Deputada passa a ser procurada em 196 países
A Interpol incluiu oficialmente o nome da deputada “carla zambelli” (pl-sp) na lista de fugitivos internacionais, atendendo a um pedido da Polícia Federal (PF) com base na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A inclusão de Zambelli ocorreu nesta quinta-feira (5) e faz parte da Difusão Vermelha da Interpol, sistema que reúne os nomes de pessoas procuradas pelas autoridades de 196 países-membros.
Zambelli já está na Difusão Vermelha
A análise e aprovação da entrada da parlamentar no banco de dados internacional foi feita em menos de 24 horas. No entanto, até o momento, o nome da deputada não aparece publicamente no site oficial da Interpol.
Fontes da própria organização informaram à CNN Brasil que nem todos os nomes inseridos na Difusão Vermelha ficam disponíveis para consulta pública, a depender da política de cada país ou da sensibilidade do caso.
Prisão preventiva e pedido de extradição
A decisão de Alexandre de Moraes, que determinou a prisão preventiva da deputada, também solicitou que a PF formalizasse a inclusão da parlamentar na Interpol para viabilizar um eventual pedido de extradição.
Segundo o diretor de cooperação internacional da PF, Felipe Seixas, o processo de extradição não depende da exibição pública do nome da pessoa na Difusão Vermelha. Além disso, ressaltou que a prisão imediata de um foragido varia conforme a legislação de cada país.
“Cada país tem sua regra. No Brasil, por exemplo, a PF realiza a prisão com base em determinação judicial”, afirmou Seixas.
Brasileiros procurados pela Interpol
Com a inclusão de Zambelli, o número de brasileiros na Difusão Vermelha chega a 72 foragidos internacionais, sendo sete mulheres. Os crimes atribuídos variam entre tráfico internacional de drogas, homicídio qualificado e tortura.
Condenação e fuga
A deputada foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF em maio, acusada de invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a decisão, Zambelli deixou o Brasil.
Nas redes sociais, ela informou que viajaria para a Itália, onde possui cidadania. No entanto, ela foi localizada nos Estados Unidos, o que motivou o pedido de prisão internacional feito pelo STF.
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