Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro após descumprimento de medidas cautelares

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro na noite desta segunda-feira (5). A medida foi tomada após o ex-presidente descumprir medidas cautelares impostas anteriormente. No mesmo momento, a Polícia Federal (PF) realizou buscas na residência de Bolsonaro e apreendeu celulares.
Ministro proíbe uso de celulares e visitas
Entre as novas restrições impostas por Moraes está a proibição do uso de qualquer aparelho celular, inclusive por terceiros. Bolsonaro também não poderá receber visitas, com exceção dos advogados legalmente constituídos, com procuração nos autos, ou pessoas autorizadas previamente pelo STF.
Além disso, os visitantes permitidos estão proibidos de utilizar celulares, gravar imagens ou tirar fotos durante os encontros com o ex-presidente.
Contato com estrangeiros também está vetado
O ministro determinou ainda que Bolsonaro não poderá manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras ou outros investigados, como os envolvidos no inquérito da tentativa de golpe de Estado. Moraes reforçou também a proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por terceiros.
Polícia Federal cumpre busca e apreensão
A Polícia Federal informou, em nota oficial, que cumpriu mandado de busca e apreensão e de prisão domiciliar, conforme determinação do STF. A operação foi realizada no fim da tarde desta segunda-feira, e envolveu principalmente a apreensão de aparelhos eletrônicos.
Entenda a decisão de Alexandre de Moraes
A nova decisão de Moraes está relacionada a publicações feitas por Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. No domingo, Flávio compartilhou vídeos de Jair Bolsonaro falando diretamente para apoiadores e incitando manifestações. Apesar de posteriormente ter apagado os conteúdos, o ministro considerou que houve descumprimento deliberado das ordens judiciais.
Moraes afirmou que a Justiça “não é tola” e que Bolsonaro deve ser tratado como qualquer outro réu. “A Justiça é cega, mas não é tola e não permitirá que um réu a faça de tola achando que ficará impune por ter poder político e econômico”, escreveu o ministro.
Nikolas Ferreira critica prisão de Bolsonaro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi às redes sociais para criticar a decisão. No X (antigo Twitter), ele escreveu de forma irônica: “Que várzea!”. Segundo o parlamentar, a prisão de Bolsonaro ocorreu “porque os filhos postaram conteúdo dele nas redes sociais”.
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