Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.


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A partir desta segunda-feira (13), motoristas podem lançar mão de um aplicativo (app) para conferir a avaliação da qualidade de postos de combustíveis espalhados pelo Brasil. É possível também denunciar irregularidades.

A plataforma “ANP com VC – Postos” foi lançada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão público que regulamenta e fiscaliza o mercado de combustíveis no país, da produção até a comercialização final.

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A plataforma pode ser acessada neste endereço e depois baixada no aparelho de telefone celular.

Pelo app o consumidor pode buscar informações de postos próximos a ele ou navegar por um mapa virtual.

Nota de 0 a 5

Todos os postos recebem notas de zero a cinco, que levam em conta o histórico de fiscalizações da ANP recebidas pelo estabelecimento nos últimos cinco anos.

As vistorias da agência avaliam questões como qualidade do combustível, se a quantidade fornecida pelas bombas é acurada e se há registro de prática de preços abusivos. Quanto mais recente uma possível punição, maior o peso negativo na nota final.

Para facilitar a visualização no modo mapa, os postos recebem cores relacionadas às notas, com graduação do vermelho (nota zero) ao verde (nota cinco 5).

Pelo próprio app, o motorista pode fazer denúncia diretamente à ANP, caso perceba indício de irregularidades na qualidade ou de preço abusivo.

O aplicativo fornece informações dos estabelecimentos, como endereço, CNPJ, quantas fiscalizações já recebeu, resultado das vistorias e qualidade das amostras analisadas. É possível também saber qual empresa fornece o combustível vendido pelo posto.  

De acordo com a ANP, a informação traz maior transparência, “já que mesmo postos que exibem marca comercial de uma distribuidora podem vender produto de outro fornecedor, como de uma usina de etanol, de transportador-revendedor-retalhista (TRR) ou mesmo de outra distribuidora, desde que informado de forma clara ao consumidor”.


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A confiança dos empresários da indústria brasileira atingiu, em julho, o menor nível desde o auge da pandemia de covid-19. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 2,3 pontos em relação a junho, passando de 46,7 para 44,4 pontos, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (13) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Com o resultado, o indicador permanece há 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. Trata-se da segunda maior sequência de pessimismo da série histórica, atrás apenas do período de recessão econômica entre 2015 e 2016.

Pessimismo prolongado

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Para a CNI, a permanência do índice em nível negativo por um período prolongado pode impactar diretamente a atividade industrial.

Segundo o gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, a persistência do pessimismo tende a reduzir o ritmo da produção, frear investimentos e afetar o mercado de trabalho.

“Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”, afirmou Azevedo em nota.

Expectativas menores

Os dois componentes que formam o Icei registraram queda em julho.

O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, indicando que os empresários avaliam que o ambiente de negócios e a economia estão piores do que há seis meses.

O Índice de Expectativas caiu 3,1 pontos, para 45,8 pontos, registrando o maior recuo desde novembro de 2022. Com isso, o otimismo em relação às próprias empresas perdeu força, enquanto a percepção sobre a economia brasileira tornou-se ainda mais negativa.

Cenário externo

De acordo com a CNI, a deterioração das expectativas está ligada ao aumento das incertezas no cenário internacional.

Entre os fatores apontados estão o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fatores que elevaram a percepção de risco entre os empresários.

“A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avaliou Marcelo Azevedo.

Como funciona

O Icei varia de zero a 100 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança dos empresários industriais, enquanto índices acima desse patamar sinalizam confiança.

Para a edição de julho, a CNI ouviu 1.118 empresas entre os dias 1º e 7 de julho, sendo 442 de pequeno porte, 411 de médio porte e 265 de grande porte.

 


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A Polícia Militar, por meio do 41º BPM (Irajá), fez operação na manhã desta segunda-feira (13), no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte do Rio de Janeiro, para reprimir os roubos de cargas e de veículos registrados na região, além de promover a retirada de barricadas. Três ônibus foram usados como barricadas.

A Secretaria Municipal de Educação informou que, no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, 19 unidades escolares foram impactadas.

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“Durante o ingresso das equipes na comunidade, criminosos utilizaram ônibus para bloquear vias de acesso e atearam fogo em objetos usados como barricadas. De imediato, equipes policiais foram deslocadas para os locais com o objetivo de desobstruir as vias e restabelecer a circulação de veículos na região”, disse a Polícia Militar.

Os policiais também atuaram na busca por veículos roubados ou clonados que possam estar sendo utilizados na prática de delitos.


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Desde 1990, na Itália, uma Copa do Mundo não reunia, nas semifinais, quatro campeões mundiais. Somadas, as seleções de Argentina (três), França (dois), Espanha e Inglaterra (um cada) acumulam sete títulos. Ou seja: representam cerca de um terço das conquistas de 22 edições do evento.

O primeiro finalista será conhecido nesta terça-feira (14), no duelo entre franceses e espanhóis. A bola rola a partir de 16h (horário de Brasília), em Dallas. Na quarta-feira (15), argentinos e ingleses medem forças no mesmo horário, em Atlanta, também nos Estados Unidos.

Semi de gigantes

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Nas semifinais de 36 anos atrás, Argentina e Inglaterra também estavam lá. Os hermanos, campeões em 1986 e com dois títulos à época, tiveram pela frente a Itália, anfitriã que buscava o tetra. Em Nápoles, onde Diego Maradona foi ídolo, melhor para a Albiceleste (“alviceleste”, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), que venceu nos pênaltis, por 4 a 3 após empate por 1 a 1 com bola rolando.

Os ingleses chegavam a uma semifinal pela primeira vez desde o único título do país, em 1966. Do outro lado, estava uma Alemanha “ainda” Ocidental – a reunificação ocorreu três meses depois da Copa – que mirava a terceira final de Mundial seguida, algo inédito na época. O resultado foi o mesmo do outro confronto, mas a favor dos alemães, que viriam a ser tricampeões.

Dá até para dizer que as semifinais de 1990 foram as mais “pesadas”. Se o quarteto de 2026 engloba 32% dos 22 títulos mundiais, o da Copa na Itália representava mais da metade das conquistas: oito das 13 edições anteriores. As ausências eram somente Brasil (três) e Uruguai (dois).

Desgaste dos hermanos

Das seleções que seguem na briga pelo título em 2026, as que tiveram caminho menos tortuoso na fase eliminatória foram justamente as que vão a campo terça. É que França e Espanha conseguiram chegar às semifinais sem precisar de prorrogação ou pênaltis.

Os franceses tiveram 282 minutos de bola rolando contra Suécia (3×0), Paraguai (1×0) e Marrocos (2×0). Os espanhóis estiveram em campo por três minutos a mais, nas vitórias sobre Áustria (3×0), Portugal (1×0) e Bélgica (2×1).

Vale lembrar que os Bleus (“Azuis”, na tradução do francês, como é conhecida a seleção do país) levaram menos tempo que a Espanha para construir os respectivos triunfos. A Fúria (apelido do time espanhol) teve que sofrer até os instantes finais para chegar aos gols da classificação nas oitavas e nas quartas de final, ambos marcados pelo meia Mikel Merino.

A Inglaterra venceu a República Democrática do Congo (2×1) e o México (3×2) no tempo normal, mas teve de ir à prorrogação para desclassificar a Noruega (2 a1). Foram 327 minutos em campo. Quase um tempo a menos que os argentinos, que precisaram de 364 minutos para eliminar Cabo Verde (3 a 2), Egito (3 a 2) e Suíça (3 a1). Apenas a vitória sobre os egípcios não teve prorrogação.

Melhores do mundo

Curiosamente, a Argentina foi a seleção que enfrentou os adversários teoricamente menos complicados da fase eliminatória. Considerando o ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Albiceleste venceu as seleções número 67 (Cabo Verde), 29 (Egito) e 19 (Suíça) da lista de 11 de junho, a última antes da Copa.

A Inglaterra teve pela frente adversários que ocupavam o 46º (República Democrática do Congo), o 14º (México) e o 31º (Noruega) lugares. A França superou seleções que apareciam na 38ª (Suécia), 41ª (Paraguai) e 7ª (Marrocos) colocações. Por fim, a Espanha foi quem encarou rivais mais bem posicionados: 24º (Áustria), 5º (Portugal) e 9º (Bélgica).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Aliás, é a primeira vez que os semifinalistas figuram nas quatro primeiras colocações do ranking da Fifa, criado em dezembro de 1992. Antes da Copa, a Argentina liderava a lista, mas foi ultrapassada pela França, que ganhou duas posições durante a competição. A Espanha caiu de segundo para terceiro, também ao longo do Mundial. A Inglaterra não saiu do quarto lugar.

Entre os “sobreviventes”, a Espanha é quem ficou mais tempo na liderança do ranking. Foram 2.154 dias na ponta, a maior parte entre 2008 e 2013, período em que a Fúria foi bicampeã europeia (2008 e 2012) e venceu a Copa de 2010.

A Argentina passou 1.697 dias em primeiro desde 1992, enquanto a França é líder pelo 554º dia, sendo que, em 35 deles, esteve empatada com a Bélgica. Entre os semifinalistas, a Inglaterra nunca ocupou o topo. O máximo que os campeões de 1966 alcançaram foi o terceiro lugar, em momentos de 2012 e 2024.


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As chuvas que atingiram a região de Porto Alegre no final de semana fizeram 720 desabrigados em Eldorado do Sul, região metropolitana da capital, segundo informou nesta segunda-feira (13) a Defesa Civil local.

O município foi atingido no sábado (11) por uma tempestade que trouxe ventos fortes e granizo. A prefeitura decretou estado de emergência e as aulas de hoje foram suspensas.

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O temporal deixou 180 casas destelhadas, 10 delas destruída. Também foram derrubados postes e árvores, que interromperam o tráfego local e provocaram ainda o corte do fornecimento de energia e água.

Ainda no final de semana, as autoridades municipais distribuíram colchões, cobertores e roupas para as famílias desabrigadas. Segundo a prefeitura, as casas que foram danificadas ou destruídas serão reconstruídas com recursos dos governos estadual e federal.

Mais chuva e frio

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, há previsão de chuvas intensas a partir do dia 16 de julho no estado. As temperaturas mínimas nos próximos três dias na capital ficarão entre 10ºC e 11ºC, com máximas entre 17ºC (nesta terça) e 24ºC (na quinta).


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Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro reduz a expectativa de inflação no Brasil em 2026. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o ano caiu para 5,16%.

Na semana passada, o mercado projetava uma inflação ligeiramente maior, de 5,30%. Os demais índices projetados pelo boletim para 2026 (PIB, câmbio e Taxa Selic) se mantiveram estáveis.

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Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos bens e serviços produzidos no país), o mercado projeta crescimento de 1,99% em 2026, pela segunda semana consecutiva. Para 2027 e 2028, o crescimento projetado pelo mercado está em 1,65% e 2%, respectivamente.

Ao final de 2026, a expectativa é de que o dólar esteja cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as cotações projetadas estão em R$ 5,28 e R$ 5,34.

Taxa Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela terceira semana consecutiva.

A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é de 14,25%. Com isso, há expectativas de, pelo menos, uma redução na atual taxa até o final do ano.

A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.

De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano.

De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.

Copom

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país – o que acaba por estimular a atividade econômica.

Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a diminuir os controles sobre a inflação.

Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais alto, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa. Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que contêm demandas aquecidas na economia.

Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

IPCA

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços dos alimentos tiveram a primeira queda desde novembro de 2025, ajudando a inflação oficial a fechar o mês de junho em 0,16%.

O resultado mensal do IPCA é o menor desde outubro de 2025. Os dados de junho mostram que a inflação perdeu força pelo quarto mês seguido.

Em maio, o índice era de 0,58%. Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima da meta do governo de até 4,5%, mas abaixo do acumulado até maio, quando era 4,72%. Em junho de 2025, o IPCA foi de 0,24%.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou o mês de junho em 0,14% e acumula 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador interessa a diversas categorias profissionais pois serve de base para cálculo de reajustes salariais.

INPC x IPCA

O INPC é o índice que mede a inflação para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos. Já o IPCA mede a inflação para lares com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.621.


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Um decreto publicado nesta segunda-feira (13) pela prefeitura do Rio de Janeiro proíbe a veiculação de publicidade de plataformas de apostas, as chamadas bets, em espaços públicos da cidade. A proibição atinge locais onde há publicidade exterior, mobiliário urbano e demais locais cuja exploração dependa de autorização, licença, permissão ou concessão do município.

Entre os objetivos do decreto está reduzir a exposição da população, em especial crianças e adolescentes a essas plataformas de apostas.

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A fiscalização ficará a cargo da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF), que determinará a retirada imediata das publicidades irregulares e aplicará as sanções previstas na legislação municipal, como multas.


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A seleção de futebol de Cabo Verde fez história na Copa do Mundo. A menor nação do mundo a disputar a fase de mata-mata no Mundial foi eliminada pela Argentina, nas oitavas de final. Saiu da Copa, mas ganhou reconhecimento mundial e uma imensa torcida no Brasil. Em uma parceria inédita da TV Brasil e da teleSUR, o Caminhos da Reportagem conta essa história e mostra o que há de comum entre Cabo Verde e Brasil.  O programa vai ao ar nesta segunda-feira (13/07), às 23h, na TV Brasil.  

“A maioria dos cabo-verdianos torce pelo Brasil na Copa do Mundo e, desta vez, temos a nossa própria seleção. Há muito tempo que nós já descobrimos o Brasil e é bom que nesta Copa o Brasil redescubra Cabo Verde”, afirma o presidente do país, José Maria Neves.  

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As equipes de reportagem da teleSUR, com o repórter André Vieira, e da TV Brasil, com o repórter cinematográfico Rogerio Verçoza e o auxiliar Alexandre Sousa, chegaram à cidade de Praia, capital de Cabo Verde, alguns dias antes da estreia da seleção. Encontraram o país em clima de Copa, e o amor dos cabo-verdianos pelo futebol estava nas ruas e nos sorrisos dos torcedores. “Nos óra dja txiga”, em crioulo cabo-verdiano, quer dizer: “a nossa hora já chegou”.

Cabo Verde é um arquipélago na África formado por 10 ilhas, a menos de quatro horas em voo direto do Recife até Praia, capital do país. Existem cerca de 2 milhões de cabo-verdianos em todo o mundo, sendo 500 mil no país e 1,5 milhão no exterior. Metade da atual seleção de futebol é formada por cabo-verdianos nascidos em outros países.

“Somos dez ilhas, mas nós dizemos que somos onze ilhas, porque a décima primeira ilha é a nossa imigração, a nossa diáspora, que é uma diáspora grande nos Estados Unidos, Portugal, França, Holanda, Luxemburgo”, explica Mario Semedo, presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol.  

A equipe acompanhou em Cabo Verde a estreia da seleção contra a Espanha. Por lá, cada defesa do goleiro Josimar José Évora Dias, o Vozinha, era celebrada como um gol. O empate em 0 a 0 foi uma conquista histórica, e Vozinha ganhou milhões de seguidores nas redes sociais e foi um dos destaques deste Mundial. Em entrevista gravada no dia seguinte à estreia, Vozinha falou sobre a emoção que estava sentindo e os desafios que os jogadores enfrentam no seu país.

“Em Cabo Verde as dificuldades são muitas, as condições são muito poucas, os materiais esportivos são escassos. Eu sempre consegui ajudar, mesmo tirando luvas das minhas ou mesmo comprando.”

Os profissionais acompanharam também junto aos cabo-verdianos os jogos contra Uruguai, África do Sul e Argentina. O repórter André Vieira viu de perto a chegada dos jogadores a Cabo Verde, num dia 5 de julho, dia da Independência do país, conquistada em 1975.  

“A gente fala muito do Vozinha. Realmente, ele se destacou de uma forma inacreditável nessa Copa. Mas vamos falar desse treinador também, o Bubista? Vamos falar de toda essa equipe, falar dessa equipe técnica, falar desses jogadores que não entraram em campo nem por um minuto, mas que estiveram até o fim lá, criando essa corrente, alimentando essa correnteza que foi a entrada e o tempo que Cabo Verde permaneceu na Copa?”, indaga a cantora e compositora cabo-verdiana Mayra Andrade, para quem o time dos “Tubarões Azuis” deu uma lição de humildade e resiliência ao mundo.  

Zé-Di-Nhana, integrante da primeira seleção do país, em 1978, antes de ela ser conhecida como “Tubarões Azuis”, relembra a história enquanto caminha pela comunidade da Várzea, que não é só a comunidade que viu nascer a seleção, mas que originou grandes jogadores, como ele. Reconhecido nas ruas, ele é considerado o “Pelé de Cabo Verde”. “Pensávamos que íamos aventurar, mas a aventura tem de ser sem medo. O que nós fizemos foi bom. Porque o Cabo Verde está no Mundial.” 

A classificação para as quartas de final na Copa do Mundo não veio, assim como para o Brasil. O que permanece é o legado e a história dos “Tubarões Azuis”. E, com eles, o convite para que os brasileiros descubram Cabo Verde e se reconheçam na música, no futebol, nas belezas naturais e na “morabeza”, palavra em crioulo que traduz o jeito acolhedor que o cabo-verdiano tem de receber quem vem conhecer o país. 

Ficha Técnica

Reportagem: André Vieira, correspondente da teleSUR 
Produção: André Vieira e Cintia Vargas 
Reportagem cinematográfica: Rogerio Verçoza 
Auxílio técnico: Alexandre Souza 
Edição de texto: Cintia Vargas e Flávia Lima 
Edição e finalização de imagem: André Eustáquio e Marcio Stuckert 
Artes: Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia    

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A brasileira Luisa Stefani, sétima melhor do mundo, e a parceira canadense Gabriela Dabrowski, terceira colocada, foram vice-campeãs neste domingo (12), no torneio de Wimbledon, evento de tênis mais tradicional do mundo.

Elas perderam na final para a francesa Kristina Mladenovic e a chinesa Hanyu Guo, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/5.

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Essa foi sua primeira final de dupla feminina em um Grand Slam e ela se tornou a primeira brasileira na Era Aberta (pós 1968) a fazer uma final da modalidade no torneio mais tradicional do tênis. Além disso, ela é a primeira a chegar na final desde Maria Esther Bueno, em 1967.

Na próxima atualização do ranking, nesta segunda-feira, Stefani será a quarta melhor do mundo. Entre as duplas, Luisa e Dabrowski serão a segunda melhor da temporada, atrás apenas da norte-americana Taylor Townsend e da tcheca Katerina Siniakova.

Em 2025, elas somam três títulos, com os canecos do WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes, do WTA 500 de Estrasburgo, na França, e do WTA 250 de Eastbourne, na Inglaterra. Ainda somam semifinais do Australian Open e Roland Garros, além de semis no Miami Open e em Doha.

“Foi uma temporada de grama incrível para nós, nossa primeira temporada de grama. Foi muito divertido jogar com a Gaby na grama. Temos um estilo bem divertido para jogar nesse piso. Hoje não fomos boas o bastante, não estávamos afiadas o suficiente, não conseguimos pegar as oportunidades e crédito para nossas adversárias que jogaram uma grande partida. Parabéns para elas”, disse Luisa.