João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, entregou-se em delegacia em Botafogo; ele é jogador de futebol e foi afastado de seu clube após as denúncias.

As investigações sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana tiveram um novo desdobramento nesta terça-feira (3). João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, entregou-se à polícia em uma unidade localizada no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele é o segundo suspeito a ser preso pelo crime ocorrido no final de janeiro.
João Gabriel é atleta profissional pelo Serrano Football Club (Serrano-RJ) e já participou de competições oficiais da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Em nota oficial, o clube informou que o contrato do jogador foi suspenso imediatamente após a gravidade das denúncias vir à tona.
”Repudiamos veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto os desdobramentos da investigação”, declarou a diretoria do Serrano-RJ.
Outras prisões e suspeitos foragidos
Além de João Gabriel, a polícia já efetuou a prisão de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, também de 19 anos. Mattheus apresentou-se à delegacia acompanhado de seu advogado, momento em que o mandado de prisão preventiva foi cumprido pelos agentes.
Apesar das duas prisões recentes, outros dois homens indiciados por estupro coletivo qualificado continuam foragidos e são procurados pela Polícia Civil:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18 anos)
- Vitor Hugo Oliveira Simonin (18 anos)
Uma quinta pessoa, um adolescente de 17 anos que já teve um relacionamento anterior com a vítima, também é apontada como participante direta da violência sexual e segue sob investigação da Vara da Infância e Juventude.
Dinâmica do crime e o local dos fatos
O crime, que chocou a Zona Sul carioca, aconteceu no dia 31 de janeiro em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro. Segundo o inquérito, a adolescente foi atraída para uma emboscada articulada pelo menor de idade, que a convidou para um suposto encontro romântico no imóvel.
A investigação aponta que, enquanto a vítima e o menor estavam no quarto, os outros quatro acusados invadiram o cômodo para praticar o estupro coletivo. O apartamento onde os fatos ocorreram pertence a José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio de Janeiro, que é pai de um dos foragidos, Vitor Hugo Oliveira Simonin.
A polícia reforça que qualquer informação sobre o paradeiro dos foragidos pode ser repassada de forma anônima ao Disque Denúncia.

