Copa do Mundo de Clubes da FIFA

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA reúne os melhores times de todos os continentes em um torneio oficial da federação internacional.


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Após 304 gols em 104 partidas, envolvendo 48 seleções em três países-sede, a Copa do Mundo de 2026 enfim terminou neste domingo (19). 

Para os que acharam incomum uma Copa do Mundo com três países-sede, a Copa do Mundo de 2030 irá surpreender novamente. Daqui a quatro anos, o torneio mais importante do futebol mundial terá partidas em seis países diferentes, em três continentes: Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai. A Copa deve ocorrer entre 8 de junho e 21 de julho.

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As sedes da Copa de 2030 serão Espanha, Portugal e Marrocos. Os três países lançaram uma candidatura única, que foi vitoriosa. No entanto, esse será o ano em que se completam 100 anos da primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai, em 1930. Por essa razão, os uruguaios sediarão a cerimônia de abertura e a partida inaugural do torneio.

Enquanto o Uruguai recebe o início do torneio em homenagem à primeira Copa e também por ter sido o primeiro campeão da história, a Argentina receberá a primeira partida da sua seleção na Copa 2030. 

Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), os argentinos receberão um jogo “em reconhecimento ao papel da Argentina como finalista e vice-campeã da edição de 1930”. A seleção do Paraguai também receberá em casa o primeiro jogo de seu grupo. O país não teve participação marcante na primeira Copa da história, sendo eliminado na fase de grupos, mas é a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

“Um jogo será disputado no Paraguai em reconhecimento ao papel do Paraguai como sede da Conmebol, a primeira e única confederação existente na época da edição de 1930”, justificou a Fifa.

Dessa forma, os seis países anfitriões de jogos da Copa já têm vaga garantida no torneio. Argentina, Uruguai e Paraguai estão classificados automaticamente na cota de distribuição de vagas da América do Sul. Espanha e Portugal também têm vaga garantida na cota europeia e Marrocos pela cota da Confederação Africana de Futebol (CAF).

No entanto, isso não significa que os demais países da América do Sul terão menos vagas em disputa nas eliminatórias. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, estuda a ampliação de participantes do torneio para 64 seleções. Não há nada certo, mas após a final que consagrou a Espanha campeã, ele deu entrevista ainda no gramado afirmando que a Copa com 48 seleções foi “um sucesso”.

Caso essa expansão se confirme, consolidará a fase de 16-avos de final e a participação de países menores e sem tradição no futebol. Daí poderão surgir mais surpresas positivas, como foi Cabo Verde, e outros times menos competitivos, como foi Curaçao, Iraque e Uzbequistão, que não conquistaram nenhuma vitória. 


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O atacante Kylian Mbappé terminou a Copa do Mundo de 2026 como artilheiro. O francês marcou dez gols e se beneficiou de Lionel Messi, principal concorrente, que passou em branco na final desse domingo (19), em Nova Jersey (Estados Unidos), na vitória da Espanha por 1 a 0. O argentino finalizou a competição com oito bolas na rede.

O feito do camisa 10 dos Bleus (azuis, na tradução do francês, apelido da seleção) foi histórico por duas razões. Esta foi a primeira vez que um jogador terminou duas Copas seguidas como goleador. Mbappé foi o artilheiro da edição passada, em 2022 (Catar).

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Além disso, desde 1970, o artilheiro da Copa não marcava, pelo menos, dez gols. O último tinha sido o alemão Gerd Muller, no Mundial do México. O próprio Mbappé esteve perto da marca no Catar, quando marcou oito gols. Mesmo número do brasileiro Ronaldo no Mundial de 2002, no Japão e na Coreia do Sul.

A disputa de terceiro lugar, no sábado (18), foi crucial para Mbappé superar Messi na artilharia. Os dois chegaram ao fim de semana com oito gols, mas o argentino aparecia à frente na estatística por ter mais assistências. O camisa 10 francês, porém, marcou duas vezes na derrota para a Inglaterra, por 6 a 4, em Miami (Estados Unidos), isolando-se na ponta.

Os gols também elevaram Mbappé ao posto de maior artilheiro da história das Copas. Ele chegou a 22 e ultrapassou Messi, que parou nos 21. O argentino tinha assumido a liderança na primeira rodada, deixando o alemão Miroslav Klose (16) para trás ao marcar três vezes na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, em Kansas City (Estados Unidos), e lá ficou, até sábado.

Feitos espanhóis

Além do título que recolocou o país no topo do futebol após 16 anos, a Espanha atingiu outros feitos históricos na conquista de domingo. Ao terminar a competição vazada uma única vez, a Fúria (apelido da seleção espanhola) se tornou a campeã mundial com melhor defesa em todos os tempos.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Rodri kisses the World Cup trophy during the trophy presentation REUTERS/Dylan Martinez
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Rodri kisses the World Cup trophy during the trophy presentation REUTERS/Dylan Martinez
O capitão espanhol, o volante Rodri, foi escolhido o melhor jogador da Copa 2026 – REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

A marca anterior (dois gols sofridos) pertencia à França de 1998, à Itália de 2006 e à própria Espanha campeã em 2010. O goleiro Unai Simon – que ficou 648 minutos sem ser vazado, o novo recorde dos Mundiais – e o zagueiro Pau Cubarsi foram escolhidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) como os melhores goleiro e jogador jovem da Copa, respectivamente, enquanto o volante Rodri ganhou como craque da competição.

Sede da próxima edição, em 2030, ao lado de Portugal e Marrocos, a Espanha será a primeira nação a disputar uma Copa em casa sendo a atual campeã. Curiosamente, se o título fosse para a Argentina, o argumento também seria válido, pois os sul-americanos receberão um dos jogos do Mundial – assim como Uruguai e Paraguai. Segundo a Fifa, trata-se de uma homenagem ao centenário do evento, realizado desde 1930.
 


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Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol. Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram em Nova Jersey neste domingo (19). Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta – autor do gol daquele título – e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou lá a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela. Sim, a Fúria (apelido da seleção espanhola) é, mais uma vez, campeã da Copa do Mundo.

Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça. A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, após um verdadeiro “amasso” durante 120 minutos de jogo, colocou a seleção europeia no grupo seleto de bicampeões mundiais, que também tem Uruguai e França – além, claro, daqueles com três ou mais títulos, como os próprios argentinos e, o maior de todos os ganhadores e único penta, o Brasil.

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Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas. Mas, Ferran Torres e Iniesta têm algo em comum. No momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos representavam o Barcelona. Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante de 26 anos é cria do Valência e passou pelo Manchester City (Inglaterra) antes de chegar ao Barça.

Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o tri. Afinal, possui nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams – que sequer terão completado 30 anos – a caminho do terceiro Mundial. Mesmo os veteranos do elenco, como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32), podem muito bem chegar lá.

E o que dizer de Lamine Yamal? O atacante de 19 anos é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é simplesmente a estrela da companhia espanhola – apesar de atuação discreta neste domingo. O craque se tornou, também, o quarto mais novo da história a vencer uma Copa. O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Rodri lifts the trophy with teammates after winning the World Cup REUTERS/Kai Pfaffenbach
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Rodri lifts the trophy with teammates after winning the World Cup REUTERS/Kai Pfaffenbach
Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Final – Spain v Argentina – New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. – July 19, 2026 Spain’s Rodri lifts the trophy with teammates after winning the World Cup REUTERS/Kai Pfaffenbach – REUTERS/Kai Pfaffenbach/Proibida reprodução

A Espanha ainda atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo. É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi a campeã do mundo feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia. No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres. Será a vez das espanholas tentarem manter a unificação das taças.

Além disso, a Espanha tornou-se a seleção com mais jogos de invencibilidade na história – e justamente em uma final de Copa. Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021. Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3 a 3, em 26 de março de 2024, na capital Madri.

Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do tetra e do desejo de “vingar” a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping. Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.

Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18) pelo também atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami (Estados Unidos), na disputa do terceiro lugar.
 


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Futebol? Teve pouco

Depois de um sábado repleto de gols e ainda com a memória da movimentada final de 2022, com quatro gols no tempo normal e dois na prorrogação, a expectativa era de um primeiro tempo tão animado quanto neste domingo. Bem longe disso. Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero.

A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, ainda que nenhuma dela realmente clara. Aos quatro minutos, Yamal tabelou com o meia Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez.

Corta, então, para os 38 minutos, quando o meia Fabian Ruiz acionou Olmo na entrada da área e o meia, com um leve toquinho de calcanhar, ajeitou para Mikel Oyarzabal, de frente para o gol. O atacante poderia ter devolvido para Ruiz, que passava sozinho pelas costas da marcação na esquerda, mas tentou o chute de primeira, parando em Dibu.

Já aos 42, foi a vez do lateral Marc Cucurella, acionado pela esquerda, bater cruzado, de fora da área, e mandar a bola rente à trave. Foi o último lance de perigo da primeira etapa. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Ferran Torres scores their first goal past Argentina's Emiliano Martinez REUTERS/Jeenah Moon
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Ferran Torres scores their first goal past Argentina's Emiliano Martinez REUTERS/Jeenah Moon
SOCCER-WORLDCUP-ESP-ARG/, por Reuters/Jeenah Moon/Proibida reprodução

Ataque contra defesa

A pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo. Com menos de um minuto, o volante Ezequiel Paredes – que tinha acabado de entrar, no lugar do meia Nico González – errou o passe na intermediária e a bola ficou com Alex Baena. O atacante carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar.

Sem deixar os argentinos passarem do meio-campo, a Espanha encurralava os sul-americanos com marcação, pressão e troca rápida de passes, procurando espaço para finalização. Como aos 18, quando Olmo recebeu do meia Pedri (que substituiu Fabián Ruiz) na entrada da área e chutou. Dibu salvou e evitou o primeiro gol.

Três minutos depois, foi a vez de Yamal ser lançado na área pela direita e fazer o cruzamento praticamente em cima da linha de fundo. O atacante Ferran Torres – que entrara em campo um pouco antes, no lugar de Oyarzabal – conseguiu a cabeçada, mas mandou em cima do goleiro da Argentina.

A Espanha não diminuía o ritmo. Aos 31, o zagueiro Pau Cubarsi apareceu no ataque e arriscou da intermediária. Dibu deu rebote e o meia Mikel Merino – outra novidade do técnico Luis de la Fuente para o segundo tempo, no lugar de Olmo – teve a chance de concluir na pequena área. O chute, porém, acabou saindo alto e muito para o lado esquerdo, quase saindo pela linha lateral.

Se a missão da Argentina estava complicada no 11 contra 11, ela ficou mais difícil aos 47 do segundo tempo. Em disputa no meio-campo, o volante Enzo Fernández acertou uma entrada forte em cima de Cubarsi e recebeu o segundo amarelo. A primeira expulsão em uma final de Copa desde o francês Zinedine Zidane na decisão de 2006, na Alemanha, contra a Itália.

Aos 52, a Espanha teve uma última oportunidade, em cobrança de falta de Yamal, próxima à meia-lua. O atacante buscou o ângulo esquerdo, mas a bola saiu um pouco mais baixa que o esperado. Dibu se esticou e espalmou, mais uma vez salvando os hermanos e levando o duelo para a prorrogação. A primeira dos espanhóis e a terceira dos argentinos na Copa.

Tentativa de pênaltis

A estratégia da Argentina era clara: diminuir o quanto fosse possível o ritmo para desequilibrar a Espanha e tentar forçar uma decisão para os pênaltis. Dibu precisou trabalhar logo aos dois minutos, defendendo uma cabeçada de Nico Williams (que entrou no lugar de Baena) na pequena área, após levantamento de Pedri.

Três minutos depois, o lateral Pedro Porro recebeu na direita e cruzou rasteiro para a área. Merino ganhou a dividida contra o zagueiro Nicolás Otamendi (que substituiu Lisandro Martínez, contundido, no fim do primeiro tempo) e a bola sobrou com Nico Williams, que mandou para as redes. O gol foi anulado por falta de Merino, para desespero da Espanha.

Aos 12, mais uma vez, Nico Williams chamou o jogo. Agora na ponta esquerda. O atacante cruzou na medida para Merino, que desviou de cabeça e mandou a bola rente à trave. Foi a 19ª finalização espanhola na partida, contra nenhuma – sim, nenhuma – dos argentinos até aquele momento.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Final - Spain v Argentina - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - July 19, 2026 Spain's Ferran Torres celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach
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Para a história

A insistência da Fúria foi, enfim, coroada no primeiro ataque do segundo tempo da prorrogação: cruzamento de Pedro Porro da direita, ajeitada de Nico Williams para atrás na pequena área e Ferran Torres, de primeira, chutando forte para superar a “catimba” argentina e colocar a Espanha à frente.

O próprio Ferran chegou a balançar as redes pouco depois, aos sete minutos, ao finalizar na saída de Dibu. O lance, contudo, foi anulado por impedimento do atacante no momento da assistência de Yamal.

Somente aos nove minutos a Argentina conseguiu registrar uma finalização, em cruzamento perigoso de Messi pela direita, que quase surpreendeu o goleiro Unai Simon. Dois minutos depois, o camisa 10 assustou novamente, ao acertar um chute forte que só não foi em direção ao gol porque explodiu no rosto de Merino.

Nos instantes finais, a pressão mudou de lado e passou a ser da Argentina, em sequenciais cobranças de escanteio. Mas a Espanha, com somente um gol sofrido na Copa, segurou-se bem o suficiente para garantir a taça.


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A Copa do Mundo de 2026 chega a sua grande final neste domingo (18) num confronto inédito pelo título entre Argentina e Espanha, que nunca antes se enfrentaram na fase final da competição.

Atual campeã mundial, a Argentina busca coroar a era Lionel Messi com mais uma conquista, após terem vencido duas Copas Américas e um Mundial nos últimos cinco anos.

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Já a Espanha persegue seu segundo Mundial com um time jovem, mas elevando ao estado da arte uma forma consagrada de jogar, com numerosos passes velozes e certeiros, a mesma dinâmica de jogo que resultou na conquista de sua primeira Copa, em 2010, na África do Sul.

O confronto tem sabor de pendência para as duas seleções, que deveriam ter se enfrentado em março na Finalíssima, torneio que colocaria frente a frente as atuais campeãs da Copa América e da Eurocopa. A partida, contudo, acabou cancelada por questões logísticas e de calendário.

Comprovando a força do longo trabalho do técnico argentino Lionel Scaloni, que assumiu a seleção ainda em 2018, e do treinador Luis de la Fuente, à frente da Espanha desde o fim de 2022, os dois times acabaram realocando o embate para a final do Mundial.

A Argentina, por um lado, vem embalado por uma campanha com aproveitamento total, vencendo todas as sete partidas até a final. No caminho, protagonizou três viradas antológicas na parte final das partidas, como o 3 x 2 sobre Cabo Verde na fase de 16 avos, um novo 3 x 2 sobre o Egito nas oitavas e um dramático 2 x 1 sobre a Inglaterra na semifinal.

A Espanha, por sua vez, teve a moral elevada ao derrotar na semifinal a França, seleção amplamente tida como favorita ao título de 2026. Brilhou na partida o estilo espanhol de jogar conhecido mundialmente como tik taka – passes curtos, rápidos e numerosos até uma finalização certeira.

Entre as curiosidades da partida, está o fato de Scaloni ter sido aluno de Fuente no curso de formação de treinadores da federação espanhola.

Outro acontecimento improvável em torno do confronto é o fato de Messi, quando tinha 20 anos, ter dado banho em Lamine Yamal, astro de apenas 19 anos do time espanhol, quando este era apenas um bebê com menos de um ano. Os dois agora Lamine Yamal estarão cara a cara em uma final de Copa do Mundo.

Isso aconteceu em 2007, em fotos para um calendário beneficente promovido pelo jornal catalão Diari Sport, em parceria com o Barcelona – onde Messi atuava – e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Na semana anterior à final, a imagem viralizou nas redes sociais e teve a veracidade confirmada pela Organização das Nações Unidas (ONU).


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Saudi Arabia - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 21, 2026 Spain's Lamine Yamal and Pau Cubarsi before the match IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Saudi Arabia - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 21, 2026 Spain's Lamine Yamal and Pau Cubarsi before the match IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Group H – Spain v Saudi Arabia – Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. – June 21, 2026 Spain’s Lamine Yamal and Pau Cubarsi before the match IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis – Reuters/BRETT DAVIS/Arquivo/Proibida reprodução

Onde assistir

Os dois times entram em campo às 16h, no MetLife Stadium, que fica na cidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida pode ser assistida na TV aberta, em canais pagos ou por meio de streaming, nos canais TV Globo, Globoplay, ge TV, sportv, NSports, SBT e Cazé TV.

Antes do jogo, a partir das 14h30, ocorre a cerimônia de encerramento da Copa do Mundo. Pela primeira vez na história, haverá também um show no intervalo da partida. A apresentação segue os moldes do SuperBowl – grande final da NFL, campeonato estadounidense de futebol americano – e está prevista para 11 minutos. Entre os artistas confirmados estão Shakira, Madonna e Justin Bieber.

O técnico escolhido pela Fifa para apitar a final foi o esloveno Slavko Vinčić, primeiro árbitro da Eslovênia a ser escalado para a função. É o mesmo que apitou a partida entre Brasil e Marrocos, que terminou em 0 a 0, na fase de grupos da competição.

O trio de arbitragem é completado pelos também eslovenos Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič. O jordaniano Adham Makhadmeh será o quarto árbitro e o alemão Bastian Dankert ficará a cargo de ser o árbitro de vídeo (VAR).

 


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Independentemente de quem vencer a final deste domingo (19), o certo é que, daqui quatro anos, teremos uma seleção defendendo o título mundial em casa pela primeira vez. É que Espanha e Argentina, que começam a decidir a Copa do Mundo às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos), estão entre os seis países-sede da edição de 2030, que marca o centenário da mais importante competição do futebol.

Em dezembro de 2024, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou que a próxima Copa teria três sedes principais. Uma delas é a própria Espanha. As demais são Portugal e Marrocos. Em homenagem aos cem anos do evento, foi aprovado que três países da América do Sul recebessem uma partida cada. A Argentina foi escolhida ao lado do Uruguai – palco do primeiro Mundial, em 1930 – e do Paraguai.

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Ou seja: argentinos e espanhóis, campeões ou não, terão uma responsabilidade a mais de fazer bonito diante dos torcedores em 2030. Mas como as duas seleções estarão lá?


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Portugal v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 6, 2026 Spain's Pau Cubarsi and Lamine Yamal at the start of the second half IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 16 - Portugal v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 6, 2026 Spain's Pau Cubarsi and Lamine Yamal at the start of the second half IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Round of 16 – Portugal v Spain – Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. – July 6, 2026 Spain’s Pau Cubarsi and Lamine Yamal at the start of the second half IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker – Reuters/MARIA LYSAKER/Arquivo/Proibida reprodução

Base duradoura

Considerando os convocados para a Copa de 2026, a Espanha tem boas chances de repetir, daqui quatro anos, boa parte da atual geração. Dos 26 nomes chamados pelo técnico Luis de la Fuente, dez sequer terão 30 anos em 2030 e três podem chegar lá para um terceiro Mundial na carreira: os meias Gavi (terá 25 anos) e Pedri (27) e o atacante Nico Williams (28).

Mais jovens do atual elenco e já peças fundamentais da Fúria (apelido da seleção espanhola), o zagueiro Pau Cubarsi (23 anos em 2030) e o atacante Lamine Yamal (22) estarão ainda mais experientes. Em caso de título no domingo, este último em especial pode chegar à Copa em casa com status de ídolo nacional.

Como o grupo deste ano em geral é jovem, mesmo os “veteranos”, na maioria, não podem ser descartados. Os volantes Rodri e Fabian Ruiz, por exemplo, terão 34 anos. O meia Dani Olmo e o lateral-esquerdo Marc Cucurella estarão com 32, mesma idade atual de Aymeric Laporte, zagueiro titular da equipe de 2026.

Além disso, uma nova geração que ainda mira a primeira Copa da vida já está no radar. Caso de Marc Bernal, de 19 anos, mais uma joia de La Masia – famosa academia de formação do Barcelona. Apesar de não ter sido convocado por De la Fuente, o volante foi chamado para integrar a preparação da seleção e até estreou pela Fúria, sendo titular em um amistoso contra o Iraque, em junho. É tido como possível sucessor de Rodri.

Outro que deve ganhar espaço é Samu Aghehowa. Nascido na Espanha e filho de pais nigerianos, escolheu representar o país natal. Foi medalhista de ouro na Olimpíada de Paris (França) e teve a primeira chance na seleção principal em 2024. Com 1,93 metro, o atacante de 22 anos tem 47 gols em 77 jogos pelo Porto, onde foi campeão português.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Nico Paz celebrates with a Emiliano Martinez themed drum after the match as Argentina qualify for the final of the World Cup REUTERS/Amanda Perobelli
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Nico Paz celebrates with a Emiliano Martinez themed drum after the match as Argentina qualify for the final of the World Cup REUTERS/Amanda Perobelli
Soccer Football – FIFA World Cup 2026 – Semi Final – England v Argentina – Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. – July 15, 2026 Argentina’s Nico Paz celebrates with a Emiliano Martinez themed drum after the match as Argentina qualify for the final of the World Cup REUTERS/Amanda Perobelli – Reuters/Amanda Perobelli/Arquivo/Proibida reprodução

 

Novas lideranças

Do lado argentino, a tendência é a maioria das referências da “Scaloneta” – como ficou conhecida a seleção sob comando de Lionel Scaloni – dar passagem tanto a nomes que já integram o grupo como aos que aguardam uma oportunidade. Os volantes Rodrigo de Paul e Leandro Paredes, por exemplo, terão 36 anos em 2030, um a menos que o lateral Nicolás Tagliafico. O próprio atacante Lionel Messi confirmou que este é seu último Mundial – no próximo, o craque estará com 43 anos.

O volante Enzo Fernández e o atacante Julián Álvarez – 29 e 30 anos na Copa que vem, respectivamente – são candidatíssimos a comandar a “nova” Argentina, seja ela tetra ou ainda tricampeã. Mas dá para visualizar Lisandro Martínez e Cristian Romero, que terão 32 anos em 2030, repetindo a dupla de zaga atual. Ou Lautaro Martínez (terá 33) no ataque ao lado de Álvarez ou do ex-Botafogo Thiago Almada (29).

Não se pode esquecer de Nico Paz, de apenas 21 anos e que terá 25 no próximo Mundial. Pouco aproveitado por Scaloni, o meia vem de 13 gols e sete assistências em 40 jogos na última temporada do Campeonato Italiano pelo Como, ajudando o clube a se classificar à Liga dos Campeões da Europa de maneira inédita. O Real Madrid (Espanha) tem opção de recompra do jogador em 2027 e deve exercê-la.

Entre os nomes que ficaram fora da convocação, quem dificilmente não estará na Copa de 2030 é Franco Mastantuono. Revelado no River Plate e hoje no Real Madrid, o ponta de 18 anos (terá 22 no Mundial que vem) integrou a pré-lista de Scaloni. Ao estrear, em 2025, tornou-se o mais jovem a vestir a camisa da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção), com 17 anos, nove meses e 22 dias.

No caso de Joaquin Panichelli, a ausência se deu pela ruptura dos ligamentos do joelho direito em um treino da seleção, em março – a lesão encaminhou a convocação de Flaco Lopez, do Palmeiras. Na ocasião, Scaloni se emocionou ao falar do atacante de 23 anos, vice-artilheiro do último Campeonato Francês pelo Strasbourg com 16 gols e que, três temporadas atrás, teve contusão idêntica no joelho esquerdo. Será lembrado no novo ciclo.

Até 2030, muita coisa pode acontecer. Em 2022, por exemplo, Rayan e Endrick eram atacantes das equipes sub-17 de Vasco e Palmeiras, respectivamente, na final da Copa do Brasil da categoria. Quatro anos depois, representaram a seleção brasileira em uma Copa. Considerando a tradição espanhola e argentina na revelação de talentos, não seria de se espantar se, no meio do caminho, um “novo Messi” ou “novo Yamal” furarem essa fila.