Influenciador foi preso nesta sexta (15) e é investigado por exploração e exposição de menores. Redes foram bloqueadas, mas streaming de músicas não foi afetado até o momento.
Preso desde sexta-feira (15), o influenciador Hytalo Santos teve seu acesso às redes sociais bloqueado e os conteúdos desmonetizados após decisão da Justiça da Paraíba nesta terça (12). Apesar disso, músicas lançadas por Hytalo com Kamylinha Santos e outros menores permanecem disponíveis nas principais plataformas de streaming de música do país, gerando direitos ao influencer.
A Justiça determinou o bloqueio das redes sociais de Hytalo, mas até o momento não há menção a conteúdos de áudio em serviços de streaming nas decisões judiciais.
O g1 procurou as assessorias do Spotify, Deezer e Amazon Music para questionar se houve pedido de retirada das músicas. A Deezer informou que não irá comentar o caso, enquanto Spotify e Amazon não responderam até a publicação desta matéria.

Hytalo é alvo de investigação do Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos publicados nas redes sociais.
No Spotify, o influencer tem mais de 85 mil ouvintes mensais, com faixas que ultrapassam 1 milhão de reproduções. Entre elas estão músicas com Kamylinha, como “Combinação Perfeita”, “Cobra Miga” e “Mal Criada”.
O perfil de Kamylinha também permanece ativo com suas músicas disponíveis. Todas as faixas de ambos constam como produzidas, editadas e lançadas pela “Hytalo Santos Music”.
Isso significa que os direitos autorais de composição e produção são destinados a Hytalo Santos, que divide os direitos de interpretação com Kamylinha e demais parceiros indicados.
Já os videoclipes, que mostravam os jovens da “tropa do HS” em cenas de dança, beijo e interação com cobras, foram retirados do YouTube.

Caso Hytalo Santos
O influencer paraibano Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, foram presos preventivamente na sexta-feira (15) em uma residência em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

As ordens de prisão foram expedidas pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba.
O magistrado citou que há “fortes indícios” de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico irregular, além da produção de vídeos com divulgação em redes sociais e constrangimento de crianças e adolescentes.
O caso ganhou repercussão após denúncias do youtuber Felca sobre a “adultização” de crianças e adolescentes.
Desde 6 de agosto, quando Felca, com mais de 4 milhões de inscritos, publicou vídeo citando a atuação de Hytalo nesse tipo de conteúdo, o influencer passou a ser alvo de medidas da Justiça da Paraíba, incluindo ação civil pública e mandados de busca e apreensão.
Segundo a defesa, Hytalo está à disposição da Justiça para esclarecimentos e nega todas as acusações.
“[Hytalo] reafirma que jamais compactuou com qualquer ato atentatório à dignidade de crianças e adolescentes e que tudo será provado no curso da investigação e perante o público que confia nele e o acompanha nas redes sociais”, afirmam os advogados.

