Um ataque a tiros na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, deixou ao menos 12 pessoas mortas e outras 11 feridas neste domingo (14). O crime ocorreu durante uma celebração da comunidade judaica pelo Hanukkah, uma das datas mais importantes do calendário religioso judaico. A polícia australiana classificou o episódio como um “incidente terrorista” e investiga a atuação de dois atiradores.
De acordo com informações das autoridades locais, os disparos começaram de forma repentina enquanto dezenas de pessoas participavam do evento comunitário à beira-mar. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenas de pânico, correria, pessoas se abrigando atrás de estruturas da praia e o som intenso de tiros misturado às sirenes da polícia e de ambulâncias.
Segundo o jornal Sydney Morning Herald, a celebração marcava o primeiro dia do Hanukkah, quando famílias e integrantes da comunidade judaica se reuniam de forma pacífica. Testemunhas relataram que o ataque ocorreu em poucos minutos, mas foi suficiente para causar um dos episódios mais violentos já registrados na cidade nos últimos anos.

A polícia informou que a principal linha de investigação aponta para a atuação de dois atiradores. Um deles foi morto durante a ação, após confronto com as forças de segurança, enquanto o segundo foi gravemente ferido e encaminhado sob escolta a um hospital da região. Além disso, duas pessoas foram detidas para averiguação, e as autoridades analisam se elas tiveram participação direta ou indireta no crime.
“O ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney no primeiro dia do Hanukkah”, afirmou o primeiro-ministro do estado de Nova Gales do Sul, Chris Minns, em pronunciamento oficial. Segundo ele, as investigações iniciais indicam motivação extremista, mas as autoridades ainda trabalham para confirmar se houve ligação com grupos terroristas organizados.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, também se manifestou por meio de um porta-voz, classificando as imagens do ataque como “chocantes e profundamente perturbadoras”. Ele afirmou que o governo federal acompanha o caso de perto e oferece total apoio às vítimas, às famílias e às forças de segurança envolvidas na operação.
Equipes de resgate permaneceram por horas no local prestando atendimento aos feridos e realizando o isolamento da área. Hospitais de Sydney entraram em estado de alerta máximo para receber as vítimas, muitas delas em estado grave. A polícia reforçou o patrulhamento em pontos considerados sensíveis, como sinagogas, escolas e centros comunitários judaicos.
As autoridades destacaram que as informações ainda são preliminares e que novas atualizações serão divulgadas à medida que a investigação avance. O FBI e serviços internacionais de inteligência foram notificados e podem colaborar com as apurações, especialmente se for confirmada a motivação terrorista do ataque.
O episódio reacende o debate sobre segurança pública, extremismo e crimes de ódio na Austrália, país que historicamente mantém rígidas leis sobre posse de armas. Líderes comunitários e religiosos pediram união, respeito e vigilância, enquanto homenagens às vítimas começaram a ser organizadas em Sydney e em outras cidades do país.

