Economia e Negócios


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, na noite desta terça-feira (3), que a proposta de lei para o fim da escala 6×1 seja construída, em conjunto, por empregados, patrões e o governo.

A declaração de Lula ocorreu na abertura da Segunda Conferência do Trabalho, que ocorre na capital paulista até o próximo dia 5, no Anhembi.

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Segundo o presidente, para os trabalhadores, será mais vantajoso realizar um acordo com a classe empresarial antes de o Congresso apreciar o tema.

“É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, disse.

“Tanto será melhor para nós se o que sair for o resultado de um acordo entre os empresários, os trabalhadores e o governo”, acrescentou.

O presidente disse ainda que o governo não irá “pender para um lado” nas discussões.

“Não iremos prejudicar os trabalhadores. E também não queremos contribuir com o prejuízo da economia brasileira. Nós queremos contribuir para, de forma bem pensada, bem harmonizada, encontrar uma solução”, disse.

O encontro, no Anhembi, visa, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil e fortalecer o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas.


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Por 14 votos favoráveis e 10 contrários, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira (3) o projeto que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a fazer um aporte no Banco de Brasília (BRB) para cobrir prejuízos relacionados às operações com o Banco Master. 

Encaminhado pelo governador Ibaneis Rocha, o texto autoriza o DF a capitalizar o banco e a contratar empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com outras instituições financeiras.

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Além disso, o projeto permite oferecer nove imóveis públicos para venda, transferência ao banco ou estruturação em fundo imobiliário.  Os imóveis podem ainda servir como garantia nas operações de crédito, cobrindo eventuais inadimplências do BRB.

Pressão e negociação

A votação foi precedida de intensa articulação política. Na véspera, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, reuniu-se por quase 12 horas com deputados distritais.

Em discurso, afirmou que, sem a aprovação do projeto, o banco poderia “deixar de existir” e interromper operações como pagamento de servidores, programas sociais, transporte público e linhas de crédito.

O tema dividiu a Casa. Deputados da base governista defenderam a proposta como única alternativa para preservar o controle do banco pelo DF. “Não vamos deixar o BRB ir para o fundo do poço”, afirmou o líder do governo, Hermeto (MDB).

Parlamentares de oposição classificaram o texto como um “cheque em branco”. A deputada Paula Belmonte (PSDB) exibiu uma réplica simbólica de um cheque durante a sessão, criticando a falta de laudos detalhados de avaliação dos imóveis.

O deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que a proposta permite a alienação de bens públicos sem comprovação adequada de interesse público e anunciou que a oposição estuda ingressar na Justiça para tentar barrar a futura lei.

Um estudo técnico da Consultoria da própria CLDF havia recomendado a rejeição do projeto, por riscos jurídicos e fiscais. Entre os problemas, está a possível afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal e impactos no orçamento do DF.

A votação foi tensa, com funcionários do BRB ocupando as galerias do plenário e a entrada da Câmara Legislativa. Por diversos momentos, eles bateram boca com deputados da oposição, que acusaram os bancários de serem usados como massa de manobra pelo governador Ibaneis.

Mudanças incluídas

Durante a tramitação, deputados incluíram alterações no texto:

  • Obrigação de relatórios trimestrais do BRB com detalhamento das operações;
  • Previsão de reversão ao DF de valores excedentes ao necessário para recompor o capital do banco;
  • Compensação, com imóveis equivalentes, à Companhia Energética de Brasília (CEB), à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), caso seus terrenos sejam utilizados;
  • Destinação de 20% do valor arrecadado ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), que poderá converter o montante em ações do banco;
  • Criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) em modelo de condomínio fechado, com o DF como cotista inicial e o BRB responsável pela estruturação.

Próximos passos

O BRB pediu aos acionistas autorização para aporte de até R$ 8,86 bilhões, e uma assembleia está marcada para o dia 18 de março. A instituição pretende apresentar solução até 31 de março, quando divulgará o balanço de 2025. A votação em segundo turno deve ocorrer nos próximos dias.


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Em mais um dia de tensão mundial, o dólar disparou quase 2% em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A bolsa acompanhou o pessimismo e caiu mais de 3%, o maior recuo do ano, em meio à busca global por ativos considerados mais seguros.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (3) vendido a R$ 5,261, com alta de R$ 0,099 (+1,87%). A cotação chegou a acelerar para R$ 5,34 por volta das 12h20, mas diminuiu o ritmo de alta durante a tarde.

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A moeda estadunidense está no maior nível desde 26 de janeiro, quando estava em R$ 5,28. Em meio à volatilidade, o Banco Central (BC) chegou a anunciar dois leilões de linha (venda de dólares com recompra meses depois), de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou a operação minutos depois. Segundo o órgão, a divulgação ocorreu por engano, como parte de um teste interno.

No mercado de ações, a instabilidade marcou a sessão. O índice Ibovespa, da B3, fechou o pregão em queda de 3,27%, aos 183.104 pontos. Na mínima do dia, tocou 180.518 pontos, recuo de 4,64%.

Quase todas as ações do índice caíram. A bolsa brasileira, que no último dia 24 fechou acima dos 191 mil pontos, em nível recorde, atingiu o menor patamar desde 6 de fevereiro, quando estava em 182 mil pontos.

Pressão global

O movimento foi impulsionado pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com reflexos também no Líbano e em países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Kuwait.

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito, elevando o temor de desabastecimento global de energia.

Com o risco de interrupção na oferta, o petróleo e o gás dispararam. O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subiu mais de 4%, para US$ 81. No início da sessão, valorizou-se 10%, mas a cotação desacelerou horas mais tarde. Na Europa, o gás natural na Europa avançou 22% no dia. A alta das commodities energéticas aumenta a preocupação com inflação global e desaceleração econômica.

O mau-humor foi generalizado no mercado global. Com a escalada do conflito, que tomou proporções regionais no Oriente Médio, os investidores vendem ações e aplicam em ativos considerados mais estáveis, como o dólar.

As bolsas caíram no mundo todo:

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
  • Europa: quedas superiores a 3%;
  • Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq Composite (-1,02%).

O índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a outras divisas de economias avançadas, subiu 0,66%.

PIB brasileiro

No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025. Apesar da expansão no acumulado do ano, a economia perdeu fôlego no fim de 2025, com alta de apenas 0,1% no quarto trimestre.

A economia brasileira desacelerou em relação a 2024, quando tinha crescido 3,4%. O dado ficou em linha com a expectativa do governo para o ano, mas reforçou a percepção de desaceleração econômica. Com o conflito no Oriente Médio, o Banco Central pode cortar a Taxa Selic (juros básicos da economia) em apenas 0,25 ponto percentual na reunião deste mês, contra expectativa de redução de 0,5 ponto até recentemente.

Juros altos ajudam a segurar a cotação do dólar, mas prejudicam o crescimento da economia.

*com informações da Reuters


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A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (3) a retomada do financiamento para compra de imóveis residenciais acima de R$ 2,25 milhões com recursos da caderneta de poupança.

A modalidade, enquadrada no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), estava suspensa desde outubro de 2024 para contratações individuais. À época, o banco decidiu dar prioridade ao crédito para imóveis de menor valor, diante da redução de recursos disponíveis na poupança.

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Com a decisão, pessoas físicas voltam a poder financiar imóveis de alto padrão com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), principal fonte de crédito imobiliário do país.

Em nota, a vice-presidenta de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, informou que o pacote habitacional do fim do ano passado ampliou a disponibilidade de recursos da poupança para o crédito habitacional, permitindo a retomada gradual das operações nessa faixa de valor.

“A reabertura amplia o escopo de atuação do banco no crédito habitacional, fortalece o relacionamento com clientes de alta renda e contribui para o aquecimento do mercado imobiliário e da construção civil”, afirmou a executiva em nota.

No fim do ano passado, o governo lançou um novo modelo de crédito imobiliário. Entre as mudanças, está a redução gradual na destinação dos depósitos da caderneta para o compulsório, dinheiro que os bancos são obrigados a manter parados no Banco Central (BC), até que 100% dos recursos da poupança possam servir de referência para o crédito habitacional.

Suspensão

Desde 2024, a Caixa vinha destinando os recursos da poupança para imóveis enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que atende unidades de menor valor.

Segundo o banco, a estratégia buscava democratizar o acesso ao crédito, atender maior número de famílias e ajustar a oferta à menor captação da poupança, que têm registrado mais retiradas que depósitos nos últimos anos.

Com a melhora na liquidez (dinheiro disponível ) do SBPE após as mudanças regulatórias, o banco decidiu ampliar novamente a atuação no segmento de alto padrão.

Selo de sustentabilidade

A Caixa havia retomado o financiamento para a construção de imóveis no SFI, mas com uma exigência adicional: os projetos precisam obter o Selo Casa Azul Uni, certificação de sustentabilidade concedida pelo banco.

O selo avalia critérios ambientais e de eficiência das obras e classifica os empreendimentos nos níveis Bronze, Prata ou Ouro. A medida está alinhada às metas ambientais, sociais e de governança (ESG) da instituição.

Com a decisão, a Caixa volta a atuar em todas as faixas do crédito imobiliário com recursos da poupança, ampliando a oferta tanto para imóveis populares quanto para unidades de maior valor.


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Os bancos poderão descontar os valores que terão de antecipar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) do compulsório, dinheiro que são obrigados a manter parado no Banco Central (BC). A autoridade monetária aprovou nesta terça-feira (3) resolução que autoriza a operação.

Na prática, a medida pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para os bancos neste ano. O BC, no entanto, informa que o dinheiro extra não terá impacto na economia, porque compensará os recursos que deixarão de circular por causa das antecipações dos bancos ao FGC.

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Entidade privada que garante depósitos e aplicações de clientes em caso de quebra de banco, o fundo decidiu, em fevereiro, que as instituições financeiras terão de antecipar contribuições mensais para cobrir o rombo em seu caixa após a quebra do Banco Master e das demais instituições associadas a ele.

Esse reforço serve para recompor o patrimônio do fundo e manter a confiança no sistema financeiro. O FGC é responsável por devolver até R$ 250 mil em investimentos por instituição liquidada e R$ 1 milhão por correntista a cada quatro anos a clientes de bancos que eventualmente enfrentem problemas.

Reserva obrigatória

Por meio do compulsório, os bancos são obrigados a manter parte do dinheiro dos clientes depositada no Banco Central. Essa reserva obrigatória ajuda o BC a controlar a quantidade de dinheiro em circulação na economia e a manter a estabilidade do sistema financeiro.

Com a nova regra, o BC autorizou que o valor antecipado ao FGC seja abatido dessa reserva obrigatória.

Sem a mudança, os bancos teriam de:

  • Pagar antecipadamente ao FGC;
  • Manter o mesmo volume de recursos parados no Banco Central;
  • Isso diminuiria a quantidade de dinheiro em circulação na economia, equivalendo a um aumento de juros.

Com a medida aprovada pelo BC:

  • Os bancos poderão compensar uma obrigação com a outra;
  • A quantidade de dinheiro em circulação na economia não mudará.

Segundo o BC, a medida:

  • Evita redução de dinheiro disponível no sistema bancário;
  • Mantém a estabilidade do crédito;
  • Dá mais flexibilidade às instituições financeiras.

Os bancos poderão escolher se fazem essa compensação sobre recursos de depósitos à vista, como conta-corrente, ou a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB).

Impacto esperado

O Banco Central estima que a medida possa resultar na liberação de até R$ 30 bilhões em 2026, valor que poderá ser usado pelos bancos para concessão de crédito ou outras operações.

O compulsório será recomposto gradualmente, mês a mês, conforme vencerem as parcelas antecipadas ao FGC.

Segundo o BC, a decisão busca equilibrar dois objetivos: fortalecer o fundo que protege os clientes dos bancos e, ao mesmo tempo, evitar aperto de liquidez – falta de dinheiro disponível – no sistema financeiro.


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A Receita Federal do Brasil apreendeu R$ 69,1 milhões em mercadorias durante operações realizadas em todo o país de 27 de fevereiro a 3 de março, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Contrabando, celebrado nesta terça-feira (3).

As ações ocorreram simultaneamente em 37 localidades, com fiscalização reforçada em fronteiras, portos, aeroportos, rodovias e centros de distribuição. O foco foi reprimir crimes como contrabando, descaminho, pirataria, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

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Cerca de 450 servidores participaram diretamente das operações, com apoio de viaturas, drones, cães farejadores e caminhões.

Principais números da operação:

  • R$ 69,1 milhões em mercadorias apreendidas;
  • Desse total, R$ 25,4 milhões em eletrônicos retidos;
  • R$ 15,2 milhões em vestuário e acessórios, do total de R$ 69,1 milhões;
  • Mais de 800 quilos (kg) de drogas apreendidos;
  • 14 pessoas presas de um total de 1.332 abordadas;
  • 37 localidades com ações simultâneas;
  • 450 servidores mobilizados.

Apreensões de destaque

No Aeroporto Internacional de Viracopos, foram apreendidos 16 canos de fuzil na sexta-feira (27).

Na região de Foz do Iguaçu (PR), as equipes interceptaram R$ 4 milhões em mercadorias irregulares e 156 kg de substância análoga à maconha. Em uma única abordagem a um ônibus, foram encontrados produtos avaliados em R$ 2,5 milhões, incluindo mais de 200 celulares e medicamentos introduzidos clandestinamente no país.

Atuação integrada

Além da Receita Federal, participaram das ações órgãos como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), polícias militares e civis, ministérios públicos e guardas municipais.

Segundo a Receita, a atuação conjunta reforça o combate às organizações criminosas e busca proteger a economia formal, a concorrência leal e a segurança da sociedade.


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Mais de R$ 102 mil foram arrecadados pelo governo federal nos leilões de terminais pesqueiros realizados na manhã de hoje (3), na B3, em São Paulo. A maior oferta foi proposta pela K. Coelho L&R, que arrematou o terminal pesqueiro de Cananéia, no litoral paulista, por R$ 101,1 mil como valor de outorga. A empresa foi a única concorrente. O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, acompanhou o certame na capital.

O leilão de concessão foi promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, com apoio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. Três terminais pesqueiros públicos seriam leiloados, mas o terminal de Santos, também no litoral paulista, acabou sendo adiado.

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O critério de julgamento foi o de maior oferta, correspondente ao maior valor de outorga para cada terminal pesqueiro.

Além do terminal pesqueiro de Cananéia, também foi concedido o terminal de Aracaju (SE). A vencedora foi a BTJ Distribuidora, única concorrente, que ofereceu R$ 990 como valor de outorga.

Segundo o ministério, a concessão oferece ao setor privado o direito de explorar economicamente os terminais por um período de 20 anos, prevendo investimentos na ordem de milhões de reais para a modernização e operação das instalações.

 


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A Caixa Econômica Federal anunciou um pacote de medidas para apoiar moradores e empresas afetados pelas enchentes na Zona da Mata mineira. As ações incluem a antecipação do Bolsa Família e condições facilitadas de crédito e renegociação para pessoas físicas e jurídicas nas cidades em situação de emergência.

Bolsa Família antecipado

Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o banco vai liberar o pagamento do Bolsa Família já no primeiro dia do calendário do programa para todos os beneficiários dos municípios atingidos.

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O valor estará disponível a partir de 18 de março, medida que também valerá para abril, garantindo continuidade da proteção social às famílias impactadas.

Habitação: pausa e renegociação

Clientes com financiamento habitacional poderão pedir:

•  Pausa de até seis meses nas prestações, pelo aplicativo Habitação Caixa;

•  Incorporação das parcelas vencidas ao saldo devedor, com diluição no prazo restante do contrato;

•  Manutenção das condições originais de juros e prazo.

•  Todos os contratos contam com seguro obrigatório de Danos Físicos ao Imóvel (DFI) e Morte ou Invalidez Permanente (MIP).

Centrais de atendimento para Seguro Residencial

• Caixa Seguradora 0800-274-1000, para contratações até 14/02/2021;

• Caixa Residencial: 0800-722-4926 (assistência) e 0800-722-4923 (sinistros), para  contratações a partir de 15/02/2021.

Centrais de atendimento Seguro Obrigatório de morte e invalidez permanente do mutuário (MIP) e de danos físicos ao imóvel (DFI):

•  Caixa Seguradora: 0800-274-1000 e WhatsApp 0800-749-2020, contratações até 14/02/2021;

•  Caixa Residencial: 0800-722-4923 ou WhatsApp (11) 99506-9519, contratações a partir de 15/02/2021;

•  Too Seguros: 0800-775-9191, WhatsApp (11) 99400-3326, ou no site da seguradora;

•  American Life: 0800-949-8080

•  Tokio Marine: 0800-318-6546

Medidas para pessoas físicas

Penhor:

•  Dispensa automática de encargos por atraso na renovação por 90 dias;

•  Suspensão de leilão das garantias enquanto durar o decreto de emergência.

Empréstimo pessoal e renegociação:

•  Pausa de até três parcelas.

Consignado:

•  Possibilidade de ajuste de prazo e revisão de juros, conforme contrato.

Cesta de serviços

•  Isenção de mensalidade por três meses, para quem não tiver outro benefício ativo.

Condições para empresas

Financiamentos e capital de giro:

•  Pausa de até três meses em contratos de investimento, capital de giro e microcrédito.

Girocaixa Fácil:

•  Até 30 meses para amortização;

•  Prazo pode chegar a 60 meses, conforme garantia.

Máquinas e equipamentos:

•  Até seis meses de carência;

•  Até 60 meses para pagamento.

CDB Flex ou Progressivo para micro e pequenas empresas (MPE):

•  Flexibilização para resgate de aplicações, se não houver bloqueios.

Crédito rural

Pessoa física (produtor rural):

• Prorrogação de vencimentos em caso de frustração de safra;

• Possibilidade de novos contratos mesmo com prorrogações ativas.

Pessoa jurídica (produtor rural): 

•  Cooperativas e agroindústrias afetadas podem solicitar alongamento e prorrogação de prazo, mediante comprovação.

Medidas para hospitais

Santas Casas e hospitais filantrópicos ou não filantrópicos poderão solicitar:

•  Pausa de até 12 meses nas prestações;

•  Incorporação das parcelas ao final do contrato ou pagamento apenas de juros, conforme modalidade.

Atendimento em Matias Barbosa

Caminhão-agência da Caixa está em operação no município de Matias Barbosa;

•  Local: Praça Central Peter H. Birkeland;

•  Horário: 10h às 16h.

Canais de atendimento

•  Alô CAIXA: 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-104-0104 (demais regiões);

•  Aplicativos: Caixa Tem, Habitação Caixa e FGTS;

•  Internet Banking pelo site oficial da Caixa.

As medidas valem para municípios da Zona da Mata mineira com decreto de situação de emergência reconhecido.

 


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O setor de máquinas e equipamentos iniciou 2026 em desaceleração, após encerrar o ano passado com um crescimento moderado. Essa redução no ritmo de crescimento se deve principalmente à política monetária, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). 

Em janeiro deste ano, a receita líquida total do setor somou R$ 17,3 bilhões, o que representou queda de 17% na comparação com janeiro de 2025 e de 19,3% em comparação a dezembro. Segundo a Abimaq, isso foi resultado de um recuo tanto nas vendas para o mercado doméstico quanto no mercado externo. 

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No mercado doméstico, a queda foi de 19% devido a um “reflexo da política monetária contracionista”, o que provocou, segundo a entidade, inibição dos investimentos, encarecimento do custo de vida, comprometimento de renda e aumento da inadimplência. Já no mercado externo, a influência negativa foi em decorrência da valorização de 11% do real frente ao dólar.

As exportações de máquinas e equipamentos somaram US$ 838 milhões em janeiro, com queda de 41,5% em relação a dezembro, mas crescimento de 3,1% em relação a janeiro de 2025. De acordo com a associação, a retração na comparação mensal se deve a fatores sazonais e também à base elevada de comparação, já que dezembro de 2025 apresentou o segundo maior valor da série histórica.

As importações, por sua vez, tiveram queda em janeiro, somando US$ 2,48 bilhões. No entanto, ressalta a Abimaq, elas seguem em patamares elevados, o que vem ocorrendo pelo menos desde 2015 e se intensificou com a pandemia da covid-19, “quando a substituição da produção nacional por bens importados ganhou força”. 

De acordo com a entidade, o volume de importações demonstra que o país vem transferindo parcela relevante do dinamismo industrial para o exterior, principalmente para a China, responsável por mais de 32% das máquinas importadas pelo Brasil.

Exportações para os Estados Unidos

O setor de máquinas foi um dos mais prejudicados pela aplicação de tarifas de 50% pelo governo dos Estados Unidos, principal destino desses produtos no exterior. Apesar disso, o impacto acabou sendo menor do que o setor previa inicialmente.

“A medida que foi tomada pelo governo Trump impactou bem menos do que a gente previa no início. A gente achava que ia impactar brutalmente as vendas para aquele mercado, mas diversas empresas conseguiram se organizar, se estruturar e preservar aquele mercado, que é bastante importante”, avalia o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, Pedro Estevão Bastos. 

Em entrevista concedida na tarde desta terça-feira (3), na capital paulista, ele disse esperar que as exportações voltem a ganhar força após a decisão da Suprema Corte ter derrubado as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente pelo presidente Donald Trump. Mas, por enquanto, ele diz que o setor está cauteloso. 

“Com relação ao futuro e com a reversão da medida, a gente espera conseguir reconquistar uma parte do mercado que foi perdido”, falou. “Mas há outros instrumentos que ele [Trump] pode utilizar e aí elevar a tarifa especificamente para o Brasil a outro patamar, além dos 10%. Então a gente tem conversado com as empresas do setor para ter cautela”, frisou.

Emprego

Em janeiro, o setor apresentou melhora no número de pessoas empregadas, somando 418,9 mil colaboradores. Na comparação com janeiro de 2025, isso representou um acréscimo de 18 mil pessoas.

Apesar disso, a Abimaq pondera que esse número é 2% inferior a outubro do ano passado, quando 422,7 mil pessoas estavam empregadas no setor.

Perspectivas

Para este ano de 2026, a associação projeta um crescimento de 3,5% na produção física de máquinas e equipamentos e de cerca de 4% na receita líquida. Para a Abimaq, esse avanço será sustentado pelo mercado doméstico, com a expectativa de expansão da demanda próxima de 5,6%.

“A gente está achando que, em 2026, vamos ter uma retração nas vendas em relação a 2025. De quanto vai ser ainda está muito cedo para a gente falar, mas talvez alguma coisa em torno de 5% seja bastante razoável”, disse Bastos. 

Segundo ele, essas previsões ainda não levam em consideração fatores externos como o recente conflito no Oriente Médio.