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Sobe para 11 o Número de Mortos no RJ; Paes Decreta Situação de Emergência Após Forte Temporal

Fortes chuvas causam alagamentos, afetam transporte e desencadeiam série de tragédias na Zona Norte e Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Rua alagada com pessoas usando bote no Jardim América, Zona Norte do Rio, após fortes chuvas — Foto: Amadeu Queiroz/TV Globo

No último final de semana, a cidade do Rio de Janeiro foi palco de uma tragédia intensificada por fortes chuvas, elevando para 11 o número de vítimas fatais e levando o prefeito Eduardo Paes a decretar situação de emergência. As consequências do temporal foram sentidas principalmente na Zona Norte e Região Metropolitana, onde vias foram alagadas, o transporte público foi afetado e diversas ocorrências trágicas foram registradas.

O balanço inicial dos bombeiros indicava 9 vítimas, mas a secretaria municipal de Saúde confirmou mais uma fatalidade, uma vítima de deslizamento no Morro da Pedreira, na Zona Norte. Além disso, duas pessoas permanecem desaparecidas em Belford Roxo. A situação levou Eduardo Paes a declarar situação de emergência na capital por volta das 15h, elevando o nível de alerta da cidade para o estágio operacional número 4, o segundo mais alto na escala de riscos.

Os impactos do temporal foram disseminados em toda a cidade. O Hospital Ronaldo Gazolla, na Zona Norte, teve seu subsolo inundado, resultando na falta de energia. Consequentemente, alguns concursos e provas programados para o domingo foram cancelados, e importantes vias, como a Avenida Brasil, foram interditadas devido a alagamentos. Municípios vizinhos, como Belford Roxo e Nova Iguaçu, também decretaram situação de emergência, registrando dezenas de desalojados e desabrigados.

As tragédias se multiplicaram com deslizamentos de terra, afogamentos e descargas elétricas que vitimaram moradores. A Defesa Civil registrou inúmeras ocorrências, incluindo bolsões d’água, pontos de alagamento e quedas de árvores em toda a cidade.

Idoso é levado por grupo em alagamento durante chuva no Rio — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

A situação de emergência se estendeu ao transporte público, com mais de 10 linhas de ônibus fora de circulação devido aos alagamentos. O Metrô enfrentou problemas, com o fechamento temporário de algumas estações na linha 2. As autoridades emitiram alertas à população para evitar deslocamentos, adiar compromissos e permanecer em locais seguros.

O prefeito Eduardo Paes e o governador em exercício, Thiago Pampolha, utilizaram suas redes sociais para orientar a população a evitar determinadas áreas, enfatizando a gravidade da situação. As recomendações incluíram adiar compromissos, oferecer abrigo a amigos e familiares e permanecer em casa sempre que possível.

A situação crítica atingiu também instituições importantes, como o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, que ficou sem energia durante a madrugada. O prejuízo se estendeu ao Batalhão da Polícia Militar, que teve instalações inundadas. Além disso, concursos e provas foram adiados, refletindo o impacto nas atividades cotidianas da cidade.

A previsão de mais chuvas e a continuidade do alerta máximo em diversas regiões reforçam a necessidade de precaução por parte da população. A tragédia no Rio de Janeiro evidencia a vulnerabilidade das cidades frente a eventos climáticos extremos, ressaltando a importância de medidas preventivas e de infraestrutura adequada para enfrentar situações emergenciais.

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