Logo Agência Brasil

A Polícia Militar fez nesta quinta-feira (2) operações simultâneas para conter a criminalidade de norte a sul do Rio de Janeiro, além das regiões metropolitana e litorânea do estado.

As ações mobilizaram equipes dos comandos de Policiamento de Área, além de unidades especializadas, com foco no combate às organizações criminosas, ao roubo de veículos e de cargas, além da retirada de barricadas.

Notícias relacionadas:

Entre os principais resultados da operação está a prisão de Diego Silva de Jesus, conhecido como “Problemático”, apontado pelos setores de inteligência como um dos líderes do tráfico de drogas da comunidade da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto. 

O criminoso tem 16 anotações criminais e já havia sido preso por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em 2019, suspeito de participação no homicídio de um policial militar na Linha Amarela, uma das principais vias expressas da cidade. 

Na mesma ação, outros três suspeitos foram presos e um fuzil foi apreendido, representando mais um importante golpe contra o grupo criminoso que atua na região.

Na Cidade de Deus, policiais militares do 18º batalhão da PM e desarticularam uma central usada para aplicar golpes contra instituições bancárias. 

No imóvel, foram apreendidos 15 notebooks, quatro computadores desktop, uma caixa de som, cinco cadernos de anotações, três aparelhos celulares e documentos contendo roteiros e registros relacionados à prática criminosa. 
 


Logo Agência Brasil

O Brasil iniciou a trajetória nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar (Colômbia) nesta quinta-feira (2) – a emissora pública Señal Colombia transmite o evento ao vivo no YouTube. Foram sete medalhas – quatro ouros e três pratas – nas provas de contrarrelógio do ciclismo, em que vence o atleta que finalizar o percurso no menor tempo.

Uma das medalhistas foi Jerusa Geber, prata na classe B (deficiência visual). Ligada ao ciclismo desde o fim de 2024, a acreana de 44 anos é uma estrela paralímpica do atletismo. Ela é tetracampeã mundial nos 100 metros (m), distância na qual é recordista, sendo, ainda, a primeira cega a percorrê-la em menos de 12 segundos. Além disso, conquistou dois ouros na Paralimpíada de Paris (França), há dois anos, nos 100 e nos 200 m.

Notícias relacionadas:

Jerusa, que teve a paulista Marcella Toldi como pilota (guia da ciclista com deficiência visual), realizou a prova desta quinta em 27min55s23, superada somente por outra brasileira, a fluminense Viviane Soares, campeã com 26min46s41. A argentina Maria Jose Quiroga (29s13s73) completou o pódio do contrarrelógio.

“Estou muito feliz com este resultado. O ciclismo é uma paixão para mim. Estou gostando muito e pretendo ficar nele por bastante tempo. Até onde der, quero seguir no esporte dando trabalho para minhas adversárias”, disse a acreana, em depoimento à comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Viviane, ouro na disputa para atletas com deficiência visual com a paulista Lara Marinho de pilota, também se divide entre os esportes. A fluminense de 30 anos, que foi medalhista de bronze nos 100 m da classe T12 (baixa visão) no Campeonato Mundial de Atletismo de 2019, planejava encerrar a carreira em 2025, quando foi apresentada ao ciclismo.

“Muitas pessoas me ajudaram e me apoiaram nos momentos mais difíceis, quando pensei em parar. Foi uma prova maravilhosa. Eu sabia que tinha chances de pódio, mas não sabia qual medalha seria. Entrei para dar tudo de mim e mais um pouco para conseguir este ouro. Foi duro, cansei bastante, mas deu tudo certo no final”, celebrou a Viviane, também à assessoria de imprensa do CPB.

Mais pódios

O Brasil foi ao pódio com mais cinco ciclistas. O paulista Lauro Chaman venceu a disputa masculina da classe C5 (atletas com deficiências físico-motoras leves ou amputações), com tempo de 34min30s81. Ele ficou à frente dos colombianos Diego Dueñas e Juan Gómez. Entre as mulheres, a mineira Fabiana Ventura foi prata (32min08s15), atrás da colombiana Paula Ossa, mas superando a panamenha Laydis Veja.

Na classe C2 (comprometimento físico-motor moderado nas pernas, braços ou tronco), o mineiro Roberto Neto garantiu o ouro entre os homens, cravando 26min00s68. Ele bateu o colombiano Esneider Muñoz e o chileno Manuel Opazo. No feminino, Sabrina Custódia levou a prata, com 15min40s07. A paulista ficou 1min42s atrás da colombiana Daniela Munévar. O bronze foi para a argentina Maria Sergo.

Já na classe H3 (atletas que utilizam bicicletas impulsionadas com as mãos, as handbikes), o mineiro Eduardo Pimenta venceu a prova com tempo de 28min41s49. O pódio ainda teve o argentino Oscar Biga (prata) e o chileno Sebastian Morales (bronze).

Evento continental

O Brasil disputa os Jogos Parasul-Americanos com 237 representantes em 13 modalidades, além de quatro atletas-guia (atletismo) e quatro pilotos (ciclismo) para auxiliar competidores com deficiência visual, dois goleiros do futebol de cegos e dois calheiros, que atuam com os atletas da bocha.

A competição vai até 15 de julho. Apesar de as disputas terem iniciado, a cerimônia de abertura será apenas neste domingo (5). O Brasil terá a halterofilista paulista Mariana D’Andrea, bicampeã paralímpica, e o mesatenista goiano Iranildo Espíndola como porta-bandeiras.

Trata-se do primeiro evento multimodalidade com participação brasileira no ciclo dos Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. A delegação que viajou para a Colômbia tem 50 medalhistas em Mundiais e 48 que foram ao pódio em Paralimpíadas.

Esta é a segunda edição do Parasul. A primeira ocorreu em Santiago (Chile), em 2014. O Brasil, na ocasião, ficou em segundo lugar no quadro de medalhas, atrás da Argentina. Os hermanos, inclusive, sediariam a disputa em 2018, em Buenos Aires, mas o evento acabou cancelado por questões financeiras.


Logo Agência Brasil

A Espanha segue na busca pelo segundo título de Copa do Mundo do país. Nesta quinta-feira (2), a Fúria (apelido da equipe ibérica) derrotou a Áustria por 3 a 0 em Los Angeles, e avançou às oitavas de final.

A classificação teve um marco histórico. Pela primeira vez em 68 anos, uma seleção iniciou um duelo eliminatório de Copa com dois atletas sub-20: o zagueiro Pau Cubarsi, de 19 anos, e o atacante Lamine Yamal, de 18. Eles repetiram o feito do Brasil campeão mundial em 1958, na Suécia, quando Pelé, aos 17 anos, e Mazolla, aos 19, foram titulares no jogo contra País de Gales pelas quartas de final.

Notícias relacionadas:

Campeões em 2010, na África do Sul, os espanhóis voltam a jogar na segunda-feira (6), às 16h (horário de Brasília), em Dallas, também nos Estados Unidos. Eles enfrentam quem passar de Portugal e Croácia, que medem forças ainda nesta quinta, às 20h, em Toronto (Canadá).

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their third goal REUTERS/Lisi Niesner     TPX IMAGES OF THE DAY
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Mikel Oyarzabal celebrates scoring their third goal REUTERS/Lisi Niesner     TPX IMAGES OF THE DAY
 Oyarzabal balançou a rede duas vezes na vitória por 3 a 0 da Espanha sobre a Áustria  – Reuters/Lisi Niesner/Proibida reprodução

Domínio furioso

As seleções vieram alteradas em relação aos respectivos últimos compromissos. Do lado austríaco, foram três trocas na equipe que empatou por 3 a 3 com a Argélia. Na zaga, Stefan Posch (que também atua como lateral) Kevin Danso substituíram os “xarás” Philipp Lienhart e Phillipp Mwene – este último por uma lesão muscular. Na frente, o veterano Marko Arnautović, maior artilheiro da seleção alpina, deu lugar ao também atacante Michael Gregoritsch.

Na Espanha, o técnico Luis de la Fuente fez duas mudanças no time que venceu o Uruguai por 1 a 0 pela fase de grupos. Na lateral direita, Pedro Porro entrou no lugar de Marcos Llorente. No meio, Dani Olmo foi escalado na vaga de Mikel Merino.

O primeiro tempo foi de amplo domínio espanhol. Foram 11 chutes – sete dentro da área – contra apenas dois da Áustria. Yamal infernizou o lado esquerdo da defesa, colocou a bola duas vezes entre as pernas do meia Konrad Laimer, e quase ajudou a tirar o primeiro zero do placar, batendo escanteio. “Quase” porque o gol do lateral Marc Cucurella, aos 28 minutos, foi anulado por falta de Cubarsi no goleiro Alexander Schlager.

O arqueiro austríaco ainda salvaria duas finalizações, uma de Yamal e outra de Mikel Oyarzabal, até este último, aos 35, conseguir superar Schlager. Após cruzamento rasteiro de Cucurella pela esquerda, Oyarzabal completou de primeira, sem que o goleiro tivesse reação, abrindo o marcador em Los Angeles.

 

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Espanha liquida

A pressão não arrefeceu mesmo com a vantagem parcial. Aos 46, o atacante Álex Baena acertou o travessão em cobrança de falta. Na sobra, Yamal chutou forte e, mais uma vez, parou em Schlager.

O cenário se manteve na volta do intervalo, com a Espanha ocupando o campo da Áustria e pressionando em busca do gol. A insistência deu resultado aos 20 minutos. Na sobra de um chute travado de Olmo, Baena recebeu de Cucurella na esquerda e cruzou na medida para o lateral Pedro Porro aparecer na área livre e cabecear para as redes.

A Espanha ditava o ritmo da partida e acumulava oportunidades para aumentar a fatura. Aos 43, a parceira Cucurella-Oyarzabal funcionou novamente. O lateral avançou pela esquerda e lançou o atacante, que apareceu na área livre para, outra vez de primeira, definir o placar.


Logo Agência Brasil

A Seleção Brasileira tem pela frente, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, um adversário que ela nunca venceu: a Noruega. Desde 1998, foram quatro confrontos, com dois empates e duas vitórias norueguesas, e as duas equipes se encontram novamente no próximo domingo, às 17h.

Apesar do retrospecto incômodo no futebol, fora de campo os países trabalham juntos pelo meio ambiente, na conservação de florestas tropicais.

Notícias relacionadas:

A Noruega é a principal doadora do Fundo Amazônia, criado pelo Brasil em 2008, e recentemente tornou-se sócia no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

 


 Rios contaminados têm coloração e margem afetadas pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
 Rios contaminados têm coloração e margem afetadas pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rios contaminados têm coloração e margem afetadas pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Proteção das florestas tropicais

O novo instrumento busca atrair recursos públicos e privados para financiar a manutenção das florestas tropicais no planeta, sobretudo na América do Sul, na África Central e no Sudeste Asiático. 

>> Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O fundo foi lançado oficialmente durante a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em novembro de 2025, em Belém, com apoio de 66 países. 

A Noruega se comprometeu, na ocasião, a investir US$ 3 bilhões no TFFF ao longo de dez anos, o maior aporte individual e o maior investimento dos noruegueses na conservação de florestas tropicais no planeta.

Na ocasião, o ministro do Clima e do Meio Ambiente daquele país, Andreas Bjelland Eriksen, disse que o mundo estava diante do desaparecimento das florestas, “com consequências que não eram exclusivas para o Brasil”. Segundo Eriksen, a medida ajudaria na mitigação da crise climática global.

Atualmente, o TFF tem U$ 6,8 bilhões. Além dos recursos da Noruega, conta com US$ 1 bilhão do Brasil, US$ 1 da Indonésia, € 1 bilhão da Alemanha, € 500 milhões da França, € 50 milhões de Luxemburgo e US$ 5 milhões dos Países Baixos. A Fundação Minderoo prometeu US$ 10 milhões.

 


Belém (PA), 06/11/2025 - S.Exa. Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Belém (PA), 06/11/2025 - S.Exa. Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No mesmo evento, o primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, acrescentou que o TFFF poderia oferecer “financiamento estável e de longo prazo” e, por isso, apoiava a iniciativa. 

A proposta, desenhada pelo governo brasileiro, pretende alcançar inicialmente US$ 25 bilhões com as adesões e alavancar US$ 125 bilhões com capital privado. Os recursos serão aplicados em países com florestas tropicais, que são 70 e somam 1 bilhão de hectares.

“O Brasil precisava de parceiros que pudessem também aportar recursos [na iniciativa], e o natural era acionar os parceiros tradicionais que há anos vinham trabalhando conosco e são notórios em apoiar conservação da natureza”, explicou Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. “Com o tempo, a Noruega se aproximou e fez um aporte com condicionantes”.

Na visão do governo brasileiro, o apoio do país nórdico é fundamental para alavancar novos empréstimos e alcançar os US$ 10 bilhões iniciais. Com esse montante, o TFFF emitirá títulos que financiarão os projetos.

No radar, está a China, que, no fim de junho, mês do Dia Mundial das Florestas Tropicais, sinalizou a intenção de aderir, segundo informou o ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, ao Jornal Valor Econômico. O tema foi tratado em uma reunião entre Durigan e o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an. De acordo com o ministro, equipes estão mobilizadas para acertar os detalhes da adesão.

Fundo Amazônia 

O TFFF se diferencia de outras estratégias baseadas em doações, como o Fundo Amazônia, que também tem a Noruega como a principal parceira.

O país nórdico contribuiu com R$ 3,8 bilhões dos R$ 4,9 bilhões do fundo, entre 2009 e 2025. Em junho, o Reino Unido fez mais um depósito, tornando-se o segundo maior doador, com R$ 500 milhões. A Alemanha é o terceiro maior parceiro, tendo investido R$ 387 milhões.

 


floresta Amazônica
floresta Amazônica
floresta Amazônica – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Fundo Amazônia já financiou mais de 650 ações de pequenos agricultores, quebradeiras de coco, indígenas, cientistas, órgãos ambientais e Corpos de Bombeiros, por exemplo, e é gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

As medidas incluem ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de apoio à restauração florestal, regularização fundiária e produção sustentável.

O mecanismo foi proposto pelo Brasil na 12ª Conferência das Partes da ONU, no Quênia, e é liberado mediante comprovação da redução de desmatamento pelo Brasil. 

Noruega e suas contradições

Embora a Noruega seja uma das maiores patrocinadoras de projetos verdes no mundo, o país é um dos principais exportadores de petróleo e gás, transferindo grande parte do seu impacto climático para o exterior, uma vez que os combustíveis fósseis são os mais poluentes e considerados vilões do aquecimento global no planeta.

Apesar da contradição, para ambientalistas, em termos de cooperação internacional, os nórdicos têm importante papel de liderança.

“Diferente do futebol, no caso da natureza, jogar junto, em parceria, é fundamental, nada está desvinculado”, avaliou o vice-presidente da Conservação Internacional (CI-Brasil), Maurício Bianco.

Ele lembrou que, internamente, a Noruega tem favorecido iniciativas limpas, como adoção de veículos elétricos.

 “A Noruega tem demonstrado liderança consistente no financiamento de iniciativas de proteção das florestas tropicais e está à frente de outras nações desenvolvidas na redução do impacto ambiental de suas atividades”, afirmou Bianco.

Enquanto isso, outros grandes poluidores e desmatadores não demonstram protagonismo na agenda.

 


Bragança (PA), 12/06/2025 – Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Bragança (PA), 12/06/2025 – Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bianco explicou que proteger, restaurar e manejar a natureza de forma sustentável pode reduzir os efeitos da mudança climática, mas exige investimentos.

Segundo ele, a natureza recebe apenas 3% do financiamento climático global, apesar de responder por um terço das soluções para mitigar o problema. Somente na Amazônia, informou, estudos do Banco Mundial estimam a necessidade de investimentos anuais de US$ 7 bilhões. 

“A Noruega mostra para os países desenvolvidos que é importante eles financiarem soluções que possam evitar a crise climática e a [perda de] biodiversidade, para que eles mesmos não sofram com os problemas, como está ocorrendo agora”, concluiu.

De acordo com o Greenpeace Brasil, o controle do desmatamento e da degradação estão entre as principais formas de limitar o aquecimento global a 1,5ºC.

“Proteger e restaurar as florestas tropicais é fundamental para enfrentar as crises da biodiversidade e do clima, além de garantir um planeta habitável para as futuras gerações”, disse a organização em posicionamento divulgado no último Dia Mundial das Florestas, 22 de junho.


Logo Agência Brasil

Em 2026, com a Copa do Mundo sendo realizada pela primeira vez em três países, as três seleções – Estados Unidos, México e Canadá – seguem na competição e já foram classificadas às oitavas de final.

Outros países que sediaram Copas anteriores, como Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França ganharam a Copa em casa. Em 2026, os três anfitriões não figuram como favoritos ao título, mas aproveitaram, até aqui, a tabela favorável e a atmosfera dos estádios para ir longe.

México

Notícias relacionadas:

O México, do técnico Javier Aguirre, teve quatro jogos e quatro vitórias, com oito gols marcados e nenhum gol sofrido. As festas nas ruas da Cidade do México superaram os protestos de grupos sociais programados para a época da Copa. O destaque da equipe é o atacante colombiano naturalizado Quiñones, autor de três gols até agora.

Os mexicanos participam pela 18ª vez de uma Copa do Mundo e nunca foram além da sexta colocação. Estacionaram nas quartas-de-final justamente nas duas vezes em que sediaram um Mundial. Em 1970, foram eliminados pela Itália levando uma goleada de 4 a 1 na cidade de Toluca. E em 1986, caíram para a Alemanha, nos pênaltis, em Monterrey.

Os mexicanos vão enfrentar a Inglaterra no próximo domingo (5), às 21h (horário de Brasília) no Estádio Azteca, pelas oitavas de final. O duelo que já aconteceu em outra Copa: em 1966, no Estádio de Wembley, em Londres, a Inglaterra fez valer o fato de ser a anfitriã daquela edição e derrubou os mexicanos por 2 a 0. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Mexico v Ecuador - Estadio Azteca, Mexico City, Mexico - June 30, 2026
Mexico's Julian Quinones celebrates scoring their first goal REUTERS/Raquel Cunha     TPX IMAGES OF THE DAY
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Mexico v Ecuador - Estadio Azteca, Mexico City, Mexico - June 30, 2026
Mexico's Julian Quinones celebrates scoring their first goal REUTERS/Raquel Cunha     TPX IMAGES OF THE DAY
Destaque da equipe do México é o atacante colombiano naturalizado Quiñones, autor de três gols até agora – Reuters/Raquel Cunha/Proibida reprodução

 

Estados Unidos

No caso da seleção dos Estados Unidos, dos quatro jogos, venceu três e perdeu um. O time do técnico argentino Maurício Pochettino conta com os atacantes Pulisic e Balogun (autor de três gols) e o lateral-direito Sergiño Dest. O público norte-americano que, por anos, torceu o nariz para o “soccer”, agora consegue se empolgar com o ótimo rendimento da equipe.

Os Estados Unidos participam pela 12ª vez de uma Copa. Quando sediaram o Mundial em 1994, caíram nas oitavas de final para o Brasil, que acabou sendo o campeão. Normalmente, as oitavas de final são o limite para a seleção. A expectativa é que, atuando em Seattle, na próxima segunda-feira (6), eles consigam utilizar o “fator campo” contra a Bélgica, às 21h, em Seattle.

O duelo não é inédito nos Mundiais. Na primeira edição, em 1930, os Estados Unidos bateram os belgas por 3 a 0, caminhando para a terceira colocação em uma Copa. Mais recentemente, em 2014, na Fonte Nova, em Salvador, a Bélgica eliminou o “Team U.S.A.” por 2 a 1, justamente em uma fase de oitavas de final. 

Os belgas Courtois (34 anos), De Bruyne (35 anos) e Lukaku (33 anos) continuam atuando nesta edição, enquanto os americanos foram totalmente renovados e ficaram bem mais fortes.

Canadá

No Canadá, o hóquei no gelo é bem mais popular que o futebol. Ainda assim, os estádios de Toronto e de Vancouver ficaram lotados para as atuações da seleção do técnico norte-americano Jesse Marsch.

Com duas vitórias, um empate e uma derrota, os canadenses contam com os zagueiros Bombito e Cornelius e os atacante Jonathan David, autor de três gols até aqui, e Promise David.

Disputando apenas sua terceira Copa do Mundo, até então, os canadenses jamais tinham vencido um único jogo em Mundiais.

Por ter ficado em segundo lugar no Grupo B, o Canadá perdeu o direito de continuar jogando em seu território nas fases de mata-mata.

A vitória sobre a África do Sul foi em Los Angeles e o time enfrentará o Marrocos em Houston (Estados Unidos), no sábado (4), às 14h (horário de Brasília). Um duelo que ocorreu na Copa do Qatar em 2022: na ocasião, Marrocos venceu por 2 a 1, mas de lá para cá, as seleções mudaram bastante suas formações originais.


Stephen Eustaquio comemora com seus companheiros de equipe após marcar o gol da vitória do Canadá contra a África do Sul 
28 de junho de 2026
REUTERS/Matthew Childs
Stephen Eustaquio comemora com seus companheiros de equipe após marcar o gol da vitória do Canadá contra a África do Sul 
28 de junho de 2026
REUTERS/Matthew Childs
Stephen Eustaquio comemora com seus companheiros de equipe após marcar o gol da vitória do Canadá contra a África do Sul  REUTERS/Matthew Childs/Proibida reprodução

Jogos 

  • 4 de julho – Canadá x Marrocos – Houston (Estados Unidos) – 14h
  • 5 de julho – México x Inglaterra – Azteca (México) – 21h
  • 6 de julho – Estados Unidos x Bélgica – Seattle (Estados Unidos) – 21h


Logo Agência Brasil

O fato de Endrick não ter entrado em campo no empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia do Brasil na Copa do Mundo, no último dia 13 de junho, gerou burburinhos – e até brincadeiras – sobre o relacionamento entre Carlo Ancelotti e o ex-atacante do Palmeiras. Nesta quinta-feira (2), o jogador do Real Madrid (Espanha), que estava emprestado ao Lyon (França), fez questão de mostrar toda a admiração pelo treinador.

“Na primeira temporada com o mister [Ancelotti] no Real, eu joguei bastante. Poucos minutos, mas entrando em quase todos os jogos. Ele sempre falava para ficar tranquilo, que minha hora iria chegar. Na Copa do Rei, iniciei quase todos os jogos e pude fazer gols em praticamente todos. O mister sabe muito bem o que faz”, declarou Endrick, em entrevista coletiva no The Ridge, hotel em que a delegação está hospedada em Nova Jersey (Estados Unidos).


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Endrick celebrates after the match with coach Carlo Ancelotti REUTERS/Annegret Hilse
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Endrick celebrates after the match with coach Carlo Ancelotti REUTERS/Annegret Hilse
Atacante de 19 anos é um dos mais cotados para o lugar de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão  – REUTERS/Annegret Hilse/Proibida reprodução

Notícias relacionadas:

“O mister sabe como posso contribuir. Ele não vai fazer o melhor para mim, mas pela equipe. E é isso que ele tem de melhor. As coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele e diz que é iluminado. Todos os jogadores aqui seguem o plano do mister. Vou escutar e fazer o que ele me pedir”, afirmou o atacante.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Endrick é um dos nomes cotados para o lugar de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), que classificou o Brasil às oitavas de final da Copa. O camisa 19 da Amarelinha foi escolhido para substituir o meia no intervalo do jogo passado, quando os japoneses venciam por 1 a 0.

No próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o desafio será contra a Noruega, em Nova Jersey, valendo um lugar nas quartas de final. O atacante, porém, desconversou sobre ser escolhido para a vaga de Lucas Paquetá, ao ser perguntado como seria dormir no dia anterior ao jogo.

“Vou dormir como um bebê [risos]. Faço minha oração, converso com Deus e fico tranquilo, que as coisas vão acontecer no momento certo”, resumiu o jovem, estreante em Copas e que revelou conversas frequentes com atletas veteranos da equipe, entre eles o atacante Neymar, para adquirir experiência.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - July 2, 2026 Brazil's Endrick, Vinicius Junior, Neymar, Luiz Henrique and Matheus Cunha during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - July 2, 2026 Brazil's Endrick, Vinicius Junior, Neymar, Luiz Henrique and Matheus Cunha during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Endrick (no meio da foto) desconversou sobre ser escolhido para a vaga de Lucas Paquetá. Caso seja titular no duelo contra Noruega, pode ser parceiro de Rayan, contemporâneo nas categorias de base – Reuters/Caean Couto/Proibida reprodução 

“Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente joga carta depois dos treinos, troca resenha. Em uma folga, pude estar com ele. É muito importante conversarmos com os nossos capitães. Tem também o [zagueiro] Marquinhos, o [volante] Casão [Casemiro], o [goleiro] Alisson. Como fazia com o [zagueiro] Gustavo Gómez no Palmeiras. São pessoas inteligentes do futebol”, destacou o camisa 19.

Se for titular diante dos noruegueses, Endrick pode repetir uma parceria de longa data com Rayan. Os atacantes já defenderam seleções de base juntos e foram rivais em torneios sub-17, como a Copa do Brasil da categoria em 2022, quando Palmeiras e Vasco decidiram o título. Os dois, à época com 15 anos, balançaram as redes nos jogos de ida e volta da final, mas o Verdão ficou com o título.

“Eu e Rayan estávamos até vendo umas fotos nossas jogando na Go Cup [considerado o maior torneio infantil do mundo] em 2017 [em Aparecida de Goiânia (GO) – ambos tinham dez anos]. A gente não imaginava estar aqui [em uma Copa] com 19 anos. Vamos fazer tudo para ajudar o time como o mister pedir. São jogos importantíssimos, sem margem de erro. Graças a Deus, pude fazer isso no último jogo e o Rayan já vem fazendo [desde a partida com o Haiti]”, concluiu o atacante.


Logo Agência Brasil

No ano de 2026, as vendas de veículos novos no Brasil devem apresentar um crescimento acima do previsto inicialmente pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Segundo projeção que foi revista e divulgada nesta quinta-feira (2) pela federação, a venda de veículos novos deve crescer em torno de 8,6% neste ano, com mais de 5,2 milhões de unidades comercializadas. A projeção engloba o emplacamento de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários (como carrocerias).

Notícias relacionadas:

No início do ano, a entidade projetava crescimento em torno de 6,1% para este ano.

Quando se consideram apenas automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, a estimativa atual aponta um crescimento de 7,9%, com expectativa de que 2,7 milhões de unidades sejam vendidas, bem acima do que projetava a entidade anteriormente, de crescimento de 3,02%.

No segmento de motos, por exemplo, a Fenabrave espera um recorde histórico, com alta de 10% e vendas acima de 2,4 milhões de unidades.


São Paulo (SP), 02/07/2026. - O presidente da FENABRAVE, Arcelio Júnior, durante coletiva de Imprensa aonde apresenta o balanço do primeiro semestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 02/07/2026. - O presidente da FENABRAVE, Arcelio Júnior, durante coletiva de Imprensa aonde apresenta o balanço do primeiro semestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
O presidente da Fenabrave, Arcelio Júnior, em entrevista coletiva em São Paulo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em entrevista coletiva na capital paulista, o presidente da Fenabrave, Arcélio Junior, disse que a federação precisou fazer uma revisão das projeções para o ano porque o setor vem apresentando um “crescimento acima do esperado”.

“A gente teve um crescimento acima do esperado, acima da nossa previsão inicial e, diante disso, ontem nós ficamos à tarde aqui revisando e reanalisando [os dados]. Conversamos sobre cada segmento e agora estamos reavaliando nossas projeções”, disse.

Crescimento

No primeiro semestre deste ano, o setor como um todo apresentou uma expansão de 16,01%, com a comercialização de 2.715.403 unidades. “Nós tivemos neste ano um surpreendente crescimento na venda de veículos”, ressaltou o presidente da Fenabrave.

Parte desse aumento, diz a entidade, se deve principalmente ao programa federal Carro Sustentável, que reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e sustentáveis. Também contribuíram para essa alta a redução de preços motivada pela concorrência e o crescimento de concessionárias no país, que somam agora 8.401 filiadas à Fenabrave.

Considerando-se apenas o emplacamento de automóveis e comerciais leves, o crescimento foi de 20,11% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1.359.107 unidades. O segmento de motos também teve um bom desempenho entre janeiro e junho deste ano, com 1.174.459 unidades emplacadas, o que representou alta de 14,10% frente ao primeiro semestre de 2025.

Quanto aos segmentos de ônibus e caminhões, o desempenho ainda permanece negativo. No acumulado do ano, foi registrada queda de 9,09%, com 61.020 novas unidades comercializadas. Para o fechamento do ano, a projeção para caminhões e ônibus também continua negativa, com quedas de 7,8% (caminhões) e de 9,2% (ônibus).

“No segmento de caminhões, a gente teve um crescimento em junho de quase 15% em relação a maio e de 13,5% em comparação a junho do ano passado, basicamente impulsionado pelo programa Move Brasil”, disse o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli.

Segundo ele, o programa Move Brasil, que oferece juros reduzidos na troca de caminhões mais antigos, continua ajudando, mas ainda não foi capaz de reverter a queda que já vinha ocorrendo há tempos no segmento de caminhões. “A informação que a gente tem é que os recursos aportados no Move 2 já terminaram. Porém tem muitas operações que ainda não se converteram em emplacamentos em função da burocracia”, afirmou Franciulli.