Esportes

A categoria Esportes do NitroNews Brasil traz tudo o que você precisa saber sobre o mundo esportivo. Aqui você encontra notícias atualizadas sobre futebol brasileiro e internacional, resultados em tempo real, tabelas de campeonatos, análises de partidas, curiosidades e tudo que movimenta o cenário esportivo. A cobertura inclui Brasileirão, Copa do Brasil, Champions League, seleções, esportes olímpicos, Fórmula 1, vôlei e mais. Tudo com uma linguagem clara, objetiva e com atualização constante para manter você sempre bem informado.


Logo Agência Brasil

França e Inglaterra entram em campo neste sábado (18) para decidir a terceira colocação da Copa do Mundo de 2026. A rivalidade entre os dois países atravessa séculos, sendo marcante para a história europeia – ainda que com poucos capítulos em termos de Copas do Mundo.

A batalha de hoje será às 18h, em Miami, nos Estados Unidos. A partida reúne duas seleções que chegaram ao torneio apontadas como favoritas ao título, mas acabaram eliminadas nas semifinais.

Notícias relacionadas:

A França foi derrotada pela Espanha nas semifinais, enquanto a Inglaterra perdeu para a Argentina. Duas derrotas que colocaram frente a frente duas das maiores potências do futebol europeu que raramente se enfrentaram em Copas do Mundo.

Histórico em Copas do Mundo

  • 1966: Inglaterra 2 x 0 França
  • 1982: Inglaterra 3 x 1 França
  • 2022: França 2 x 1 Inglaterra

Antes da disputa pelo terceiro lugar de 2026, os dois países haviam se encontrado apenas três vezes na história da competição, que tem o Brasil como o maior ganhador com cinco títulos. O retrospecto favorece a Inglaterra, com duas vitórias, contra uma da França.

O primeiro duelo ocorreu na fase de grupos da Copa de 1966, disputada na Inglaterra. Em Wembley, os anfitriões venceram por 2 a 0 – resultado que ajudou na campanha que terminaria com a conquista do único título mundial inglês.

Os países voltaram a se enfrentar em 1982, também na fase de grupos. Novamente a Inglaterra levou a melhor, vencendo Les Bleus (como os franceses são conhecidos) por 3 a 1.

A primeira vitória francesa veio apenas quarenta anos depois, durante as quartas de final da Copa do Mundo do Catar, em 2022. A França derrotou a Inglaterra por 2 a 1, garantindo vaga nas semifinais da competição.

Guerra dos Cem Anos

Assim, além da medalha de bronze, a partida em Miami representará, na verdade, o confronto esportivo mais importante da história entre estes dois países que são rivais seculares, protagonistas da história do Continente Europeu.

Uma rivalidade que vai muito além de campos de futebol, envolvendo os dois adversários da chamada Guerra dos Cem Anos (1337-1453), disputa travada pelo controle do trono francês e de territórios estratégicos.

Nos primeiros anos da guerra, os ingleses saíram na frente, com vitórias militares que possibilitaram a conquista de extensas áreas do território francês.

Na sequência, os franceses conseguiram se reorganizar e, em contra ataques, recuperaram territórios que estavam sob domínio inglês.

A partida começou a mudar quando entrou em campo Joana d’Arc. Sob sua liderança, tropas francesas obtiveram vitórias importantes em momentos decisivos como o levantamento do Cerco de Orléans (1429), considerado o ponto de virada da guerra, quando os franceses conseguiram romper o bloqueio inglês. A região de Orléans, segundo historiadores, relevante na reconquista de territórios e para a vitória final da França no conflito.


Logo Agência Brasil

Em uma final de Copa do Mundo que tem Lionel Messi de um lado e Lamine Yamal do outro, é natural que as estrelas sejam os rostos de tudo que diz respeito ao grande jogo deste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey. Mas há vida além dos craques em Argentina e Espanha.

Eles não são os protagonistas e talvez nem apareçam em destaque nas fotos dos jornais e sites que exaltem uma eventual conquista. Mas é possível que sem esses heróis “invisíveis”, nenhuma destas seleções estaria nesta decisão.

Notícias relacionadas:

É verdade que Messi tem sido crucial para o sucesso argentino na Copa. Dos 19 gols da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção), o camisa 10 participou de 12, com oito gols – artilheiro da competição – e quatro assistências. Mas para o atacante decidir lá na frente, Cristian Romero, por exemplo, tem sido fundamental no sistema defensivo.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) estabeleceu um sistema de avaliação dos jogadores de cada seleção a partir de dados coletados durante as partidas, chamado Power Ranking. No caso de atletas de linha, são três categorias: ataque, criatividade e defesa.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - Argentina v Switzerland - Kansas City Stadium, Kansas City, Missouri, U.S. - July 11, 2026 Argentina's Julian Alvarez celebrates scoring their second goal with Cristian Romero and Jose Manuel Lopez REUTERS/Agustin Marcarian
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - Argentina v Switzerland - Kansas City Stadium, Kansas City, Missouri, U.S. - July 11, 2026 Argentina's Julian Alvarez celebrates scoring their second goal with Cristian Romero and Jose Manuel Lopez REUTERS/Agustin Marcarian
 Pelo sistema de avaliação da Fifa, o camisa 9 Romero se destaca com com a sexta melhor nota (7.34) entre todos os jogadores da Copa – REUTERS/Agustin Marcarian/Proibida Reprodução

É nesta última que Romero se destaca, com a sexta melhor nota (7.34) entre todos os jogadores da Copa. Na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na última quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), pelas semifinais, ninguém superou o zagueiro nas ações defensivas (7.79).

O defensor também foi importante no ataque. O gol de cabeça, após cruzamento de Messi, marcado aos 34 minutos do segundo tempo da partida contra o Egito, pelas oitavas de final, quando os hermanos perdiam por 2 a 0, deu início à reação argentina, que venceria o confronto em Atlanta por 3 a 2.

Companheiro de Romero na zaga, Lisandro Martínez é outra peça fundamental à Argentina no Mundial. Apesar da estatura considerada baixa para um jogador da posição (1,75 metro), o defensor chama atenção pela liderança e o senso de posicionamento, que justificam a confiança do técnico Lionel Scaloni.

Além disso, Lisandro tem auxiliado as movimentações ofensivas da Albiceleste com qualidade nas bolas longas. Foi a partir de um lançamento preciso do zagueiro, da intermediária, que Messi abriu o marcador contra Cabo Verde no duelo pelos 16 avos de final. Naquele jogo em Miami (Estados Unidos), o zagueiro também balançou as redes, após cobrança de escanteio do camisa 10.

Quem colaborou para esse gol de Lisandro, desviando a bola para o zagueiro finalizar, foi outro que não se destaca exatamente pela estatura (1,76 metro), mas tem chamado atenção, principalmente, no jogo aéreo. A cada confronto, Alexis Mac Allister se firma como elemento surpresa da Argentina.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Alexis Mac Allister in action IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Alexis Mac Allister in action IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
O meia argentino Alexis Mac Allister, de 1,76m, se destacou no Mundial principalmente pelo jogo aéreo e precisão nos chutes: ele acertou duas vezes a trave na semifinal contra a Inglaterra – Reuters/Brett Davis/Proibida reprodução

Foi pelo alto que ele fez o primeiro gol da vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, em Kansas City (Estados Unidos), nas quartas de final. Contra a Inglaterra, o meia acertou duas vezes a trave, uma de cada lado. Na primeira delas, apareceu no meio de dois zagueiros bem mais altos para cabecear. É um alvo para não se descuidar.

E se há uma defesa que não tem se descuidado é justamente a da Espanha, que sofreu apenas um gol na Copa. Era sabido que a trinca formada pelos zagueiros Aymeric Laporte e Pau Cubarsi e pelo lateral-esquerdo Marc Cucurella seria difícil de superar. O lado direito, porém, suscitava dúvidas sem o experiente Dani Carvajal, que perdeu espaço devido a lesões.

Dúvidas que Pedro Porro extinguiu. No Power Ranking da Fifa, ele tem o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69), só atrás do volante Rodri (8.03), seu parceiro de seleção. No ataque, as tramas com Yamal pela direita já renderam dois gols ao lateral, inclusive o que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre a França, em Dallas (Estados Unidos), pelas semifinais.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal with Alex Baena and Marc Cucurella REUTERS/Lisi Niesner
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal with Alex Baena and Marc Cucurella REUTERS/Lisi Niesner
Pedro Porro (no alto na foto) tem o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69), só atrás do volante Rodri (8.03), seu parceiro de seleção, de acordo com o Power Ranking da Fifa – Reuters/Lisi Niesner/Proibida reprodução

Mas os gols decisivos têm sido a especialidade de Mikel Merino neste Mundial. Foram dois, ambos saindo da reserva, que sentenciaram os triunfos por 1 a 0 sobre Portugal, em Dallas, pelas oitavas; e por 2 a 1 para cima da Bélgica, em Los Angeles (Estados Unidos), nas quartas.

E dá para dizer que esse “heroísmo” de Merino não surpreende. Foi dele o gol, no último minuto da prorrogação do confronto diante da Alemanha, que levou a Espanha às semifinais da Eurocopa de 2024. A Fúria (apelido da seleção espanhola) viria a ser campeã do torneio.

Se está difícil brigar por vaga de titular em um meio-campo que tem Rodri, Fabian Ruiz, Dani Olmo, Pedri e Gavi, o diferencial de Merino é a versatilidade trabalhada no Arsenal (Inglaterra), em que é comandado pelo também espanhol Mikel Arteta. O meia aprendeu a ser um elemento surpresa e, por vezes, o chamado “falso 9 “, um centroavante que não é fixo à área e recua para buscar a bola.

Já Mikel Oyarzabal é um atacante de ofício. Não é daqueles lembrados quando se elencam os candidatos a artilheiro, mas os números pela Espanha, principalmente desde que fez o gol do título da Eurocopa há dois anos, contam outra história. São 18 gols nos 22 jogos seguintes à final de 2024, contra a Inglaterra. Nesta Copa, já anotou cinco, sendo o goleador da Fúria até aqui.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - France v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 14, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - France v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 14, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach
O atacante Mikel Oyarzabal balançou a rede nas seis finais que disputou ao longo da carreira. Nesta Copa, ele já anotou cinco, sendo o goleador da Fúria até o momento – REUTERS/Kai Pfaffenbach/Proibida reprodução

Além disso, se ele está em campo em uma final, é certeza de bola na rede. Não é exagero. Oyarzabal fez gols nas seis que disputou na carreira. Entre elas, a da Olimpíada de Tóquio (Japão), vencida pelo Brasil. Em três das decisões, saiu campeão. Além da Eurocopa, o atacante deixou a marca dele em duas conquistas da Real Sociedad na Copa do Rei, em 2021, contra o rival Athletic Bilbao (foi o do título) e este ano, diante do Atlético de Madrid.

É natural que as câmeras e holofotes, a partir do momento que argentinos e espanhois entrarem em campo, voltem-se a Messi e Yamal. Mas não estranhem se a bola do título sobrar nos pés – ou na cabeça – de algum outro herói, que deixará de ser invisível para escrever o nome na história do maior momento do futebol mundial.


Logo Agência Brasil

Não deu para a seleção brasileira feminina na final do Campeonato Mundial de Vôlei Sentado, em Hanghzou, na China. Nesta sexta-feira (17), o Brasil foi derrotado pelos Estados Unidos por 3 sets a 1, com parciais de 25/18, 25/20, 24/26 e 25/10.

Vice-campeãs por três ocasiões seguidas (2010, 2014 e 2018), as norte-americanas conquistaram o mundial pela primeira vez. As brasileiras, que chegaram à final sem ter perdido nenhum set, eram justamente as atuais campeãs. 

Notícias relacionadas:

Na edição anterior, há quatro anos, em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, o Brasil evitou que as rivais alcançassem a decisão pela quarta vez seguida, eliminando-as nas semifinais.

Apesar da derrota, as brasileiras se despediram da China classificadas para a  Paralimpíada de Los Angeles, em 2028. Como os Estados Unidos têm lugar garantido nos Jogos como país-sede, a outra vaga paralímpica do mundial foi destinada ao terceiro colocado. No caso, às anfitriãs chinesas, que bateram o Canadá, na disputa do bronze, por 3 a 0 (25/13, 25/15 e 25/14).

Entre os homens, também nesta sexta-feira, o Brasil foi superado pelo Cazaquistão por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 23/25, 22/25, 25/23 e 10/15, no duelo valendo o terceiro lugar do mundial. 

Após três edições consecutivas no top-3, com um vice-campeonato em 2014 e dois bronzes em 2018 e 2022, os brasileiros ficaram fora do pódio na competição.

Pela nona vez, a terceira seguida, o título masculino ficou com o Irã. Na reedição de quatro das últimas cinco finais, os asiáticos derrotaram a Bósnia e Herzegovina por 3 a 1 (25/21, 25/20, 20/25 e 25/16). 

Ambos se garantiram em Los Angeles. Na Paralimpíada anterior, em Paris, na França, os dois fizeram a decisão e os iranianos também ganharam. Foi o oitavo ouro do país na modalidade.

A seleção masculina terá mais uma oportunidade de classificação no Campeonato Pan-Americano, a ser disputado em 2027, em local e data ainda a serem definidos. 

O Brasil terá de ser o campeão para ficar com a vaga sem depender de uma repescagem internacional, em 2028.


Logo Agência Brasil

O Brasil foi superado pelos anfitriões Estados Unidos por 3 sets a 0 (parciais de 25/23, 25/19 e 25/18) na noite de quinta-feira (17) em Chicago, e se distanciou da zona de classificação para a fase final da Liga das Nações de vôlei masculino. Após a quarta derrota em 10 jogos, a Amarelinha ocupa a oitava posição, com 16 pontos. Apenas os sete primeiros colocados entre 18 nações participantes avançam às quartas de final – a oitava vaga é reservada à China, que sediará a reta final do torneio.

Para seguir com chance de passar à próxima fase, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho precisará vencer a Polônia (3ª colocada na Liga) na noite desta sexta (17), a partir das 22h (horário de Brasília) e superar a China (lanterna do torneio) no domingo (19), às 14h.

Notícias relacionadas:

Para a partida desta sexta (17), Bernardinho escalou os seguintes jogadores Brasília e Cachopa (levantadores); Bryan e Darlan (opostos); Adriano, Arthur Bento, Honorato e Lucarelli (ponteiros);  Flávio, Judson, Pinta e Barreto (centrais); e Maique e Pureza (líberos). 

Próximos jogos do Brasil

sexta (17) – 22h – Brasil x Polônia

domingo (19) – 14h – Brasil x China


Logo Agência Brasil

Após 57 dias, a bola voltou a rolar pelo Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Nesta sexta-feira (17), o Vitória derrotou o Botafogo por 2 a 0 no Barradão, em Salvador, em jogo atrasado da sétima rodada da competição.

O primeiro triunfo afastou as Leoas da lanterna e da zona de rebaixamento do Brasileirão, que engloba os dois últimos colocados entre os 18 participantes. A equipe baiana soma os mesmos seis pontos do América-MG, mas fica à frente, em 16º, pelo número de gols marcados (nove a seis). Já as Gloriosas seguem com cinco pontos, agora em último lugar, sem vencer há 11 rodadas.

Notícias relacionadas:

A partida estava marcada para 22 de abril, mas teve de ser reagendada após um surto de problemas gastrointestinais acometer 16 integrantes da delegação do Botafogo em Salvador, entre jogadoras e membros da comissão técnica.

O duelo, inicialmente remarcado para 31 de maio, foi adiado outras duas vezes. Primeiro devido ao compromisso do Vitória na Copa do Brasil Feminina, contra o Atlético-MG. Depois, por conta da partida do clube baiano diante do Vasco, na última quinta-feira (17), no retorno do Brasileirão Masculino, que também seria no Barradão.

Com a bola rolando, o Botafogo até foi até melhor no primeiro tempo, mas o Vitória se destacou na eficiência. Aos 42 minutos, a meia Lany driblou a atacante Fernanda Tipa pela esquerda e cruzou para a volante Pipoca, quase de costas para o gol, cabecear para as redes.

Na etapa final, as Leoas chegaram ao gol do triunfo aos 31 minutos. A volante Vik Moura levantou na área pela direita, a zagueira Thaynara se antecipou para afastar o perigo, mas deu bobeira na frente da atacante Joicy Garcez, que aproveitou para definir o placar no Barradão.

O próximo compromisso do Vitória será no dia 26 de julho, um domingo, às 11h (horário de Brasília), contra o líder Corinthians, no Parque São Jorge, em São Paulo, com transmissão ao vivo da TV Brasil. Já o Botafogo tem um novo desafio em solo baiano. No dia 27, uma segunda-feira, as Gloriosas pegam o Bahia na Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA), às 19h.


Logo Agência Brasil

A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo é a chance de um prêmio de consolação pela glória que ficou pelo caminho. Para a França, que mede forças com a Inglaterra às 18h (horário e Brasília) deste sábado (18), em Miami (Estados Unidos), pode representar a última pincelada numa obra que fascinou, mas não alcançou o patamar esperado. Tida como a equipe favorita ao título pelo que fez antes e durante o Mundial de 2026 – antes da semifinal com a Espanha – , a seleção francesa, em caso de vitória, pode sacramentar uma vaga no seleto grupo de times que marcaram uma edição de Copa mesmo sem conquistá-la.  

No momento, a França tem o segundo melhor ataque da competição, com 16 gols em sete partidas. A Argentina marcou 19, mas jogou duas prorrogações, ou seja, 60 minutos a mais. O craque francês Kylian Mbappé ainda divide a artilharia desta edição com Lionel Messi, com oito gols cada um. Além da artilharia desta e de todas as Copas (Messi tem 21 e Mbappé tem 20 gols em Mundiais, respectivamente), o camisa 10 francês ainda luta para ser o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em um Mundial.

Notícias relacionadas:

Nas estatísticas da Fifa, a França foi a equipe que mais finalizou (120 vezes, mesmo total da Espanha) e a que mais teve finalizações certeiras (50), ou seja, foi a que mais colocou os goleiros adversários para trabalharem. Até a semifinal, era o único time a vencer todos os seis jogos que disputou sem precisar de prorrogação em nenhum deles.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - France v Morocco - Boston Stadium, Foxborough, Massachusetts, U.S. - July 9, 2026 France's Kylian Mbappe celebrates scoring their first goal IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler Ii
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - France v Morocco - Boston Stadium, Foxborough, Massachusetts, U.S. - July 9, 2026 France's Kylian Mbappe celebrates scoring their first goal IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler Ii
O craque francês Kylian Mbappé divide a artilharia desta edição com Lionel Messi, com oito gols cada um, e sonha luta para ser o primeiro jogador desde o alemão Gerd Müller, em 1970, a marcar mais de oito vezes em um Mundial – Reuters/David Butler Li/proibida reprodução

Cultuada como uma seleção com uma geração de talentos inigualáveis nos últimos três ciclos, a equipe comandada por Didier Deschamps tem no setor ofensivo uma combinação explosiva: Mbappé é considerado o melhor do time, Ousmane Dembélé amadureceu a ponto de ter sido escolhido o melhor jogador do mundo em 2025 – conquistou o prêmio Bola de Ouro e o The Best da Fifa – e Michael Olise surgiu, de forma arrebatadora, para ser um maestro, desde a sua estreia na França, há menos de dois anos.

Durante a Copa, o trio produziu diversos momentos memoráveis. Mbappé fez belos gols contra Senegal e Iraque, unindo quantidade e qualidade. Dembélé, ele próprio autor de cinco gols, fez um hat-trick (três gols em uma partida) contra a Noruega. Olise não marcou, mas anotou cinco assistências, um número superado apenas por Pelé em 1970. Ele esteve perto de marcar dois golaços, um de cobertura contra o Iraque e um de meia-bicicleta contra a Suécia, mas em ambos os lances acabou acertando uma das traves.

A curiosidade é que, nesta sequência de Copas com a França em evidência, a edição de 2026 terá o pior o resultado entre as três. Depois de duas finais, com um título e um vice, o atual time pode alcançar, no máximo, o terceiro lugar.

Hungria, Holanda e Brasil também já brilharam

O conceito de seleção que encantou durante uma Copa mas não venceu foi praticamente criado pela Hungria de 1954. Naquela Copa, liderada pelo lendário Ferenc Puskás, que hoje batiza o prêmio de gol mais bonito do ano da FIFA, a seleção húngara atropelou os adversários rumo à final. Um deles, inclusive, foi o Brasil, derrotado por 4 a 2 nas quartas de final da edição disputada na Suíça.

Na decisão, os húngaros acabaram derrotados pela mesma Alemanha Ocidental que humilharam na fase inicial. O primeiro duelo, disputado contra os reservas alemães, terminou com vitória por 8 a 3. Na final, a Hungria abriu 2 a 0 e sofreu a virada para terminar como vice com a derrota por 3 a 2. Até hoje, aquela seleção húngara, com incríveis 27 gols marcados em apenas cinco partidas, é o melhor ataque da história das Copas em uma mesma edição. A Argentina, melhor ataque da edição atual e que terá um inédito oitavo jogo à disposição na busca pelo troféu, terá que marcar oito gols na final contra a Espanha para igualar a performance da Hungria em 1954.


Copa do Mundo 1982, Zico , Júnior, seleção brasileira
Copa do Mundo 1982, Zico , Júnior, seleção brasileira
Comandada pelo técnico Telê Santana, o escrete canarinho com Zico, Júnior (ambos na foto), Sócrates e Falcão, entre outros, faz parte do seleto grupo de seleções que encantaram o mundo, mas não levantaram a taça – imago sportfotodienst

Vinte anos depois daquela exibição, uma outra seleção europeia ganhou corações mas não o troféu. A Holanda teve sua geração de ouro, forjada principalmente pelo técnico Rinus Michels e o Ajax do início da década. O craque vestia a 14: Johan Cruijff comandou um time que, além de jogar bonito e marcar muitos gols (foram 15 naquela Copa), tinha um estilo diferente de jogar, que recebeu a alcunha de Laranja Mecânica, por funcionar perfeitamente em um esquema sem posições fixas em campo. Uma vitória por 2 a 0 contra o Brasil, que defendia o título, levou a Holanda à final contra os donos da casa da Alemanha Ocidental. Na decisão, após sair na frente, a equipe levou a virada e ficou com o segundo lugar. O país voltaria a ser vice-campeão na edição seguinte, novamente contra a seleção dona da casa, no caso a Argentina, mas já sem encantar tanto e sem Cruijff.

Em 1982, coube ao Brasil o papel de encher os olhos do público. O famoso time de Telê Santana proporcionava espetáculos e foi superando adversário por adversário, marcando gols em profusão, sendo algumas obras-primas. Depois de fazer 3 a 1 na Argentina de Maradona, que era a atual campeã, a seleção brasileira só precisava de um empate contra a Itália para avançar às semifinais. Mas uma dolorosa derrota por 3 a 2, com três gols do carrasco Paolo Rossi, representou o fim da linha para a equipe e uma frustração para uma legião de fãs que foram conquistados pelo time que tinha Falcão, Zico, Sócrates e Júnior, entre outros nomes. Mesmo fazendo dois jogos a menos que as equipes que avançaram, o Brasil ainda terminou aquela Copa com o melhor ataque, com 15 gols marcados em cinco partidas.


Logo Agência Brasil

A Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, foi pauta na edição norte-americana da Conferência de Futebol (Confut). O evento com lideranças da indústria do esporte começou na última quinta-feira (17) e chega ao fim nesta sexta (18) no Hotel Double Tree by Hilton, em Nova Jersey (EUA).

O local fica a cerca de 16 quilômetros do palco da final da Copa Masculina, entre Espanha e Argentina, neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília).

Notícias relacionadas:

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participa do encontro pela segunda vez como apoiadora de mídia. A primeira foi na Confut Sudamericana, em setembro do ano passado, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo.

“Acho muito importante que a empresa tenha se tornado um agente nessa conversa sobre o futebol feminino. Estamos aqui como uma emissora pública que transmite a modalidade no Brasil, que se afirma como a casa do futebol feminino e que apoia o empoderamento feminino por meio do futebol”, destacou a diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino.

TV Brasil, emissora pública da EBC, transmite ao vivo o Campeonato Brasileiro Feminino, além das fases decisivas das Séries A2 (segunda divisão) e A3 (terceira) e das finais das categorias sub-17 e sub-20. No ano passado, ainda houve a exibição dos jogos do Brasil na Copa América Feminina, disputada no Equador e que terminou com título da seleção canarinho. Foram alcançados 1,17 milhão de domicílios entre os dias 13 de julho e 2 de agosto de 2025.


EBC, Antonia Pellegrino, Confut, Nova Jersey, futebol feminino, EBC
EBC, Antonia Pellegrino, Confut, Nova Jersey, futebol feminino, EBC
Diretora-presidente da EBC Antonia Pellegrino (na foto à esquerda) participou de painéis sobre futebol feminino no Confut USA , na última quinta-feira (16) – Divulgação/Confut USA

A diretora-presidente da EBC participou de painéis sobre a modalidade e a realização da Copa Feminina no Brasil. A competição será realizada entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027 em oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

“Em um período inferior a 15 anos, o Brasil terá concentrado os principais eventos esportivos do mundo: a Copa Masculina de 2014, a Olimpíada [do Rio] de 2016 e, agora, a Copa Feminina, que movimentará mais de R$ 8,8 bilhões e gerará mais de 70 mil empregos”, disse Roberto Gevaerd, diretor de gestão e inovação da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

O Mundial Feminino do Brasil será o décimo da história da competição, iniciada em 1991, na China. A seleção brasileira, como país-sede, tem vaga assegurada entre os 32 participantes e segue como uma das únicas disputarem todas as edições do evento.

Outras 13 seleções se classificaram para o torneio por meio das eliminatórias continentais: Austrália, China, Japão, Coreia do Norte, Filipinas, Coreia do Sul, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Dinamarca, França, Alemanha e Espanha – esta última é a atual campeã.

“[O Mundial] É um canhão muito grande, uma competição consolidada. São muitas oportunidades que teremos de visibilidade para o futebol feminino brasileiro e da América do Sul e alavancar ainda mais a modalidade para todos os parceiros comerciais e consolidar nosso produto”, projetou Aline Pellegrino, capitã da seleção brasileira vice-campeã mundial em 2007 e atualmente diretora de Legado e Relações Institucionais da Copa de 2027.

Realizada desde 2019, a Confut terá mais dois encontros este ano. Entre os dias 8 e 10 de setembro, ocorre a Confut Sudamericana no Rio de Janeiro. De 8 a 10 de dezembro, será a vez da Confut Nordeste, em Recife. A primeira edição da Confut Euro está marcada para março de 2027, no Porto (Portugal).


Logo Agência Brasil

A classificação de Argentina e Espanha à final da Copa do Mundo fez com que fotos de 2007, que viralizaram há dois anos, voltassem a repercutir.

No ensaio fotográfico, realizado para um calendário beneficente produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o jornal espanhol Sport, uma jovem estrela do futebol chamada Lionel Messi, então com 20 anos, dava banho – ou tentava – em um bebê de cinco meses.

Notícias relacionadas:

A família daquela criança residia em Mataró, na Catalunha, uma das comunidades autônomas da Espanha. A mãe, Sheila, nasceu em Guiné Equatorial. O pai, Mounir, é marroquino. Eles foram sorteados para que o menino participasse da ação.

Quase duas décadas se passaram até que uma publicação de Mounir nas redes sociais, em meio à Eurocopa de 2024, revelasse a identidade do neném na banheira: o craque espanhol Lamine Yamal.

Dezenove anos depois, os personagens daquele ensaio, registrado pelo fotógrafo Joan Monfort, estarão novamente frente a frente neste domingo (19), porém como adversários no maior jogo de futebol possível: uma final de Copa do Mundo.

O jogo será em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a partir das 16h (horário de Brasília). 

Quando os destinos se cruzam

A história deles se cruza definitivamente após coincidências de carreira. Aos sete anos, Yamal foi levado ao Barcelona por Jordi Roura, então diretor de La Masia, como é conhecida a famosa academia de formação do clube.

O jovem acompanhou de perto a trajetória de Messi na base do time espanhol, para onde migrou aos 13 anos, levado por Carles Rexach, à época dirigente dos Blaugranas (azul-grená, na tradução do catalão, apelido da equipe).


Lionel Messi, da Argentina, comemora após a partida
15 de julho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Lionel Messi, da Argentina, comemora após a partida
15 de julho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Lionel Messi, da Argentina, comemora mais uma classificação à final da Copa, após a vitória sobre a Inglaterra – Reuters/Brett Davis/Proibida reprodução

Ambos também pularam etapas e chegaram cedo à equipe principal do Barcelona e às respectivas seleções.

O argentino, aos 17 anos e três meses, estreou de maneira oficial no time adulto do Barça aos 38 minutos do segundo tempo de uma vitória por 1 a 0 sobre o Espanyol, em outubro de 2004, pelo Campeonato Espanhol. Messi substituiu o luso-brasileiro Deco, que marcou o gol do triunfo dos catalães.

A primeira vez com a camisa da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina) foi aos 18 anos e um mês, em amistoso contra a Hungria, em 17 de agosto de 2005. A então jovem promessa entrou em campo aos 18 da etapa final, mas ficou apenas 47 segundos em campo. Tempo suficiente para acertar uma cotovelada no zagueiro Vilmos Vanczak e ser expulso.

Menos de um ano depois, porém, lá estava Messi na primeira das seis Copas do Mundo de sua carreira. A uma semana de completar 19 anos, o atacante foi a campo aos 30 do segundo tempo da vitória por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, no lugar de Maxi Rodríguez.

Ao contrário das outras estreias, o atacante desta vez balançou as redes, fechando o placar com o “gol um” dos 21 anotados em Mundiais, que o tornaram o maior artilheiro da história do evento.

Quando Yamal tinha 12 anos, uma reportagem do diário espanhol Marca o descreveu justamente como “uma cópia fiel” de Messi “em todos os aspectos: dribles, tabelas e finalizações”. Ele, porém, é ainda mais precoce.

Na primeira vez no time principal do Barcelona, o atacante tinha somente 15 anos e nove meses quando foi a campo, em 29 de abril de 2023, na vitória por 4 a 0 sobre o Real Betis, pelo Espanhol. Curiosamente, assim como o argentino, o jovem estreou aos 38 minutos da etapa final.

Outra marca de Yamal foi se tornar, aos 16 anos e pouco mais de um mês, o titular mais novo da história do Barça, ao iniciar o duelo contra o Cádiz pela liga nacional, em 20 de agosto de 2023.

Em questão de dias, veio a convocação à equipe principal da Espanha pelo técnico Luis de la Fuente – com quem já tinha trabalhado nas seleções de base – seguida pelo primeiro gol, na goleada por 7 a 1 sobre a Geórgia, em 8 de setembro.


FILE PHOTO: Soccer Football - Euro 2024 - Quarter Final - Spain v Germany - Stuttgart Arena, Stuttgart, Germany - July 5, 2024 Spain's Lamine Yamal celebrates after Dani Olmo scores their first goal REUTERS/Heiko Becker/File Photo
FILE PHOTO: Soccer Football - Euro 2024 - Quarter Final - Spain v Germany - Stuttgart Arena, Stuttgart, Germany - July 5, 2024 Spain's Lamine Yamal celebrates after Dani Olmo scores their first goal REUTERS/Heiko Becker/File Photo
Lamine Yamal, em 2024, comemora gol da seleção espanhola nas quartas de final do campeonato europeu sobre a Aleanha – Reuters/Heiko Becker/proibida reprodução

A Copa de deste ano é a primeira da joia catalã. Ao contrário de Messi, Yamal estreou em Mundiais já como titular e campeão europeu pela Fúria (apelido da seleção espanhola) em 2024.

O primeiro gol, que inaugurou o placar da vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, pela segunda rodada da fase de grupos, fez dele o oitavo jogador mais jovem a balançar as redes na história do torneio, aos 18 anos e 357 dias, superando em duas semanas a marca do próprio camisa 10 argentino.

Uma “quase” dupla de ataque

O curioso é que os dois poderiam estar lado a lado nesta Copa. Em 2004, ainda desconhecido em seu país, Messi tinha 17 anos e já era monitorado para representar a Espanha na base.

O empresário Horácio Gaggioli, natural de Rosário, assim como o craque argentino, entregou uma fita com lances dele a Claudio Vivas, auxiliar do então treinador da Albiceleste, Marcelo Bielsa.

Na ocasião, se um jogador atuasse por uma seleção de base em um jogo oficial, competitivo ou amistoso, ele ficava impossibilitado de representar outra nação. Por isso, a Associação de Futebol Argentino (AFA) organizou, às pressas, uma partida entre as equipes sub-20 do país e do Paraguai. Os hermanos venceram por 8 a 0 e foi justamente Messi, vestindo a camisa 17, quem fez o último gol.

No ano seguinte, Messi liderou a Argentina ao título do Campeonato Mundial sub-20, na Holanda. Decisivo, balançou as redes nos quatro jogos das fases eliminatórias.

Entre as “vítimas”, estiveram o Brasil nas semifinais (vitória por 2 a 1) e, ironicamente, a própria Espanha, que sofreu dois gols do craque no triunfo da Albiceleste por 3 a 1.

Se era o destino que Messi, de fato, vestisse a camisa argentina ao invés da espanhola, quis ele também que a despedida do camisa 10 em Copas do Mundo ocorresse justamente diante da Fúria e com Yamal – o bebê por ele “banhado” – do outro lado. Uma simbólica passagem de bastão para decidir o campeão deste Mundial de protagonistas.