
Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, foi preso preventivamente junto com o marido e influenciador paraibano Hytalo Santos em Carapicuíba, Grande São Paulo, sob suspeita de tráfico humano e exploração sexual. Nascido em Santos (SP), ele já atuou como modelo, jogador de futebol amador e MC antes de ganhar destaque nas redes sociais.
Hytalo Santos é alvo de investigações do Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade. O caso ganhou repercussão após denúncias do youtuber Felca sobre a “adultização” de crianças e adolescentes.
Desde 6 de agosto, quando Felca mencionou Hytalo em vídeo, o influenciador passou a ser alvo de medidas judiciais da Paraíba, incluindo ação civil pública e mandados de busca e apreensão.
Apesar de nascido em Santos, Euro morou em São Vicente antes de se mudar para a Paraíba há cerca de 10 anos. Seu pai, Cesar Vicente, concorreu a cargos eletivos em São Vicente e como deputado estadual, sempre figurando como suplente.
Euro tem 33 anos, é pai de dois filhos e também é cantor de funk, tendo gravado diversas músicas com Hytalo, com quem se casou em 2023 em Cajazeiras, na Paraíba. Na ocasião, distribuíram um iPhone 15 Pro Max junto aos convites da festa.
O assessor Josué Vicente afirmou que Euro visita os familiares em São Vicente esporadicamente e ressaltou o talento artístico do influenciador, destacando a parceria com Hytalo na música e dança.
Josué também criticou a prisão, alegando que o casal estava a passeio em São Paulo e que não havia risco de fuga. Informou que duas bancas de advocacia já foram constituídas para defender Euro e Hytalo e que está em andamento pedido de Habeas Corpus.
A prisão envolveu atuação conjunta do MP-PB, MPT, Polícia Civil da Paraíba e São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal.
As ordens de prisão foram expedidas pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux, destacando indícios de tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico irregular, entre outros crimes.
O magistrado ressaltou que a medida busca impedir destruição de provas e intimidação de testemunhas, apontando condutas que comprometem o curso da investigação, como destruição de documentos e ocultação de valores e veículos.
A Justiça da Paraíba bloqueou o acesso de Hytalo às redes sociais, desmonetizou seus vídeos e proibiu contato com os adolescentes envolvidos nos processos.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços de Hytalo, com apreensão de computador e celulares, sendo as medidas voltadas a preservar provas e garantir a continuidade das investigações.
A investigação da promotoria de Bayeux começou em 2024 após denúncias de vizinhos sobre participação de menores em festas e conteúdos impróprios. Já a promotoria de João Pessoa investiga a emancipação de menores em troca de presentes, como celulares.

Em ambos os processos, Hytalo nega acusações e se colocou à disposição da Justiça, enquanto os adolescentes foram ouvidos de forma a evitar revitimização.
O Ministério Público do Trabalho também investiga o influenciador, analisando mais de 50 vídeos e 15 depoimentos de pessoas envolvidas na produção de conteúdos digitais.
Resumo das medidas judiciais contra Hytalo: prisão preventiva; busca e apreensão em residências; bloqueio de redes sociais; proibição de contato com vítimas; desmonetização de conteúdos; pedidos para suspensão de empresa ligada a rifas; segunda fase de buscas e apreensões em endereços ligados a Hytalo.

