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Estrategista diz que IA não pode tirar o artesanato da venda

Desde que a pandemia de Covid-19 começou e passou, muita coisa tem mudado no mundo. No mercado imobiliário, esta situação não é diferente. Uma das peripécias mais interessantes e que mais têm gerado discussões é quanto a ação da Inteligência Artificial (IA) neste segmento. A revista Veja tratou, inclusive, esse tema em um editorial recente.

A publicação busca interpretar sobre o impacto das novas tecnologias e do trabalho dos robôs, relativo à venda de imóveis, sendo lançamentos ou os empreendimentos já lançados e que ainda possuem unidades a venda. O ponto principal foi a dúvida sobre uma única questão: o ofício do corretor de imóveis e o risco de entrar para a lista de profissões em extinção, sendo substituído por um software.

Sem uma justificativa clara, o autor conclui que os corretores devem estar atentos para se antecipar às mudanças, observar as novas tendências do mercado. Ainda neste contexto, Marcelo Groppo, estrategista de mercado imobiliário e consultor de construtoras, defende que estratégias de marketing e vendas que proporcionam experiências intimistas, emocionais, humanas e também tecnológicas são ferramentas que auxiliam os corretores de imóveis e as construtoras a se conectar com os compradores.

“É impossível a Inteligência Artificial destronar o corretor imobiliário. Muito pelo contrário, esse recurso deve influenciar de forma positiva o cenário desse profissional, mas não pode usurpar o artesanato da venda – um conjunto de ideias que envolve os fatores emocionais e pessoais da compra de um imóvel que só um ser humano consegue transmitir para o outro”, contextualiza.

Ainda segundo Groppo, após a pandemia, um gigantesco percentual de corretores, continuou em Home Office trabalhando por conta própria e, com isso, acabaram ficando mais solitários, focados em divulgar seus imóveis nas redes sociais, sem acesso a um gestor com experiência ou sistemas corporativos de inteligência artificial. “Esse imenso exército de corretores em carreira solo não foi usado na plenitude por que é algo muito novo. Porém, seria interessante que as construtoras se conectassem com eles para apresentar os vários recursos robustos das tecnologias de vendas, inclusive a Inteligência Artificial”, argumenta.

O especialista categoriza que mesmo que o atendimento ao cliente inicie em uma IA ele terá obrigatoriamente que terminar em um ser humano pelos motivos relacionados as emoções que vem à tona em uma compra de imóvel. “Estudos internos de casos, que desenvolvi auxiliado pela minha equipe, composta por mais de 10 mil corretores de todo país, demostram que ao menos 60% dos profissionais estão trabalhando por conta própria. Principalmente em São Paulo, onde isso é muito comum”.

O fundamento das palavras de Groppo pode refletir os números deste mercado no estado paulista. Um exemplo é o da Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário (PMI), que indica um pouco disso. De acordo com os dados coletados pelo departamento de Economia e Estatística da entidade, apenas o estado de São Paulo registrou a comercialização de 6.973 unidades residenciais ao longo do mês de outubro.

“Eu acredito que o principal motivo que faça um imóvel não encontrar um dono é a má formulação de uma estratégia de venda. Entendendo isso, acredito que o corretor não precisa temer a Inteligência Artificial e o preço do imóvel, como ocorreu durante a pandemia de Covid-19.

O que mais importa tanto para o futuro do mercado imobiliário quanto para a carreira de seus profissionais é a fundamentação de uma estratégia, manter o artesanato da venda, conviver com a tecnologia como aliada eficaz que irá conectar um cliente ao seu futuro lar”, finaliza Groppo que já vendeu mais de 5 Bilhões de Reais em Imóveis em 109 cidades do país através da estratégia de marketing e vendas.

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