Expedição Artemis II marca a primeira etapa com astronautas do programa Artemis e leva quatro tripulantes ao espaço; sobrevoo lunar deve ocorrer no próximo dia 6 de abril
Depois de meses de expectativa e ajustes técnicos, a NASA deu início, na noite desta quarta-feira (1º de abril de 2026), à histórica missão Artemis II. Diferente de sua antecessora, esta jornada carrega o componente mais vital da exploração: o fator humano. Mais de meio século após a última missão Apollo, quatro astronautas estão agora a caminho do satélite natural da Terra.
A tripulação viaja a bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo Space Launch System (SLS), o foguete mais poderoso já construído pela agência espacial americana. A missão terá duração de aproximadamente dez dias e, embora não preveja um pouso, realizará um sobrevoo crucial pelo lado oculto da Lua.
Veja como foi o lançamento do foguete Space Launch System
Liftoff.
The Artemis II mission launched from @NASAKennedy at 6:35pm ET (2235 UTC), propelling four astronauts on a journey around the Moon.
Artemis II will pave the way for future Moon landings, as well as the next giant leap — astronauts on Mars. pic.twitter.com/ENQA4RTqAc
— NASA (@NASA) April 1, 2026
👨🚀 Quem são os desbravadores da Artemis II?
A tripulação é composta por veteranos e um estreante, representando a diversidade e a cooperação internacional da nova era espacial:
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Reid Wiseman (Comandante): Ex-piloto de caça da Marinha dos EUA e veterano da Estação Espacial Internacional (ISS).
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Victor Glover (Piloto): Aviador da Marinha dos EUA; ele fará história como o primeiro homem negro em uma missão lunar.
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Christina Hammock Koch (Especialista): Engenheira recordista de voo espacial contínuo; será a primeira mulher a voar para a Lua.
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Jeremy Hansen (Especialista): Coronel da Força Aérea Real Canadense e o primeiro canadense a participar de uma missão lunar.
🛰️ O “Mega Foguete” SLS e a Cápsula Orion
Para romper a gravidade terrestre, a NASA utiliza o SLS, um gigante de 98 metros de altura (maior que a Estátua da Liberdade). Com 4 milhões de kg de empuxo, ele gera o poder equivalente a 14 aviões Boeing 747.
No topo deste colosso está a Orion, projetada para o ambiente hostil do espaço profundo. Ela conta com o Módulo de Serviço Europeu (ESM), que fornece energia solar, propulsão e o suporte de vida (oxigênio e água) para os astronautas.
📍 O Roteiro da Missão: 10 Dias no Espaço
A Artemis II não pousará na superfície, mas servirá como o teste definitivo para os sistemas de navegação e suporte à vida.
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Órbita Terrestre: No primeiro dia, a tripulação testará o controle manual da Orion ainda perto da Terra.
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Trajetória de Retorno Livre: A nave aproveitará a gravidade da Terra e da Lua para ser “estilingada” de volta sem a necessidade de grandes queimas de combustível.
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Lado Oculto: O sobrevoo lunar está previsto para 6 de abril. Eles passarão a 7.500 km além da Lua, batendo o recorde de distância da Terra estabelecido pela Apollo 13.
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Reentrada: A Orion retornará à atmosfera a 40.000 km/h, enfrentando temperaturas de 3.000°C antes de cair no Oceano Pacífico.
❓ Tudo o que você precisa saber sobre a segunda missão da Nasa á lua
Por que a missão não vai pousar na Lua? Esta é uma missão de teste. O objetivo é garantir que a cápsula Orion seja segura para humanos no espaço profundo. O pouso está reservado para a Artemis III, prevista para 2027 ou 2028.
Por que o lançamento demorou tanto? A segurança foi a prioridade. Após a Artemis I (não tripulada), a NASA identificou desgastes inesperados no escudo térmico. Foram necessários mais de 100 testes para ajustar o material e garantir que os astronautas suportem o calor da reentrada.
Existe uma nova “Corrida Espacial”? Sim. Há uma pressão geopolítica, especialmente com a China, que planeja pousos tripulados até 2030. O programa Artemis também fortalece alianças com Canadá, Europa, Japão e Emirados Árabes.
O que vem depois da Artemis II? O sucesso desta missão abre caminho para a construção da estação espacial Gateway na órbita lunar e, futuramente, o estabelecimento de uma base permanente no Polo Sul da Lua, que servirá de trampolim para Marte.
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