
Ao menos um atirador abriu fogo neste sábado (13) no campus da Universidade Brown, no estado de Rhode Island, nos Estados Unidos, provocando pânico entre estudantes, professores e funcionários. O ataque deixou duas pessoas mortas e oito feridas, que foram socorridas e encaminhadas a hospitais da região em estado considerado grave pelas autoridades locais.
O tiroteio ocorreu em um momento de grande movimentação no campus, já que os estudantes atravessavam o segundo dia dos exames finais do semestre, período tradicionalmente marcado por intenso fluxo de pessoas em bibliotecas, prédios acadêmicos e áreas comuns da universidade. A situação levou à suspensão imediata das atividades e ao acionamento de protocolos de emergência.
Inicialmente, a Universidade Brown informou que um suspeito havia sido detido pelas forças de segurança. No entanto, a instituição posteriormente retirou essa informação, esclarecendo que não havia prisões confirmadas até aquele momento. O prefeito da cidade de Providence, Brett Smiley, reforçou que nenhuma arma de fogo foi apreendida e que ainda não há confirmação sobre o tipo ou os tipos de armamento utilizados no ataque.
Segundo as autoridades, a principal linha de investigação aponta para a atuação de um único atirador, embora o cenário ainda seja considerado instável. A polícia descreveu a situação como “fluida”, ressaltando que as informações divulgadas ao longo da tarde poderiam sofrer alterações à medida que novos dados fossem apurados.
Logo após os primeiros disparos, a Universidade Brown emitiu alertas de segurança por meio de seus canais oficiais. Em uma das mensagens, a instituição pediu que todos permanecessem abrigados e evitassem circular pelo campus. “Urgente: há um atirador em atividade nas proximidades do edifício Barus e Holley. As polícias de Brown e Providence estão no local. Permaneça abrigado neste momento”, dizia o comunicado.
Em outro aviso, a universidade detalhou os procedimentos de segurança recomendados em situações de ataque armado. Os frequentadores foram orientados a trancar portas, silenciar celulares e permanecer escondidos até novo aviso. O alerta também reforçou o protocolo conhecido como “correr, esconder-se e lutar”, amplamente adotado em universidades americanas para situações extremas.
O ataque teve início próximo ao edifício Barus & Holley, um complexo de sete andares que abriga a escola de engenharia e o departamento de física da universidade. De acordo com informações institucionais, o prédio reúne mais de 100 laboratórios, além de dezenas de salas de aula e escritórios administrativos, o que amplia a preocupação com o número de pessoas potencialmente expostas no momento do ataque.
O primeiro alerta oficial foi emitido às 16h22 no horário local. Pouco depois, um novo aviso chegou a informar que um suspeito estaria sob custódia, mas a mensagem foi corrigida minutos mais tarde, esclarecendo que não havia detidos e que a ocorrência ainda estava em andamento. O chefe da polícia da Universidade Brown afirmou que equipes continuavam atuando para garantir a segurança no campus.
A Universidade Brown integra o seleto grupo das instituições da Ivy League, considerado o mais prestigioso do ensino superior nos Estados Unidos. Fundada em 1764, a universidade é uma das mais antigas do país e conta atualmente com mais de 10 mil estudantes em seus cursos de graduação e pós-graduação. O ataque reacende o debate sobre segurança em ambientes universitários, especialmente em períodos de grande circulação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no fim da tarde que foi informado sobre o ocorrido. Em publicação nas redes sociais, ele manifestou solidariedade às vítimas e seus familiares, declarando que estava acompanhando a situação de perto.
Enquanto a ocorrência era atendida, estudantes foram instruídos a permanecer em seus locais, e moradores da região receberam orientação para evitar o entorno da universidade. Um policial chegou a alertar profissionais da imprensa para que se abrigassem dentro de seus veículos, já que a área ainda não havia sido totalmente isolada.
As autoridades reforçaram que todas as informações divulgadas são preliminares e que a investigação segue em andamento. A chefe de informações públicas de Providence, Kristy DosReis, afirmou que equipes continuam coletando evidências no local e ouvindo testemunhas para esclarecer as circunstâncias do ataque.
O FBI confirmou que está auxiliando as autoridades locais na resposta à ocorrência e na apuração do caso. Até o momento, não há informações oficiais sobre a motivação do atirador nem sobre a identidade das vítimas. A polícia segue trabalhando para esclarecer o que levou ao ataque e garantir a segurança da comunidade acadêmica.

