Morador é ameaçado após denunciar barulho; veículo causa perturbação constante desde 2015 na zona sul de São Paulo
Reportagem de Lima especial para a Nitro News Brasil – Publicado em 10/05/2025 ás 18:24

O que deveria ser uma tarde tranquila na véspera do Dia das Mães se transformou em terror e medo para os moradores do Jardim Maracanã, na zona sul de São Paulo. Um homem, já conhecido na região por perturbar o sossego com som alto vindo de um carro prata, retornou ao local neste sábado (10) e, além da barulheira, ameaçou um dos vizinhos que o denunciou.
De acordo com relatos dos moradores, o som começou por volta das 13h e continuava ativo até as 17h, momento em que a tensão crescia. “Ele aparece quase todo fim de semana, liga o som do carro e fica até o amanhecer. Mas agora ultrapassou todos os limites”, contou uma moradora, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
A situação saiu do controle quando o homem, supostamente embriagado, invadiu a casa de um dos moradores e passou a fazer ameaças verbais e provocações, chamando o vizinho para brigar. Segundo a vítima, o agressor chegou com discurso desconexo, acusando-o de tê-lo denunciado, o chamou de “covarde” e “safado”, e insistiu em confrontos físicos.
Ameaças continuaram em bar próximo ao local
Testemunhas que estavam no local conseguiram retirar o homem da residência, mas ele continuou as ameaças em um bar próximo, aumentando ainda mais o clima de insegurança. Para os moradores, esse tipo de episódio já se tornou rotineiro, principalmente nos fins de semana e feriados.
“Ele já foi visto muitas vezes aqui desde 2015. O som começa à tarde e só termina de manhã. Muitas vezes, temos que sair de casa para conseguir dormir em paz”, relatou outro morador, indignado com a falta de resposta efetiva do poder público.
Apesar de haver leis claras como o PSIU (Programa Silêncio Urbano) e a Lei do Silêncio, que visam coibir abusos de som alto, os moradores denunciam que as normas não estão sendo aplicadas. “A subprefeitura do M’Boi Mirim não faz valer a lei. Isso só fortalece a sensação de impunidade”, afirmou uma moradora.
Poder público não age e moradores se sentem abandonados
A Polícia Militar, ao ser procurada, orientou que fosse feito um boletim de ocorrência, mas também informou que enviaria uma viatura ao local. No entanto, os moradores relatam que as patrulhas raramente aparecem, mesmo com inúmeras denúncias.
“O que mais revolta é saber que existe lei, existe canal de denúncia, mas na prática nada é feito. E aí a gente segue vivendo com medo”, desabafou uma moradora que preferiu o anonimato. O sentimento de impotência cresce entre os vizinhos que, sábado após sábado, se tornam reféns do barulho, da violência verbal e do medo.
Os relatos são consistentes: todo feriado ou fim de semana é um tormento, com o carro prata virando a noite com o som em alto volume. O terror sonoro não apenas impede o descanso como tem causado impactos emocionais, especialmente em idosos e crianças.
Moradores clamam por ação e segurança
Os moradores agora buscam ações concretas das autoridades. Querem fiscalização real da subprefeitura, presença da Polícia Militar, e responsabilização dos que perturbam o sossego público.
A situação no Jardim Maracanã escancara uma realidade comum em diversos bairros periféricos da capital: a negligência do poder público diante de crimes que afetam diretamente a qualidade de vida da população. Enquanto isso, moradores seguem perguntando: até quando?
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