Torcedor peruano imitou macaco em direção a palmeirenses no Estádio Nacional de Lima
Na noite desta quinta-feira (3), o Palmeiras denunciou mais um caso de racismo em jogo da Libertadores, desta vez envolvendo um torcedor do Sporting Cristal, do Peru. Durante a partida, realizada no Estádio Nacional de Lima, um torcedor peruano imitou um macaco em direção a torcedores palmeirenses, gerando revolta e indignação.
O clube paulista divulgou uma nota oficial cobrando medidas imediatas da Conmebol e das autoridades peruanas para punir o responsável. Este não é o primeiro caso recente de discriminação racial envolvendo o Palmeiras. No início de março, os jogadores da equipe sub-20, Luighi e Figueiredo, também foram vítimas de insultos racistas por parte de torcedores do Cerro Porteño, do Paraguai.
Palmeiras exige punições contra o racismo
Através de seu comunicado, o Palmeiras afirmou que os casos de racismo no futebol sul-americano continuam se repetindo devido à falta de punições eficazes. O clube exigiu que a Conmebol, o Sporting Cristal e as autoridades peruanas tomem providências para evitar que esses atos sigam impunes.
“Que o Sporting Cristal, as autoridades de segurança pública do Peru e a Conmebol tomem as devidas providências; do contrário, gestos como aos que assistimos hoje continuarão se repetindo, com a bênção da impunidade”, destacou o clube em sua nota oficial.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, também já se manifestou diversas vezes contra a falta de ações concretas da Conmebol no combate ao racismo. Em entrevistas recentes, ela criticou o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, e cobrou medidas mais rígidas contra clubes e torcedores envolvidos em episódios de discriminação.
Racismo no futebol: problema recorrente na Libertadores
Os casos de racismo têm se tornado cada vez mais comuns na Libertadores, gerando um grande debate sobre a responsabilidade da Conmebol em punir de forma severa os clubes cujos torcedores protagonizam esses atos. Apesar de algumas multas e sanções aplicadas nos últimos anos, muitos especialistas avaliam que as punições ainda são brandas e pouco eficazes para coibir novos incidentes.
Nos últimos anos, torcedores de diversos clubes brasileiros foram vítimas de insultos racistas em estádios sul-americanos, incluindo o próprio Palmeiras, o Flamengo e o Corinthians. Os episódios vão desde gestos imitando macacos até ataques verbais e agressões.
Diante da gravidade da situação, cresce a pressão para que a Conmebol implemente penas mais duras, como a perda de pontos, jogos com portões fechados e desclassificação de equipes cujas torcidas reincidirem no crime de racismo.
Nota oficial do Palmeiras
Confira a nota oficial divulgada pelo Palmeiras sobre o caso ocorrido no Peru:
“É desgastante que, semana após semana, tenhamos de nos manifestar em razão de atos racistas praticados em jogos de futebol.
A reincidência deste crime, cometido nesta quinta-feira (3) por um torcedor do Sporting Cristal-PER, que imitou um macaco em direção a palmeirenses presentes no estádio, demonstra novamente que as medidas adotadas até o momento são inadequadas e insuficientes para combater os insistentes episódios de discriminação racial ocorridos nos gramados sul-americanos.
Que o Sporting Cristal, as autoridades de segurança pública do Peru e a Conmebol tomem as devidas providências; do contrário, gestos como aos que assistimos hoje continuarão se repetindo, com a bênção da impunidade.
Quanto ao Palmeiras, seguimos leais ao nosso compromisso de lutar contra toda e qualquer forma de discriminação.
Racismo não é provocação! Racismo é crime!“
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