Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.


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Vídeos nas redes sociais mostram a seleção francesa de futebol treinando em clima de descontração antes de enfrentar a Espanha, em uma das semifinais da Copa do Mundo 2026. A disputa ocorrerá nesta terça-feira (14), nos Estados Unidos, e definirá um dos finalistas do mundial.

Fora de campo, entretanto, jogadores e autoridades dos dois países se unem com seriedade para repudiar declarações racistas contra “Les Blues”, apelido da seleção francesa de futebol.

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O time e jogadores têm sido alvo de comentários discriminatórios ao longo do torneio. No domingo (11), veio à tona artigo do ex-primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, no poder entre 2011 e 2018, afirmando que a França tem um “plantel de altíssimo nível”, mas sem franceses. Ele fazia referência depreciativa à presença de jogadores descendentes de imigrantes, oriundos, principalmente, de antigas colônias na África, o que reflete a diversidade étnica da sociedade francesa.

O comentário de Rajoy foi rebatido tanto por jogadores espanhóis, como Pau Cubarsí e Borja Iglesias, quanto pelo atual primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Em sua conta em rede social, Sanchéz disse que a afirmação do antecessor era uma vergonha e declarou: “que vença o melhor e que perca o racismo”.

O diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, organização da sociedade civil brasileira, Marcelo Carvalho, disse que os comentários refletem o pensamento de grupos sociais alinhados à extrema-direita.

“O momento político do Brasil e do mundo, com ascensão da extrema-direita, faz com que as pessoas se sintam mais confiantes para expressar o racismo”, avaliou Carvalho, que também acredita que a sensação de anonimato das pessoas na internet contribui para os ataques. “Elas acreditam que não serão encontradas”.

Aumento de ataques racistas

Durante esta Copa, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) revelou ter identificado aumento expressivo de ataques racistas. Na primeira fase, foram 89 mil publicações abusivas nas redes, número 13 vezes maior do que na Copa de 2022, sendo 11% de caráter racial, mais do que o identificado na Copa de 2022.

Acompanhando os casos no torneio, Carvalho ressalta que a própria Fifa tem adotado medidas para controlar os atos. Desde o início da competição, lembra o especialista, dois jogadores ─ um do Paraguai e outro do Equador ─ foram expulsos graças ao Protocolo Vini Jr. de combate ao racismo. Eles taparam a boca com as mãos ao discutirem dentro de campo, o que foi proibido para impedir a ocultação de provas.

“Antes, era a palavra de um contra a de outro, e a vítima saía prejudicada”, disse.

Agora, além do apoio dos jogadores, há o das federações e de autoridades, o que, na visão do especialista, “é um movimento que transforma tanto o futebol como a sociedade”.

“Vimos inúmeros atletas sofrendo racismo depois do Vini, mas que não se calaram, denunciaram, porque o Vinícius mostrou um caminho, tanto ele, quanto o [Kylian] Mbappé, que sempre se posicionou”, citou. “Quando a Federação Francesa de Futebol e o governo francês saem em defesa do Mbappé, estão saindo em defesa de todas as pessoas negras e isso está muito além do futebol”, completou o diretor.

Antes de Rajoy atacar a seleção francesa de futebol, a senadora paraguaia Celeste Amarilla dirigiu pesados insultos racistas a Mbappé, logo após a derrota do Paraguai para o time europeu.

Ela foi rebatida pelo próprio Mbappé, que disse que a política é indigna da posição de representante dos paraguaios no parlamento. O jogador recebeu apoio tanto da Federação Francesa de Futebol quanto das autoridades de seu país.

“As declarações racistas feitas pela senadora paraguaia Celeste Amarilla contra Kylian Mbappé são absolutamente desprezíveis e inaceitáveis”, disse a federação, que acionou a Procuradoria francesa.

O órgão abriu um inquérito por injúria agravada e incitação ao ódio e à violência. “Como alguém pode proferir tais palavras? Essas declarações são criminosas e repreensíveis”, completou a federação.

 “Não estamos mais deixando os casos ‘passarem batido'”, finalizou o diretor do Observatório.


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Nesta quarta-feira (15), a partir de 16h (horário de Brasília), em Atlanta (Estados Unidos), a Argentina enfrenta a Inglaterra pelas semifinais da Copa do Mundo. Atuais campeões, os hermanos miram o tetra e sonham repetir o que ocorreu somente duas vezes na história, quando Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conquistaram títulos mundiais em sequência.

Nem parece a mesma seleção que, por quase três décadas, conviveu com um incômodo e traumático jejum de títulos. Para entender como o país se transformou no campeão de tudo que disputou nos últimos anos, é necessário voltar no tempo. Mais precisamente, à Copa de 2018, na Rússia, e à Copa América de 2019, no Brasil. Apesar de aquele troféu continental ficar com os anfitriões, os hermanos voltaram para casa com a sensação de que algo maior estava por vir.

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A seleção argentina teve um Mundial decepcionante em 2018 – dentro e fora de campo. A fase de grupos foi sofrível, com direito a um empate por 1 a 1 com a Islândia – e o atacante Lionel Messi perdendo pênalti – e derrota por 3 a 0 para a Croácia, marcada por uma falha gritante do goleiro Willy Caballero.


Copa 2018: Argentina e Croácia. Luka Modric, da Croácia, marca o segundo gol da equipe.
Copa 2018: Argentina e Croácia. Luka Modric, da Croácia, marca o segundo gol da equipe.
Na Copa da Rússia (2018), os argentinos pederam por 3 a 0 para Croácia, em uma partida sofrível, na qual Messi pouca diferença fez em campo – Carlos Barria/Reuters/Direitos reservados

No livro “Crônicas de Ontem”, o jornalista argentino Ariel Senosiain revelou que, após o revés para os croatas, o técnico Jorge Sampaoli – que assumira um ano antes – foi alvo de um motim do grupo, liderado por Messi e pelo volante Javier Mascherano, que exigia mais participação nas decisões. Com mudanças determinadas pelo próprio elenco, veio a vitória por 2 a 1 sobre a Nigéria, que manteve viva a Albiceleste (apelido da seleção argentina). Nas oitavas de final, porém, a derrota por 4 a 3 para a França adiou, mais uma vez, o sonho do tri.

Sampaoli tinha contrato até 2022, mas acabou deixando o cargo. Em crise desde que o escândalo de corrupção envolvendo a Fifa – entidade que regula o futebol no planeta -, o chamado “Fifagate”, respingou em dirigentes do país, em 2015, a Associação de Futebol Argentino (AFA) demorou a anunciar um novo treinador. Foram dois meses de incerteza.

O início do ciclo para a Copa do Catar teve dois técnicos interinos: Lionel Scaloni e Pablo Aimar, que estavam na seleção argentina sub-20. Posteriormente, Scaloni foi efetivado no comando da Albiceleste até a Copa América de 2019, tendo Aimar como auxiliar. Sem experiência prévia como treinador, Scaloni foi massacrado pela mídia, a ponto do ídolo máximo do país, Diego Maradona, falar que o ex-lateral não tinha capacidade para orientar o trânsito.

2019, o ano-chave da mudança 

Veio, então, a Copa América. Dos 23 jogadores que estiveram na Rússia, eram somente 10 remanescentes: o goleiro Franco Armani, os laterais-esquerdos Nicolás Tagilafico e Marcos Acuña, o zagueiro Nicolás Otamendi, os meias Roberto Pereyra e Giovani Lo Celso e os atacantes Ángel Di Maria, Paulo Dybala, Sérgio Aguero e Messi.

Para outros nove atletas, aquela seria a primeira competição pela seleção principal. Entre eles, o goleiro Juan Musso, os volantes Rodrigo De Paul e Leandro Paredes e o atacante Lautaro Martínez integram o elenco argentino desta Copa. Já De Paul, Paredes e Lautaro foram campeões mundiais em 2022, assim como outros três estreantes de 2019: os zagueiros Juan Foyth e Germán Pezzella e o meia Guido Rodrigues.

A trajetória na Copa América foi sofrida. Na estreia, derrota por 2 a 0 para a Colômbia na Arena Fonte Nova, em Salvador. Depois, empate por 1 a 1 com o Paraguai no Mineirão, em Belo Horizonte. A vitória por 2 a 0 sobre o Catar na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, classificou a Argentina para as quartas de final. No Maracanã, novo triunfo por 2 a 0, desta vez sobre a Venezuela.

Os argentinos deixaram o Rio de Janeiro e retornaram a Belo Horizonte para encarar o Brasil. Apesar da melhor atuação do time no torneio, eles não resistiram à Amarelinha, que ganhou por 2 a 0 – os atacantes Gabriel Jesus e Roberto Firmino balançaram as redes.

Após o jogo, houve muita reclamação dos hermanos com relação à arbitragem, alegando falta na origem do segundo gol brasileiro, o que acarretaria em um pênalti a favor dos argentinos. O porta-voz da revolta, para surpresa de muitos, foi Messi, outrora criticado por uma suposta passividade enquanto capitão. Sem papas na língua, o craque chegou a falar em “armação” para que o Brasil vencesse aquela Copa América.

A Argentina terminou o torneio em terceiro, após a vitória por 2 a 1 sobre o Chile, na Arena Corinthians, em São Paulo, em duelo marcado pela expulsão de Messi, após discussão com o zagueiro Gary Medel. Apesar de mais um ano sem títulos desde a conquista da Copa América de 1993, no Equador, o apoio do elenco – principalmente do camisa 10 – foi crucial e Scaloni seguiu à frente da seleção.

“Nós criamos um grupo a partir da união e quero que nos fortaleçamos cada vez mais. Chegar ao terceiro lugar era o mínimo que poderíamos fazer. Este grupo pode mais e dará muito mais frutos”, projetou o técnico, na entrevista coletiva que concedeu após o duelo contra o Chile.

Scaloneta sem freio

Scaloni não estava errado. Dois anos depois, em nova Copa América no Brasil, realizada em meio à pandemia da covid-19, uma versão mais entrosada e letal da seleção argentina foi além. O passe de De Paul, que o lateral Renan Lodi não conseguiu cortar, encontrou Di Maria, que encobriu o goleiro Ederson para fazer o gol que decretou o fim do jejum de 28 anos sem conquistas. Mais do que isso: o primeiro título de Messi pela Albiceleste.


Argentina comemora vitória no Maracanã
Argentina comemora vitória no Maracanã
Lionel Messi faturou o primeiro título com a seleção argentina na Copa América de 2021, no Brasil, que derrotou a Amareliinha por 1 a 0 no Maracanã  – Copa América/Divulgação

O feito evidenciou que aquela Argentina era diferente da que fracassou em finais consecutivas, como as da Copa de 2014, no Brasil, e das Copas América de 2015 (Chile) e 2016 (Estados Unidos). Aliás, a “nova” Albiceleste, simbolizada por uma camioneta dirigida por Scaloni com os jogadores a bordo, ganhou o apelido de “Scaloneta”.

Era uma seleção, enfim, com um goleiro confiável (Dibu Martínez). Uma defesa consistente, que manteve veteranos históricos, como Otamendi e Tagliafico, mas trouxe novidades como o lateral-direito Nahuel Molina e os zagueiros Cristian Romero e Lisandro Martínez.

Um meio-campo com jogadores que se multiplicavam – e ainda o fazem – como Paredes e De Paul, para Messi se preocupar apenas com as ações ofensivas e não em também ser armador. E, claro, a revolução do próprio camisa 10. Líder, leve, mais letal do que nunca e, neste momento, o artilheiro máximo da história das Copas, com 21 gols.

Os números escancaram a transformação de Messi na “Scaloneta”. Até 2018, ele tinha 65 gols em 127 jogos pela Argentina. Em média, uma bola na rede a cada duas partidas (0,51). Nenhum título. De 2019 para cá, o craque esteve em 71 confrontos da Albiceleste, marcou 60 vezes – quase uma por atuação (0,84) – e levantou quatro taças: duas Copas América (2021 e 2024), uma Finalíssima (2022, decisão contra a Itália, campeã da Eurocopa) e a maior delas: a da Copa de 2022.

O Mundial do Catar, aliás, ressaltou a nova mentalidade argentina. A surpreendente derrota para a Arábia Saudita, por 2 a 1, na estreia, em outro momento, seria acompanhada de crise dentro e fora de campo. O revés encerrou uma sequência de 36 jogos sem derrotas. Eis que Messi – que, oito anos antes, deu adeus à seleção após fracassar em mais uma Copa América, mas voltou atrás – cravou, como se soubesse a glória que o esperava em 18 de dezembro de 2022.

“Que o povo confie em nós, não vamos deixá-los decepcionados”.

Eles, de fato, não deixaram. E querem repetir a dose quatro anos depois.


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As seleções masculina e feminina de vôlei sentado, que disputam o Campeonato Mundial da modalidade em Hanghzou (China), voltam a quadra na madrugada desta terça-feira (14), pelas oitavas de final dos respectivos torneios.

Entre os homens, que buscam um título inédito, o desafio brasileiro será contra o Japão, a partir das 2h30 (horário de Brasília). Já às 3h, as mulheres do Brasil, atuais campeãs, encaram com a Hungria para seguirem na disputa pelo bi.

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As duas equipes estão invictas. A equipe masculina encerrou a participação na primeira fase ao vencer a Croácia por 3 sets a 0 (25/20, 25/21 e 25/14) nas primeiras horas desta segunda-feira (13). A equipe feminina, também na última madrugada, derrotou a França pelo mesmo placar, mas com parciais de 25/12, 25/9 e 25/5.

O Mundial reúne 16 seleções em cada naipe, divididas em quatro chaves de quatro times cada, que jogam entre si. A etapa de grupos serve para definir os confrontos das oitavas de final, pois todos os participantes avançam às oitavas de final.

No masculino, o Brasil foi o primeiro do Grupo C, com três vitórias, seguido por Cazaquistão (dois triunfos), Iraque (um) e Croácia (zero). O Japão, rival das oitavas, ficou em último lugar do Grupo D, passando em branco nas partidas contra Estados Unidos, Ucrânia e Alemanha.

Na disputa feminina, as brasileiras não perderam nenhum set e também atingiram 100% de aproveitamento na liderança do Grupo D, com a Itália em segundo (duas vitórias), a Tailândia em terceiro (uma) e a França em último. As húngaras, adversárias das atuais campeãs, foram as lanternas do Grupo C, sem triunfos sobre Canadá, Japão e Eslovênia.


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 Em meio à contagem regressiva para o reinício do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol, teve clube festejando título no último fim de semana. Na noite de domingo (12), o Palmeiras conquistou a sexta edição da Ladies Cup, torneio amistoso que reúne equipes do país e do exterior. Na final, as Palestrinas venceram o Flamengo por 3 a 1 no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

O triunfo alviverde teve como destaque a meia argentina Lorena Benítez, com dois gols. A lateral Fe Palermo também balançou as redes. Do lado rubro-negro, a meia Mariana descontou, de pênalti.

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O Palmeiras é o primeiro bicampeão da Ladies Cup. Em 2025, quando o torneio foi sediado no Canindé, em São Paulo, o Verdão levantou o troféu ao superar o Grêmio por 4 a 2 na final. O Flamengo venceu a segunda edição da competição amistosa, em 2022.

As duas equipes ainda têm compromissos por outros torneios antes de voltarem as atenções para o Brasileirão Feminino. Neste sábado (18), às 10h30 (horário de Brasília), o Palmeiras enfrenta o São Paulo, na Arena Barueri, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Na próxima segunda-feira (20), às 19h, o Flamengo encara o 3B da Amazônia no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Três dias depois, em 24 de julho, uma sexta-feira, as Meninas da Gávea voltam a campo pelo Brasileirão, outra vez no Luso-Brasileiro, para medir forças com o Grêmio, às 18h. No dia 25, um sábado, as Palestrinas duelam com o Mixto no Dutrinha, em Cuiabá, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

Os jogos valem pela 13ª rodada da competição. O torneio foi interrompido devido à Copa do Mundo masculina, em Estados Unidos, México e Canadá.

Alviverdes e rubro-negras estão separadas por cinco pontos. O Palmeiras é o vice-líder, com 27 pontos, enquanto o Flamengo está em quinto, com 22. Os dois estão na zona de classificação às quartas de final, que reúne os oito times mais bem colocados.