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Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste sábado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para mais um protesto contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que intensificou a fiscalização do comércio ambulante na orla da zona sul. 

A manifestação é o quarto ato consecutivo realizado pela categoria esta semana e ocorre um dia após o Ministério Público Federal (MPF) pedir à Justiça a suspensão do programa

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Com panelas, apitos, tambores e palavras de ordem como Unidos podemos trabalhar, os ambulantes pretendem chamar atenção para o que classificam como criminalização da categoria e cobrar abertura de uma mesa de negociação com a prefeitura.

A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs, garantiu que as mobilizações continuarão “enquanto não houver diálogo”

“Vai ter ato todos os dias. As pessoas já estão se organizando para voltar às ruas. Esse é o quarto dia seguido de manifestação, além da mobilização da semana passada. A gente não vai abaixar a cabeça diante da criminalização que estão fazendo com a categoria”, disse.

Segundo Maria, os trabalhadores defendem o ordenamento do comércio ambulante, mas reivindicam que o município diferencie vendedores informais de organizações criminosas e avance na regularização de quem aguarda autorização para trabalhar

“Nossa reivindicação é simples, queremos trabalhar. Somos favoráveis ao ordenamento e ao combate às irregularidades, mas não aceitamos que toda a categoria seja tratada como criminosa. Há trabalhadores esperando há anos pela licença da prefeitura. É preciso abrir esse diálogo e garantir o direito ao trabalho”, afirmou.

Ação do MPF

Na sexta-feira (18), o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata do programa Tolerância Zero. 

O órgão sustenta que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização da orla sem observar as normas federais que disciplinam a gestão das praias e bens da União. 

O MPF também pede que a União e o município elaborem, em conjunto, um plano para compatibilizar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a proteção dos direitos dos trabalhadores ambulantes.

Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, a medida foi implementada sem diálogo com a União, sem participação da sociedade e sem a apresentação de alternativas para a regularização dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.

Após a ação do MPF, o prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, afirmou, em publicação nas redes sociais, que o programa será mantido. 

Ele classifica o pedido do Ministério Público como uma “absoluta inversão de valores” e defendeu que a prefeitura tem competência constitucional para atuar no ordenamento urbano e no combate às estruturas criminosas que exploram ilegalmente o comércio ambulante na orla.

Segundo Cavaliere, a fiscalização busca enfrentar organizações ligadas ao crime organizado e garantir a autoridade do poder público sobre o espaço urbano.

Maria dos Camelôs criticou a resposta do prefeito e disse que o movimento considera insuficiente a ausência de diálogo com a categoria. 

“A resposta do prefeito foi desrespeitosa com o Ministério Público e com o procurador Julio Araujo. Além disso, continua sem abrir uma mesa de negociação com os trabalhadores e segue criminalizando um setor importante, que faz a roda da economia girar e tem papel relevante para a sociedade”, disse.

A coordenadora afirmou que o movimento pretende ampliar a articulação institucional nas próximas semanas. Segundo ela, representantes da categoria iniciaram contatos com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pretendem levar as reivindicações ao governo federal. 

“Nosso próximo passo é fazer uma denúncia ao governo federal. Já começamos a conversar com a SPU e queremos tratar diretamente desse assunto com o governo. Queremos um cessar-fogo nesta guerra entre a prefeitura e os trabalhadores”, disse.


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O momento da seleção masculina de vôlei é o pior possível na Liga das Nações. A derrota por 3 sets a 0 para a Polônia, atual campeã, com parciais de 25/22, 28/26 e 25/19, na noite desta sexta-feira (17), em Chicago, nos Estados Unidos, deixou o Brasil a um passo de ser eliminado na primeira fase da competição, o que seria inédito em oito edições.

A equipe comandada por Bernardinho ocupa, neste momento, a nona posição entre 18 seleções, com seis vitórias, cinco derrotas e 16 pontos. A uma rodada do fim da fase de classificação, o time verde e amarelo precisa ficar, pelo menos, na sétima colocação para chegar às quartas de final.

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A vitória por 3 sets a 0 ou 3 a 1 vale três pontos. Se o triunfo for por 3 a 2, a equipe ganhadora soma dois pontos e a que perde faz um ponto.

Os brasileiros voltam a jogar neste domingo (19), às 14h (horário de Brasília), contra a China, novamente em Chicago, mas precisam ficar atentos a outros resultados para terem chances de classificação. 

O primeiro neste sábado (19). No duelo entre Estados Unidos e Bulgária, às 22h, também na cidade norte-americana, os búlgaros não podem ganhar por 3 a 0 ou 3 a 1.

No domingo, o Brasil, primeiro, tem de torcer pela derrota da Ucrânia para a Alemanha, em jogo que começa às 11h30, em Belgrado, na Sérvia. Depois, fazer a lição de casa e derrotar a China, de preferência por 3 a 0 ou 3 a 1, para somar os três pontos. Por fim, precisa que a Bulgária perca da França – e não ganhe sets – em partida com início às 18h.

A derrota para a Polônia foi a quinta nos últimos sete compromissos pela Liga das Nações. Todos os reveses foram por 3 a 0 ou 3 a 1. Nas duas vitórias do recorte, uma foi por 3 a 2 sobre o Canadá e outra, esta sim, por 3 a 0 diante da França. Ou seja, de 21 pontos possíveis, a equipe somou apenas cinco.

O ponteiro Lucarelli e o oposto Darlan, ambos com 12 pontos, foram os brasileiros com melhor desempenho no jogo. O ponteiro polonês Tomasz Fornal, com 13 pontos, sendo quatro de saque, comandou o triunfo dos atuais campeões.

“Nossos dois primeiros sets foram de alto nível, mas acabamos cometendo erros em situações que deveriam ser fáceis. Temos que lidar melhor com esses momentos e aproveitar os contra-ataques. Perder para um time forte como a Polônia desta maneira traz o pior sentimento possível”, lamentou Lucarelli, capitão do Brasil, em depoimento ao site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

A Liga das Nações surgiu em 2018. O Brasil venceu a edição de 2021, na única vez em que foi à final. O torneio substituiu, no calendário anual, a Liga Mundial, que foi disputada entre 1990 e 2017 e teve justamente a seleção brasileira como maior campeã, com nove títulos.


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A definição do segundo finalista da edição 2026 da Liga de Basquete Feminino (LBF) ficou para o terceiro e último jogo do confronto entre Cerrado BRB e Sampaio Corrêa. 

Neste sábado (18), a equipe do Distrito Federal superou a Bolívia Querida – dona da melhor campanha geral da temporada – por 73 a 62, no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

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As semifinais da LBF ocorrem em uma melhor de três partidas. Quem vencer duas, vai à final. O Sampaio tinha ganhado o primeiro jogo, no ginásio do Sesi, em Taguatinga (DF), no domingo (12), por 75 a 62, também com transmissão da TV Brasil.

Com o triunfo do Cerrado neste sábado, as equipes terão um terceiro jogo na segunda-feira (20), às 21h (horário de Brasília), outra vez em São Luís – o clube maranhense, pela melhor campanha, tem a vantagem de fazer a partida decisiva em casa. A emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) exibe o confronto ao vivo.

A armadora salvadorenha Hillary Argueta, com 23 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, foi a principal jogadora do Cerrado, eleita a melhor em quadra. Do lado do Sampaio, a ala Iza Sangalli se destacou, também anotando 23 pontos, com aproveitamento menor (46% a 53,5%) que a adversária.

Quem avançar, terá pela frente o Unimed Campinas, que venceu o Sesi Araraquara, atual tricampeão, na noite de sexta-feira (17), por 70 a 67, no ginásio do Tênis Clube da cidade. Como tinham ganhado o primeiro jogo, na casa do adversário, no sábado passado (11), por 79 a 77, as campineiras se garantiram na final sem precisar de um novo encontro.

O time de Campinas não chegava à decisão da LBF desde 2022, quando foi o vice, superado pelo Sampaio. A equipe foi campeã pela primeira e única vez em 2018, justamente em cima do rival maranhense, que acabaria dando o troco na edição seguinte.


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A reta final da Copa do Mundo coincide com o retorno do Campeonato Brasileiro. A noite de sexta-feira (17) foi movimentada por dois jogos da 19ª rodada, a última do primeiro turno da competição, e um atrasado da quarta rodada.

No Maracanã, Fluminense e Red Bull Bragantino empataram por 1 a 1 em jogo que teve muita confusão no fim, três expulsões no total e gol com quase 60 minutos de segundo tempo. O duelo pela 19ª rodada marcou, também, a estreia oficial do atacante Hulk pelo Tricolor carioca.

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O Flu, com 32 pontos, é o terceiro colocado, dois pontos à frente do Massa Bruta, que está na quarta posição. Ambos ainda podem ser ultrapassados pelo Athletico-PR, que tem 30 pontos e ainda vai a campo nesta rodada.

O atacante Eduardo Sasha abriu o marcador para o Bragantino no Rio de Janeiro, aos 26 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, aos 17, o lateral Agustín Sant’Anna foi expulso, deixando a equipe paulista com um a menos.

Nos acréscimos, uma discussão entre Agustín Canobbio, do Fluminense, e Lucas Barbosa, do Massa Bruta, levou a uma confusão generalizada, que culminou nas expulsões do também atacante John Kennedy, do time da casa, e do volante Fabinho, dos visitantes. Quem acabou se beneficiando foi o Tricolor, que, no último lance, empatou com o zagueiro Ignácio.

Em Mirassol, no interior paulista, a equipe da casa fez valer o retrospecto e ganhou do Grêmio por 2 a 1 no Maião, também pela 19ª rodada. A “freguesia” do Tricolor gaúcho chama atenção: em quatro jogos (três pelo Brasileirão e um na Copa do Brasil de 2022) contra o Leão Caipira, são quatro triunfos do rival.

A vitória deixou o Mirassol próximo de sair na zona de rebaixamento, que engloba os quatro últimos colocados. A equipe paulista foi a 19 pontos, na 18ª colocação. São dois pontos a menos que o próprio Grêmio, primeiro clube fora do chamado Z-4, na 16ª posição.

O Leão construiu o resultado positivo no primeiro tempo, com gols de Bruno Santos, aos 15 minutos, e Edson Carioca, aos 37. A equipe gaúcha descontou aos 32 da etapa final, com o também atacante Carlos Vinícius.

Outro tricolor, o de Salvador, teve melhor sorte. Em duelo da quarta rodada, que tinha sido adiado devido a um compromisso do Bahia pela Libertadores, o Esquadrão de Aço bateu a Chapecoense por 2 a 0 na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

Os baianos estão em sexto lugar, com 29 pontos. O Verdão do Oeste, que não vence desde a estreia, é o último colocado entre 20 clubes, com apenas nove pontos.

Os gols saíram já na primeira etapa. Aos 11 minutos, o meia Rodrigo Nestor, de pênalti, abriu o placar. Já aos 33, o lateral Román Gómez definiu o marcador.


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França e Inglaterra entram em campo neste sábado (18) para decidir a terceira colocação da Copa do Mundo de 2026. A rivalidade entre os dois países atravessa séculos, sendo marcante para a história europeia – ainda que com poucos capítulos em termos de Copas do Mundo.

A batalha de hoje será às 18h, em Miami, nos Estados Unidos. A partida reúne duas seleções que chegaram ao torneio apontadas como favoritas ao título, mas acabaram eliminadas nas semifinais.

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A França foi derrotada pela Espanha nas semifinais, enquanto a Inglaterra perdeu para a Argentina. Duas derrotas que colocaram frente a frente duas das maiores potências do futebol europeu que raramente se enfrentaram em Copas do Mundo.

Histórico em Copas do Mundo

  • 1966: Inglaterra 2 x 0 França
  • 1982: Inglaterra 3 x 1 França
  • 2022: França 2 x 1 Inglaterra

Antes da disputa pelo terceiro lugar de 2026, os dois países haviam se encontrado apenas três vezes na história da competição, que tem o Brasil como o maior ganhador com cinco títulos. O retrospecto favorece a Inglaterra, com duas vitórias, contra uma da França.

O primeiro duelo ocorreu na fase de grupos da Copa de 1966, disputada na Inglaterra. Em Wembley, os anfitriões venceram por 2 a 0 – resultado que ajudou na campanha que terminaria com a conquista do único título mundial inglês.

Os países voltaram a se enfrentar em 1982, também na fase de grupos. Novamente a Inglaterra levou a melhor, vencendo Les Bleus (como os franceses são conhecidos) por 3 a 1.

A primeira vitória francesa veio apenas quarenta anos depois, durante as quartas de final da Copa do Mundo do Catar, em 2022. A França derrotou a Inglaterra por 2 a 1, garantindo vaga nas semifinais da competição.

Guerra dos Cem Anos

Assim, além da medalha de bronze, a partida em Miami representará, na verdade, o confronto esportivo mais importante da história entre estes dois países que são rivais seculares, protagonistas da história do Continente Europeu.

Uma rivalidade que vai muito além de campos de futebol, envolvendo os dois adversários da chamada Guerra dos Cem Anos (1337-1453), disputa travada pelo controle do trono francês e de territórios estratégicos.

Nos primeiros anos da guerra, os ingleses saíram na frente, com vitórias militares que possibilitaram a conquista de extensas áreas do território francês.

Na sequência, os franceses conseguiram se reorganizar e, em contra ataques, recuperaram territórios que estavam sob domínio inglês.

A partida começou a mudar quando entrou em campo Joana d’Arc. Sob sua liderança, tropas francesas obtiveram vitórias importantes em momentos decisivos como o levantamento do Cerco de Orléans (1429), considerado o ponto de virada da guerra, quando os franceses conseguiram romper o bloqueio inglês. A região de Orléans, segundo historiadores, relevante na reconquista de territórios e para a vitória final da França no conflito.


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O número de indícios de fraudes financeiras no Brasil cresceu 10,26% nos seis primeiros meses de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados. No segundo semestre do ano passado, houve 8,26 milhões de registros.

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o avanço reflete principalmente o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central  (BC), que ampliou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para combater golpes.

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Pelos critérios da Quod, os indícios representam tanto as suspeitas como as consumações de golpes.

Sistema colaborativo

O estudo foi elaborado a partir dos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), uma base colaborativa criada pela Quod para reunir informações sobre indícios e ocorrências de fraudes compartilhadas por instituições financeiras e empresas. O sistema centraliza dados de segurança para identificar padrões de atuação de criminosos, acompanhar o histórico de vítimas e fraudadores e permitir o bloqueio preventivo de operações suspeitas.

Além de apoiar as estratégias de prevenção a golpes, o Rufra também atende às exigências da Resolução 501 do Banco Central, que tornou mais robusta a troca de informações entre as instituições financeiras. Com isso, tentativas de fraude que antes deixavam de ser registradas passaram a integrar uma base única de inteligência, ampliando a capacidade de detecção do sistema financeiro.

Principais números

  • Mais de 9 milhões de indícios de fraudes no primeiro semestre de 2026;
  • Alta de 10,26% em relação ao segundo semestre de 2025;
  • 78% das fraudes ocorreram por meio de celulares;
  • 94% envolveram contas correntes;
  • 85% utilizaram o Pix para movimentação dos recursos;
  • 40% dos casos tiveram origem em golpes de engenharia social;
  • 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes no período;
  • Cerca de 799 mil vítimas sofreram golpes duas vezes ou mais.

Novas regras

Segundo a Quod, o aumento dos registros não representa apenas uma expansão da atividade criminosa, mas também um avanço na capacidade de monitoramento do mercado.

“O aumento de 10% no volume de fraudes em relação ao semestre anterior reflete, na verdade, o amadurecimento das defesas do mercado financeiro. Com a consolidação da Resolução 501 do Banco Central, as instituições passaram a compartilhar informações de forma muito mais ativa via base Rufra, detectando e trazendo à tona tentativas de golpes que antes ficavam subnotificadas no sistema”, afirma Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Quod.

Celular e Pix

O ambiente digital continua concentrando a maior parte das fraudes financeiras no país.

O celular foi utilizado em 78% dos casos registrados, tornando-se o principal canal explorado pelos criminosos. As contas correntes apareceram em 94% dos indícios, enquanto o Pix foi o meio de pagamento utilizado em 85% das fraudes.

Golpes psicológicos

A engenharia social segue como a principal estratégia utilizada pelos criminosos.

Essa modalidade, baseada na manipulação psicológica das vítimas para obter informações ou convencê-las a realizar transferências, respondeu por 40% dos registros, o equivalente a mais de 3,6 milhões de ocorrências no semestre.

Perfil das vítimas

Os dados mostram que os jovens são os principais alvos das fraudes financeiras.

Pessoas entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas. A faixa de 35 a 49 anos responde por 29,98% dos casos. Homens correspondem a 51% dos registros e mulheres, a 48%. A maioria das vítimas (58%) recebe até dois salários mínimos.

O levantamento também identificou elevado índice de reincidência. Das 3,1 milhões de pessoas que sofreram golpes no semestre, aproximadamente 799 mil, o equivalente a um quarto do total, foram vítimas duas ou mais vezes.

Prevenção

A Quod recomenda que consumidores reforcem os cuidados nas operações financeiras, principalmente pelo celular.

“Nunca tome decisões financeiras apressadas durante o expediente de trabalho, período em que os fraudadores aproveitam a distração das vítimas. Não clique em links recebidos por mensagens e não empreste sua conta bancária para receber ou transferir valores de terceiros, pois isso o torna cúmplice e vítima do esquema de contas laranja”, orienta Danilo Coelho.

A Quod é uma datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito. A empresa desenvolve soluções baseadas em inteligência artificial e análise de dados para apoiar instituições financeiras e empresas em decisões de crédito, prevenção a fraudes e recuperação de ativos.


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Em uma final de Copa do Mundo que tem Lionel Messi de um lado e Lamine Yamal do outro, é natural que as estrelas sejam os rostos de tudo que diz respeito ao grande jogo deste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey. Mas há vida além dos craques em Argentina e Espanha.

Eles não são os protagonistas e talvez nem apareçam em destaque nas fotos dos jornais e sites que exaltem uma eventual conquista. Mas é possível que sem esses heróis “invisíveis”, nenhuma destas seleções estaria nesta decisão.

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É verdade que Messi tem sido crucial para o sucesso argentino na Copa. Dos 19 gols da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção), o camisa 10 participou de 12, com oito gols – artilheiro da competição – e quatro assistências. Mas para o atacante decidir lá na frente, Cristian Romero, por exemplo, tem sido fundamental no sistema defensivo.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) estabeleceu um sistema de avaliação dos jogadores de cada seleção a partir de dados coletados durante as partidas, chamado Power Ranking. No caso de atletas de linha, são três categorias: ataque, criatividade e defesa.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - Argentina v Switzerland - Kansas City Stadium, Kansas City, Missouri, U.S. - July 11, 2026 Argentina's Julian Alvarez celebrates scoring their second goal with Cristian Romero and Jose Manuel Lopez REUTERS/Agustin Marcarian
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Quarter Final - Argentina v Switzerland - Kansas City Stadium, Kansas City, Missouri, U.S. - July 11, 2026 Argentina's Julian Alvarez celebrates scoring their second goal with Cristian Romero and Jose Manuel Lopez REUTERS/Agustin Marcarian
 Pelo sistema de avaliação da Fifa, o camisa 9 Romero se destaca com com a sexta melhor nota (7.34) entre todos os jogadores da Copa – REUTERS/Agustin Marcarian/Proibida Reprodução

É nesta última que Romero se destaca, com a sexta melhor nota (7.34) entre todos os jogadores da Copa. Na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na última quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), pelas semifinais, ninguém superou o zagueiro nas ações defensivas (7.79).

O defensor também foi importante no ataque. O gol de cabeça, após cruzamento de Messi, marcado aos 34 minutos do segundo tempo da partida contra o Egito, pelas oitavas de final, quando os hermanos perdiam por 2 a 0, deu início à reação argentina, que venceria o confronto em Atlanta por 3 a 2.

Companheiro de Romero na zaga, Lisandro Martínez é outra peça fundamental à Argentina no Mundial. Apesar da estatura considerada baixa para um jogador da posição (1,75 metro), o defensor chama atenção pela liderança e o senso de posicionamento, que justificam a confiança do técnico Lionel Scaloni.

Além disso, Lisandro tem auxiliado as movimentações ofensivas da Albiceleste com qualidade nas bolas longas. Foi a partir de um lançamento preciso do zagueiro, da intermediária, que Messi abriu o marcador contra Cabo Verde no duelo pelos 16 avos de final. Naquele jogo em Miami (Estados Unidos), o zagueiro também balançou as redes, após cobrança de escanteio do camisa 10.

Quem colaborou para esse gol de Lisandro, desviando a bola para o zagueiro finalizar, foi outro que não se destaca exatamente pela estatura (1,76 metro), mas tem chamado atenção, principalmente, no jogo aéreo. A cada confronto, Alexis Mac Allister se firma como elemento surpresa da Argentina.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Alexis Mac Allister in action IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Alexis Mac Allister in action IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
O meia argentino Alexis Mac Allister, de 1,76m, se destacou no Mundial principalmente pelo jogo aéreo e precisão nos chutes: ele acertou duas vezes a trave na semifinal contra a Inglaterra – Reuters/Brett Davis/Proibida reprodução

Foi pelo alto que ele fez o primeiro gol da vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, em Kansas City (Estados Unidos), nas quartas de final. Contra a Inglaterra, o meia acertou duas vezes a trave, uma de cada lado. Na primeira delas, apareceu no meio de dois zagueiros bem mais altos para cabecear. É um alvo para não se descuidar.

E se há uma defesa que não tem se descuidado é justamente a da Espanha, que sofreu apenas um gol na Copa. Era sabido que a trinca formada pelos zagueiros Aymeric Laporte e Pau Cubarsi e pelo lateral-esquerdo Marc Cucurella seria difícil de superar. O lado direito, porém, suscitava dúvidas sem o experiente Dani Carvajal, que perdeu espaço devido a lesões.

Dúvidas que Pedro Porro extinguiu. No Power Ranking da Fifa, ele tem o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69), só atrás do volante Rodri (8.03), seu parceiro de seleção. No ataque, as tramas com Yamal pela direita já renderam dois gols ao lateral, inclusive o que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre a França, em Dallas (Estados Unidos), pelas semifinais.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal with Alex Baena and Marc Cucurella REUTERS/Lisi Niesner
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal with Alex Baena and Marc Cucurella REUTERS/Lisi Niesner
Pedro Porro (no alto na foto) tem o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69), só atrás do volante Rodri (8.03), seu parceiro de seleção, de acordo com o Power Ranking da Fifa – Reuters/Lisi Niesner/Proibida reprodução

Mas os gols decisivos têm sido a especialidade de Mikel Merino neste Mundial. Foram dois, ambos saindo da reserva, que sentenciaram os triunfos por 1 a 0 sobre Portugal, em Dallas, pelas oitavas; e por 2 a 1 para cima da Bélgica, em Los Angeles (Estados Unidos), nas quartas.

E dá para dizer que esse “heroísmo” de Merino não surpreende. Foi dele o gol, no último minuto da prorrogação do confronto diante da Alemanha, que levou a Espanha às semifinais da Eurocopa de 2024. A Fúria (apelido da seleção espanhola) viria a ser campeã do torneio.

Se está difícil brigar por vaga de titular em um meio-campo que tem Rodri, Fabian Ruiz, Dani Olmo, Pedri e Gavi, o diferencial de Merino é a versatilidade trabalhada no Arsenal (Inglaterra), em que é comandado pelo também espanhol Mikel Arteta. O meia aprendeu a ser um elemento surpresa e, por vezes, o chamado “falso 9 “, um centroavante que não é fixo à área e recua para buscar a bola.

Já Mikel Oyarzabal é um atacante de ofício. Não é daqueles lembrados quando se elencam os candidatos a artilheiro, mas os números pela Espanha, principalmente desde que fez o gol do título da Eurocopa há dois anos, contam outra história. São 18 gols nos 22 jogos seguintes à final de 2024, contra a Inglaterra. Nesta Copa, já anotou cinco, sendo o goleador da Fúria até aqui.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - France v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 14, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - France v Spain - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - July 14, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their first goal REUTERS/Kai Pfaffenbach
O atacante Mikel Oyarzabal balançou a rede nas seis finais que disputou ao longo da carreira. Nesta Copa, ele já anotou cinco, sendo o goleador da Fúria até o momento – REUTERS/Kai Pfaffenbach/Proibida reprodução

Além disso, se ele está em campo em uma final, é certeza de bola na rede. Não é exagero. Oyarzabal fez gols nas seis que disputou na carreira. Entre elas, a da Olimpíada de Tóquio (Japão), vencida pelo Brasil. Em três das decisões, saiu campeão. Além da Eurocopa, o atacante deixou a marca dele em duas conquistas da Real Sociedad na Copa do Rei, em 2021, contra o rival Athletic Bilbao (foi o do título) e este ano, diante do Atlético de Madrid.

É natural que as câmeras e holofotes, a partir do momento que argentinos e espanhois entrarem em campo, voltem-se a Messi e Yamal. Mas não estranhem se a bola do título sobrar nos pés – ou na cabeça – de algum outro herói, que deixará de ser invisível para escrever o nome na história do maior momento do futebol mundial.


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O engenheiro e aspirante a piloto Gustavo Henrique Lara teve uma reação alérgica e morreu na tarde desta quinta-feira (16) após um banho de óleo de aviação comemorativo de seu primeiro voo solo no Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa (PR). 

O trote, prática comum para marcar a conquista entre jovens pilotos, levou a uma reação alérgica grave. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Ponta Grossa confirmou que atendeu o jovem, de 27 anos, e o levou a um hospital na região, onde faleceu.

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu um alerta de que produtos químicos aeronáuticos, como óleos e lubrificantes de aviação, não devem, em hipótese alguma, ter contato com a pele, podendo trazer riscos à saúde.

“A Agência reitera a escolas de aviação, aeroclubes e demais organizações de instrução que, na aviação, a segurança vem sempre em primeiro lugar. Por isso, é essencial repensar ritos de conclusão de etapas da formação e garantir que qualquer manifestação seja conduzida de forma responsável, sem expor alunos, instrutores ou terceiros a risco”, explicou, em nota, a Anac, que acompanha o caso.  

As circunstâncias da morte de Gustavo seguem em apuração pela Polícia Civil. Em nota, o CIAC Ponta Grossa afirmou permanecer à disposição das autoridades competentes e disse que prestará apoio aos familiares, dentro de suas possibilidades.


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O dólar fechou em leve alta frente ao real, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos e o petróleo disparou quase 5% nesta sexta-feira (17), em um dia marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O pessimismo com empresas de inteligência artificial também influenciou as negociações em todo o planeta.

O avanço das cotações do petróleo amenizou as perdas da moeda brasileira e sustentou ações da Petrobras, mas foi insuficiente para impedir a queda da bolsa brasileira.

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Principais números:

  • Dólar à vista: +0,24%, a R$ 5,111;
  • Ibovespa: -0,06%, aos 173.714,08 pontos;
  • Petróleo Brent: +4,59%, a US$ 88,10 o barril;
  • Petróleo WTI: +4,48%, a US$ 82,49 o barril.

Câmbio

O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda estadunidense diante das divisas de países emergentes em uma sessão dominada pela aversão ao risco. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda norte-americana.

A divisa chegou à máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou o dia cotada a R$ 5,111, com alta de R$ 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, com o dólar caindo 1% frente ao real em julho. Em 2026, a moeda acumula desvalorização de 6,88%.

Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. O avanço das cotações do petróleo beneficiou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão cambial. O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo plano para os investidores.

Mercado de ações

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, confirmando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta durante parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as ações ligadas ao consumo passaram a liderar as perdas.

O desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, limitou as perdas do principal índice da B3. Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas.

Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira medida pelo (IBC-Br) de maio e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando o movimento de migração para ativos com risco menor.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e o aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 4,48%, para US$ 82,49.

As duas referências acumulam valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de que a escalada do conflito provoque novos choques de oferta e mantenha elevada a pressão sobre os preços da energia, com potencial impacto sobre a inflação global e as expectativas para a política monetária das principais economias.

*Com informações da Reuters