Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.


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Em uma ação conjunta, equipes das polícias Civil e Militar realizaram, nesta terça-feira (14), mais uma fase da Operação Contenção, contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho com atuação nas comunidades Cidade de Deus, Muzema e Vila Sapê, em Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio.

A ação foi resultado de investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital e teve como objetivo enfraquecer a estrutura da organização criminosa, impedir sua expansão territorial e reduzir os impactos diretos do grupo sobre os índices de criminalidade, especialmente os roubos de veículos.

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Na ação, 23 criminosos foram presos. Houve a apreensão de material entorpecente, além de 200 cartuchos, 11 carregadores, 20 celulares, quatro radiotransmissores, quatro motocicletas, um veículo e um artefato explosivo.

Os agentes também localizaram uma central de gatonet clandestina, e equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) fecharam uma loja de multimarcas com dezenas de produtos falsificados.

Equipes do Batalhão de Polícia do Choque (BPChq) da Polícia Militar apreenderam seis fuzis ao longo da ação, localizados na comunidade da Muzema, no Itanhangá, controlada pelo Comando Vermelho. Em uma área de mata fechada, três criminosos foram baleados e encaminhados a um hospital público na Barra da Tijuca.

Segundo a Polícia Civil, a ação resulta de um trabalho de inteligência que identificou a estrutura de atuação da organização criminosa e sua influência sobre diversos crimes patrimoniais, como roubos e receptação de veículos. Esses automóveis eram usados em outras ações criminosas ou incorporados à logística da organização, fortalecendo financeiramente o grupo e ampliando sua capacidade operacional.

“Os agentes reuniram elementos que revelaram uma divisão de funções entre os integrantes da quadrilha, responsáveis por atividades como comércio de drogas, vigilância armada, comunicação por rádio, segurança de lideranças e monitoramento dos acessos às comunidades. Os policiais também identificaram publicações em redes sociais nas quais os criminosos exibiam armas de fogo, drogas, rádios comunicadores e símbolos ligados à facção criminosa”, informou a Polícia Civil.

De acordo com balanço divulgado nesta terça-feira pela Polícia Civil, desde o início da operação, mais de 370 suspeitos foram presos e 137 morreram em confrontos. Foram apreendidas cerca de 480 armas, entre elas 190 fuzis, além de mais de 51 mil munições.

Entidades que atuam em defesa dos direitos humanos consideram a Operação Contenção a mais letal da história do Rio de Janeiro. Deflagrada pelas forças de segurança do estado em outubro de 2025 contra a facção Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, a ação terminou com 121 mortes, segundo balanço oficial divulgado à época.


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As seleções de Argentina e Inglaterra chegam praticamente com força total para o duelo desta quarta-feira (15), em Atlanta Estados Unidos), que vai definir o segundo finalista da Copa do Mundo de 2026. Com os cartões amarelos sendo zerados após a fase de quartas de final, todos os atletas pendurados de ambas as equipes escaparam ilesos e estão à disposição para o jogo.

A exceção é um atleta que, na verdade, não estava pendurado: o zagueiro inglês Jarell Quansah cumprirá suspensão pela expulsão na partida contra o México, ainda nas oitavas de final. Ele acabou recebendo dois jogos como punição (um a mais do que a tradicional suspensão automática) e não poderá defender a equipe comandada pelo alemão Thomas Tuchel. 

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Pela Inglaterra, Jude Bellingham, Declan Rice, Marc Guéhi e Nico O’Reilly conseguiram sair do confronto com a Noruega sem receberem cartões e o mesmo aconteceu com Gonzalo Montiel, da Argentina, na partida contra a Suíça. Eles não têm mais cartões na conta, mas podem ficar de fora de uma eventual decisão se forem expulsos de campo nesta quarta. Obviamente, o mesmo vale para todos os outros atletas.

Três dos cinco principais artilheiros desta edição estarão em campo: Lionel Messi, com oito gols, e Bellingham e Harry Kane, com seis cada um. No confronto com a Suíça, pela primeira vez nesta Copa, Messi (artilheiro histórico da competição, com 21 gols) não marcou. Pelo lado inglês, a curiosidade é que todos os gols do ‘English Team’ no mata-mata foram marcados pela dupla Bellingham e Kane: quatro pelo meia do Real Madrid e três pelo atacante do Bayern de Munique, respectivamente.

Em um confronto com muita história em Copas, a Argentina tenta manter viva a possibilidade de ser a primeira seleção a conquistar dois títulos consecutivos desde o Brasil em 1958 e 1962. Já a Inglaterra vai em busca do troféu que não vem desde 1966. Aquela também foi a única vez que os ingleses chegaram até a final.


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Produtores rurais que investirem em projetos de sustentabilidade terão acesso às menores taxas de juros dos Fundos Constitucionais de Financiamento na safra 2026/2027. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para as operações de crédito rural com recursos dos fundos do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).

As iniciativas de agricultura de baixo carbono, preservação ambiental, inovação tecnológica, geração de energia renovável para consumo próprio e ampliação da capacidade de armazenagem terão juros a partir de 7,52% ao ano.

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As condições passam a valer de 15 de julho de 2026 a 30 de junho de 2027. Elas também estabelecem taxas diferenciadas conforme a região, o porte econômico do produtor e a finalidade do financiamento.

Projetos sustentáveis

As linhas voltadas à sustentabilidade terão os menores encargos financeiros entre todas as modalidades de crédito rural financiadas pelos fundos constitucionais.

Nas operações com taxas prefixadas e bônus de adimplência (bônus para quem paga em dia), os juros serão de:

  • 7,52% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE);
  • 7,64% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO);
  • 8,14% ao ano no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Nas modalidades com taxas pós-fixadas, os encargos poderão ser ainda menores.

Demais financiamentos

Para as demais operações de investimento, os juros variam conforme o fundo, a finalidade do crédito e o porte do produtor.

No FNE e no FCO, as taxas efetivas prefixadas com bônus de adimplência ficarão entre 7,65% e 12,45% ao ano.

No FNO, os encargos vão de 7,80% a 10,20% ao ano.

Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é oferecer condições de financiamento compatíveis com o perfil do produtor e estimular investimentos nas diferentes regiões do país.

Nova classificação

A resolução também altera a forma de enquadramento dos produtores rurais.

Até agora, produtores com receita bruta anual de até R$ 16 milhões eram tratados em uma única faixa. Com a mudança, o grupo passa a ser dividido em duas categorias:

  • Produtores com faturamento de até R$ 4,8 milhões;
  • Produtores com receita entre R$ 4,8 milhões e R$ 16 milhões.

A medida busca direcionar de forma mais precisa os recursos dos fundos constitucionais, adequando as condições de financiamento ao porte econômico dos beneficiários.

Fundos regionais

Os Fundos Constitucionais de Financiamento foram criados para estimular o desenvolvimento econômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste por meio da oferta de crédito com condições diferenciadas para investimentos produtivos, incluindo o setor agropecuário.

As diretrizes foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão responsável por definir as políticas de crédito, câmbio e moeda no país. Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.


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O Brasil assinou junto com o Paraguai, a Argentina e o Chile o Memorando de Entendimento sobre o Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (Alas). Assinado em Assunção, no Paraguai, nesta terça-feira (14), o documento apresenta as regras para a criação do Céu Único Sul-Americano.

O Céu Único Sul-Americano, idealizado pelos países, propõe um mercado aéreo sul-americano com maior abertura à prestação de serviços aéreos, com atenção aos marcos legais e regulatórios de cada país.

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“Entre os objetivos estão a ampliação de voos, a redução gradual de barreiras regulatórias e a evolução das regras de acesso aos mercados do transporte aéreo”, explicou o Ministério de Portos e Aeroportos, em nota.

A intenção é integrar mais cidades da América do Sul, a exemplo do que já ocorre na África, União Europeia e Oceania.

Um grupo de trabalho será formado para elaborar, em um prazo de 12 meses, propostas para a implementação gradual do Céu Único Sul-Americano. O grupo será composto por autoridades aeronáuticas dos países participantes. 

O Uruguai informou que deve aderir ao memorando posteriormente.


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O volume de dinheiro esquecido por pessoas e empresas em bancos e outras instituições financeiras caiu para R$ 6,24 bilhões em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Banco Central (BC).

A redução em relação aos meses anteriores, quando o montante superava R$ 10 bilhões, ocorreu após a transferência de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), utilizado para dar suporte ao programa Desenrola Brasil.

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Mesmo após o repasse, o Banco Central afirma que bilhões de reais continuam disponíveis para saque por pessoas físicas e jurídicas que ainda não resgataram seus recursos.

Por que caiu?

A principal razão para a queda foi a entrada em vigor da Lei 14.973/2024, que autorizou a transferência de recursos esquecidos que permaneceram sem pedido de resgate dentro do prazo estabelecido pelo governo.

Os R$ 5,7 bilhões foram enviados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo utilizado para oferecer garantias financeiras ao programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil.

A operação está sendo analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga se recursos fora do Orçamento público estão sendo usados para programas federais.

Segundo o Banco Central, pelo menos 10% do valor transferido permanece reservado para atender eventuais pedidos de resgate feitos posteriormente pelos titulares dos recursos.

Quanto ainda pode ser sacado?

Mesmo após a transferência, ainda há R$ 6,24 bilhões disponíveis para devolução.

Desse total:

  • R$ 4,44 bilhões pertencem a 24,08 milhões de pessoas físicas;
  • R$ 1,8 bilhão pertence a 2,27 milhões de empresas.

Desde que o Sistema de Valores a Receber (SVR) foi criado, o Banco Central informa que R$ 15,47 bilhões já foram devolvidos aos titulares.

Onde está o dinheiro?

Os recursos estão distribuídos entre diferentes instituições financeiras.

A maior parte está concentrada nos bancos, que ainda possuem R$ 2,91 bilhões a devolver.

Na sequência aparecem:

  • Administradoras de consórcio: R$ 2,25 bilhões
  • Cooperativas de crédito: R$ 586,7 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 311,5 milhões
  • Financeiras: R$ 106,3 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 71 milhões
  • Outras instituições: R$ 8,8 milhões

Quem tem direito?

Qualquer pessoa física ou empresa que tenha mantido relacionamento com bancos, cooperativas, financeiras, consórcios ou corretoras pode ter dinheiro esquecido.

Os recursos podem ser provenientes de:

  • Contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo
  • Tarifas cobradas indevidamente
  • Parcelas de empréstimos cobradas em excesso
  • Contas de pagamento encerradas com saldo
  • Recursos de consórcios encerrados
  • Cotas de cooperativas de crédito
  • Contas de investimento encerradas
  • Outros valores que as instituições financeiras são obrigadas a devolver.

Maioria recebe pouco

O levantamento mostra que a maior parte dos beneficiários tem pequenas quantias.

  • 67,6% têm até R$ 10 para receber;
  • 19,5% possuem entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 10,4% têm valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;
  • 2,46% dos beneficiários possuem mais de R$ 1 mil disponíveis para resgate.

Como consultar?

A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo SVR, do Banco Central.

O procedimento é simples:

  • Acessar o Sistema de Valores a Receber
  • Informar CPF ou CNPJ e os dados solicitados
  • Verificar se existem valores disponíveis
  • Fazer login com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro
  • Pedir a devolução conforme as orientações do sistema.

Quem não tem chave Pix poderá combinar outra forma de recebimento diretamente com a instituição financeira.

Resgate automático

O Banco Central também oferece uma modalidade de resgate automático.

Ela está disponível para pessoas físicas que utilizam o CPF como chave Pix.

Após ativar essa opção no Sistema de Valores a Receber, novos valores que eventualmente forem identificados serão depositados automaticamente pela instituição financeira, sem necessidade de uma nova solicitação.

A funcionalidade não está disponível para empresas, contas conjuntas nem para instituições financeiras que ainda não aderiram ao sistema de devolução automática.

E pessoas falecidas?

Também é possível consultar valores esquecidos em nome de pessoas falecidas.

Nesse caso, o pedido deve ser feito por um herdeiro, inventariante, testamentário ou representante legal, utilizando sua própria conta Gov.br e preenchendo um termo de responsabilidade.

Após localizar os recursos, será necessário entrar em contato com a instituição financeira responsável para concluir a liberação dos valores.


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A Copa do Mundo termina no próximo domingo (19) e, se depender de ativistas, será a última com patrocínio de fabricante de bebida açucarada. É isso que pede a campanha Tirem o Refrigerante de Campo.

A iniciativa pressiona a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a rever os contratos de patrocínio. A Coca-Cola é uma das marcas que patrocinam a instituição e, consequentemente, as competições esportivas organizadas pela entidade máxima do futebol mundial.

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O motivo que impulsionou a campanha é a preocupação com a saúde, por causa da ligação entre bebidas açucaradas, como o refrigerante, e condições como obesidade, diabetes e outras doenças.

Mais de 100 organizações da sociedade civil de vários países fazem parte da campanha, principalmente nas áreas de saúde, meio ambiente e direitos da infância. Oito delas são brasileiras, entre elas o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), o Instituto Desiderata e a Aliança pela Alimentação Saudável.

De acordo com a campanha, para cada aumento de 250 mililitros (ml) na ingestão diária de bebidas adoçadas, o risco de obesidade cresce 12%; o de diabetes tipo 2 sobe 19%; e o de mortalidade por causas cardiovasculares fica 13% mais alto. Já o risco de mortalidade por todas as causas aumenta 5%.

“Para a maioria das crianças e adolescentes, um refrigerante de 355 ml já ultrapassa a quantidade diária recomendada de calorias provenientes de açúcares livres”, sustenta.

Carta à Fifa

Até a tarde desta terça-feira (14), cerca de 720 mil pessoas tinham apoiado a inciativa, segundo o site da campanha.

As entidades enviaram uma carta aberta ao presidente da Fifa, o suíço-italiano Giovanni Infantino.

No comunicado, manifestam preocupação com o que chamam de prática de sportswashing. Em tradução livre, o conceito remete à ideia de “maquiagem esportiva”, que seria o ato de uma marca de refrigerante associar o produto a esportes e bem-estar.

“Durante o torneio de 2026, até 6 bilhões de torcedores – muitos deles crianças – verão campanhas publicitárias que associam as maiores estrelas do futebol a bebidas açucaradas ligadas à obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à alimentação”, aponta a carta.

“Isso é sportswashing: usar o poder do futebol para normalizar produtos prejudiciais à saúde. O futebol merece mais. Os torcedores merecem mais”, completa.

A diretora executiva do Instituto Desiderata, Renata Couto, aponta que a publicidade de marcas de refrigerante pode causar consequências profundas em crianças e adolescentes.

“A gente sabe que se trata de uma estratégia de marketing muito eficiente para fidelizar esses públicos desde cedo, podendo moldar um comportamento de consumo alimentar que não é saudável e vai gerar impacto na saúde a curto, médio e longo prazos.”

A campanha lembra que a indústria do tabaco já enfrentou pressão semelhante e deixou de ser aceita como patrocinadora de eventos esportivos.

Na passagem das décadas de 1990 e 2000, a Fórmula 1, por exemplo, passou a deixar de lado o protagonismo que companhias de tabaco tinham entre os patrocinadores.

A Agência Brasil pediu comentários à Fifa, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.

Publicidade de bets

A publicidade de bebidas açucaradas não é a única polêmica envolvendo propaganda na Copa do Mundo. A proliferação de anúncios das plataformas digitais de aposta, as chamadas bets, também atraiu a crítica de parte da sociedade civil e de autoridades.

No Brasil, no último dia 10, portarias ministeriais determinaram uma série de restrições para esse tipo de publicidade.

Entre eles, alertas, como as frases: “Apostar pode causar dependência”, “Apostar faz você perder dinheiro” e “Aposta não é investimento”.


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Os terremotos que atingiram a Venezuela no final de junho já deixaram 4.734 mortos. Além disso, já foram registrados 16.740 feridos. Os dados foram atualizados nesta terça-feira (14) pelo Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez.

O parlamentar informou uma série de outros números sobre os impactos do desastre na Venezuela. O número de resgatados é de 6.462, 20 mil pessoas estão em acampamentos, 190 edifícios caíram e 856 prédios foram afetados.

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No dia 24 de junho, terremotos de 7,2 e 7,5 na escala Richter, de força muito destrutiva, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e causaram milhares de desabamentos em diversas regiões do país. As áreas mais afetadas foram La Guaíra e Caracas.

O drama vivido no país vizinho motivou a solidariedade mundo afora. Países como Estados Unidos, China, Brasil, México, Reino Unido, entre outros, enviaram equipes de resgate, equipamentos, remédios e alimentos para a Venezuela.

Recentemente, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu ao governo brasileiro pela ajuda prestada. O Brasil enviou medicamentos e insumos médicos, como seringas, luvas, máscaras, gazes e ataduras.


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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira (14) uma resolução que reconhece como de interesse público a suspensão dos pagamentos das dívidas da Usina Termonuclear Angra 3.

O reconhecimento do conselho foi motivado por um pedido que a Eletronuclear fez para que seus credores, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa, analisassem a viabilidade da eventual suspensão dos pagamentos.

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Responsável por construir a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis (RJ), onde já opera Angra 1 e Angra 2, a Eletronuclear era uma subsidiária da Eletrobras, companhia energética estatal privatizada em junho de 2022.

A partir daí, tornou-se uma subsidiária da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), que, em outubro de 2025, vendeu o controle da empresa por R$ 535 milhões ao grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a resolução desta manhã do CNPE integra as ações de reestruturação e modernização da governança do setor nuclear, mas não altera os contratos de financiamento vigentes. Ou seja, não tem poder nem para determinar a suspensão dos pagamentos das dívidas, nem impõe obrigações às instituições financeiras credoras.

“A eventual concessão de qualquer medida dependerá da análise técnica e das decisões das instituições financeiras, observadas as normas aplicáveis”, informou a pasta

O MME explica, em nota, que a decisão dos conselheiros apenas permite que o BNDES e a Caixa Econômica Federal avaliem a viabilidade legal de atender o pedido da Eletronuclear.

Pouco após o fim da reunião do CNPE, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse a jornalistas que o pedido da Eletronuclear é comum no mundo dos negócios e, quando aprovado, recebe o nome de acordo de standstill.

“O standstill é uma necessidade da companhia de estender o prazo das dívidas que ela tem até que seja decidido aquilo que eu já apresentei ao CNPE, que é a necessidade do término de Angra 3”, disse Silveira, referindo-se à demora na finalização das obras da construção da usina, iniciadas em 1984.

Silveira voltou a defender a conclusão de Angra 3. Para o ministro, além de a usina ser importante para garantir a estabilidade do sistema elétrico nacional, não faria sentido abandonar a construção após o país ter gastado bilhões de reais em equipamentos e infraestrutura necessárias ao empreendimento inacabado.

“Qualquer um vai compreender que é muito mais importante terminar Angra 3 do que enterrar os investimentos já feitos ali”, disse o ministro.

“Com apenas 30% do nosso subsolo mapeado, nós já temos a sétima maior reserva de urânio do planeta. E temos tecnologia para concluir Angra 3 e para fazermos outras usinas nucleares no país”, concluiu o ministro, classificando como “fundamental” a matriz nuclear.


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O clima de Copa do Mundo estará presente no último dia dos Jogos Parasul-Americanos, que acontecem em Valledupar (Colômbia). Nesta quarta-feira (15), a partir das 18h (horário de Brasília), o clássico entre Brasil e Argentina decidirá o campeão do futebol de cegos. O evento tem transmissão ao vivo no canal do YouTube da Señal Colômbia, emissora pública local. 

O Brasil ainda não foi vazado na competição e ganhou quatro dos cinco jogos da primeira fase, que reuniu seis países e foi disputada em turno único. O último triunfo foi sobre o Peru, por 5 a 0, na última segunda-feira (13), em Agustín Codazzi, cidade a cerca de 62 quilômetros de Valledupar.

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A equipe verde e amarela bateu Chile e Colômbia, ambos por 1 a 0, além de golear o Panamá por incríveis 18 a 0 na estreia. A única partida sem triunfo foi justamente contra a Argentina: empate sem gols pela terceira rodada.

A rivalidade entre brasileiros e argentinos no futebol de campo é ainda mais acirrada na versão adaptada para atletas com deficiência visual. Tratam-se das únicas seleções a conquistarem as oito edições já realizadas do Campeonato Mundial. Cinco finais foram justamente entre os dois países. O Brasil levou a melhor em quatro (1998, 2000, 2014 e 2018), perdendo apenas em 2006.

A seleção verde e amarela é a maior vencedora do Mundial, com cinco títulos, o último justamente contra os hermanos, em 2018, em Madri (Espanha). Os argentinos, porem, são os atuais campeões. Na edição de 2023, em Birmingham (Reino Unido), eles venceram a China, que tinha eliminado os brasileiros na semifinal.

Antes dos Jogos Parasul-Americanos, Brasil e Argentina não se enfrentavam desde que ambas decidiram vaga à final da Paralimpíada de Paris (França), em 2024. Após o empate sem gols no tempo normal, os hermanos venceram nos pênaltis por 4 a 3. Cinco vezes medalhistas de ouro, os brasileiros caíram na semifinal paralímpica do futebol de cegos pela primeira vez.

A última final entre as duas equipes foi a da Copa América de 2022, em Córdoba (Argentina). Os donos da casa levaram a melhor nas penalidades, por 2 a 1, depois de as redes não balançarem durante o tempo normal.

Mais que centenária

A campanha do Brasil nos Jogos Parasul-Americanos segue dominante. A última segunda foi o dia que a delegação mais obteve medalhas desde o começo do evento, há 11 dias. Foram 41 pódios, sendo 13 com brasileiro no topo, além de 17 pratas e 11 bronzes.

A delegação verde e amarela encerrou a segunda com 161 medalhas no total: 70 douradas, 57 prateadas e 34 bronzeadas. São 21 ouros a mais que a anfitriã Colômbia, segunda colocada no quadro. Na comparação com o último domingo (12), a novidade foi Argentina (21 topos de pódio) e Venezuela (16) ultrapassarem o Chile, que estava em terceiro.

O atletismo foi a modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil na segunda. Das 19 arrematadas nas provas de pistas e de campo, foram seis de ouro, sete de prata e seis de bronze. Destaque para a dobradinha feminina nos 400 metros da classe T12 (baixa visão), com vitória da capixaba Lorraine Aguiar, seguida pela rondoniense Ketyla Teodoro.

Também houve dobradinha nos 100 metros livre da natação na classe S14 (deficiência intelectual), com a mineira Ana Karolina Soares levando o ouro e a paulista Stephanie Ariodante ficando com a prata. A modalidade rendeu 14 medalhas ao Brasil na segunda.

Na bocha, que reúne esportistas com paralisia cerebral severa ou lesões medulares, os brasileiros conquistaram dois ouros, ambos no feminino. Pela classe BC2 (atletas que conseguem arremessar sem auxílio), a vitória foi da cearense Clarice Sobreira. Já a paulista Débora Bargas foi a campeã na classe BC3 (utilizam instrumentos para fazer as jogadas, como uma calha, e contam com o auxílio de um assistente sem deficiência, chamado calheiro).

Outro ouro veio no tiro com arco, na disputa por equipes mistas da classe W1 (atletas com deficiências graves em braços e pernas). A parceria ganhadora foi formada pela paranaense Juliana da Silva e pelo cearense Eugênio Franco – que foi o representante brasileiro mais velho nos Jogos de Paris, aos 64 anos.