Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.


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O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) afirmou nesta quinta-feira (5) confiar na solidez institucional do Banco Central (BC). A manifestação ocorre após a investigação que apura suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master descobrir o envolvimento de servidores de carreira do órgão.

“Confiamos na solidez institucional do Banco Central do Brasil, na qualidade técnica e ética de seu corpo funcional e na atuação dos órgãos responsáveis pela apuração”, afirmou o sindicato.

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A entidade acrescentou que, caso irregularidades sejam comprovadas, os responsáveis devem ser punidos conforme a lei, preservando a credibilidade da instituição perante a sociedade.

O sindicato emitiu a nota um dia depois de o ex-diretor de Fiscalização do BC e servidor Paulo Sérgio Neves de Souza e o servidor Bellini Santana, ex-chefe chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, terem sido alvo de mandados de busca e apreensão na terceira fase da Operação Compliance Zero.

A operação investiga possíveis irregularidades relacionadas à gestão do Banco Master.

Os dois servidores já estavam afastados de suas funções por decisão anterior do próprio Banco Central, que abriu uma investigação interna para apurar a atuação deles.

Em nota, o sindicato afirmou que acompanha “com atenção” os desdobramentos do caso, mas evitou comentar o mérito das investigações.

“Sem entrar no mérito das apurações em curso, reafirmamos nosso compromisso com a institucionalidade da autarquia, com o respeito às decisões das autoridades competentes e com os princípios que regem o Estado Democrático de Direito”, declarou a entidade.

Defesa do devido processo

O Sinal destacou ainda que é fundamental que os fatos sejam completamente esclarecidos, com respeito às garantias legais previstas.

Segundo o sindicato, a apuração deve ocorrer com observância do devido processo legal, do direito ao contraditório e da ampla defesa. A entidade afirma que essas garantias são essenciais para assegurar a legitimidade das decisões e a segurança jurídica.


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O agravamento das tensões no Oriente Médio pode trazer efeitos mistos para o comércio exterior brasileiro, com possível aumento nas exportações de combustíveis e impacto temporário negativo nas vendas de alimentos. A avaliação é do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão.

Em entrevista nesta quinta-feira (5) para comentar dados da balança comercial, Brandão afirmou que conflitos na região costumam pressionar o preço do petróleo no mercado internacional, o que tende a beneficiar o Brasil, que é exportador líquido do produto.

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“O Brasil é um exportador líquido de petróleo e, na medida em que o preço do petróleo suba, o saldo do comércio de combustíveis tende a aumentar”, disse o diretor do Mdic.

Por outro lado, Brandão destacou que países do Oriente Médio são importantes compradores de alimentos brasileiros, como carne de frango, milho, açúcar e produtos halal (produzidos conforme as normas islâmicas).

Segundo o diretor, um eventual impacto negativo nas vendas desses produtos deve ser temporário. “A demanda por alimentos nesses países não vai desaparecer. Os fluxos tendem a se normalizar”, afirmou.

De acordo com dados do Mdic, cerca de 32% das exportações brasileiras de milho têm como destino o Oriente Médio. A participação chega a 30% no caso da carne de aves, 17% para o açúcar e 7% para a carne bovina.

Estados Unidos

Os números da balança comercial também mostram mudanças importantes no comércio do Brasil com os principais parceiros.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 2,523 bilhões em fevereiro, queda de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações também recuaram, diminuindo 16,5% e totalizando US$ 2,788 bilhões. Com isso, o saldo comercial com o país foi negativo em US$ 265 milhões.

Esta foi a sétima queda consecutiva nas vendas ao mercado estadunidense, movimento associado à sobretaxa de 50% imposta pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros em meados de 2025. No fim de fevereiro, a Corte Suprema dos Estados Unidos derrubou a sobretaxa, mas as repercussões na balança comercial só devem aparecer nos próximos meses.

China

Em direção oposta, as exportações para a China registraram forte crescimento. Em fevereiro, as vendas brasileiras ao país asiático somaram US$ 7,220 bilhões, alta de 38,7% em comparação com os US$ 5,206 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.

Já as importações vindas da China caíram 31,3% no período, totalizando US$ 5,494 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 1,73 bilhão na balança comercial com o país asiático.

Segundo Brandão, um dos fatores que influenciaram os números de importação foi a compra de uma plataforma de petróleo no valor de cerca de US$ 2,5 bilhões. O equipamento foi adquirido da Coreia do Sul, o que também impactou as estatísticas regionais de comércio.

União Europeia e Argentina

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 34,7% em fevereiro, alcançando US$ 4,232 bilhões. As importações do bloco recuaram 10,8%, para US$ 3,301 bilhões, resultando em superávit de US$ 931 milhões.

No comércio com a Argentina, houve retração tanto nas vendas quanto nas compras. As exportações caíram 26,5%, somando US$ 1,057 bilhão, enquanto as importações recuaram 19,2%, para US$ 850 milhões. Ainda assim, o Brasil registrou superávit de US$ 207 milhões na relação comercial com o país vizinho.

China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil e influenciam diretamente o desempenho da balança comercial do país.


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O snowboarder brasileiro André Arenhart Barbieri sofreu uma queda durante o primeiro treino de contato com a pista de competição em Cortina D”Ampezzo (Itália) e chegou a ser hospitalizado nesta quinta-feira (5), véspera da abertura da Paralimpíada de Inverno. O atleta sofreu uma concussão ao bater com a cabeça, quando caiu numa das curvas do circuito. Após passar por avaliação clínica e exames, Barbieri recebeu alta e retornou à Vila Paralímpica, onde seguirá em observação.

O atleta gaúcho, de 44 anos, está fora do treino oficial de sexta (6) e também perderá a tomada de tempo no sábado (7), que vale a classificação às finais. A expectativa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é que o atleta se recupere até 14 de março, quando ocorrerá a disputa do banked slalom, uma modalidade do snowboard.  

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Além do atleta gaúcho de 44 anos, outros quatro competidores se acidentaram no mesmo trecho da pista na manhã de hoje. Após as quedas, os organizadores anteciparam o término da sessão de treinos. Os incidentes ocorreram em as condições desfavoráveis da neve nas Dolomitas italianas, devido a temperaturas acima da média para o período (12°C durante o dia). O aumento do calor pode ser um dos fatores para a irregularidade da neve na pista.

Abertura dos Jogos Paralímpicos

Os esquiadores Cristian Ribera e Aline Rocha serão os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura nesta sexta (6), a partir das 16h (horário de Brasília), na Arena di Verona, no norte da Itália. Eles competirão no esqui cross-country e no biatlo sentado, assim como os compatriotas Wellington da Silva, Elena Regina, Guilherme Cruz Rocha e Robelson Lula. A delegação Amarelinha conta ainda com Vitória Machado no snowboard, além de André Barbieri.

O Brasil estreia nos Jogos às 6h de sábado (7) com quatro representantes (Aline Rocha, Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula) na prova de 7,5 quilômetros do biatlo sentado.

Programação dos brasileiros em Milão-Cortina

Sexta-feira (6)
16h Cerimônia de Abertura

Sábado (7)
6h  Biatlo – 7,5km sprint – Finais sentado
Aline Rocha, Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula

Domingo (8)
6h Biatlo – 12.5km Individual – Finais sentado
Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula

Terça (10)
5h45 Esqui cross-country – Sprint Classic (Qualificação)
Aline Rocha, Cristian Ribera, Elena Sena, Guilherme Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva

8h15 Esqui cross-country – Sprint Classic – semifinal e final (se passarem)
Aline Rocha, Cristian Ribera, Elena Sena, Guilherme Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva

Quarta (11) 
5h45 Esqui cross-country – 10km Interval Start Classic – Finais sentado/em pé
Aline Rocha, Cristian Ribera, Elena Sena, Guilherme Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva

Sexta (13)
6h  Biatlo – Sprint Pursuit (Qualificação)
Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula

8h30 Biatlo – Sprint Pursuit (Final )
Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula

Sábado (14)
6h – Esqui cross-country – Finais – Revezamento misto
4 x 2.5 km

6h e 7h55 – Snowboard – Banked Slalom – Finais
Andre Arenhart Barbieri e Vitória Machado

Domingo (15)
5h00e 6h20 – Esqui cross-country – 20km Interval Start Free – Finais sentado e em pé
Aline Rocha, Cristian Ribera, Elena Sena, Guilherme Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva

16h30
Cerimônia de Encerramento


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A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou, na tarde desta quinta-feira (5), que irá realizar “rigorosas apurações administrativas” nas unidades onde a Operação Bazaar identificou corrupção policial

A Operação Bazaar, conduzida pelo Ministério Público do Estado (MP-SP) em conjunto com a Polícia Federal e a Corregedoria Geral da Polícia Civil paulista, prendeu hoje 11 pessoas integrantes de um esquema de corrupção policial que protegia uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais. O grupo criminoso é formado por doleiros, operadores financeiros e pessoas com experiência em lavar dinheiro. 

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De acordo com o MP-SP, a Corregedoria da Polícia Civil realizará correições extraordinárias em todas as unidades policiais envolvidas para promover a responsabilização disciplinar e apurar ilícitos ocorridos nas repartições.

Segundo a SSP, as diligências começarão pelo 35º Distrito Policial, na região do Jabaquara, zona sul da capital.

“A Polícia Civil de São Paulo não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”, disse a secretaria, em nota.

No total, foram cumpridos pela operação Bazaar 25 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão e 6 mandados de intimação relativos a medidas cautelares da prisão, direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.


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Os bancos que integram o Sistema Financeiro Nacional vão fazer, até o dia 25, um aporte extra estimado em R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) pelo Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos.

De acordo com o fundo, os recursos virão da antecipação de contribuições ordinárias feitas pelas instituições financeiras. O recolhimento corresponde ao equivalente a 60 meses de contribuições.

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Em nota, o FGC afirmou que a medida busca reforçar a capacidade financeira da instituição. “A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias”, informou o fundo.

Caso Banco Master

O reforço no caixa ocorre em meio aos pagamentos relacionados ao colapso do Banco Master. Até esta quinta-feira, o FGC desembolsou R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado financeiro.

Esse valor representa cerca de 94% do total previsto para indenizações. Segundo o fundo, aproximadamente 675 mil credores já receberam os pagamentos, o equivalente a 87% do número total de beneficiários.

Desconto no compulsório

A decisão do conselho do FGC ocorreu dois dias após o Banco Central (BC) autorizar os bancos a descontar do recolhimento compulsório os valores antecipados ao fundo. O compulsório é a parcela que as instituições financeiras são obrigadas a manter paradas no BC.

Na prática, a medida pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para as instituições financeiras ao longo deste ano. A autoridade monetária, no entanto, explicou que a iniciativa não deverá ter impacto na economia, já que compensará os recursos que deixarão de circular em razão das contribuições antecipadas.

Plano emergencial

Em fevereiro, o FGC já havia aprovado um plano emergencial para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master. O programa prevê a antecipação imediata do equivalente a cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados, dividida em três parcelas mensais.

O cronograma também inclui novos adiantamentos ao longo dos próximos anos: mais 12 meses de contribuições em 2027 e outros 12 meses em 2028. Na prática, o conjunto das medidas pode representar até sete anos de contribuições antecipadas ao fundo.


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As mulheres são as principais promotoras do crescimento profissional de outras mulheres, revela pesquisa inédita realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados e a Todas Group. Quatro em cada dez entrevistadas (41%) afirmaram ter ajuda preferencialmente feminina para ascenderem nas carreiras. 

O levantamento entrevistou 1.534 mulheres em cargos de liderança em todo o país. De acordo com os dados, apenas 14% delas afirmou ter recebido apoio principalmente de homens ao longo da carreira.  

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Já 29% disseram ter recebido ajuda tanto de homens, como de mulheres. Outras 13% afirmaram não ter recebido ajuda relevante na carreira e apenas 3% não souberam distinguir se foram apoiadas por mulheres ou homens.  

A percepção se altera de acordo com a faixa etária e área de trabalho. No grupo de 25 a 40 anos, é mais forte a avaliação de que a carreira foi impulsionada por outras mulheres, chegando a 48%. Também é mais forte nas áreas de marketing, publicidade e comunicação (56%) e educação e treinamento corporativo (53%). 

Já entre as que afirmaram ter recebido apoio principalmente de homens, os percentuais são mais elevados entre aquelas que estão em cargos de presidente, vice-presidente, CEO ou sócia (20%) e diretora ou líder de área (18%). O patamar também é maior do que a média entre aquelas que têm de 41 a 59 anos (18%). 

“Não adianta nós mulheres estarmos preparadas, se você não tem uma rede e uma aliança robusta por trás de você que a ajude a crescer”, destaca a CEO da Todas Group, Simone Murata. 

Simone lidera a organização que presta consultoria a empresas interessadas em impulsionar lideranças femininas. Para ela, a pesquisa ressalta o papel feminino na ascensão de outras mulheres.  

“Quando uma cresce, todas crescem. Essa é a força da mulher. A partir do momento em que você está em uma situação privilegiada, você ajuda essa mulher a ascender. O primeiro achado nessa pesquisa é sobre isso”, pontua.  

Renúncias  

O levantamento também investigou quais são as principais renúncias que uma mulher faz para crescer profissionalmente. Entre as entrevistadas, três em cada quatro (74%) precisaram abrir mão do autocuidado, o que envolve saúde física e hobbies.  

As outras áreas da vida mais sacrificadas em nome da carreira foram o tempo com a família (53%) e a saúde mental (53%). A renúncia ao lazer foi citada por 37% e a maternidade ou o desejo de ter filhos  por uma em cada quatro entrevistadas. 

“Quando a gente se coloca nessa lista de prioridades, fica lá embaixo. Eu [mulher] não abro mão dos meus filhos, não abro mão de entregas do meu trabalho, não abro mão de cuidar dos meus amigos”, analisa Simone. 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, os atendimentos relacionados à Síndrome de Burnout (esgotamento profissional) aumentaram 54% entre as mulheres em 2023 no Sistema Único de Saúde (SUS), em comparação a 2024. Os números superam os casos entre homens. 

Mudanças no mercado 

A avaliação das renúncias feitas ao longo da carreira também se altera de acordo com a faixa etária. Entre as mais jovens (18 a 24 anos), as maiores perdas foram na vida social e no lazer (50%) e em relacionamentos afetivos (32%). Entre as que têm entre 25 e 40 anos, a maioria destacou que abriu mão da saúde mental (58%). Já entre as mais velhas, o tempo com a família foi o maior sacrifício feito para subir na carreira, apontado por 60%.  

Simone avalia que as diferentes percepções para cada faixa etária têm relação com as mudanças no mercado de trabalho e o crescimento da participação feminina em cargos de liderança. 

“Há 20 anos, se exigia ainda mais da mulher, ela tinha que se provar muito mais. As concessões que essa mulher, que hoje tem 50 anos, teve que fazer, são superiores às dessa geração que está entrando agora”, afirma.  

Ela acredita que, a medida em que elas avançam, há menos necessidade de “se provar o tempo inteiro”.  

“A ascensão feminina precisa ser equilibrada para que o trabalho seja sempre o nosso motor de prazer”, acredita.  

Impulso 

Denise Hamano, 43 anos, trabalhou por mais de 15 anos na área de tecnologia, historicamente dominada por homens. Há seis anos, é uma das líderes femininas da rede de varejo Magalu. Junto com a presidente do Conselho de Administração da companhia, Luiza Helena Trajano, criou uma comunidade de mulheres de negócio dentro do grupo.  

A comunidade reúne mais de 3 mil mulheres empreendedoras, lojistas da Magalu, que se apoiam para impulsionar seus respectivos negócios.  

“Elas estão ali dando dicas uma para outra de como vender mais o seu produto. Temos um programa de mentoria dentro da comunidade, em que as próprias integrantes se inscrevem para serem mentoras ou mentoradas. Totalmente de graça”, explica. 

Uma pesquisa entre as participantes do grupo, que comercializavam dentro do Magalu Marketplace, revelou que a principal dificuldade apontadas por ela para o crescimento do negócio foi a tripla jornada de trabalho.  

“A gente fez vários grupos focais, com vendedoras do Brasil inteiro, e a maior dificuldade que tinham no dia a dia era dar conta da casa, do negócio, dos filhos, ou cuidar de algum parente”, conta. Nesse contexto, o descanso, o autocuidado ou mesmo o aperfeiçoamento profissional ficam relegados.  

 

 

O vereador Adriano Catapreta (PSD), de Santos, iniciou uma mobilização regional para discutir mudanças nas operações de tráfego do Sistema AnchietaImigrantes em feriados e fins de semana prolongados.

A iniciativa prevê um abaixo-assinado intermunicipal e a elaboração de um projeto técnico de reestruturação viária que deverá ser encaminhado à Agência de Transporte do Estado de São Paulo, ao Departamento de Estradas de Rodagem e à concessionária Ecovias Imigrantes.

O foco da proposta é a chamada Operação Subida 2×8, adotada em períodos de grande fluxo, quando a maior parte das pistas é direcionada para o retorno do litoral à capital.

Segundo Catapreta, nesse cenário os moradores da Baixada Santista que precisam seguir no sentido contrário ficam com apenas duas pistas da Via Anchieta, considerada mais antiga e estreita.

“Para quem mora aqui, sobram duas faixas precárias, e a diferença pode ser a vida”, afirmou o vereador. Entre as propostas apresentadas está a isenção de pedágio para veículos leves quando a Operação 2×8 estiver em vigor. “Se o morador não pode escolher por qual rodovia descer, não é justo que pague a mesma tarifa”, argumentou.

Veja também: Moradores de Cubatão relatam transtornos causados pela Ecovias em reunião da Câmara

Relatório em Cubatão amplia pressão sobre concessionária

O debate sobre o funcionamento do sistema também ganhou novos capítulos em Cubatão. Na última terça-feira (3), a Câmara municipal aprovou o relatório final de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou os impactos das rodovias administradas pela Ecovias Imigrantes na cidade.

O documento aponta que o município sofre consequências diretas do intenso fluxo rodoviário sem receber contrapartidas adequadas. Entre as recomendações está exigir que a concessionária contribua com o custeio da rede municipal de saúde, incluindo o financiamento de leitos hospitalares.

Presidente da comissão, o vereador Marcinho (PSB) afirmou que a cidade arca com grande parte dos impactos logísticos do sistema. “Cubatão é o coração logístico da Baixada Santista, ponto estratégico próximo tanto do planalto quanto do Porto de Santos. Mesmo assim, hoje a cidade fica só com os prejuízos de sua localização”, disse.

Condições para terceira pista e revisão de contrato

O relatório também recomenda que qualquer licença para o projeto da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes seja condicionada à solução prévia de problemas de drenagem, segurança e acessos aos bairros de Cubatão.

Veja também: Câmara cobra explicações da Ecovias sobre danos causados durante obras no Litoral de SP

Os parlamentares defendem ainda que a prefeitura formalize com a Artesp e o governo estadual a revisão do contrato de concessão para incluir cláusulas específicas sobre investimentos em infraestrutura urbana, responsabilidade socioambiental e apoio ao sistema de saúde municipal.

Entre os problemas citados no documento estão enchentes frequentes no bairro Vale Verde, dificuldades de acesso ao Jardim Casqueiro e impactos ambientais em áreas da cidade.

Riscos e sobrecarga no sistema de saúde

Outro ponto destacado pela CEI é a pressão sobre o sistema municipal de saúde causada por acidentes no Sistema Anchieta-Imigrantes. Segundo Marcinho, o hospital da cidade possui apenas dez leitos de UTI, o que pode se tornar insuficiente em casos de acidentes de grandes proporções nas rodovias.

O relatório também critica a ausência de integração da concessionária com o sistema de alerta e preparação para emergências industriais da cidade.

Após a aprovação em plenário, o documento será encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo, ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, à Artesp e à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para conhecimento e eventual adoção de medidas.


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Quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas. O dado sinaliza que, pouco a pouco, as mulheres vêm se sentindo mais seguras para desbravar o mundo por conta própria.

A informação é extraída de uma pesquisa do Ministério do Turismo e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com 2.712 mulheres.

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O levantamento aponta, por outro lado, que as viajantes solo ainda esbarram em problemas estruturais que impactam a forma como elas se deslocam, ocupam os espaços visitados e se expõem a experiências longe de seus lares.

Segundo a pesquisa Mulheres que Viajam Sozinhas, concluída em agosto de 2025, 62% das entrevistadas afirmaram já ter deixado de viajar sozinhas por questões de segurança. E 61% disseram já ter vivido alguma situação que as fizeram se sentir inseguras durante uma viagem desacompanhada.

Real e potencialmente limitadora, a preocupação com a segurança é ainda maior entre mulheres negras e indígenas que, segundo os responsáveis pela pesquisa, “enfrentam camadas adicionais de vulnerabilidade”.

Entre as entrevistadas que se autoidentificam como pretas, pardas ou indígenas, 65,35% já deixaram de viajar por questões de segurança.

Questionadas sobre o que as faria se sentirem mais seguras e confortáveis para viajar sozinhas pelo Brasil, três em cada dez (29,3%) mulheres reivindicaram mais policiamento e câmeras de segurança.

Na sequência, 21% das entrevistadas cobraram melhorias na estrutura de transportes e hospedagens; 17% disseram que gostariam de ter mais informações específicas para mulheres que viajam sozinhas e 16% afirmaram que se sentiriam mais à vontade se houvesse mais funcionárias atuando no setor de turismo – o que, para os responsáveis pela pesquisa, “demonstra como a presença feminina transmite acolhimento e empatia”.

Entre as entrevistadas que afirmaram que já viajaram sozinhas, 31,4% disseram fazê-lo frequentemente, a cada alguns meses, sinalizando que a experiência é considerada gratificante e libertadora, apesar das incertezas e dos riscos.

Quase 35% das viajantes solo têm entre 35 e 44 anos e 22% entre 45 e 54 anos. O resultado sugere que, nessas fases da vida, em muitos casos marcadas por maior estabilidade financeira e liberdade pessoal, elas dispõem de mais autonomia para viajar sozinhas. Além disso, 68% delas não têm filhos.

Quanto à motivação, 73% das entrevistadas disseram buscar momentos de lazer. Já o desejo por exercitar sua independência e liberdade mobiliza 65% delas, enquanto o anseio por autoconhecimento motiva 41% e 38% viajam sozinhas para cumprir compromissos profissionais.

Entre as que disseram nunca ter viajado sozinhas, 59% manifestaram o desejo de fazê-lo nos próximos dois anos.

Motivação

O interesse por atividades culturais, como visitas a museus e centros históricos, moveu 68% das mulheres que responderam a pesquisa. O ecoturismo tem 64% da preferência, seguido por experiências de bem-estar (44,9%), compromissos de trabalho (38,5%), participação em eventos e festivais (36,6%) e interesse pela gastronomia (30,1%).

Uma parcela significativa (36%) das respondentes viaja sozinha somente pelo Brasil, sendo as regiões Sudeste (73%) e Nordeste (66%) as mais visitadas, seguidas pelo Sul (50%); Centro-Oeste (37%) e Norte (30%).

Os resultados completos da pesquisa constam no Guia Para Mulheres que Viajam Sozinhas, que o Ministério do Turismo lançou nesta quinta-feira (5) e está disponível na internet. Além dos dados, úteis para gestores públicos, operadores turísticos e para toda sorte de empresa que atenda viajantes, a publicação contém orientações para promover um turismo mais seguro, inclusivo, acolhedor e responsável.


Brasília (DF), 05/03/2026 - Ministério lança guia para tornar turismo solo feminino mais seguro. Foto: MTur/Divulgação
Brasília (DF), 05/03/2026 - Ministério lança guia para tornar turismo solo feminino mais seguro. Foto: MTur/Divulgação
Ministério lança guia para tornar turismo solo feminino mais seguro- MTur/Divulgação

“Esse Guia reconhece que a mulher tem o direito de circular com liberdade e viajar pelo Brasil e pelo mundo, sem que o medo seja o principal companheiro de viagem”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante a cerimônia de apresentação da publicação, em Brasília.

Segundo o Ministério do Turismo, o guia integra a agenda de turismo responsável e está alinhada tanto ao Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, quanto à pauta internacional de igualdade de gênero.


Brasília (DF), 05/03/2026 - Ministério lança guia para tornar turismo solo feminino mais seguro. Foto: MTur/Divulgação
Brasília (DF), 05/03/2026 - Ministério lança guia para tornar turismo solo feminino mais seguro. Foto: MTur/Divulgação
Foto: MTur/Divulgação – MTur/Divulgação

Anteriormente, a pasta já tinha lançado o Guia com Dicas para Atender Bem Turistas Mulheres, focado no setor de serviços.