Anywhere office atrai talentos e une trabalho e bem-estar

Interagir com outras culturas, aprender novos idiomas, estar perto do mar ou até mesmo explorar e conhecer melhor a cidade em que se mora eram possibilidades que as pessoas precisavam programar para aquele aguardado período de férias. Mas hoje em dia, com o trabalho remoto, tais atividades tornaram-se realidade para muitos profissionais, que viram nesta flexibilidade o caminho ideal para aumentar sua qualidade de vida. O que se vê hoje, neste cenário, é o que o mercado batizou como Anywhere Office ou “Escritório em Qualquer Lugar”, na tradução livre.

Relatório recente do Google Trends mostra que a busca por “vaga home office” no Google aumentou mais de 50% em 2023 na comparação com 2022, refletindo o interesse crescente dos profissionais por essa modalidade de trabalho, ao mesmo tempo em que grandes empresas pedem pelo retorno aos escritórios no pós-pandemia. Uma outra pesquisa, realizada pela HR Tech Infojobs em parceria com o Grupo Top RH, revelou que 85% dos profissionais considerariam trocar de emprego por mais dias de home office. O debate sobre modelos de trabalho – seja remoto, híbrido ou presencial – tornou-se central, com os profissionais cada vez mais valorizando a flexibilidade na execução de suas tarefas.

Para o  will Bank, banco digital com mais de 6 milhões de clientes em todo o Brasil, valorizar o bem-estar, a rotina e as necessidades de seus colaboradores é algo primordial na cultura da empresa, de modo que boa parte deles trabalha no modelo remoto, dando-lhes a liberdade para que possam escolher realizar suas tarefas de qualquer lugar do mundo. O resultado até agora tem sido muito positivo.

A analista de dados Rafaela Ribeiro, colaboradora do will há dois anos, é apaixonada por viagens, encontrou na jornada de trabalho flexível um modelo que incentiva a mudança. Natural de Vitória, no Espírito Santo, ela já havia vivido na Bahia por cinco anos e, no final de 2023, mudou-se para Buenos Aires, na Argentina, considerando a proximidade com o Brasil e a facilidade de entrada no país.

“Aqui tenho dias mais longos, o que me permite, depois de cumprir minhas obrigações com o trabalho, aproveitar duas horas extras para passear com meu cachorro ou explorar novos lugares para uma imersão na cultura local. Essa liberdade não seria possível em um modelo de escritório fixo”, conta Rafaela, que tem 30 anos e está muito animada com a nova rotina.

Já Ana Carolina Passos, analista de marca do will Bank, passou todo o ano de 2023 conciliando o trabalho remoto com as vantagens de uma vida nômade antes de fixar residência na cidade de São Paulo, por considerá-la como o ponto de partida ideal sempre que decidir por uma nova mudança ou viagem. Junto com o companheiro, que também tem a mesma flexibilidade, Ana dividiu esse tempo morando em cinco estados brasileiros (Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais e São Paulo) e em mais de 15 cidades europeias em Portugal, Itália, França e Espanha. Foi apenas no final de 2023 que optou por permanecer na capital paulista.

Ela conta que a experiência foi muito proveitosa ao combinar os compromissos profissionais com os objetivos pessoais do casal, que queria aproveitar cada destino com suas diferentes culturas e realidades. “Estar em contato com outras culturas só enriquece o repertório e te oferece uma visão mais plural e sensível do mundo. Não falo isso só para quem viaja para fora do país, mas poder sair dos ambientes dos escritórios e ter contato com outras realidades, só faz com que as empresas tenham profissionais mais capacitados e humanos”, defende Ana. Outra vantagem para a profissional, que é baiana, o formato de trabalho permite que ela esteja perto dos familiares em ocasiões especiais só possíveis graças ao trabalho remoto.

Para Yasmin Baeta, coordenadora de operações de marketing no will Bank,  depois de trabalhar durante algum tempo em São Paulo,  a profissional voltou para Juiz de Fora (MG) – sua cidade natal – durante a pandemia e este ano decidiu pela mudança para João Pessoa, na Paraíba. Ela conta que a decisão não teve nenhuma influência no trabalho e que foi baseada apenas no que seria melhor para sua vida pessoal. “Foi o momento em que pensei no que seria melhor para mim, em termos de qualidade de vida. Esse tipo de possibilidade é algo que considero inegociável. Hoje não vivo sem o home office”, finaliza ela.

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