
O vice-secretário do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Landau, criticou em sua conta no X a atuação de um “único juiz do Supremo Tribunal Federal” que teria “usurpado o poder ditatorial”, ameaçando líderes dos outros poderes com “prisão, detenção ou outras penalidades”. Ele afirmou que a situação é “sem precedentes e anômala” e que esse juiz teria “destruído a relação historicamente próxima do Brasil com os EUA”, aplicando a lei brasileira extraterritorialmente para silenciar indivíduos e empresas em solo americano.
Landau ainda declarou:
“A separação de poderes é a maior garantia de liberdade […] mas essa separação de nada adianta se um ramo pode intimidar os demais. Estamos em um beco sem saída, onde o usurpador se reveste do Estado de Direito.”
Reação do governo e autoridades brasileiras
O Itamaraty considerou a declaração como um “novo ataque frontal à soberania brasileira”, reforçando que o país não se curvará a pressões.
A ministra Gleisi Hoffmann classificou a postura como “arrogante” e uma “gravíssima ofensa ao Brasil, ao STF e à verdade”, e ressaltou que quem teria minado as relações bilaterais foram aliados de Jair Bolsonaro.VEJA
Possível pressão diplomática
A Embaixada dos EUA no Brasil, em suas redes sociais, publicou mensagem semelhante, apontando Moraes como “arquiteto da censura” e afirmando que “aliados” dele seriam “avisados” para não apoiá-lo — ou correndo risco de sanções.
O ministro Flávio Dino (STF) rebateu essa postura dizendo que “não cabe a nenhuma embaixada estrangeira avisar ou monitorar magistrados brasileiros” e que diplomacia se baseia em “soberania, bom senso e moderação”.
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