Operação da Corregedoria Mira Policiais Ligados ao PCC
Uma operação da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo prendeu um policial militar da ativa acusado de executar Vinícius Gritzbach, morto em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O PM é suspeito de agir sob ordens do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa com forte atuação no estado.
A operação, realizada na manhã desta quinta-feira (16), cumpre 15 mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão na capital e na Grande São Paulo. Entre os investigados estão policiais militares que, segundo as apurações, prestavam escolta privada a Gritzbach, mesmo cientes de seu histórico criminal, em uma conduta que aponta para a colaboração com a facção criminosa.
De acordo com a Corregedoria, um Inquérito Policial Militar foi instaurado após uma denúncia anônima em março de 2024. A denúncia apontava vazamentos de informações sigilosas que favoreciam ações do PCC, permitindo que membros da organização criminosa evitassem prisões e prejuízos financeiros.
Esquema de Proteção à Facção Criminosa
As investigações indicam que policiais da ativa, da reserva e ex-militares estavam envolvidos no vazamento de informações estratégicas. Documentos sigilosos, operações planejadas e ações táticas da Polícia Militar foram comprometidos, beneficiando líderes da facção, como Marcos Roberto de Almeida, conhecido como “Tuta”, e Silvio Luiz Ferreira, o “Cebola”.
Além dos vazamentos, apurou-se que o PM atirador, identificado como autor dos disparos que mataram Gritzbach, fazia parte do esquema de proteção à facção. A operação, batizada de “Prodotes”, contou com o apoio da força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) para identificar outros envolvidos no crime.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que mantém “compromisso com a ética e a legalidade”, reforçando que “desvios de conduta serão combatidos com rigor”.
Execução no Aeroporto Internacional de São Paulo
Vinícius Gritzbach, de 38 anos, foi morto no dia 8 de novembro de 2024, em uma execução que chocou a Região Metropolitana de São Paulo. Ele foi atingido por 29 tiros de fuzil na área de desembarque do Aeroporto de Guarulhos, em frente à namorada e dezenas de testemunhas.
Segundo relatos, o crime foi rápido e planejado, característica comum de execuções ligadas ao PCC. A polícia investiga se o assassinato foi motivado por disputas internas ou como uma forma de silenciar Gritzbach, que possuía informações sensíveis sobre as operações da facção.
A investigação segue em andamento, e novas prisões podem ser realizadas nos próximos dias.
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