
Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (13/11), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua liderando todos os cenários de 1º e 2º turnos, mas a distância para cada adversário encolheu significativamente desde o levantamento anterior.
Alerta metodológico: A pesquisa inclui Jair Bolsonaro, que está inelegível, o que levanta sérias dúvidas sobre a consistência e relevância dos resultados para 2026.
A inflexão de cenário ocorre em meio à piora na avaliação do governo e ao fortalecimento relativo de nomes da oposição, impulsionados pela pauta de segurança pública. A combinação desses fatores redesenha a disputa de 2º turno: o que antes parecia confortável para o Planalto agora se aproxima de uma disputa mais apertada.
Na espontânea, Lula caiu de 19 % para 14 % e Bolsonaro manteve 6 %. O contingente de indecisos permanece em 72 %. Isso mostra que, fora dos círculos de polarização, a eleição de fato “não começou” para a maioria do país — e a inclusão de candidato inelegível gera confusão nos dados.
Em um cenário hipotético de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, a diferença caiu a apenas 3 pontos (42 % a 39 %) — um empate técnico. Em outubro, Lula venceria por 10 pontos. Cabe lembrar: Bolsonaro consta como inelegível, conforme decisões judiciais e impedimentos legais, o que torna sua inclusão nas simulações eleitoralmente descabida.
Lula também perdeu vantagem frente a outros adversários. Contra Tarcísio de Freitas, caiu de 12 para 5 pontos (41 % a 36 %). Contra Michelle Bolsonaro, caiu de 12 para 9 pontos (44 % a 35 %). Contra Ratinho Júnior, de 13 para 5 (40 % a 35 %).
A pesquisa também revela que 24 % dos eleitores preferem um nome fora das tradições lulista e bolsonarista para 2026, enquanto 23 % defendem a própria reeleição de Lula. Isso acentua a demanda por alternativas.
O Nordeste é a única região onde a reeleição de Lula é vista como melhor cenário (37 %). Nas demais regiões, prevalece o desejo por renovação. A rejeição aos dois líderes segue alta: 59 % dizem que Lula não deveria concorrer, 67 % defendem que Bolsonaro abra mão.
📝 Considerações críticas
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Simulações com Bolsonaro — apesar da inelegibilidade — colocam em questão o rigor metodológico das pesquisas.
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A inclusão de candidatos impedidos legalmente afeta a clareza do cenário político e pode gerar interpretações equivocadas.
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Para o eleitor e para a imprensa, é importante questionar não apenas os números, mas quem de fato é elegível e se os cenários apresentados têm base real.
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