Manifestantes marcham em Washington e em mais de mil cidades contra políticas de Trump e Musk; protestos também ocorreram na Europa.
Milhares se mobilizam contra o governo Trump nos EUA
Milhares de manifestantes tomaram as ruas dos Estados Unidos neste sábado (5) para protestar contra as políticas do presidente Donald Trump, no maior movimento popular desde seu retorno ao poder, no final de janeiro. A cidade de Washington, capital americana, foi o epicentro das manifestações, que se espalharam por mais de mil cidades americanas e também alcançaram diversas capitais da Europa.
A mobilização foi organizada por uma coalizão de grupos progressistas, incluindo movimentos como o Women’s March e o MoveOn. O lema do protesto, “Tire suas mãos!”, pôde ser lido em faixas gigantes, estendidas a poucos quarteirões da Casa Branca, simbolizando a resistência contra as ações recentes do presidente republicano.
Entre os cartazes, frases como “Não é meu presidente!”, “O fascismo chegou”, “Parem o mal” e “Tirem suas mãos da nossa Seguridade Social” se destacavam, refletindo a insatisfação popular com as políticas do governo, especialmente em áreas como direitos sociais, meio ambiente e cortes em programas públicos.
Jane Ellen Saums, de 66 anos, manifestante em Washington, relatou: “É extremamente preocupante ver o que está acontecendo com nosso governo. Tudo está sendo atropelado, desde o meio ambiente até os direitos pessoais”.

A presença de Elon Musk e a tensão com os democratas
O nome do empresário Elon Musk também apareceu com destaque nas manifestações. Muitos manifestantes denunciaram a parceria de Musk com o governo Trump na condução de uma agenda de redução da máquina pública, o que vem afetando setores estratégicos como a educação, a saúde pública e a proteção ambiental.
A manifestação contou com a presença de figuras políticas influentes, como o deputado democrata Jamie Raskin, conhecido por seu papel durante os processos de impeachment contra Trump. Raskin discursou em defesa da democracia, afirmando que os atos representam uma reação legítima contra o que chamou de “autoritarismo disfarçado de populismo”.
Outro momento marcante foi o discurso do ativista veterano Graylan Hagler, de 71 anos, que declarou: “Despertaram um gigante adormecido, e ainda não viram nada. Não vamos nos calar e não vamos embora.”
Europa também se levanta: protestos em Paris, Berlim, Roma e Londres
As manifestações contra Donald Trump ultrapassaram as fronteiras dos Estados Unidos. Em Paris, cerca de 200 pessoas, a maioria americanos residentes na França, se reuniram na Praça da República para demonstrar solidariedade aos atos em território americano.
Com cartazes dizendo “Resista ao tirano”, “Estado de direito” e “Feministas pela liberdade, não pelo fascismo”, os manifestantes reforçaram a rejeição internacional ao estilo de liderança de Trump e suas medidas que, segundo eles, ameaçam os pilares da democracia e dos direitos civis.
Em Berlim, manifestantes se reuniram em frente a uma concessionária da Tesla, empresa de Elon Musk, onde pediram o fim do “caos” nos Estados Unidos. Cartazes em inglês e alemão chamavam os cidadãos americanos residentes na Alemanha a se posicionarem politicamente contra a atual gestão republicana.
Na Itália, em Roma, e no Reino Unido, em Londres, pequenos atos também foram registrados, com destaque para grupos organizados por estudantes, ONGs e ativistas pelos direitos humanos.
A força da resistência popular e os próximos passos
Com mais de 5 mil pessoas reunidas no National Mall, em Washington, a força simbólica do ato deixou claro que uma parte significativa da população americana não aceita calada os rumos do país sob o governo Trump. O slogan “Tire suas mãos” virou trending topic nas redes sociais, impulsionado por vídeos, fotos e discursos dos participantes.
As organizações responsáveis pelo evento anunciaram que os atos deste sábado marcam apenas o início de uma nova onda de mobilizações nacionais, com foco na defesa da democracia, no combate ao autoritarismo e na preservação de conquistas sociais ameaçadas.
A expectativa é de que novos protestos ocorram nas próximas semanas, principalmente em capitais estaduais e cidades universitárias, tradicionalmente mais engajadas em pautas progressistas.
Confira os principais pontos dos protestos contra Donald Trump:
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Mais de 1.000 cidades americanas participaram dos atos;
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5.000 pessoas reunidas em Washington, próximo à Casa Branca;
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Presença de líderes democratas e ativistas históricos;
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Manifestações simultâneas em Paris, Berlim, Londres e Roma;
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Rejeição à parceria de Trump com Elon Musk;
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Reivindicações por direitos sociais, meio ambiente e democracia.
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