Corregedoria da Brigada Militar vai investigar conduta dos policiais e circunstâncias do disparo contra cão em Campo Bom, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública

Um cão sem raça definida, popularmente conhecido como “Negão”, foi baleado por um policial militar na noite de terça-feira (27), no bairro Barrinha, em Campo Bom, no Vale dos Sinos. O município fica a cerca de 55 km de distância de Porto Alegre. O episódio, que gerou forte repercussão na comunidade local, foi captado por câmeras de segurança instaladas na região.
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) afirmou que determinou que a Corregedoria da Brigada Militar investigue rigorosamente a conduta dos policiais e as circunstâncias que envolveram o disparo contra o animal.
Detalhes da ocorrência
De acordo com relatos colhidos pela vereadora Kayanne Braga (PDT), que atua ativamente na causa do bem-estar animal na região, a confusão teve início por volta das 20h30. No momento, a Brigada Militar realizava uma abordagem de rotina em três indivíduos em via pública. Segundo as informações preliminares, um dos policiais teria pisado acidentalmente na pata do animal. Após o cão latir em reação à dor, o agente policial efetuou o disparo.
Histórico de sobrevivência
Conforme a vereadora, o cão “Negão” possui uma história simbólica para o estado: ele é um dos sobreviventes da histórica enchente de 2024 que assolou o Rio Grande do Sul. Desde o desastre climático, ele passou a viver sob os cuidados coletivos da comunidade do bairro Barrinha, que fornecia alimento e abrigo ao animal.
Após ser baleado, o cão foi socorrido e levado para uma clínica veterinária para receber os primeiros atendimentos. O tiro, de munição não letal, atingiu as patas traseiras do animal. “Negão” deverá ficar internado e sob observação profissional por mais alguns dias para garantir sua recuperação completa. A vereadora informou ainda que, assim que o tratamento for finalizado, o cão será disponibilizado para adoção responsável.
A Corregedoria agora trabalha para identificar se houve desvio de protocolo na ação policial e ouvir as testemunhas que presenciaram o fato.

