grande-sp-689-mil-imoveis-sem-energia-apos-vendavalEnel afirma que não há previsão para normalizar o fornecimento; cidades como Juquitiba, Embu das Artes e Cotia lideram percentual de casas sem luz
Mais de 50 horas após o vendaval provocado por um ciclone extratropical, a Região Metropolitana de São Paulo ainda enfrenta um cenário crítico no fornecimento de energia elétrica. Segundo boletim divulgado pela Enel às 12h desta sexta-feira (12), 689 mil imóveis seguem sem luz na Grande SP.
No pico da crise, registrado na quarta-feira (10), o apagão chegou a afetar 2,2 milhões de imóveis, tornando-se um dos maiores eventos de interrupção de energia dos últimos anos no estado.
Capital concentra maior número absoluto de imóveis sem energia
De acordo com a concessionária, a cidade de São Paulo concentra o maior número absoluto de endereços sem fornecimento, com 508 mil imóveis ainda às escuras. Percentualmente, porém, os municípios mais afetados são Juquitiba, Embu das Artes e Cotia, onde a proporção de residências sem luz é mais elevada.
Os ventos que atingiram a capital e a região metropolitana chegaram a 96 km/h, segundo registros meteorológicos da manhã de quarta-feira.
Serviços essenciais foram afetados
A falta de energia impactou diretamente serviços essenciais, como:
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funcionamento de semáforos,
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abastecimento de água,
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mobilidade urbana,
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além de comércios e residências.
A CET informou que, na manhã desta sexta, ainda havia 167 semáforos apagados por falta de energia, contribuindo para congestionamentos e riscos no trânsito.
Aeroportos já operam normalmente
Apesar do caos registrado nos últimos dias, os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, que enfrentaram cancelamentos e atrasos, estão com a operação normalizada, segundo autoridades aeroportuárias.
Enel diz que não há prazo para normalização total
Em nota enviada ao g1, a Enel afirmou que já conseguiu restabelecer o fornecimento para cerca de 1,8 milhão de clientes, dos 2,2 milhões inicialmente afetados. No entanto, a empresa reconheceu que não há previsão para a normalização total do serviço.
A concessionária informou ainda que cerca de 500 mil novos chamados foram registrados ao longo de quinta-feira, devido à continuidade dos ventos fortes.
Ciclone extratropical causou danos à rede elétrica
Em comunicado oficial, a Enel atribuiu o apagão a um “vendaval histórico”, associado a um ciclone extratropical, com rajadas que chegaram a 98 km/h.
“As fortes rajadas derrubaram árvores e lançaram galhos e objetos sobre a rede elétrica”, informou a empresa.
Em entrevista à TV Globo, o diretor regional da Enel, Marcelo Puertas, afirmou que a duração do fenômeno foi determinante para a gravidade da crise.
“Sabíamos que haveria um evento climático, mas não que duraria o dia todo. Isso mudou completamente o cenário”, disse.
24 cidades da Grande SP foram afetadas
Segundo a Enel, 24 municípios atendidos pela concessionária registraram ocorrências de falta de energia, incluindo São Paulo, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Cotia, Embu, Taboão da Serra e Barueri, entre outros.
Quedas de árvores e problemas no abastecimento de água
A Prefeitura de São Paulo registrou 382 quedas de árvores, com 48 ocorrências ainda aguardando apoio da Enel para liberação completa das vias.
A Sabesp também alertou para falhas no bombeamento de água em bairros como Americanópolis, Parelheiros, Vila Formosa e Vila Romana, em razão da falta de energia elétrica.
Reclamações sobre prazos no aplicativo
Clientes relataram inconsistências no aplicativo da Enel, com previsões de restabelecimento alteradas ou indisponíveis, além de dificuldades para acessar ou registrar prints das informações exibidas.

