Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.


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Os exportadores poderão ter acesso a crédito antecipado até pouco mais de dois anos antes do embarque da mercadoria. Em reunião extraordinária nesta sexta-feira (10), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma mudança nas regras do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) que amplia o prazo para liberação de recursos aos exportadores antes do embarque de produtos ou da prestação de serviços ao exterior.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida busca facilitar o acesso ao crédito, especialmente para micro, pequenas e médias empresas, e adequar o programa às novas regras do Seguro de Crédito à Exportação.

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A resolução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União e, segundo o governo, não gera aumento de despesas para o Tesouro Nacional.

O que mudou

Antes da alteração, o Proex permitia que o exportador recebesse os recursos do financiamento com antecedência de até 180 dias em relação à exportação.

Com a nova regra, esse prazo passa a ser de:

  • Até 360 dias antes da exportação;
  • Prorrogável até 750 dias, mediante pedido do exportador.

Na prática, empresas que precisam de mais tempo para produzir bens ou preparar serviços destinados ao mercado internacional poderão acessar o crédito com maior antecedência.

O que é o Proex

Criado pela Lei 10.184, de 2001, o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) é um instrumento do governo federal para incentivar as exportações brasileiras.

O programa oferece financiamento em condições semelhantes às praticadas no mercado internacional, permitindo que empresas brasileiras tenham acesso a crédito mais competitivo para vender produtos e serviços ao exterior.

Desde 2024, o Proex também passou a oferecer financiamento na chamada fase pré-embarque.

Pré-embarque

O financiamento pré-embarque funciona como um crédito concedido antes da exportação ocorrer.

Esse recurso pode ser utilizado para cobrir despesas como:

  • Compra de matéria-prima
  • Produção dos bens
  • Pagamento de fornecedores
  • Custos operacionais
  • Preparação da mercadoria para exportação.

Depois que a exportação é concluída, o financiamento segue as regras previstas no contrato firmado com a instituição financeira.

Por que o prazo aumentou?

Segundo o Ministério da Fazenda, a mudança foi necessária para adequar o Proex às novas regras do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), garantido pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

Uma lei aprovada em 2026 ampliou a cobertura desse seguro para operações de pré-embarque.

Antes, o seguro cobria financiamentos de até 180 dias. Agora, a cobertura pode alcançar até 750 dias. Como grande parte das operações do Proex usa essa garantia, o governo decidiu harmonizar os dois programas.

Beneficiados

A mudança beneficia empresas exportadoras de diferentes portes, mas deve ter maior impacto para micro, pequenas e médias empresas.

Essas companhias costumam precisar de mais tempo para fabricar produtos, organizar a produção e cumprir contratos internacionais antes do embarque das mercadorias.

Mudança documental

A resolução também traz um ajuste operacional relacionado aos documentos exigidos nas exportações.

A Declaração Única de Exportação (DU-E), documento eletrônico que reúne informações aduaneiras, comerciais e financeiras da operação, deverá estar vinculada ao módulo de Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO).

Segundo o governo, a medida padroniza os procedimentos e dá mais segurança às operações.

Impacto fiscal

O Ministério da Fazenda informou que a alteração não aumenta os gastos públicos.

Isso porque o volume de financiamentos continuará limitado aos recursos já previstos no Orçamento da União para 2026 e dependerá das dotações aprovadas para os exercícios seguintes.

O que é o CMN?

Responsável por definir as diretrizes da política monetária, cambial e de crédito do país, o Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Completam o órgão o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.


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Beneficiado pelo exterior e pela inflação mais baixa que o esperado no Brasil, o mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (10) em tom positivo. A bolsa avançou quase 3% e atingiu o maior nível desde maio. O dólar caiu pela terceira sessão consecutiva e voltou a fechar na faixa de R$ 5,10.

O principal fator para o desempenho dos ativos domésticos foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que veio abaixo das expectativas e reforçou a perspectiva de novos cortes na taxa Selic, juros básicos da economia.

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No exterior, investidores continuaram acompanhando os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Principais números

  • Ibovespa: +2,97%, aos 177.866,37 pontos
  • Dólar: -0,31%, a R$ 5,108
  • Petróleo Brent: -0,38%, a US$ 76,01 por barril

Ibovespa dispara

O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 2,97%, aos 177.866,37 pontos, registrando o maior fechamento desde 14 de maio e encerrando a sessão na máxima do dia.

O índice completou a terceira semana consecutiva de valorização, acumulando ganho de 2,18% na semana, avanço de 3,40% em julho e alta de 10,39% no ano. O volume financeiro negociado somou R$ 24,99 bilhões.

Dos 79 papéis que compõem o índice, apenas um fechou em queda.

O desempenho foi impulsionado pela divulgação do IPCA de junho. A inflação oficial desacelerou para 0,16%, após alta de 0,58% em maio, ficando abaixo das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 4,64%.

O resultado fortaleceu as expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa voltar a reduzir a taxa Selic na reunião de agosto. Juros menores tendem a favorecer o mercado acionário ao reduzir o custo de financiamento das empresas e elevar o valor presente dos lucros futuros.

Dólar recua

O dólar à vista caiu R$ 0,014 (-0,31%), encerrando o dia cotado a R$ 5,108, menor valor de fechamento desde 16 de junho. Na mínima do dia, por volta das 13h30, a cotação chegou a R$ 5,098.

Foi a terceira sessão seguida de queda da moeda estadunidense, que acumula desvalorização de 1,18% na semana, perda de 1,06% em julho e recuo de 6,94% no acumulado de 2026.

Além da reação ao IPCA, o real acompanhou o fortalecimento das moedas de outros países emergentes, em um ambiente de maior disposição dos investidores para ativos de risco, mesmo com a continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Petróleo cai

Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda pelo segundo pregão consecutivo, apesar da continuidade dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.

Referência para as negociações internacionais, o barril do tipo Brent recuou 0,38%, encerrando cotado a US$ 76,01 por barril. Ainda assim, o produto acumulou valorização de 5,39% na semana. O barril do tipo WTI, do Texas, caiu 0,93%, para US$ 71,41.

O mercado continua monitorando a situação no Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Embora o fluxo de navios tenha diminuído desde a retomada dos ataques, a rota permanece aberta, reduzindo o temor de uma interrupção mais severa da oferta global.

Ao mesmo tempo, investidores seguem acompanhando as negociações entre Estados Unidos e Irã, que continuam influenciando as expectativas sobre o comportamento dos preços da commodity (produto primário com cotação internacional) nas próximas semanas.

* com informações da Reuters


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Os tomadores de crédito do Fies Empreendedor, voltado a estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), pagarão juros referentes ao período de carência. Em reunião extraordinária nesta sexta-feira (10), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma mudança na regulamentação do programa.

A regulamentação anterior, aprovada no último dia 3, cancelava a incidência de juros durante a carência, período em que o tomador não paga as parcelas após contrair o financiamento.

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O Fies Empreendedor tem carência de até seis meses para as pessoas físicas e 12 meses para as pessoas jurídicas. Com a alteração, a carência incidirá apenas sobre o valor principal da dívida. Assim que os tomadores começarem a quitar as parcelas, também pagarão os juros do período de carência.

Dessa forma, os juros durante o período de carência serão incorporados ao total da dívida, havendo a capitalização.

Fies Empreendedor

O Fies Empreendedor foi criado para oferecer uma linha de crédito com condições diferenciadas a beneficiários do Fies que estejam em dia com o financiamento estudantil.

A proposta é incentivar o empreendedorismo e, ao mesmo tempo, estimular que os estudantes mantenham o pagamento regular das parcelas do Fies.

A linha poderá ser utilizada por:

  • Pessoas físicas, para financiar atividades empreendedoras;
  • Pessoas jurídicas, para capital de giro das empresas.

Como funcionará

A taxa de juros poderá chegar a 11,19% ao ano.

Esse percentual é formado por duas parcelas:

  • até 8,94% ao ano, destinados à remuneração das instituições financeiras;
  • 2,06% ao ano, referentes à remuneração dos recursos disponibilizados pela União.

Os financiamentos serão operados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

Prazos

As condições variam conforme o tipo de beneficiário.

Para pessoas físicas:

  • prazo de pagamento de até 60 meses;
  • carência de até seis meses para começar a pagar o principal.

Para pessoas jurídicas:

  • prazo de pagamento de até 96 meses;
  • carência de até 12 meses para começar a pagar o principal.


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O Brasil garantiu antecipadamente vaga na fase final eliminatória da Liga das Nações de vôlei feminino nesta sexta-feira (10) ao derrotar a Polônia por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 23/25, 25/23 e 28/26, em Osaka (Japão). Foi o nono triunfo das brasileiras no torneio, o segundo consecutivo na terceira e última semana da fase preliminar (classificatória). O único revés foi para a Alemanha, no fim da segunda semana de jogos.

O principal destaque brasileiro em quadra foi a ponteira Ana Cristina, mais pontuadora do jogo com 26 pontos (23 de ataque e três de bloqueio).

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“Depois de um jogo muito difícil contra o Japão, tivemos que entrar muito focadas na partida de hoje. Acredito que fizemos um primeiro set favorável. Enfrentamos algumas dificuldades, mas no final buscamos cada ponto, mesmo quando estávamos atrás no placar e tivemos oportunidade de passar na frente. O que fez a diferença hoje foi a força do grupo”, analisou a carioca Ana Cristina, de 22 anos.

A seleção saiu na frente do placara ao garantir o primeiro set, mas permitiu o empate na parcial seguinte. Na sequência, brasileiras e polonesas se revezaram na liderança do terceiro set. A definição do placar teve início com um ace da central Júlia Kudiess, que empatou a parcial em 22 a 22, e em seguida as brasileiras viraram o placar após erro das polonesas e bloqueio preciso de Diana.  

Na quarta parcial o jogo seguiu equilibrado do início ao fim, como Brasil levando a melhor após defesa incrível de Natinha e rápida jogada de ataque de Rosamaria, que selou a vitória por 28 a 26 na parcial, e por 3 sets a 1 no jogo.

“Acho que conseguimos manter a cabeça no lugar em toda a partida. Erramos algumas coisas, como a marcação do bloqueio, mas foi um bom jogo coletivo. Eu acho que cada vez mais estamos conseguindo sair de situações difíceis, onde precisamos buscar o placar e, por isso, estou muito feliz”, comemorou Júlia Kudiess, que marcou 12 pontos na partida.

Já classificada, a Amarelinha disputará os dois últimos jogos neste fim de semana. Às 3h30 (horário de Brasília) deste sábado (11), o Brasil encara a Tailândia, e a partir 0h de domingo (12) enfrenta os Estados Unidos.

A Liga das Nações reúne as 18 melhores seleções do mundo na fase preliminar, que se estende por três semanas em sedes distintas, cada uma com seis equipes. Apenas as sete melhores seleções avançam à fase final – a China já está classificada antecipadamente por ser o país sede da fase eliminatória (mata-mata), a partir de 22 de julho.


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O sonho de colocar uma segunda estrela no escudo permanece vivo para a Espanha. Nesta sexta-feira (10), a Fúria (apelido da seleção) se classificou às semifinais da Copa do Mundo ao vencer a Bélgica por 2 a 1 em Los Angeles (Estados Unidos).

O triunfo colocou os ibéricos no caminho da França. O confronto que define o primeiro finalista deste Mundial será próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).

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As duas seleções têm se acostumado a jogos decisivos. A Espanha levou a melhor nos dois confrontos mais recentes, ambos em semifinais. No ano passado, em Stuttgart, pela Liga das Nações (torneio entre as nações europeias que ocorre a cada duas temporadas), deu Fúria: 5 a 4. Em 2024, na Eurocopa, o triunfo foi por 2 a 1, em Munique, novamente na Alemanha.

A última vez que a França bateu os rivais em uma partida decisiva foi em 2021. As seleções disputaram a final daquela Liga das Nações, em Milão (Itália). Os franceses ganharam por 2 a 1.

Mais uma vez, a solução espanhola para um jogo duro saiu do banco de reservas. E novamente, foi Mikel Merino. Assim como nas quartas de final, contra Portugal, foi do meia, já no fim da partida, o gol da classificação.

A Espanha não chegava a uma semifinal de Copa desde o título conquistado em 2010. De lá para cá, a Fúria caiu na primeira fase no Mundial do Brasil (2014) e nas oitavas de final nas edições de Rússia (2018) e Catar (2022).

Com o triunfo desta sexta, os espanhóis prolongaram a 12 jogos a invencibilidade nos confrontos diante dos belgas. Além disso, conseguiram a revanche da Copa de 1986, no México, quando foram eliminados pela própria Bélgica nos pênaltis, por 5 a 4, após empate por 1 a 1 no tempo normal, também pelas quartas de final.

Os Diabos Vermelhos (apelido da seleção belga), por sua vez, despediram-se daquela que é considerada sua geração dourada. O goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin de Bruyne, o volante Alex Witsel e o atacante Romelu Lukaku eram os remanescentes de um grupo de jogadores que brilhou em grandes clubes europeus, mas não conseguiu o mesmo sucesso pelo país.

A “ótima geração belga”, como foi apelidada pela imprensa, teve como auge a classificação às semifinais da Copa de 2018, eliminando o Brasil nas quartas. O último grande ato foi a Liga das Nações de 2021, quando chegou entre os quatro primeiros, mas caiu para a França, a mesma algoz de três anos antes.

Quando o banco decide

A Bélgica veio com três trocas para o duelo, duas delas provocadas por lesão. Saíram o volante Amadou Onana, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito na goleada por 4 a 1 para cima dos Estados Unidos; e o capitão Youri Tielemans, que sentiu dores no aquecimento. Eles deram lugar aos também meias Kevin de Bruyne e Hans Vanaken, respectivamente.

Outra substituição efetuada por Rudi Garcia ocorreu no ataque, com o retorno de Jeremy Doku aos titulares. Com isso, Dodi Lukébario foi para o banco.

O técnico Luis de la Fuente, por sua vez, promoveu somente uma mudança no meio-campo espanhol. Titular na vitória por 1 a 0 sobre Portugal, Pedri cedeu a vaga no time a Fabian Ruiz, que retomou o posto perdido depois do empate sem gols com Cabo Verde, na estreia.

E foi justamente ele quem colocou a Espanha em vantagem. Após 29 minutos de controle total da Fúria, o atacante Lamine Yamal lançou Pedro Porro na direita. O lateral cruzou rasteiro e o meia Dani Olmo finalizou de primeira. Courtois defendeu, mas o rebote sobrou limpo para Ruiz mandar para as redes.

O jogo parecia sob controle para a Espanha, que chegava com facilidade ao ataque. Principalmente Yamal, que passava como queria por Doku e limitava o ponta-esquerda a apenas defender.

A Bélgica, porém, foi letal na única vez em que se aproximou da área, justamente pelo lado oposto ao de Doku. Aos 39, De Bruyne, de volta ao time titular, recebeu pela direita e cruzou. O atacante Charles De Ketelaere superou o zagueiro Pau Cubarsi e cabeceou para o gol. Chegava ao fim a invencibilidade de Unai Simon, goleiro que mais tempo ficou sem ser vazado em Copas: 648 minutos.

O cenário de pressão espanhola se manteve no retorno do intervalo, com a Bélgica se posicionando para contra-atacar com Lukaku, que entrou no lugar de Vanaken. Outra mudança foi a troca dos laterais-esquerdos, com a saída de Maxim de Cuyper para dar lugar a Joaquin Seys. A missão do jovem defensor de 21 anos era ajudar Doku a tentar parar Yamal, acionado a todo instante.

Em resposta às trocas da Bélgica e para desafogar Yamal, que encontrava dificuldades com a marcação de Seys pela direita, De la Fuente colocou Nico Williams no lugar de Mikel Oyarzabal. A Espanha deixava de ter um homem de referência no comando do ataque e passava a contar com dois jogadores de velocidade, um de cada lado, com Williams acelerando o jogo pela esquerda.

Aos 26 minutos, apreensão do lado belga, com a saída de Courtois, com dores na coxa esquerda. O veterano deu a Senne Lammens, de 24 anos, dez a menos que o titular. Era apenas o terceiro jogo do goleiro do Manchester United (Inglaterra) pelos Diabos Vermelhos.

A tensão se justificou nos minutos finais. Quis o destino que um rebote de Lammens, em uma rara finalização que a Espanha conseguiu dar em direção a meta, resultasse no gol da classificação espanhola. Aos 42 minutos, Cubarsi bateu da intermediária, o goleiro defendeu parcialmente e Merino – que entrara em campo dois minutos antes, no lugar de Dani Olmo – completou para as redes.

Nos acréscimos, o jogo virou, com a Bélgica se vendo obrigada a ocupar o campo de ataque para buscar o empate. Aos 46, o ponta Alexis Saelemaekers foi lançado pela esquerda, na área, driblou Unai Simon e cruzou para Lukaku, que teria o gol livre para finalizar, mas a zaga se antecipou ao centroavante e a bola sobrou nas mãos do goleiro. Foi a melhor – e última – chance dos Diabos Vermelhos.


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O início dos financiamentos do programa Move Brasil – Entregadores e Motoapps foi adiado em duas semanas, para 27 de julho. 

A linha de crédito estava prevista para a próxima segunda-feira (13) e é destinada à compra de motos e bicicletas por quem usa esses veículos como instrumento de trabalho.

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Segundo o governo, a mudança no cronograma foi necessária para concluir testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas envolvidos.

O que mudou

Com o adiamento, os trabalhadores aptos ao programa poderão procurar os bancos participantes somente a partir de 27 de julho para pedir o financiamento.

A análise dos pedidos será feita pela Caixa Econômica Federal, pelo Banco do Brasil e por outras instituições financeiras credenciadas.

Quem pode participar

O programa é voltado para profissionais que usam motocicletas ou bicicletas como ferramenta de trabalho. Podem participar:

  • entregadores por aplicativo que utilizam bicicleta;
  • entregadores por aplicativo que utilizam motocicleta;
  • motofretistas;
  • mototaxistas;
  • trabalhadores com vínculo formal de emprego ou atuação por plataformas digitais.

Como funciona

O primeiro passo é realizar o cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Após a inscrição, o governo verifica se o trabalhador atende aos critérios estabelecidos pelo programa.

A aprovação do cadastro, no entanto, não garante automaticamente a liberação do crédito. O financiamento dependerá da análise realizada pela instituição financeira escolhida, que avaliará critérios como capacidade de pagamento e histórico de crédito do solicitante.

O que pode ser financiado

Cada beneficiário poderá financiar um único veículo zero-quilômetro, sem necessidade de pagamento de entrada. As opções disponíveis incluem:

  • bicicleta elétrica;
  • motoneta;
  • ciclomotor;
  • motocicleta elétrica;
  • motocicleta flex.

Os modelos deverão atender às regras definidas pelo programa.

Condições do crédito

O financiamento contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo utilizado para reduzir o risco das operações e facilitar a concessão do crédito aos trabalhadores.

As principais condições são:

  • sem entrada;
  • financiamento de um veículo por beneficiário;
  • prazo de pagamento de até 48 meses;
  • carência de dois meses para o início das parcelas.

Por que houve adiamento?

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o prazo adicional será utilizado para concluir a integração entre os sistemas dos órgãos públicos e das instituições financeiras.

O objetivo é evitar falhas durante a contratação e garantir que o atendimento aos trabalhadores ocorra de forma segura desde o início das operações.

Dessa forma, o programa passa a iniciar efetivamente no próximo dia 27, quando os trabalhadores com cadastro aprovado poderão procurar os bancos para pedir o financiamento.


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O Campeonato Brasileiro Feminino de futebol está para recomeçar, após dois meses de interrupção, devido à Copa do Mundo masculina. Em meio à intertemporada, Palmeiras e Flamengo participam do Brasil Ladies Cup, torneio amistoso realizado desde 2021 com times do próprio país e do exterior.

As duas equipes, inclusive, fazem a final deste ano no domingo (12), às 20h (horário de Brasília), no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP), que sedia da competição em 2026. A entrada é gratuita e o ingresso pode ser reservado no site da Total Ticket.

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As classificações foram asseguradas na última quinta-feira (9). O Flamengo se garantiu ao golear o Peñarol (Uruguai) por 4 a 1. A meia Mariana, além de Fernanda (duas vezes) e Laysa balançaram as redes para as Meninas da Gávea. A também atacante Tatiana Magallanes descontou para as uruguaias.


Time feminino do Flamengo derrota Peñarol no Ladies Cup 2026
Time feminino do Flamengo derrota Peñarol no Ladies Cup 2026
Meninas da Gávea garantiram a classificação à final com goleada (4 a 1) sobre o Peñarol. Elas voltam a campo no domingo (12), às 20h, para decidir o título contra o Palmeiras – Guilherme Veiga/Brasil Ladies Cup/Direitos Reservados

No jogo seguinte, o Palmeiras superou a seleção do Paraguai por 3 a 0. A zagueira Pati Maldaner, a lateral Fe Palermo e a atacante Bia Zaneratto fizeram os gols das Palestrinas. O time paraguaio contou com três atletas que atuam no Brasil: a lateral-esquerda Límpia Fretes (Juventude), a zagueira Vanessa Arnaboldi (Internacional) e a meia Cindy Ramos (Atlético-MG).

No ano passado, os times decidiram vaga nas semifinais do Brasileirão Feminino. O Flamengo ganhou por 3 a 2 no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), mas o Palmeiras acabou se classificando ao vencer por 3 a 0 na Arena Barueri, na volta. Os dois confrontos foram transmitidos ao vivo pela TV Brasil.

À espera do Brasileirão

A principal competição nacional do país na modalidade retorna na próxima sexta (17), com o jogo atrasado entre Vitória e Botafogo, pela sétima rodada. A bola rola a partir das 15h, no Barradão, em Salvador. A partida, que ocorreria em abril, foi adiada após um surto gastrointestinal que atingiu o elenco das Gloriosas na ocasião.

A 13ª rodada começa no dia 24 de julho, uma sexta-feira, com Flamengo e Grêmio se enfrentando no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, às 18h. O Palmeiras joga no dia seguinte, um sábado, às 16h, contra o Mixto, no Dutrinha, em Cuiabá, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

Na tabela do Brasileirão, alviverdes e rubro-negras estão separadas por apenas cinco pontos. As Palestrinas ocupam a vice-liderança, com 27 pontos. As Meninas da Gávea aparecem na quinta colocação, com 22.


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A paulistana Luisa Stefani está na final de Wimbledon nas duplas femininas. Nesta sexta-feira (10), ela e a canadense Gabriela Dabrowski derrotaram a japonesa Shuko Aoyama e a taiwanesa En-Shuo Liang por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3, em uma hora e sete minutos de jogo.

A final será neste domingo (12), a partir de 9h (horário de Brasília). As adversárias serão conhecidas ainda nesta sexta, no confronto entre as chinesas Xinyu Jiang (41ª) e Yifan Xu (50ª) contra a parceria da francesa Kristina Mladenovic (32ª) com Hanyu Guo (22ª), também da China.

É a primeira vez que Luisa chega à decisão do Grand Slam – como são conhecidos os quatro principais torneios do tênis mundial – no feminino. No ano passado, ela foi à final da competição disputada no All England Club, em Londres (Reino Unido), nas duplas mistas, ao lado do britânico Joe Salisbury, mas o título ficou com o holandês Sem Verbeek e a tcheca Katerina Siniakova.

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Com a vaga na final, a brasileira garante o quarto lugar do ranking da WTA na próxima atualização da lista. Dabrowski mantém a terceira posição, mas se aproxima da norte-americana Taylor Townsend, segunda colocada.

A partida desta sexta foi a mais complicada que Luisa e Dabrowski encararam até o momento. Ainda assim, a dupla foi soberana, principalmente, na hora de sacar. Elas cederam apenas cinco pontos às adversárias, durante todo o jogo, quando tiveram o saque a favor. Não à toa, atingiram o nono triunfo consecutivo na temporada.

Desde o título de Maria Esther Bueno no US Open de 1968, nas duplas, ao lado da australiana Margaret Court, o Brasil não tem uma campeã de Grand Slam em disputas femininas. Quem chegou mais perto foi a também paulistana Beatriz Haddad Maia, em 2022, no Aberto da Austrália. Ela ficou com o vice, tendo como parceira a cazaque Anna Danilina.

“Grande jogo da nossa parte, sacamos muito bem do começo ao fim. Nos games de devolução no final de cada set, conseguimos colocar pressão para quebrar o serviço e fechar em dois sets. Mais um ótimo jogo, mais uma ótima performance e experiência aqui em Wimbledon. Minha primeira vez na quadra 1 [do All England Club], uma quadra super linda e especial de jogar”, celebrou Luisa, via assessoria de imprensa.


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Com bandeiras, cânticos patrióticos e faixas com os dizeres “Os homens do Egito nos deixaram orgulhosos”, milhares de torcedores receberam a seleção egípcia de futebol em seu retorno para casa na sexta-feira (10), depois que os “Faraós” tiveram a melhor campanha em Copas do Mundo da história do país.

Muitos se reuniram em frente ao Aeroporto Internacional de Alamein, na costa mediterrânea do Egito, para receber os jogadores e a comissão técnica após o retorno da América do Norte, onde o Egito venceu pela primeira vez na Copa do Mundo em quatro tentativas e chegou às oitavas de final. Os torcedores também exibiram fotos do capitão Mohamed Salah com as palavras “Obrigado”.

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As comemorações continuaram quando a equipe embarcou em um ônibus aberto e desfilou por New Alamein, acenando para os torcedores que se aglomeravam nas ruas. O presidente Abdel Fattah al-Sisi deve receber a equipe e sua comissão técnica e administrativa no sábado (11).

Entre a multidão, havia torcedores carregando grandes cartazes do técnico Hossam Hassan envolto em uma bandeira palestina, demonstrando apreço por seu apoio à causa palestina durante o torneio. O maior artilheiro de todos os tempos do Egito carregou uma bandeira palestina em campo em várias ocasiões e manifestou apoio aos direitos dos palestinos durante coletivas de imprensa.

O retorno ao país ocorreu apesar da dolorosa derrota por 3 a 2 para a Argentina de Lionel Messi nas oitavas de final. O Egito vencia por 2 a 0 até os minutos finais, mas sofreu três gols nos últimos 11 minutos. Mesmo assim, voltou para casa com orgulho após sua melhor campanha de todos os tempos em uma Copa do Mundo, tendo derrotado a Nova Zelândia na fase de grupos e a Austrália nos pênaltis nos 16 avos de final.

Antes do retorno da seleção, a Federação Egípcia de Futebol renovou os contratos de Hossam Hassan e de seu irmão gêmeo, Ibrahim Hassan. A federação não divulgou a duração do contrato, embora a mídia local tenha informado que ele se estenderia até 2030. Hassan, de 59 anos, revitalizou a seleção nacional desde que assumiu o comando em 2024, levando o Egito às semifinais da Copa Africana das Nações de 2025, encerrando um jejum de oito anos sem participação na Copa do Mundo e acumulando um histórico de 20 vitórias, nove empates e seis derrotas.

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