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Brasil e França oficializaram nesta quarta-feira (1) a suspensão, a partir de 31 de julho, da exigência de visto para a entrada de cidadãos brasileiros na Guiana Francesa. O acordo foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pelo ministro francês da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, durante encontro no Itamaraty. A medida faz parte de um plano de ação para aprofundar a cooperação bilateral em segurança pública na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa, com o objetivo de combater o crime organizado transnacional na região.

Segundo Mauro Vieira, a isenção de visto representa um avanço nas relações entre os dois países e atende a uma reivindicação antiga das populações que vivem na região de fronteira.

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“Trata-se de um marco histórico nas nossas relações que atende aos anseios das populações, tanto do lado do Brasil, em especial do estado do Amapá, quanto do lado da Guiana”, afirmou o ministro. Ele disse que a medida deverá incentivar a circulação regular de pessoas entre os dois territórios, estimular o desenvolvimento regional e contribuir para o enfrentamento da criminalidade.

“A isenção do visto incentivará a travessia legal e contribuirá para o desenvolvimento do Amapá e da Guiana. Contribuirá também com o combate ao crime na fronteira, proporcionando maior registro e coleta de informações”, disse.

Durante a cerimônia, Jean-Noël Barrot afirmou que Brasil e França compartilham não apenas uma fronteira, mas também a responsabilidade de garantir a segurança das populações locais, proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento da região transfronteiriça.

Além da agenda de segurança, os chanceleres discutiram o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e França nas áreas de defesa, indústria, inovação, energia, minerais críticos e supercomputação.


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O tenista brasileiro João Fonseca avançou à terceira rodada do tradicional Torneio de Wimbledon, o terceiro Grand Slam da temporada, disputado em quadra de grama, em Londres (Inglaterra). Atual número 27 do mundo, o carioca despachou nesta quarta-feira (1º) o holandês Jasper de Jong (73º no ranking), por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 7/6 e 6/4, após 2h21 de partida.

“Foi uma das minhas melhores partidas na grama. Foi realmente boa a forma como me movimentei, bati com forehand, fui à rede, bom saques e também na devolução. Eu me senti realmente bem em quadra e ele [Jasper de Jong] sabe como jogar na grama, tem jogo nisso e foi difícil, então, estou feliz de ter conseguido me manter focado e chegado à vitória”, comemorou Fonseca, em entrevista na quadra à ESPN, emissora que detém os direitos de transmissão do torneio no Brasil.

Cabeça de chave número 24, Fonseca volta à quadra na sexta (3) para buscar uma classificação inédita às oitavas de final em sua segunda participação em Wimbledon. O horário do jogo segue indefinido. O tenista carioca de 19 anos enfrentará o russo Roman Safiullin (136º), que eliminou hoje o holandês Botic Van de Zandshhulp, por 3 sets a 2. Vindo do qualificatório, o russo derrotou na estreia o compatriota Andrey Rublev, também por 3 sets a 2.

Fonseca projetou um embate acirrado contra Zandshhulp na próxima rodada.

“Vai ser uma partida muito difícil. Ele é um jogador completo, também, na grama, que consegue jogar muito bem com a velocidade,  joga muito rápido e já ganhou de dois ótimos jogadores, o Rublev e agora o Van Zandschulp. É focar, cada dia melhorando cada vez mais na grama e partir com tudo”,concluiu o brasileiro, que estreou na última segunda (29), com vitória por 3 sets a 0 sobre o espanhol Roberto Bautista Agut (183º).

No ano passado, Fonseca avançou à terceira rodada, seu melhor desempenho em Wimbledon, o mais antigo torneio de tênis do mundo – a primeira edição foi em 1877. Na partida decisiva para se classificar às oitavas, o carioca foi eliminado pelo chileno Nicolas Jarry.


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Pela segunda fase da Copa do Mundo, a Bélgica – primeiro lugar no Grupo G – enfrentou Senegal – terceiro colocado no Grupo I – no estádio de Seattle, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (2), e sofreu para conseguir a vitória de virada por 3 a 2, que só saiu nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, graças a um pênalti assinalado pelo árbitro de vídeo.

Os belgas – que jogaram com uma inusitada camisa azul clara com bolinhas rosas – começaram tendo uma chance. Logo aos oito minutos do primeiro tempo, Trossard arriscou da linha da grande área e o goleiro Diaw encaixou. 

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A resposta foi rápida. Aos 12 minutos, em cruzamento para a área, o goleiro Courtois errou o tempo da bola, que ficou limpa para Ismaila Sarr. Desequilibrado, o atacante senegalês tocou, mas na trave. 

A bola continuou na pequena área e Sarr perdeu novamente, batendo na rede pelo lado de fora. Aos 16, nova chance, Gana Gueye chutou de fora da área. Dessa vez, Courtois encaixou sem dar rebote.

O predomínio de Senegal era tão visível que o gol era uma questão de tempo. Enfim, aos 24 minutos, em cruzamento para a área, Ismaila Sarr cabeceou na trave à esquerda de Courtois. No rebote, Diarra completou para as redes: 1 a 0. O placar fazia justiça ao maior volume de jogo da seleção africana.

O time do técnico Rudi Garcia não conseguiu reagir e Senegal continuou mandando na partida. Aos 36 minutos, depois de uma triangulação rápida, Mané apareceu na área, finalizando no meio do gol, onde estava Courtois, que fez a defesa.

O público no estádio se animou aos 42 minutos, quando o ponta-esquerda belga Doku recebeu de De Bruyne e chutou para gol. A bola desviou na zaga e deu trabalho para o goleiro Diaw. 

Aos 44, em um chute forte de De Cuyper, de fora da área, o goleiro espalmou a corner. Pressionando mais, a Bélgica terminou o primeiro tempo esperançosa de conseguir o empate no segundo tempo.

A equipe do técnico Pape Thiaw voltou diferente do vestiário. Aos 5 minutos, Ismaila Sarr foi lançado, entrou na área e fuzilou o goleiro Courtois, marcando mais um gol e chegando ao placar de 2 a 0.

As substituições do técnico Rudi Garcia, tirando De Bruyne e Doku, deixaram a Bélgica melhor. A entrada de Lukaku no lugar de De Ketelaere no ataque era outro sinal de que algo poderia acontecer. Tielemans acertou a rede, pelo lado de fora. Lukebakio arriscou um chute com curva, mas para fora. 

Foi o centroavante quem conseguiu diminuir a contagem: aos 40 minutos do segundo tempo, em um cruzamento rasteiro, Lukaku se antecipou à zaga e desviou para o gol: 2 a 1.  

Aos 43 minutos, em um levantamento para a área, o goleiro Diaw saiu atabalhoado e Tielemans cabeceou para a meta vazia: 2 a 2. A Bélgica empatava um jogo perdido e ia para a prorrogação revigorada.

Prorrogação e gol salvador

No tempo extra, o técnico de Senegal tirou o maior ídolo local, Sadio Mané, e colocou Nicolas Jackson. Na primeira etapa, muito medo e receio das duas seleções em se expor a contra-ataques. 

Dessa forma, foram 15 minutos sem emoções. A diferença é que a Bélgica passou a ter mais posse de bola do que seu rival e a frequentar o campo de ataque constantemente.

No segundo tempo da prorrogação, Mbaye desperdiçou uma ótima chance de fazer o gol da vitória. Bara Ndiaye arriscou e Courtois encaixou firme o chute rasteiro. 

O belga Lukebakio teve a bola do jogo no finalzinho: recebeu um passe livre dentro da área, ajeitou e chutou forte: a bola pegou no travessão do goleiro Diaw e foi para fora.

O VAR, no entanto, interferiu no lance. Acusou um pênalti ocorrido anteriormente, quando Camara calçou Tielemans na área, e o juiz hondurenho Said Martínez foi ao vídeo confirmando a penalidade para os belgas aos 120 minutos. 

Tielemans deslocou o goleiro e fez o gol da vitória: 3 a 2. 

A maior virada da Copa de 2026 aconteceu sob os olhos de 67 mil espectadores em Seattle. 

A nova geração belga vai para as oitavas de final e enfrentará na segunda-feira (6), às 21h, o vencedor de Estados Unidos e Bósnia Herzegovina para continuar fazendo história.

Ficha técnica

Quarta-feira, 1º de julho de 2026

BÉLGICA 3 x 2 SENEGAL

Local: Seattle (Estados Unidos)

Juiz: Said Martínez (Honduras)

Público: 66.925

Bélgica: Courtois, Castagne, Mechele, Theate e De Cuyper (Meunier); Tielemans, Vanaken (Moreira), Trossard (Onana), De Bruyne (Raskin) e Doku (Lukebakio); De Ketelaere (Lukaku). T: Rudi Garcia.

Senegal: Diaw, Diatta, Ciss, Niakhaté e Jakobs (Diouf); Habib Diarra (Pape Sarr), Idrissa Gueye (Bara Ndiaye) e Pape Gueye (Camara); Iliman Ndiaye (Mbaye), Ismaila Sarr e Mané (Jackson). T: Pape Thiaw.

Gols: No 1º tempo: Habib Diarra (24). No 2º tempo: Ismaila Sarr (5). No 2º tempo: Lukaku (40) e Tielemans (43). No 2º tempo da prorrogação: Tielemans (pên.) (20).


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A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) divulgou um apelo emergencial para obter US$ 14,85 milhões para o apoio a famílias afetadas pelos terremotos de 24 de junho na Venezuela. O desastre deixou mais de 2 mil mortos e cerca de 11 mil feridos.

A Acnur disse que sua operação na Venezuela já enfrentava limitações financeiras antes da tragédia. E que novos recursos são essenciais para manter a assistência já prestada e levar proteção aos afetados pelos tremores.

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“Até a ocorrência dos terremotos, apenas 11% dos recursos previstos para a atuação da agência no país em 2026 haviam sido recebidos”, informou a Acnur.

O impacto dos dois terremotos, de 7,2 e 7,5 graus na escala Richter, foi mais severo em La Guaira e na Grande Caracas, mas também atingiu os estados de Miranda, Carabobo, Yaracuy, Falcón e Aragua.

A Acnur descreve que, além das perdas humanas, centenas de moradias foram destruídas ou danificadas, hospitais sofreram avarias e serviços essenciais, como abastecimento de água, energia elétrica, telecomunicações e transporte, seguem comprometidos.

Os milhares desabamentos e avarias causadas a prédios no país fizeram com que milhares de famílias permaneçam sem condições de retornar para casa, abrigadas em escolas, igrejas, ginásios e outros espaços improvisados ou dormindo em áreas públicas.

“O cenário também aumenta os riscos de violência, separação familiar e outras violações de direitos, sobretudo entre crianças, idosos, pessoas com deficiência e refugiados”, ressalta a Acnur.

A agência da ONU descreve que, do valor solicitado, US$ 4 milhões serão destinados às ações de proteção e US$ 10,85 milhões ao fornecimento de itens de socorro e soluções temporárias de abrigo. 

As prioridades da Acnur serão proteção e assistência emergencial.


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Uma semana depois dos terremotos de 24 de junho, o número de mortos na Venezuela chega a 2.295, segundo a última atualização divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo governo do país sul-americano. O total de feridos soma 11.267 pessoas.

Diante da magnitude da tragédia, a presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, decretou luto oficial de sete dias, contados a partir das 6h desta quarta-feira.

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“A Venezuela tem a alma rasgada pelas perdas humanas causadas pelos devastadores terremotos”, disse comunicado assinado por Delcy Rodriguez. “Nestes momentos de profunda tristeza, abraçamos os que sofrem com essa tragédia e reafirmamos nosso compromisso de acompanhá-los e protegê-los.”

Os terremotos de 7,2 e 7,5 na escala Richter, de força muito destrutiva, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e causaram milhares de desabamentos em diversas regiões do país. As áreas mais afetadas foram La Guaíra e Caracas.

Mais de 6 mil pessoas foram resgatadas com vida dos escombros por equipes de socorristas, e 13,5 mil conseguiram sair por conta própria ou com apoio de seus familiares e vizinhos.

Trabalham nas buscas por sobreviventes mais de 25 mil profissionais, entre bombeiros, policiais e militares, que contam ainda com mais de 15 mil voluntários e com o apoio de mais de 3 mil enviados de outros países.

*Com informações da Telesur