STF impõe medidas cautelares a Bolsonaro após operação da PF por risco de fuga

A imposição de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica, foi motivada pelo risco de tentativa de fuga do país, segundo informações obtidas por investigadores envolvidos no caso.
Na manhã desta quinta-feira (17), durante uma operação da Polícia Federal (PF), foram apreendidos pelo menos US$ 10 mil em espécie na residência de Bolsonaro, localizada em Brasília — valor que ainda está em processo de contabilização oficial. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.
Além da casa do ex-presidente, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do Partido Liberal (PL), ao qual Bolsonaro é filiado. As medidas foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a pedido da Polícia Federal e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Polícia Federal confirma mandados e investigação sobre tentativa de golpe
Em nota oficial, a Polícia Federal confirmou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares autorizadas pelo STF. As ações integram o inquérito que apura uma possível tentativa de golpe de Estado envolvendo Jair Bolsonaro.
O ex-presidente é réu em uma ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República apresentou suas alegações finais nesta semana, pedindo a condenação de Bolsonaro por cinco crimes.
O julgamento está previsto para ocorrer até o início de setembro, o que pode trazer desdobramentos decisivos para a situação jurídica do ex-presidente.
Contexto e próximos passos do processo contra Bolsonaro
A investigação da PF e as medidas cautelares refletem um ambiente jurídico tenso e com possibilidade de aprofundamento dos riscos associados à permanência de Bolsonaro em liberdade com poucos controles.
O uso da tornozeleira eletrônica e as restrições impostas visam garantir o andamento regular do processo e evitar que o ex-presidente tente se evadir da Justiça.
Aliados e integrantes do PL já manifestaram preocupação com os desdobramentos e alegam que as medidas são uma perseguição política.
Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal mantém o calendário firme para o julgamento da ação penal, que pode definir o futuro político e judicial de Bolsonaro.
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