
O maior réveillon do planeta recebeu 2026 em clima de festa na praia de Copacabana. A virada marca o início de um ano que terá uma Copa do Mundo inédita, com jogos em três países, além das eleições presidenciais no Brasil, fatores que aumentam a expectativa em torno do novo ciclo.
No momento mais aguardado da noite, a tradicional queima de fogos, mais de 12 toneladas de explosivos, distribuídas em 19 balsas, iluminaram e coloriram o céu da orla. Ao longo da madrugada, a celebração ganhou ainda mais impacto com a promessa de um show inédito de drones, ampliando a experiência visual para moradores e turistas.
Não é desejo nem previsão: é constatação. 2026 começa carregado de expectativas. Copa do Mundo e eleições já seriam suficientes para elevar a adrenalina, mas o calendário reserva ainda mais. Em maio, uma megaestrela da música fará show em Copacabana, que reuniu, segundo a prefeitura, 2,6 milhões de pessoas na noite da virada. No segundo semestre, estão previstos mais uma edição do Rock in Rio e até um jogo oficial de futebol americano no Maracanã. Há ainda a expectativa de o Brasil repetir o destaque no Oscar após o sucesso de “O agente secreto”, tudo isso em meio aos desafios, especialmente na área da segurança pública. O ano mal começou.
O novo ano, repleto de eventos marcantes, começou em ritmo intenso, como as ondas que quebraram em Copacabana no último dia de 2025. A ressaca marítima, alertada pela Marinha, rendeu belas imagens, mas também preocupação. Quem teve cautela observou o mar de longe. As tradicionais sete ondinhas ficaram de lado: algumas ondas chegaram a 2,5 metros de altura.
A grande concentração de público na areia, formada por cariocas e turistas que foram aos shows nos três palcos montados na praia, estimulou improvisos. “Empreendedores” chegaram a montar banheiros com lonas. O preço começou em R$ 3 e rapidamente subiu para R$ 5, até que a Secretaria de Ordem Pública encerrou a prática no início da noite.
Às 20h em ponto, Gilberto Gil abriu a programação. Vestido de branco, emocionou o público logo de início com “Tempo rei”, dando ao espetáculo um tom de celebração e reflexão às vésperas da virada. Com a participação especial de Ney Matogrosso, dividiu “Se eu quiser falar com Deus”, levando a plateia ao delírio.
24h na praia
Para garantir um bom lugar, alguns encararam uma verdadeira maratona. Foi o caso da vendedora Tatiana Rodrigues, de 40 anos, que completou quase 24 horas na praia. Vinda de Sumaré, em São Paulo, ela chegou à orla às 6h da manhã do dia 31.
— Não sei de onde vem tanta energia. Fiquei o dia inteiro na praia, só não deu para entrar no mar por causa da ressaca — contou Tatiana.
Por volta das 17h, ela começou a se preparar para a virada. Tomou banho em uma ducha na praia e trocou o traje de banho por um vestido em frente ao Copacabana Palace.
A espera foi recompensada. À meia-noite, teve início o espetáculo pirotécnico que há décadas encanta o mundo. Desta vez, 19 balsas lançaram fogos sincronizados com a música, sem a fumaça que prejudicou a visão do público na virada anterior. Após os 12 minutos de queima, o cantor João Gomes assumiu o palco com seu piseiro nas areias mais famosas do país.

Maior festa do mundo
O título agora é oficial. O Guinness World Records reconheceu o réveillon do Rio como o maior do planeta. A jurada Camila Borenstain entregou o certificado ao prefeito Eduardo Paes, confirmando a marca histórica. Para a chegada de 2026, 2,6 milhões de pessoas se concentraram nas praias do Leme e de Copacabana, onde funcionaram três dos 13 palcos espalhados pela cidade, com 70 atrações musicais. No total, segundo a prefeitura, 5,1 milhões de pessoas acompanharam os shows em diferentes pontos do município.

