Celular e computador de suspeitos de agredir ministro Alexandre de Moraes são apreendidos

Polícia Federal realiza buscas na casa do casal envolvido em Santa Bárbara D’Oeste; depoimento foi prestado

A Polícia Federal realizou buscas na residência do casal suspeito de agredir a família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Santa Bárbara D’Oeste. Durante a operação, um celular e um computador foram apreendidos na terça-feira (18). Todo o material recolhido será lacrado e enviado ao delegado responsável pelo inquérito em Brasília.

Material apreendido será enviado a delegado responsável em Brasília

Após a apreensão, o aparelho celular de Andreia e o computador de Roberto Mantovani serão enviados ao delegado responsável pelo inquérito em Brasília. Essa medida tem o objetivo de garantir a integridade das evidências e assegurar que a investigação seja conduzida adequadamente.

Polícia Federal ouve o casal em Piracicaba

Nesta terça-feira, o casal foi ouvido pela Polícia Federal em Piracicaba. O depoimento é parte importante do processo de investigação, permitindo que os suspeitos apresentem sua versão dos fatos e contribuam para o esclarecimento dos acontecimentos.

Inquérito é distribuído ao ministro Dias Toffoli

O pedido de busca e apreensão realizado pela Polícia Federal foi expedido pela presidente do STF, Rosa Weber. Após a operação, o inquérito foi distribuído ao ministro Dias Toffoli, que ficará responsável por conduzir as investigações relacionadas ao caso.

PF investiga possível patrocínio de atos golpistas

Além de buscar e apreender evidências relacionadas aos fatos ocorridos no aeroporto da Itália, a Polícia Federal também investigará a possível participação dos suspeitos em atos golpistas. Se houver elementos que indiquem o envolvimento do casal em tais atividades, isso também será objeto de investigação.

Casal alega ter sido vítima de ofensas

No depoimento prestado à Polícia Federal, Roberto afirmou que afastou o filho do ministro com o braço para proteger sua esposa, Andreia. Segundo ele, o casal foi vítima de ofensas por parte do filho de Moraes. Alega ainda que não tinha conhecimento de que estava discutindo com o filho do ministro até ser abordado pela Polícia Federal no aeroporto.

Material proveniente da Itália deve chegar amanhã

Os depoimentos realizados em Piracicaba foram acompanhados por vídeo conferência pelo delegado responsável pelo inquérito em Brasília. Neste momento, as gravações do circuito interno do aeroporto de Roma, que contêm as denúncias de ofensas, intimidação e agressão, estão em posse da Interpol da Itália. O representante da Polícia Federal na Itália esteve na Interpol nesta terça-feira para agilizar a liberação das imagens, que devem chegar ao Brasil nesta quarta-feira.

Trâmites burocráticos para compartilhamento do material

Após a autorização da Secretaria de Justiça italiana, o material do aeroporto será compartilhado com a Interpol do Brasil, que repassará tudo ao delegado responsável pelo inquérito. Todos os trâmites burocráticos necessários para a cooperação internacional já foram cumpridos pelas autoridades brasileiras, garantindo que as evidências sejam disponibilizadas para a investigação.

Relembre o caso

No dia 14 de julho, o ministro Alexandre de Moraes teria sido hostilizado por um grupo de brasileiros no aeroporto internacional de Roma, na Itália. Entre os envolvidos estavam o casal Roberto Mantovani Filho e Andréia Mantovani, o genro Alex Zanatta e o filho do casal, Giovani Mantovani. A PF está investigando as acusações de agressão, ameaça, injúria e difamação. A legislação brasileira determina que crimes cometidos por brasileiros no exterior também estão sujeitos à lei brasileira.