
A cantora, atriz, apresentadora e empresária Preta Maria Gadelha Gil Moreira faleceu em 20 de julho de 2025, aos 50 anos, nos Estados Unidos, onde buscava tratamentos inovadores para um câncer colorretal .
Segundo apuração da assessoria da artista e jornalistas, Preta enfrentava a doença desde janeiro de 2023. Após tratamento inicial e uma cirurgia em dezembro com longa duração, a doença entrou em remissão temporária, mas retornou de forma agressiva em meados de 2024, afetando diversos órgãos, incluindo linfonodos, ureter e peritônio . O tratamento incluiu hospitalizações prolongadas, procedimentos como ileostomia, histerectomia e intensa retomada terapêutica nos EUA, até o óbito ser confirmado pela equipe da artista .
◼️ A notícia e a confirmação oficial
A divulgação da morte inicialmente partiu de um colunista, mas foi rapidamente desmentida por amigos próximos e fontes próximas à família. A confirmação só veio após a equipe oficial da cantora reconhecer o falecimento como real .
Biografia e legado
Infância e formação
Nascimento: 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro .
Origem familiar: filha do músico Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha; sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa .
O nome “Preta” foi motivo de questionamento em cartório, sendo só permitido com um nome católico, o que originou “Preta Maria” .
Trajetória artística e profissional
Iniciou a carreira como empresária e apresentadora antes de se lançar como cantora aos 28 anos. Seu primeiro álbum, Prêt‑à Porter, lançado em 2003, explorava temas como corpo, identidade e liberdade .
Outros álbuns de destaque incluem Preta (2005), Sou Como Sou (2012) e Todas as Cores (2017) .
Protagonizou também monólogos teatrais e apresentou programas de rádio e televisão, como Esquenta! na Rede Globo e o rádio Noite Preta FM .
Fundadora do famoso Bloco da Preta, arrastando milhares no Carnaval carioca desde 2016, unindo música, alegria e diversidade social .
Vida pessoal e ativismo
Filho único: Francisco, nascido em 1995 do casamento com o ator Otávio Müller; tornou‑se pai cedo, aos 20 anos .
Casou-se duas vezes oficialmente: primeiro com Otávio Müller (1994–1995) e depois com Rodrigo Godoy (c. 2015–2023) .
Se assumiu negra, gorda e bissexual/pansexual com orgulho e posicionou-se publicamente como voz contra o racismo, a gordofobia, a homofobia e a favor dos direitos LGBTQIA+ e mulheres .
Em 2015, se tornou avó pela primeira vez com o nascimento de Sol de Maria, filha de Francisco .
Crônica de uma luta admirada
Desde o diagnóstico em janeiro de 2023, Preta Gil enfrentou:
Uma cirurgia complexa em dezembro, que durou até 20‑21 horas e exigiu larga internação e recuperação na UTI por semanas .
A ileostomia, que implicou uso de bolsa coletora e evidente mudança física — mas que foi vivida com resiliência e gratidão à medicina .
Alta em fevereiro após dois meses internada, reunindo família e esperança no início do novo ano .
Recidiva da doença em agosto de 2024, seguida de tratamento intensificado nos EUA até o desfecho trágico 🕊️ .
Contribuições e legado
Música: voz marcante em canções que celebram a identidade negra, a autoestima e o empoderamento feminino.
Política cultural: incentivou visibilidade para causas sociais e de diversidade.
Social: tornou-se símbolo da aceitação dos corpos reais, influenciando gerações LGBTQIA+ e negras no Brasil.
Carnaval: transformou o Bloco da Preta em um evento cultural relevante, popularizando a festa e suas bandeiras inclusivas .
Tributo à memória
Preta Gil partiu deixando seu filho Francisco (Fran) e sua neta Sol de Maria. Sua trajetória é marcada pela luta contra o câncer, o protagonismo cultural, a força política de suas falas e a defesa contínua da igualdade e do amor próprio. Seu legado permanece nas músicas, nas lutas, no empoderamento e nas festas que uniam alegria e resistência.
🖤 Nosso respeito à artista que se foi, mas inspirou tantos com sua coragem, autenticidade e voz revolucionária.
Se quiser, posso trazer uma cronologia detalhada dos marcos da carreira, discografia completa ou depoimentos da família.

