O guarda civil metropolitano Henrique Marival de Sousa, de 37 anos, foi preso em flagrante após assassinar o secretário-adjunto de Segurança de Osasco, Adilson Custódio Moreira. O crime ocorreu na última terça-feira (6), dentro do prédio da prefeitura, após uma reunião que discutia mudanças administrativas na segurança pública. Henrique se trancou na sala com a vítima, demonstrou arrependimento e afirmou que “fez uma besteira” ao ser preso.
Conflito profissional teria motivado o crime
Segundo a Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta para uma desavença profissional entre Henrique e Adilson como motivação do crime. O comandante da GCM de Osasco, Erival, explicou que o guarda civil seria transferido para outro posto de trabalho, o que gerou atritos. “Ele trabalhava em vários equipamentos públicos, e iríamos realocá-lo para outro local. Esse fato gerou o conflito”, afirmou.
Após efetuar ao menos 10 disparos, Henrique se trancou na sala onde estava com Adilson, impedindo o socorro imediato. Testemunhas relataram que ouviram os tiros e ficaram em pânico, enquanto a equipe da GCM acionava reforços para lidar com a situação.
Negociações tensas e rendição do suspeito
A negociação com Henrique foi conduzida pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar, que contou com o apoio da esposa do guarda para convencê-lo a se render. Durante a conversa, realizada por videochamada com a presença de um advogado, Henrique mostrou sinais de nervosismo e preocupação com sua família.
“O suspeito estava muito nervoso, pedindo apoio para a família e demonstrando arrependimento. Ele disse que teve uma explosão emocional e cometeu uma besteira”, relatou o coronel Valmor Racorti, comandante do policiamento de choque. Após duas horas, Henrique abriu a porta e foi preso.
Prefeitura lamenta a morte e decreta luto oficial
A morte do secretário-adjunto Adilson Custódio Moreira causou grande comoção na administração pública de Osasco. A prefeitura decretou luto oficial e emitiu uma nota lamentando o ocorrido e prestando solidariedade à família da vítima.
As investigações continuam para apurar detalhes do crime e esclarecer os eventos que levaram ao assassinato. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o atrito relacionado à transferência de Henrique foi o estopim da tragédia.

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