Papa Francisco permite voto de mulheres no Sínodo dos Bispos

Novas regras ampliam participação feminina e de leigos na Igreja Católica

Nitro News Brasil com agencias internacionais – Cidade do Vaticano

Papa Francisco acena enquanto se prepara para fazer sua oração de uma janela com vista para a Praça de São Pedro Foto: Vincenzo PINTO / AFP

O Papa Francisco anunciou uma decisão histórica ao permitir que mulheres votem no próximo Sínodo dos Bispos, uma instituição permanente de aconselhamento do Papa que reúne bispos de todo o mundo em encontros periódicos para discutir e votar propostas sobre orientações da Igreja. A medida, que também amplia a participação de leigos no principal colegiado deliberativo da Igreja Católica, pode abrir caminho para maior inclusão feminina nas decisões internas da Igreja.

Maior envolvimento dos fiéis nas questões da Igreja

O tema do Sínodo deste ano gira em torno do estímulo ao maior envolvimento dos fiéis nas questões da Igreja. As novas regras, publicadas em um documento sobre o próximo Sínodo, marcam uma mudança histórica nas normas da Igreja Católica. Pelo documento, a maior parte dos participantes ainda é formada por bispos, mas o Papa adicionou 70 integrantes além deles, com orientação de que 35 sejam mulheres e que a presença de jovens seja incentivada.

Direito a voto para integrantes

Os novos integrantes adicionados ao Sínodo terão o direito a voto, incluindo as mulheres. Além disso, cinco freiras vão se juntar aos cinco padres que também podem votar como representantes de ordens religiosas. Nos Sínodos passados, as mulheres puderam apenas atuar como auditoras.

Mudanças vêm ao encontro de manifestações do Papa

As mudanças vêm ao encontro de manifestações do Papa em defesa da ampliação do poder decisório de mulheres, assim como do estímulo à integração de leigos nos assuntos da Igreja. Francisco também nomeou mulheres para cargos na Cúria Romana, o órgão central de governo da Igreja. Em 2021, o Papa fez uma alteração no regulamento da Igreja para permitir que mulheres pudessem fazer a leitura da Bíblia nas missas e distribuir a comunhão nas missas.

Reivindicação antiga das mulheres na Igreja Católica

O direito de voto era uma reivindicação antiga das mulheres na Igreja Católica. No encontro de 2018, ocorreram protestos pela ampliação do papel delas, com a entrega de uma petição com mais de nove mil assinaturas ao secretariado do Sínodo. A mudança é resultado de longa militância e ativismo, comemorou Kate McElwee, integrante de um grupo que defende o direito de mulheres na Igreja.

Ampliação da participação de leigos

Além da ampliação da participação feminina, as novas regras também ampliam a participação de leigos no Sínodo dos Bispos. O Papa Francisco nomeou mais leigos, incluindo jovens, para participarem das discussões e votações. A medida é mais um passo na busca de Francisco por uma Igreja mais inclusiva e participativa.

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