Polícia Civil apura se segurança aplicou golpe de mata-leão em empresário

A Polícia Civil de São Paulo está investigando a morte do empresário Adalberto Amarílio Júnior, que foi encontrado morto dentro de uma cavidade no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da capital. Uma das hipóteses apuradas é que ele tenha sido estrangulado com um golpe de mata-leão por um dos seguranças do evento que ocorria no local.
Segundo relatos iniciais, Adalberto teria se desentendido com membros da equipe de segurança após deixar um evento de motos. Em seguida, ele foi visto caminhando em direção ao carro quando a confusão começou.
A investigação considera que ele pode ter sido imobilizado com o golpe e, logo após, colocado dentro de um buraco no autódromo. Essa versão vem sendo reforçada por depoimentos colhidos desde a semana passada, mas nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento.
Relatório preliminar indica compressão torácica dentro de cavidade
Pelo menos cinco seguranças do evento foram ouvidos nesta terça-feira (9) pela polícia. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), com previsão de divulgação nesta quarta (11), será fundamental para determinar a causa exata da morte.
De acordo com um relatório preliminar, Adalberto teria sofrido compressão torácica, indicando que tentou respirar enquanto estava dentro da cavidade onde foi encontrado.
O cenário levanta suspeitas de que o empresário pode ter sido colocado no local ainda com vida, mas inconsciente, o que configuraria crime doloso com agravante de omissão de socorro.
Polícia também investiga hipótese de “Boa noite, Cinderela”
Outra linha de apuração da Polícia Civil é que Adalberto tenha sido vítima do chamado golpe do “Boa noite, Cinderela”, quando a vítima é dopada sem saber, geralmente com substâncias que causam perda de consciência.
Essa versão está sendo investigada com base em informações levantadas por testemunhas que estavam próximas ao empresário antes da confusão, e exames toxicológicos também devem ser incluídos na perícia.
O caso segue em sigilo, e a polícia ainda não confirma se houve indícios de participação de mais pessoas além dos seguranças já ouvidos.
Família e amigos cobram justiça e transparência na apuração
Familiares e amigos de Adalberto Amarílio Júnior têm cobrado respostas das autoridades e pedem transparência nas investigações. Eles afirmam que o empresário era frequentador assíduo de eventos no autódromo e que nunca teve histórico de confusões.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e está sendo acompanhado por veículos da imprensa nacional. A expectativa é que o laudo definitivo do IML possa trazer novas revelações que ajudem a esclarecer os fatos.
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