Comando Central dos EUA confirma destruição de bases de mísseis fortificadas; Trump dispara contra a OTAN e afirma que não precisa de ajuda para vencer o conflito

O conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar de agressividade nesta terça-feira (17). As forças militares dos Estados Unidos realizaram ataques estratégicos contra posições fortificadas do Irã no Estreito de Ormuz, utilizando as chamadas “munições de penetração profunda”. De acordo com o Comando Central Militar norte-americano (CENTCOM), foram empregadas múltiplas bombas de 5.000 libras (cerca de 2.300 kg) para destruir bases de mísseis antinavio iranianos que representavam um risco direto à navegação internacional.
O Estreito de Ormuz é considerado o gargalo logístico mais importante do mundo, por onde transitam diariamente 20 milhões de barris de petróleo — o equivalente a 20% do consumo global. Desde o início das hostilidades entre a coalizão EUA-Israel e o regime de Teerã, o tráfego na região foi severamente prejudicado, levantando temores de um colapso econômico mundial.
Trump isolado: “Nunca precisamos da OTAN”
Apesar da magnitude da operação, o presidente Donald Trump enfrenta resistência de seus parceiros históricos. Através de sua plataforma, Truth Social, o republicano criticou duramente os aliados da OTAN, que se recusaram a participar da ofensiva militar. “A maioria dos nossos ‘aliados’ nos informou que não quer se envolver na operação contra o regime terrorista no Irã”, declarou.
Demonstrando isolacionismo e confiança no poder bélico americano, Trump afirmou que os EUA “não precisam da ajuda de ninguém” para reabrir o Estreito militarmente. “Dado o sucesso militar que obtivemos, não ‘precisamos’ nem queremos mais a ajuda dos países da OTAN: NUNCA PRECISAMOS DELA!”, escreveu o presidente em letras maiúsculas.
📊 Panorama do Conflito (Dia 18):
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Vítimas: Mais de 2.200 mortos em pouco mais de duas semanas, concentrados principalmente no Irã e no Líbano.
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Escalada: Israel anunciou bombardeios em larga escala contra a capital Teerã e contra o Hezbollah no sul de Beirute.
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Movimentação Marítima: No domingo (15), um petroleiro paquistanês cruzou o Estreito com rastreadores ligados, sugerindo a existência de passagens seguras negociadas secretamente com o Irã por alguns países.
O Xadrez de Ormuz e a Economia
A tentativa de reabertura forçada do Estreito pelos EUA é uma resposta direta ao estrangulamento energético que a guerra causou. Enquanto os EUA utilizam tecnologia de penetração profunda para pulverizar defesas iranianas, o mercado financeiro aguarda com apreensão. Qualquer erro de cálculo na costa iraniana pode selar o fechamento definitivo da rota, disparando o preço do barril de petróleo a níveis sem precedentes.
A guerra, que já dura 18 dias, não dá sinais de trégua. Com o anúncio de ataques diretos a Teerã por parte de Israel e a demonstração de força bruta americana em Ormuz, o Oriente Médio caminha para um confronto total, agora com os Estados Unidos operando de forma independente e ignorando as diretrizes da OTAN.
O Nitro News Brasil segue em plantão acompanhando os desdobramentos dos ataques em solo iraniano e a reação dos mercados globais à ofensiva de Trump.

