Timão detalha uso do cartão corporativo em refeições
O Corinthians emitiu uma nota oficial nesta quinta-feira (16) para esclarecer os gastos de R$ 43 mil realizados no restaurante Coco Bambu, especializado em frutos do mar, com franquias em diversas cidades do Brasil. Segundo o clube, o valor corresponde a seis pedidos realizados entre junho e novembro do ano passado, destinados a refeições de jogadores e comissão técnica após partidas fora de casa.
A escolha do restaurante, segundo a nota, foi baseada na qualidade dos alimentos e no atendimento às diretrizes nutricionais definidas por especialistas que acompanham a equipe. Os pedidos fazem parte do processo de recuperação física dos atletas, considerado essencial para o desempenho nos jogos.
Além de justificar as despesas, o clube criticou a reportagem publicada pela “Gazeta Esportiva”, que expôs os gastos corporativos. O Corinthians afirmou que a logística das viagens exige refeições próximas aos locais das partidas e que os custos foram pagos com o único cartão corporativo disponível, utilizado por membros das áreas de Compras, Futebol Profissional e Presidência.
Gastos revelados pela reportagem geram debate
A “Gazeta Esportiva” trouxe à tona os gastos corporativos do clube na gestão de Augusto Melo, destacando um total de R$ 8 milhões entre fevereiro e dezembro do ano passado. Entre as despesas detalhadas, além dos valores no Coco Bambu, foram citados cerca de R$ 450 mil pagos ao hotel Fasano, em São Paulo, para estadia temporária de Memphis, jogador que ainda não havia alugado um imóvel.
Outro ponto levantado pela reportagem foi o uso recorrente do cartão corporativo no mesmo dia, o que gerou dúvidas sobre a transparência na gestão. Até o momento, o Corinthians não comentou esse aspecto específico, focando na defesa das refeições realizadas pela equipe técnica e jogadores.
Clube reforça transparência e descarta uso indevido
No comunicado, o Corinthians assegurou que o cartão corporativo não é utilizado para fins pessoais e que todos os gastos têm como objetivo atender às demandas do futebol profissional. A Presidência do clube, mencionada na nota, afirmou que não houve uso do cartão para despesas pessoais até o momento.
A repercussão dos gastos revelou um debate sobre a gestão financeira no futebol brasileiro, colocando o Corinthians em evidência. Enquanto o clube defende o uso do cartão para necessidades logísticas, parte da torcida e analistas questiona a falta de detalhamento público dessas despesas.
Repercussão entre torcedores e próximos passos
A divulgação do caso mobilizou as redes sociais, com torcedores divididos entre críticas e apoio ao esclarecimento dado pelo clube. O Corinthians não informou se realizará novas declarações sobre as denúncias ou se adotará mudanças na política de transparência sobre o uso de recursos financeiros.
A pressão externa também pode levar o clube a divulgar mais detalhes sobre os gastos futuros e a repensar estratégias para evitar polêmicas similares.

