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O Brasil está no centro de duas audiências públicas que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, do nome original inglês) promove nesta semana para investigar supostas práticas comerciais desleais ou prejudiciais aos interesses comerciais estadunidenses.

A primeira, que trata da proposta estadunidense de sobretaxar em 25% uma série de produtos exportados pelo Brasil, começou na segunda-feira (6) e está prevista para terminar nesta terça (7). Estão em análise “atos, políticas e práticas brasileiras” em seis diferentes aspectos: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico (Pix); tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.
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A segunda audiência pública começa hoje, engloba 60 nações, incluindo o Brasil, e apura supostas falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão e na proibição à exportação de bens produzidos com trabalho forçado. Neste caso, a expectativa é de que as argumentações se estendam por três dias, terminando na quinta-feira (9).
Consultas formais
As audiências, em Washington (EUA), fazem parte do processo de consultas formais a representantes de setores produtivos e governos de países investigados e, ainda, representantes de empresas estadunidenses supostamente afetadas pelas práticas comerciais em análise.
As investigações são propostas com base na chamada Seção 301, da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais de países que considere desleais ou prejudiciais aos interesses estadunidenses. A primeira foi instaurada em julho de 2025. A segunda, em março de 2026.
Dezenas de entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se inscreveram para participar dos dois dias de audiência pública agendada para tratar exclusivamente das práticas brasileiras. Entre elas, estão a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé); a Confederação Nacional da Indústria (CNI); União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Embraer. O senador Flávio Bolsonaro, que também se inscreveu, será ouvido ainda hoje.
Estratégia
A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e o Sindicato da Indústria do Ferro de Minas Gerais (Sindifer) se inscreveram para participar das audiências públicas que tratam da acusação de que dezenas de países são favorecidos comercialmente por trabalho forçado e degradante em importantes setores econômicos, barateando seus custos de produção.
Em nota, a entidade antecipa sua estratégia e busca demonstrar que a sobretaxa na importação de rochas naturais brasileiras terá efeitos negativos para as empresas estadunidenses e para toda a economia dos Estados Unidos.
De acordo com a associação, o posicionamento conta com o respaldo de importantes organizações estadunidenses, como o Natural Stone Institute (NSI), principal entidade da cadeia produtiva de rochas naturais no país.
Segundo a Centrorochas, os Estados Unidos são o principal mercado internacional para rochas naturais exportadas pelo Brasil. Só no ano passado, as vendas brasileiras ao país totalizaram US$ 795 milhões, movimentando cerca de 587 mil toneladas de materiais destinados principalmente à fabricação de bancadas de cozinha e banheiro, revestimentos e outras aplicações residenciais e comerciais de alto padrão.
Para o vice-presidente da associação, Fábio Cruz, a aplicação de novas tarifas prejudicaria a competitividade das próprias empresas estadunidenses que utilizam a matéria-prima brasileira.
“As rochas naturais brasileiras não representam uma ameaça à produção doméstica americana. Pelo contrário, complementam uma cadeia produtiva que gera empregos, investimentos e renda em diversos estados dos Estados Unidos..”
No início do mês passado, o Estado brasileiro contestou os argumentos favoráveis à sobretaxa dos produtos brasileiros e as conclusões preliminares do USTR sobre o tema. Em documento enviado ao escritório, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais brasileiras não prejudicam os EUA ou as empresas norte-americanas, e pediu que o governo estadunidense se abstenha de impor medidas unilaterais em virtude das investigações em curso.
“O USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos EUA”, disse o governo brasileiro.
No documento, o Itamaraty ressalta que as conclusões preliminares do escritório comercial saltam da “discordância em relação às escolhas soberanas do Brasil para conclusões de que tais escolhas são irrazoáveis e de afirmações generalizadas de desvantagem comercial para a conclusão de que o comércio dos EUA está sendo onerado ou restringido”.
“Isso é insuficiente para justificar uma ação nos termos da Seção 301”, acrescenta o documento, alegando que a legislação estadunidense não autoriza o USTR a impor medidas comerciais “apenas por discordar das escolhas políticas de outro país soberano.”
Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku ainda provocam calafrios em torcedores brasileiros. Ao lado do já aposentado Eden Hazard, eles representam aquela que foi conhecida como a geração de ouro do futebol belga, que teve como maior recital a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O trio é o elo entre aquele grupo de jogadores com sucesso nas grandes equipes europeias – e nenhuma conquista pelo país – e uma nova geração que, oito anos depois, ajudou a recolocar a Bélgica nas quartas de um Mundial.
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A goleada por 4 a 1 no anfitrião Estados Unidos, em Seattle, na segunda-feira (6), colocou os Diabos Vermelhos (apelido da seleção) no caminho da Espanha. O duelo será na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles.
A classificação, por si, seria motivo de celebração. A maneira como ela veio e contra esse rival em especial a tornou mais saborosa para os belgas. Afinal, foi conquistada mesmo depois de o Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (Fifa) suspender o efeito suspensivo do cartão vermelho mostrado ao norte-americano Folarin Balogun na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, por 2 a 0, nos 16 avos de final.
Não à toa, pelas redes sociais, a Real Associação Belga de Futebol foi à forra em dose dupla. Primeiro com a mensagem “O nome é futebol”, com o termo “soccer” – como a modalidade é chamada nos Estados Unidos – riscado. Em outra publicação, a frase foi: “Revertam isso”, ironizando a liberação para Balogun ir a campo, mesmo depois da expulsão.
A polêmica maior ocorreu porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contatou o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, pedindo exatamente a revisão da expulsão de Balogun. Trump afirmou, sem provas, que o brasileiro Raphael Claus, árbitro que mostrou o vermelho ao atacante, seria “muito suspeito”. A Bélgica entrou com recurso, que não foi acatado.
Com a bola rolando, Balogun, mesmo titular, pouco foi notado. Inflamada pelo clima extracampo, a Bélgica dominou. Foi para o intervalo à frente, com dois gols do atacante Charles de Ketelaere, de 25 anos, um dos expoentes da safra de atletas para quem a geração dourada está passando o bastão. O meia Malik Tillman, em cobrança de falta, marcou para os Estados Unidos.
Na etapa final, um erro do goleiro Matt Freese, que saiu da área para afastar a bola e chutou o chão, resultou no terceiro gol belga, do meia Hans Vanaken. No fim, Lukaku – que entrou no segundo tempo – deu números finais ao jogo. Na comemoração, o atacante imitou a dancinha de Trump, junto dos companheiros de seleção.
“Acho que sempre há justiça em algum lugar na vida. Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que tenha sido justo. E hoje [segunda], acho que isso nos trouxe um pouco de sorte”, disse o meia Nicolas Raskin, aos jornalistas presentes no estádio, segundo a Reuters.
Ainda de acordo com a agência de notícias, o técnico dos Diabos Vermelhos, Rudi Garcia, minimizou o episódio. Em entrevista coletiva, o treinador, que é francês, revelou que Balogun o procurou e reforçou que a culpa da confusão não era do jogador”.
“Não, não foi necessário nem essencial [usar a polêmica para motivar o elenco]. O que realmente importava era nosso plano de jogo”, resumiu.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (7) que o surto de Ebola no Congo ainda não se estabilizou e continua se expandindo, com a transmissão impulsionada pela movimentação da população.

A República Democrática do Congo confirmou 1.561 casos, incluindo 506 mortes, no pior surto já registrado da rara cepa Bundibugyo do Ebola, para o qual, segundo a organização, não há tratamento ou cura comprovados.
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“Infelizmente, ainda está na fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a situação está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso”, disse a médica Anne Ancia, representante da OMS no país, a repórteres por videoconferência de Bunia, no epicentro da epidemia.
Ela afirmou que ainda há grandes desafios, como a quase saturação de alguns centros de tratamento do Ebola, com índices de ocupação em torno de 90%.
De acordo com a médica, outra dificuldade ocorre porque os trabalhadores que adoecem na cidade mineira de Mongbwalu não estão buscando tratamento localmente, em vez disso, viajam e disseminam a doença para novas regiões.
“Os deslocamentos populacionais, a insegurança persistente e fragilidade do sistema de saúde continuam a complicar os esforços para controlar o surto”, disse ela.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira (7) que a Europa poderá enfrentar “semanas mais mortais” nos próximos dias, com a formação de mais uma intensa onda de calor sobre o Atlântico.

A previsão é de que as temperaturas em Portugal e no sul da Espanha cheguem a 43 graus Celsius nos próximos dias.
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O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, participou ontem (6) de teleconferência de emergência com representantes de 41 países da região, da Comissão Europeia e de grupos da sociedade civil para discutir as lições aprendidas com a recente onda de calor e os preparativos para a próxima.
Em comunicado, ele afirmou que os países com planos de ação para a saúde em condições de calor responderam mais rapidamente e protegeram melhor suas populações durante aumento das temperaturas em junho.
Kluge observou, no entanto, que menos da metade dos Estados-membros europeus da OMS tinha um plano desse tipo em vigor.
Especialistas afirmaram que a onda de calor de 20 a 28 de junho foi a mais severa já registrada na Europa, causando interrupções na geração de energia, danos à infraestrutura e sobrecarregando os sistemas de saúde.
O calor extremo foi quase certamente causado pelas mudanças climáticas, segundo os cientistas.
França, Holanda e Bélgica registraram 3.700 mortes adicionais, com as autoridades alertando que os números são preliminares e podem aumentar.
As temperaturas chegaram a 40 graus Celsius em algumas regiões da Europa durante a onda de calor.
Kluge disse que os moradores de lares de idosos, pessoas em situação de rua e idosos socialmente isolados ainda não estavam sendo atendidos de maneira consistente em toda a Europa.
“O trabalho agora é em duas frentes: corrigir o que falhou nas últimas semanas antes que a próxima onda de calor chegue e construir o tipo de sistema de saúde que não apenas responda ao calor extremo, mas esteja preparado para ele”, declarou.
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