O descarrilamento do Elevador da Glória, um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Lisboa, provocou comoção nacional e internacional.

O Elevador da Glória, que liga os Restauradores ao Príncipe Real, em Lisboa, descarrilou ao final da tarde de quarta-feira, resultando em 15 mortos e 18 feridos, sendo cinco em estado grave. O acidente, que chocou Portugal e repercutiu mundialmente, ocorreu numa curva íngreme, quando a cabine colidiu com um edifício.
O presidente da Carris, empresa responsável pelo elevador, afirmou que a manutenção foi “escrupulosamente assegurada“, destacando que todos os procedimentos de segurança foram cumpridos. Entretanto, o antigo presidente da Câmara de Lisboa, João Soares, afirmou que a tragédia pode ter envolvido falha humana na manutenção, e alertou sobre os riscos de delegar inspeções a empresas externas.
O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) ativou a equipa de desastres de massa e reforçou a equipe com médicos e técnicos de Porto e Coimbra. A previsão é concluir todas as autópsias até quinta-feira de manhã, garantindo a identificação de todas as vítimas.
O governo português acompanha a situação desde os primeiros minutos, decretando luto nacional para quinta-feira, enquanto o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, determinou três dias de luto municipal.
Reações internacionais
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António Guterres, secretário-geral da ONU, declarou estar “profundamente consternado” e expressou condolências às famílias das vítimas e solidariedade ao povo português.
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Emmanuel Macron, presidente da França, disse que os franceses se unem aos portugueses no luto, e expressou “sentidas condolências às famílias das vítimas”.
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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, também se disse “profundamente consternado” com o acidente, manifestando solidariedade ao povo português e ao Presidente da República.
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António Costa, presidente do Conselho Europeu, prestou “mais sentidas condolências a Portugal e à cidade de Lisboa”.
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Kaja Kallas, vice-presidente da Comissão Europeia, afirmou estar “profundamente consternada” com a tragédia.
Situação dos feridos
Entre os 18 feridos, estão três mulheres internadas no Hospital São Francisco Xavier com múltiplas fraturas. O Hospital de Santa Maria recebeu oito pacientes, sendo um em estado crítico. Dois cidadãos espanhóis estão entre os feridos, sem registro de mortes estrangeiras.
Medidas e procedimentos
Após o acidente, a PSP pediu à população que evitasse a área para não atrapalhar as operações de resgate. A Câmara de Lisboa suspendeu imediatamente os elevadores da Bica, Lavra e o Funicular da Graça, para inspeção completa dos equipamentos.
O presidente da Câmara, Carlos Moedas, visitou os feridos nos hospitais e reuniu-se com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, para avaliar a situação e acompanhar as diligências.
O acidente com o Elevador da Glória provocou uma onda de comoção em Portugal e repercussão internacional, lembrando a importância da manutenção e fiscalização rigorosa dos transportes históricos e turísticos da cidade.
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