Andy Burnham substituirá Keir Starmer que renunciou ao cargo

O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, prometeu nesta segunda-feira (20) apresentar ainda nesta semana novas medidas para ajudar a combater o custo de vida, antes de divulgar um novo plano de dez anos para o país ainda este ano.
“O Reino Unido precisa mostrar ao mundo que podemos recuperar nossa estabilidade mais uma vez”, disse Burnham em um discurso em frente à residência oficial do primeiro-ministro britânico, no número 10 da Downing Street, em Londres.
“Não temos sido bons o suficiente e precisamos ser melhores.”
Prometendo aos britânicos “um pouco de alívio agora”, ele disse que o governo apresentará algumas medidas para combater o alto custo de vida e explicará como pretende financiá-las.
Olhando mais adiante, ele disse: “Ajudaremos mais jovens a ingressarem no mercado de trabalho, reformando o sistema educacional e oferecendo-lhes mais apoio, inclusive em saúde mental, e construiremos mais moradias populares.”
“Essa é a maneira justa e sustentável de reduzir os gastos com assistência social, cumprir nossas regras fiscais e honrar nossos compromissos em matéria de defesa com nossos parceiros internacionais.”
Burnham havia feito uma promessa de acabar com a falta de moradia em Manchester quando assumiu o cargo de prefeito da cidade, em 2017.
Segundo dados do governo local, o número de pessoas em situação de rua na cidade caiu quase pela metade entre 2017 e 2024, embora esses números tenham começado a subir novamente desde o patamar mais baixo, registrado em 2021.
Enquanto prefeito de Manchester, Burnham doava 15% de seu salário para instituições de caridade que combatem a falta de moradia.
Burnham é o sétimo primeiro-ministro do país em dez anos.
Burnham, que ganhou o apelido de “rei do Norte” devido à sua determinação em defender os interesses da região enquanto prefeito da Grande Manchester, declarou em uma coletiva na sexta-feira (17) que estava pronto para assumir o poder e que trabalharia para oferecer esperança às pessoas em “lugares esquecidos por toda parte”.
Alertando que aquela era a última chance do Partido Trabalhista de reverter sua situação, o político de 56 anos prometeu descentralizar o poder de Westminster — o coração da política britânica — para outras regiões do país e liderar uma equipe unida para promover a mudança que a nação “clama” por ver.
“Estamos unidos e colocamos o poder que emana dessa unidade a serviço das pessoas e dos lugares que esperam há muito tempo que a política lhes permita voltar a ter esperança”, disse ele a uma plateia repleta de parlamentares trabalhistas e dirigentes do partido. “E é isso que vamos fazer, pessoal: vamos devolver a esperança a eles.”
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