Ex-presidente está internado no Hospital DF Star, em Brasília, após sentir dores abdominais durante agenda no RN; operação se estende por mais de 10 horas e preocupa equipe médica
A cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já ultrapassa 10 horas neste domingo (13/4), e o quadro é classificado por médicos como de “risco gravíssimo”. O procedimento, iniciado às 10h no Hospital DF Star, em Brasília, tem como objetivo tratar aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal — consequências diretas do atentado à faca sofrido em 2018.
Internado desde a noite de sábado (12), Bolsonaro foi transferido às pressas de Natal (RN) após apresentar um quadro severo de subobstrução intestinal. Durante agenda no interior potiguar, ele sentiu fortes dores e precisou ser removido de helicóptero até a capital do estado. De lá, seguiu em voo para Brasília, onde permanece sob cuidados intensivos.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem sido a principal fonte de informações sobre o estado de saúde do ex-presidente. Em postagem nas redes sociais, afirmou: “A cirurgia continua. Os marcadores estão normais e o quadro segue estável. A equipe médica informou que ainda há uma previsão de mais 1 a 2 horas de procedimento.”
⏱ Duração da cirurgia causa apreensão entre especialistas
O tempo prolongado da cirurgia — superior a 10 horas — acende um alerta entre especialistas. Segundo o médico gastroenterologista Fabiano Trevisan, esse tipo de procedimento, mesmo em pacientes com histórico complexo, costuma durar entre 4 e 6 horas. “Quando ultrapassa esse limite, é sinal de que complicações sérias estão sendo enfrentadas pela equipe”, afirma.
O médico pessoal de Bolsonaro, o cirurgião Cláudio Birolini, declarou que este é “o pior quadro” enfrentado pelo ex-presidente desde o ataque sofrido durante a campanha de 2018. “Mesmo sem estar presente em todas as internações anteriores, posso afirmar com convicção que esta é a mais grave desde aquele episódio”, destacou Birolini.
📍 Histórico de internações agravou estado clínico
Desde o atentado em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro já passou por ao menos cinco cirurgias no abdômen. Essas intervenções deixaram sequelas como:
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Aderências intestinais crônicas
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Hérnias abdominais reincidentes
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Obstruções parciais do intestino
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Inflamações e dores recorrentes
Essas complicações tornam cada novo procedimento mais delicado. “O abdômen de Bolsonaro é uma região cirurgicamente sensível. Cada nova operação aumenta os riscos de infecções, fístulas ou necessidade de reoperações”, explica o cirurgião André Vasconcellos, professor da UnB.
📢 Michelle atualiza apoiadores em tempo real
Pelas redes sociais, Michelle Bolsonaro vem informando os apoiadores sobre o avanço da cirurgia. No início da noite deste domingo, ela afirmou: “Seguimos firmes em oração. O procedimento é longo, mas os sinais estão dentro da normalidade até o momento. Assim que houver novidades, voltarei a comunicar”.
O Hospital DF Star, conhecido por atender autoridades e figuras públicas, ainda não divulgou boletim médico oficial com os detalhes do procedimento e do quadro clínico pós-operatório.
📉 Estado é considerado grave mesmo com sinais estáveis
Apesar de Michelle afirmar que os sinais estão “normais”, médicos alertam que isso não descarta um cenário gravíssimo. “O quadro pode estar estável no momento, mas o risco cirúrgico, somado ao tempo prolongado no centro cirúrgico, indica uma condição severa”, explica o infectologista Eduardo Martins.
Segundo ele, quanto mais tempo o paciente permanece em cirurgia abdominal, maior o risco de:
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Infecção hospitalar
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Sangramento interno
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Disfunção de órgãos
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Choque séptico no pós-operatório
🔒 Internação será prolongada
A expectativa é que Bolsonaro permaneça internado por vários dias. O pós-operatório, especialmente em casos de reconstrução abdominal, exige observação contínua. Fontes próximas à família afirmam que ele poderá ser transferido para uma unidade semi-intensiva, dependendo de sua recuperação nas primeiras 48 horas.
A equipe política do PL ainda não se manifestou oficialmente sobre o impacto da hospitalização na agenda do partido. Internamente, aliados já tratam a possibilidade de afastamento temporário do ex-presidente das articulações partidárias, ao menos até sua recuperação completa.
📌 Resumo do caso Bolsonaro:
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Sentiu dores abdominais intensas na sexta-feira (11/4), durante agenda no RN;
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Foi removido de helicóptero para Natal e transferido para Brasília;
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Diagnóstico: subobstrução intestinal com necessidade de cirurgia;
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Cirurgia começou às 10h deste domingo (13/4) e já ultrapassa 10 horas;
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Médicos apontam “risco gravíssimo” e alta complexidade do quadro.
📣 Brasil acompanha com apreensão
A cada minuto a mais na mesa de cirurgia, cresce a preocupação com o estado de saúde de Jair Bolsonaro. A internação em Brasília e o tempo prolongado do procedimento indicam um cenário clínico grave, com desdobramentos ainda imprevisíveis nas próximas horas. O país segue atento e dividido entre orações, expectativas e especulações.
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