Parlamentar anuncia licença do cargo e planeja permanência nos EUA
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou, nesta terça-feira (18), o pedido de investigação e apreensão do passaporte do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O magistrado seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recomendou o arquivamento da denúncia apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
PT acionou STF por incitação contra Moraes
A notícia-crime movida pelo PT solicitava a investigação do deputado e a apreensão do passaporte, alegando que Eduardo Bolsonaro teria incitado parlamentares dos Estados Unidos a constranger o STF e Alexandre de Moraes. A legenda classificou a atitude como um possível crime de lesa-pátria, o que justificaria medidas restritivas contra o parlamentar.
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há elementos jurídicos suficientes para embasar a abertura de um inquérito contra Eduardo Bolsonaro.
- Com base nesse entendimento, Moraes rejeitou o pedido e arquivou a denúncia.
Licença do cargo e permanência nos EUA
Pouco após a decisão do STF, Eduardo Bolsonaro anunciou que vai se licenciar do cargo de deputado federal. Em declarações nas redes sociais, o parlamentar afirmou que pretende permanecer nos Estados Unidos e mencionou o temor de ser preso no Brasil por suas críticas ao Judiciário e às instituições democráticas.
Além disso, Eduardo Bolsonaro voltou a questionar o julgamento no STF sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, que levaram à depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. Segundo ele, há uma perseguição política contra opositores do governo federal.
Eduardo Bolsonaro enfrenta novos desafios políticos
A decisão de Moraes representa uma vitória momentânea para Eduardo Bolsonaro, mas o parlamentar ainda enfrenta desafios políticos:
- Investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro seguem em andamento, podendo incluir aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O cenário eleitoral de 2026 pode ser impactado pela possível ausência prolongada de Eduardo Bolsonaro no Brasil.
- Setores do Congresso Nacional analisam formas de pressionar por novas investigações contra o parlamentar.
Com a licença do cargo, ainda não há informações sobre o tempo que Eduardo Bolsonaro permanecerá fora do país e se sua decisão pode impactar sua carreira política futura.
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