: Reprodução

Priscila postou uma foto do dia da festa que depois resultou em abuso — Foto: Reprodução

Relato de Priscila Trindade — Foto: Reprodução

Relato de Priscila Trindade — Foto: Reprodução

Na sequência, Priscila lembrou de um caso de estupro supostamente cometido pelo modelo e registrado na Delegacia da Mulher, de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Bruno nega envolvimento no caso.

Ela pediu que outras possíveis vítimas contassem suas histórias e postou alguns relatos parecidos, sem identificação das meninas e que teria recebido por suas redes sociais. Todos falando de possíveis abusos realizados pelo modelo e influenciador digital.

Alguns dos relatos recebidos por Priscila em suas redes sociais — Foto: Reprodução

Alguns dos relatos recebidos por Priscila em suas redes sociais — Foto: Reprodução

O g1 tentou contato com Priscila Trindade, mas não obteve retorno.

O site também entrou em contato com a Polícia Civil para saber se cabe investigação para os supostos novos casos divulgados nas redes sociais ou só se as vítimas forem registrar o caso em uma delegacia, mas até a publicação desta, a polícia não havia respondido.

O g1 também procurou o advogado William Pena, que representa Bruno Krupp no acidente de trânsito em que ele atropelou e matou um adolescente.

O advogado disse que tomou conhecimento dos relatos no Instagram, mas que os vê de maneira oportunista.

“Só posso pensar que se trata de um oportunismo de ocasião. Supostas situações que aconteceram há anos, que não foram denunciadas à autoridade policial e que vêm à tona agora? Quando o Bruno está passando por uma situação infeliz como essa de estar envolvido em um acidente que vitimou uma pessoa?”, disse o advogado.

Bruno Krupp — Foto: Reprodução/Redes sociais

Bruno Krupp — Foto: Reprodução/Redes sociais

Quem é Bruno Krupp?

 

Bruno Fernandes Moreira Krupp, tem 25 anos, e é conhecido por seus trabalhos como modelo e influenciador digital. No sábado (30), ele se envolveu em um acidente de trânsito com sua moto, com a qual atropelou e matou um adolescente de 16 anos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com testemunhas, Bruno é famoso por circular pelas ruas do bairro com o veículo em alta velocidade. No dia do acidente, ele e familiares estimam que ele estaria acima de 100km/h, quando a velocidade permitida na via é de 60km/h.

O advogado de Bruno, William Pena disse que seu cliente foi imprudente, mas que relata uma pane nos freios do veículo, o que impediu que ele evitasse atingir João Gabriel Cardim Guimarães, que teve a perna arrancada com o impacto da moto e morreu depois no hospital.

William Pena, advogado de Bruno Krupp  — Foto: Alba Valéria Mendonça/g1 Rio

William Pena, advogado de Bruno Krupp — Foto: Alba Valéria Mendonça/g1 Rio

Outros inquéritos

 

Bruno Krupp também é investigado na polícia por acusações de estelionato e estupro.

A acusação de estupro foi registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá (Deam). Em depoimento, uma mulher relatou que foi até o apartamento de Bruno Krupp e que ele a teria estuprado. No relato, ela diz que pediu que Bruno parasse, sem ser atendida. Ele nega.

A acusação de estelionato foi registrada na 15ª DP (Gávea). Em 2021, uma gerente de um hotel na Zona Sul contou que o cartão de um cliente fora recusado, e o mesmo aconteceu com diversos outros clientes.

Ao conversar com quem teve o cartão recusado, a mulher relatou que todos afirmaram que Bruno Krupp oferecera diárias no hotel a preços menores do que no site do estabelecimento, e que para conseguir a hospedagem por preços mais baratos, os clientes deviam fazer um pagamento em uma conta em nome de outra pessoa.

A fraude, segundo a gerente, foi estimada em R$ 428 mil. Krupp teria saído do hotel antes do estabelecimento conseguir contestar os cartões.