Político de carreira, Noman estava internado desde janeiro devido a complicações de saúde. Ele deixa um legado de dedicação ao serviço público e à cidade de Belo Horizonte.
A morte de Fuad Noman: um marco para Belo Horizonte
O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), faleceu nesta quarta-feira, 26 de março de 2025, aos 77 anos, após um período de internações contínuas devido à fragilização de sua saúde. Fuad estava internado no hospital Mater Dei, desde o início de janeiro, quando enfrentou um quadro grave de insuficiência respiratória. Natural da cidade, ele deixou sua esposa, Mônica Drummond, e dois filhos, além de quatro netos. O velório está marcado para esta quinta-feira, e o enterro será restrito à família.
A morte de Noman pegou a população de Belo Horizonte de surpresa, pois ele havia sido reeleito recentemente e estava no início de um segundo mandato. A prefeitura lamentou profundamente a perda, destacando o legado de ética, diálogo e compromisso social deixado pelo político. Fuad foi economista de formação e teve uma carreira marcante na administração pública, onde ocupou cargos importantes, desde o Banco Central até a Prefeitura de Belo Horizonte.
A carreira pública e a trajetória de Fuad Noman
Fuad Noman iniciou sua vida pública como servidor de carreira no Banco Central, passando por diversos postos de responsabilidade, incluindo o Tesouro Nacional e o Banco do Brasil. Em 2003, aceitou o convite do ex-governador Aécio Neves para integrar seu secretariado, começando como secretário da Fazenda, cargo que ocupou até 2010, quando se tornou presidente da Gasmig.
Durante seu período na administração pública, Fuad foi reconhecido por sua competência e seriedade, sempre pautando suas decisões pelo bem-estar da população. Após uma breve aposentadoria, ele retornou ao serviço público em 2017, quando foi nomeado secretário municipal de Fazenda pelo então prefeito Alexandre Kalil. Após a renúncia de Kalil para concorrer ao governo de Minas, Fuad assumiu a prefeitura interinamente, tornando-se o prefeito de fato.
A vitória nas urnas e o legado político
A eleição de Fuad Noman para prefeito de Belo Horizonte foi uma surpresa para muitos. Aos 77 anos, ele disputou sua primeira eleição como candidato a cargo executivo. Com uma imagem carinhosa e afetuosa, Fuad conquistou a confiança da população, mesmo começando a campanha com apenas 11% das intenções de voto. Sua imagem, sempre de suspensórios e uma postura acessível, foi um diferencial importante, o que o levou ao segundo turno e, finalmente, à vitória, derrotando o candidato bolsonarista Bruno Engler (PL).
Em sua vitória, Fuad declarou que seu mandato seria “o último cartucho” de sua carreira, destacando o desejo de concluir as obras que havia iniciado e garantir um legado para a cidade de Belo Horizonte. Seu governo, mesmo breve, ficou marcado pela dedicação e pela responsabilidade social, com foco em ações que beneficiassem os mais necessitados.
A saúde debilitada e a luta contra o câncer
Ao longo do último ano de sua vida, Fuad enfrentou desafios significativos em sua saúde. Durante a campanha eleitoral, ele estava em tratamento contra um linfoma abdominal, tipo de câncer sanguíneo, mas com o final da campanha, o prefeito anunciou a remissão total do tumor. Contudo, a saúde de Fuad nunca foi totalmente restabelecida, e ele foi internado em diversas ocasiões desde a posse como prefeito, enfrentando complicações como pneumonia, neuropatia e sinusite.
Em janeiro deste ano, Fuad foi novamente hospitalizado, desta vez com um quadro grave de insuficiência respiratória. Embora tenha passado por momentos difíceis, com várias internações e uma luta constante pela saúde, o prefeito continuava seu trabalho e suas expectativas para concluir o mandato com a energia e o foco de sempre. Sua última aparição pública foi na posse de seu segundo mandato, quando agradeceu aos médicos pelo tratamento e afirmou que estava pronto para o novo desafio.

A despedida do prefeito e o impacto na cidade
A morte de Fuad Noman deixa um vazio na administração de Belo Horizonte e causa grande comoção na cidade. Políticos e figuras públicas, como o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), lamentaram profundamente a perda de Fuad, destacando seu amor por Belo Horizonte e seu compromisso com o bem-estar da população.
“Fuad demonstrou um verdadeiro amor por Belo Horizonte, ao não desistir da campanha eleitoral e conquistar a reeleição, mesmo enfrentando sérios problemas de saúde. Ele se dedicou profundamente à cidade e à administração pública”, declarou Rodrigo Pacheco.
Agora, com a morte de Fuad, a cidade de Belo Horizonte está em luto e a legislação eleitoral prevê que o vice-prefeito, Álvaro Damião (União Brasil), assuma a prefeitura interinamente. Álvaro Damião, que já vinha exercendo funções interinas desde janeiro, tem a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho iniciado por Fuad Noman.
Conclusão e impacto duradouro de Fuad Noman
Fuad Noman deixa para Belo Horizonte um legado de seriedade, competência e dedicação ao serviço público. Sua trajetória política, que começou tardiamente, mas com grande impacto, será lembrada por muitos. A cidade perde um homem de caráter, que, mesmo com a saúde fragilizada, nunca deixou de lutar por sua gente.
A população de Belo Horizonte e o Brasil em geral lamentam a perda de Fuad, mas sua história de perseverança e compromisso com a cidade deve ser lembrada por muitos anos. Que sua memória continue inspirando aqueles que acreditam no poder do serviço público e da dedicação ao bem comum.
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