Incidente em subestação elétrica paralisou operações, gerou cancelamentos e afetou voos em todo o mundo
O aeroporto de Heathrow, em Londres, um dos mais movimentados do mundo, enfrentou um caos aéreo após um incêndio em uma subestação elétrica próxima. O incidente, ocorrido na sexta-feira (21/3), interrompeu voos em diversas partes do mundo e afetou milhares de passageiros.
O aeroporto começou a retomar as operações gradualmente, com o primeiro voo pós-incêndio pousando às 18h no horário local (15h em Brasília). No entanto, os impactos ainda são sentidos, com atrasos e cancelamentos em várias companhias aéreas.
Voos cancelados e impacto nas companhias aéreas
A situação levou a cancelamentos em massa, sendo que a British Airways suspendeu 80 voos entre chegadas e partidas. Além dela, outras companhias também foram impactadas:
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Turkish Airlines
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Brussels Airlines
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Singapore Airlines
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WestJet
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Air India
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Air Canada
O aeroporto afirmou ter adicionado 50 slots extras na programação de sábado, permitindo acomodar mais 10 mil passageiros afetados. Ainda assim, espera-se que o efeito dominó dos cancelamentos se estenda até segunda-feira, trazendo transtornos adicionais.
A recomendação para os passageiros é consultar suas companhias aéreas antes de se dirigirem ao aeroporto, já que a situação segue em constante mudança.
Investigação e resposta das autoridades
Diante do impacto do incidente, o secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, determinou a abertura de uma investigação sobre a falha de energia.
Em publicação no X (antigo Twitter), Miliband destacou:
“A perda de energia em Heathrow causou grandes impactos em milhares de pessoas e empresas. Estamos determinados a entender o ocorrido e as lições a serem aprendidas.”
A investigação está sendo conduzida em parceria com a Ofgem (órgão regulador de energia do Reino Unido) e o National Energy System Operator (Operador Nacional do Sistema de Energia).
O Departamento de Segurança Energética e Net Zero, responsável por políticas energéticas e climáticas no país, reforçou que o objetivo é melhorar a resiliência energética do Reino Unido e evitar novos episódios similares.
Causas do incêndio: o que se sabe até agora?

Legenda da foto,Incêndio que afetou Heathrow – e voos em todo o mundo – aconteceu em subestação no oeste de Londres
O incêndio teve início na subestação North Hyde, localizada em Hayes, no oeste de Londres, a apenas 2,5 km do aeroporto.
📌 Detalhes sobre o incidente:
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O fogo começou na quinta-feira (20/3), às 23h23 (20h23 em Brasília).
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Bombeiros conseguiram controlar as chamas apenas às 6h28 (3h28 em Brasília).
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A subestação é responsável pelo abastecimento elétrico de Heathrow.
Ainda não há confirmação sobre a causa do incêndio, mas as primeiras informações indicam que o gerador de reserva foi danificado.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram grandes chamas e colunas de fumaça saindo da subestação durante a noite.
Autoridades locais orientaram moradores a manter portas e janelas fechadas, devido à fumaça tóxica, e algumas ruas foram bloqueadas.
O vice-comissário do corpo de bombeiros, Jonathan Smith, destacou que o incêndio envolveu um transformador com 25 mil litros de óleo de resfriamento, tornando-o “muito visível e significativo”.
Até o momento, não há indícios de ação criminosa no ocorrido.
Por que o incêndio causou tanto impacto em Heathrow?

O Aeroporto de Heathrow é o mais movimentado da Europa, essencial para passageiros e para o comércio global.
Embora o aeroporto conte com três subestações elétricas, cada uma com um sistema reserva, o incêndio derrubou uma delas, incluindo o backup.
📌 O que aconteceu após o incêndio?
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Restaram apenas duas subestações operacionais.
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Heathrow possui geradores a diesel de backup e baterias de emergência, que garantem o funcionamento apenas dos sistemas essenciais, como sinalização de pouso de aeronaves.
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O acionamento das subestações restantes levou tempo, impactando diretamente os voos.
O diretor-executivo do aeroporto, Thomas Woldbye, afirmou que o incidente não foi causado por Heathrow, mas sim por um problema externo ao aeroporto.
Em comunicado, Woldbye garantiu que Heathrow apoiará todas as investigações para entender as causas e impactos do apagão.
O incêndio na subestação North Hyde gerou um efeito cascata no aeroporto de Heathrow, resultando em cancelamentos e atrasos em voos internacionais.
O Reino Unido agora busca entender como evitar novos incidentes similares, com uma investigação liderada por órgãos governamentais.
Enquanto isso, passageiros devem acompanhar atualizações das companhias aéreas para evitar imprevistos nos próximos dias.

