Autor: Clayton Lima

Uma pessoa apaixonada por esportes, que aprecia a energia e a conexão que eles proporcionam. Fã de praias, encontra inspiração e serenidade nas paisagens litorâneas. Leitor dedicado, com interesse por clássicos literários, como Dom Casmurro, obras contemporâneas, como O Código Da Vinci, e textos que exploram temas fascinantes, como a "Origem da Vida". Sempre buscando cativar as pessoas, compartilhando experiências e reflexões que tocam e inspiram.


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Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), morreu nesta sexta-feira (6), em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela defesa dele.

Mourão estava internado no centro de terapia intensiva (CTI) do Hospital João 23 desde a última quarta-feira (4), após tentativa de suicídio na prisão. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, havia suspeita de morte cerebral.

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Em nota, o advogado de Mourão, Robson Lucas, informou que o quadro clínico de Mourão se agravou e que o óbito foi declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado por volta das 10h do mesmo dia.

Entenda

Na manhã da última quarta-feira, Mourão foi levado para a carceragem da PF na capital mineira após cumprimento do mandado de prisão emitido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a corporação, o investigado atentou contra a própria vida e foi reanimado por policiais responsáveis pela custódia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e Mourão foi encaminhado para o hospital.

De acordo com as investigações, Mourão atuava como ajudante do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, que também foi preso na quarta-feira durante operação da PF.

Sicário, como era chamado pelo empresário, seria responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro.

Centro de Valorização da Vida

Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, é importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

*Colaborou André Richter


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Eram 3h40 da manhã quando uma trabalhadora venezuelana, grávida de oito meses, em um frigorífico da MBRF, em Lucas do Rio Verde (GO), teve dores, tontura e falta de ar. Chegou a ser impedida de sair pela chefia sob o pretexto que prejudicaria a produção, segundo divulgou a Justiça do Trabalho. O resultado é que ela entrou em trabalho de parto na portaria da empresa e as filhas gêmeas não sobreviveram.  

Quase dois anos depois daquele 23 de abril de 2024, um acordo judicial firmado nesta semana entre a empresa e o Ministério Público do Trabalho (MPT), diante da juíza Priscila Assunção Lopes Nunes, da Vara do Trabalho da cidade, garante que gestantes devem trabalhar afastadas de ambientes com excesso de ruído (acima de 80 decibéis)

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Segundo apurou o MPT, na empresa, foram detectados ambientes nos frigoríficos com 93 decibéis. Incidências de abortos ou ameaças de aborto eram, segundo a procuradora Priscila Dibi Schvarcz, do MPT, em entrevista à Agência Brasil, relacionados à exposição de trabalhadoras a ruídos acima do nível máximo.

144 ocorrências

O caso, ocorrido há dois anos com a trabalhadora venezuelana, não foi isolado. Um levantamento da procuradoria identificou 144 ocorrências de aborto ou ameaça de aborto relacionados a 116 trabalhadoras. 

Houve ainda 71 atestados médicos referentes ou agravados pela exposição ao ruído intenso, incluindo hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e insuficiência de crescimento fetal.

Mudança de ambiente

Com o acordo celebrado nesta semana, a empresa se comprometeu a realocar imediatamente todas as gestantes expostas a níveis de ruído iguais ou superiores a 80 decibéis em setores com exposição comprovadamente inferior a esse limite, sem redução de remuneração, benefícios ou direitos trabalhistas.

“Nós requisitamos uma série de documentos de saúde e segurança que foram analisados para que nós pudéssemos avaliar a situação da empresa”, afirmou a procuradora. 

O trabalho dentro de unidades frigoríficas inclui o frio, atividades repetitivas, risco ergonômico e carregamento de peso, por exemplo. Os ruídos, segundo a pesquisadora, causam até efeitos além do auditivos, como problemas cardiovasculares, neurológicos e metabólicos. Além disso, estariam expostas a agentes químicos e biológicos.

A procuradora Priscila Schvarcz atua em um projeto nacional de fiscalização do trabalho em frigoríficos pelo MPT desde 2018. Ela explica que há outras ações em outros frigoríficos pelo país. Somente no ano passado, o MPT firmou termos de ajustamento de conduta com outras cinco empresas frigoríficas.

“Essas empresas se comprometeram em adequar a conduta nesse aspecto, afastando as gestantes de ambientes com ruído. É uma situação de risco e de vulnerabilidade (para as mulheres)”.

Prevenção

A procuradora aponta que existem estudos que relacionam a perda auditiva fetal à exposição ao ruído no ventre materno. “Por isso, essa atuação do MPT funciona como prevenção”. Ela destaca que em ambientes de frigorífico que ela já visitou, particularmente de abate de aves, há uma quantidade mais expressiva de trabalhadoras mulheres. 

Os acordos e as decisões da Justiça, segundo entende Priscila Schvarcz, ajudam a criar uma conscientização sobre direitos profissionais na categoria. Inclusive, ela identifica que empresas do ramo de alimentação chegam a recrutar profissionais com baixo nível de instrução em cidades das redondezas e em vulnerabilidade que conhecem menos os direitos.  

Pedido de demissão

Outro contexto que os procuradores do MPT perceberam é que mulheres trabalhadoras do ramo costumam extinguir o vínculo após o nascimento dos filhos. Isso porque a jornada de trabalho começa por volta de 3h da manhã. 

“Essas características do setor tornam inviável às mães retomar as atividades porque elas não têm onde deixar a criança. Outra característica do setor é que há muitas trabalhadoras que não moram no município onde está instalado frigorífico”.

Nesses casos, o que se prevê é que a empresa disponibilize locais para a guarda dos filhos sob vigilância durante o período de trabalho para garantir que a mãe possa amamentar.

“A lei garante a essas mães que estão amamentando dois intervalos de 30 minutos durante a jornada de trabalho”. Segundo a representante do MPT, a maioria das mulheres não sabia que tinha esse direito.

Em geral, os contratos de trabalho dessas trabalhadoras são de 48 horas semanais a serem cumpridos em cinco dias. “Jornadas longas, trabalhos pesados e monótonos que exigem um elevado nível de concentração. É muito rápida a linha de produção executando uma mesma tarefa e um mesmo tipo de corte. Então é preciso prestar atenção o tempo inteiro”, diz a procuradora.

“O que a gente percebe é que a mulher paga um preço ao escolher ter uma família.”

O MPT explicou que a empresa se comprometeu com programa específico de gestão em saúde para gestantes, incluindo a busca ativa para identificação do estado gestacional, avaliação imediata dos riscos do posto de trabalho, realocação obrigatória diante de qualquer agente nocivo não neutralizado, acompanhamento médico multidisciplinar durante todo o período gestacional e capacitação contínua de lideranças.

Além disso, o acordo prevê atendimento presencial obrigatório por médico ou enfermeiro do trabalho antes de qualquer liberação e fornecimento de veículo exclusivo para transporte emergencial com disponibilidade de 24 horas por dia, em todos os turnos

O descumprimento de cláusulas pode gerar multa de R$ 50 mil por irregularidade constatada, além de R$ 20 mil por trabalhadora prejudicada. Os valores devem ser revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou ao Fundo de Direitos Difusos (FDD).

Empresa garante que respeita lei

A juíza do trabalho Priscila Assunção Lopes Nunes, da Vara do Trabalho da cidade, destacou que houve disposição das partes em fazer o acordo. 

Em nota à Agência Brasil, a MBRF garantiu que segue a “legislação vigente” e que garante o uso de equipamentos de proteção individuais para a equipe. 

A assessoria da empresa ainda argumentou que, conforme avaliação médica e com os atestados apresentados, não foi identificada correlação entre os casos citados no processo e as atividades desempenhadas. 

A empresa informou que vai apresentar defesa diante da ação do MPT e argumentou que tem um “programa estruturado de acompanhamento às gestantes, desde 2017”. 

“Esse acompanhamento incluiria suporte médico, adequações de função de acordo com a etapa gestacional e monitoramento contínuo”. Já teria havido prestação desse serviço a mais de 13 mil colaboradoras.


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O prazo para que 102 candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2025 confirmem o interesse nas vagas imediatas para as quais foram convocados na sexta-feira (6) terá início às 10 horas (horário de Brasília) deste sábado (7) e terminará às 23h59 de segunda-feira (9).

A manifestação individual de interesse na vaga deve ser feita pelo candidato convocado exclusivamente na Página de Acompanhamento no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela execução do concurso.

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É preciso ter a senha da plataforma Gov.br. O sistema permite apenas um registro por rodada de convocação, sem possibilidade de alteração posterior, mesmo dentro do prazo. 

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avisa que após o encerramento do sistema, não será possível registrar a confirmação do interesse na vaga.

Etapa necessária

A etapa de confirmação do interesse na vaga é necessária para o candidato permanecer habilitado para as próximas etapas do concurso, por exemplo, iniciar o curso de formação do cargo e a futura nomeação.

Porém, a confirmação de interesse não significa nomeação automática para assumir a vaga do certame. É preciso cumprir as demais fases do concurso.

Já a ausência de manifestação eliminará o candidato da concorrência para aquele cargo específico e para os de menor preferência, permanecendo apenas na disputa por eventuais cargos de maior preferência, se houver.  

Convocação

Os 102 candidatos que podem manifestar interesse na vaga de preenchimento imediato neste sábado foram convocados um dia antes pelo Ministério da Gestão.

A lista com os nomes dos convocados foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (6), no edital 3/2026.

O candidato também poderá fazer a consulta individual na Página de Acompanhamento.

A convocação ocorre sempre para um único cargo por rodada, ou seja, aquele para o qual a pessoa passa a figurar como classificada em vaga imediata após a atualização das listas.

A nova convocação considera a ordem de preferência indicada pelo candidato no momento da inscrição e as regras estabelecidas em edital da segunda edição do CNU.

Passo a passo

A convocação pura e simples do candidato aprovado não é garantia de permanecer na disputa pelo cargo do concurso unificado.

O MGI avisa que apenas entrar na plataforma não configura manifestação da vontade. É indispensável o registro formal da decisão de interesse pela vaga diretamente na plataforma da seguinte forma:

  • Acesse o site do CNU 2025 da FGV
  • Entra na Página de Acompanhamento
  • Digite os dados da conta da plataforma Gov.br;  
  • Verifique o cargo convocado
  • Confirme se tem ou não interesse no cargo 
  • Conclua todas as etapas até a finalizar o registro.

Em caso de dúvidas, consulte o site oficial de respostas a perguntas frequentes.

Fluxo de convocações

Com as confirmações, a administração pública tem uma indicação mais clara de que quem quer assumir o cargo, o que pode acelerar a chamada dos próximos classificados. Isto porque as vagas não confirmadas serão ofertadas na rodada seguinte.

Segundo o MGI, o modelo de convocações sucessivas mantém ritmo de preenchimento das vagas de preenchimento imediato.

No dia 16 de março sai no Diário Oficial da União e no site da FGV a divulgação das classificações finais em vagas imediatas e lista de espera.

Ausência de manifestação 

Se o candidato convocado pelo MGI informar não ter interesse na vaga imediata da segunda edição do CNU ou não acessar o sistema da FGV dentro do prazo (23h59 de 9 de março) este candidato será considerado ausente de manifestação.

Nessas situações, o aprovado será eliminado da concorrência para aquele cargo específico da convocação e para os demais, de menor preferência, permanecendo apenas na disputa por eventuais cargos de maior preferência, se houver.  

A falta de interesse na vaga pode alterar significativamente a composição das listas finais de aprovados no CNU 2025.

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. 

Do total de vagas, 3.144 são de nível superior, e outras 508, de nível intermediário. Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

O chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com candidatos de 4.951 municípios. 

As provas foram aplicadas em centenas de municípios de todo o país, em dois dias de 2025. A primeira fase, de provas objetivas, ocorreu em outubro. A segunda, de discursivas, em dezembro.


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Famosa por sediar grandes feiras internacionais, a cidade de Hannover, no norte da Alemanha, será palco, no fim de abril, de uma ampla demonstração de tecnologias industriais desenvolvidas por empresas brasileiras.

A Hannover Messe, a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo, que acontecerá de 20 a 24 de abril, escolheu o Brasil como país parceiro. Representantes de centenas de países são esperados para o evento na cidade de cerca de 550 mil habitantes.

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Essa é a segunda vez que o Brasil alcança esse status. A última vez foi em 1980, justamente quando a Hannover Messe iniciou a prática de escolher países parceiros.

Em uma área com mais de dez pavilhões, expositores e representantes de empresas de diversos países poderão trocar informações, conhecer e apresentar tecnologias, além de fechar negócios.

De IA à energia limpa

A Deutsche Messe AG, organizadora da Hannover Messe, espera a presença de 123 mil pessoas de todas as partes do mundo, além de 3,5 mil expositores de 60 países. Estarão lá companhias como Amazon Web Services (AWS), Bosch, Siemens, SAP, Microsoft, Huawei e Accenture.

A Hannover Messe vai reunir demonstrações de tecnologias relacionadas a inteligência artificial (IA), robótica, automação, digitalização, defesa e descarbonização, com incentivo à energia limpa. Há também ambiente para a troca de informações sobre pesquisas e transferências de tecnologia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler (chefe de governo) da Alemanha, Friedrich Merz, confirmaram presença.

 


Hannover, 05/03/2026 - A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Hannover, 05/03/2026 - A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

País parceiro

Com a parceria, o Brasil terá direito a ocupar pavilhões que somam 2,7 mil metros quadrados. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) ─ vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ─ organiza a participação do país.

Serão 140 expositores brasileiros e uma delegação formada por 300 empresas, como a fabricante de aviões Embraer e a WEG, especializada em motores elétricos. Há espaço também para quase 60 startups ─ empresas de tecnologia com alto potencial de crescimento rápido.

Em um encontro com jornalistas, no fim de fevereiro, para anunciar detalhes da Hannover Messe, o CEO (diretor-executivo) da Deutsche Messe AG, Jochen Köckler, comentou por que o Brasil foi escolhido país parceiro.

“O Brasil é a maior economia da América do Sul. É um país jovem, digital, com empresas muito bem desenvolvidas”, apontou.

Para o organizador, o ambiente colocará em evidência vantagens competitivas do Brasil.

“É mais forte em energias renováveis do que muitos imaginam, tem uma população 20 anos mais jovem que a europeia e que enxerga oportunidades”, citou.

“Todos os esforços devem estar voltados para uma parceria confiável e duradoura e, no fim, bons negócios para todos que estarão aqui”, previu.

 


Hannover, 05/03/2026 - Dr. Jochen Köckler, CEO da Deutsche Messe, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Hannover, 05/03/2026 - Dr. Jochen Köckler, CEO da Deutsche Messe, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Jochen Köckler, CEO da Deutsche Messe, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

Empresas brasileiras

A ApexBrasil foi a responsável pela curadoria de empresas brasileiras representadas na Hannover Messe. A agência de fomento à exportação atuou também na capacitação, especialmente de pequenos negócios, e viabilizou a infraestrutura para expositores brasileiros.

O diretor de operações da ApexBrasil Europa, Alex Figueiredo, avalia a feira como uma forma de ampliar a imagem do país no exterior, na visão dele, muito associada à “agricultura, carnaval e futebol”.

“É uma grande oportunidade de mostrar esse outro lado do Brasil, um Brasil inovador, um Brasil que projeta e fabrica aviões, carros, caminhões, maquinário e software”, diz.

Ele destaca que o país já possui protagonismo em um dos temas de interesse da feira, a transição energética.

“Somos líderes em biocombustíveis. Sabemos que muitos países estão lutando para reduzir emissão de gases do efeito estufa [causadores do aquecimento global] no transporte. O Brasil tem, por décadas, trabalhado com flex fuel, que é uma invenção brasileira”, assinala ele, lembrando que uma multinacional de origem alemã, a Volkswagen, foi a primeira montadora a ter um carro flex no Brasil.

Um dos pavilhões ocupados por expositores brasileiros contará com 30 empresas dedicadas à energia renovável, aos biocombustíveis e à eletrificação.

Para o representante brasileiro, a mensagem que o país passará é a de que “o Brasil está pronto para colaborar, investir e inovar juntos”.

Emprego e renda

Em conversa com a Agência Brasil, a representante regional da ApexBrasil, Márcia Nejaim, assinalou a relação entre inovação e desenvolvimento econômico.

“As empresas que exportam inovam mais, geram empregos com melhores salários e geram mais empregos”, sustenta.

“Na medida que esse círculo virtuoso vai acontecendo, a gente consegue gerar um impacto real na vida do brasileiro, na geração de empregos de boa qualidade e de mais empregos”, conclui.

À plateia de cerca de 100 jornalistas, quase todos estrangeiros, o embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, apresentou o país sul-americano como democracia estável e forte economia emergente.

“Compartilhamos valores, compartilhamos instituições democráticas, assim como os desafios comuns em nossas capacidades industriais, mas também a prontidão para agir juntos para maximizar resultados ganha-ganha para nossas sociedades”, declarou.

 


Hannover, 05/03/2026 - Embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Hannover, 05/03/2026 - Embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

Em conversa com a Agência Brasil, o diplomata classificou a indústria brasileira como de muita criatividade e com grande conteúdo tecnológico.

“Temos uma indústria que vai mostrar ao público, não só o alemão, mas também ao europeu, a sua enorme capacidade de encontrar soluções para diversas áreas”, antecipou.

*O repórter viajou a convite da Deutsche Messe AG, organizadora da Hannover Messe.


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O ataque a uma escola de meninas iranianas, que causou a morte de 168 crianças, marcou o primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no último sábado (28). A tragédia expõe os horrores que o conflito no Oriente Médio pode produzir e seus impactos na vida de menina e mulheres nestes países. 

Uma multidão vestida de preto compareceu ao velório das crianças, ocorrido na terça-feira (3). As imagens das valas abertas para receber os caixões enfileirados, acompanhados por milhares de pessoas, correu o mundo.

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Durante décadas, as violações de direitos humanos no Irã, inclusive contra as mulheres, foram usadas por potências ocidentais para justificar o isolamento internacional de Teerã, alvo de sanções econômicas que contribuíram para fragilizar sua economia

Em nome de uma suposta “libertação” do povo iraniano do regime dos aiatolás, um dos primeiros alvos de EUA e Israel nesta nova ofensiva foi justamente uma escola de educação infantil feminina na cidade de Minab, no sul do país persa. Além das dezenas de meninas mortas, mais de 90 crianças ficaram feridas. O caso aconteceu pela manhã, enquanto as alunas estavam em aula, segundo a agência de notícias.

 

A socióloga Berenice Bento, professora da Universidade de Brasília (UnB) que estuda as relações de gênero no mundo muçulmano, afirma que o ataque revela justamente que a guerra não tem relação com direitos humanos ou democracia.

Em razão do regime do país, as mulheres sofrem uma série de restrições no Irã, como o uso obrigatório do véu (hijab) para cobrir os cabelos, além de impedimentos para viagem e mobilidade, que geralmente precisam de autorização dos pais ou maridos. O desrespeito aos códigos é duramente punido pela chamada polícia da moralidade, ou Patrulha de Orientação da República Islâmica do Irã.

A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que mulheres iranianas lutam há décadas por seus direitos e destaca, em especial, o movimento Mulher, Vida e Liberdade. Ele foi criado em 2022 após a morte da estudante Mahsa Amini, detida em um protesto e espancada pela Patrulha de Orientação,

“Mulheres iranianas organizaram um grande movimento, em 2022, o Mulher, Vida e Liberdade e seguem em luta há décadas. O povo iraniano, os povos árabes, o povo palestino devem decidir seu destino, não os EUA e Israel”, comentou.

A história de luta das mulheres iranianas inclui vítimas de prisões e condenações por sua militância. Uma delas é a advogada e ativista Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023 “pela sua luta contra a opressão das mulheres”.

Narges está atualmente presa no Irã, condenada a 7 anos e meio de reclusão por “conspiração”, segundo seu advogado. Mas, a socióloga Berenice Bento reafirma que a mobilização das mulheres no Irã não pede intervenção externa.

“Quando você analisa as manifestações que aconteceram, nenhuma está dizendo que quer a volta da monarquia, ou que os Estados Unidos  e Israel vá libertá-las. Nunca. O que você tem é uma sociedade que está lutando”, ponderou.

Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações do Mundo Árabe, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), a professora Natália Ochôa explica que há um olhar do mundo Ocidental para a necessidade de salvar a mulher muçulmana que, no episódio da escola, foi o alvo. 

“Mulheres muçulmanas vistas e retratadas como oprimidas e sem capacidade de agência precisariam da salvação de mulheres ocidentais, sendo estas últimas o grande exemplo de liberdade a ser seguido. Ora, se um desses pilares é a educação, por que então logo uma escola de meninas, onde elas são alfabetizadas e aprendem sobre seus direitos, é um dos primeiros espaços a se tornarem alvos desses ataques? Se elas precisam de salvação, por que a última coisa que tem sido feita é salvá-las?”, questiona a pesquisadora em artigo

 


Women react during the funeral of the victims following a reported strike on a school, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Minab, Iran, March 3, 2026. Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. REFILE – REMOVING ATTRIBUTION TO STRIKE
Women react during the funeral of the victims following a reported strike on a school, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Minab, Iran, March 3, 2026. Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. REFILE – REMOVING ATTRIBUTION TO STRIKE
Mulher durante o funeral das vítimas da escola de Minab. – Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA/ Reuters/ Proibido reprodução

Apesar dos problemas da República Islâmica, a especialista pondera que houve avanços sociais nos últimos 47 anos. Dados do Banco Mundial e da Unesco apontam que a alfabetização das mulheres passou de cerca de 30%, nos anos 1970, para cerca de 85%, nos anos 2000.

A participação das mulheres iranianas nas universidades subiu de 33%, na década de 1970, para cerca de 60%, nos anos 2000. Por outro lado, a participação delas no mercado de trabalho segue reduzida, algo em torno de 15% a 20% do total das pessoas empregadas.

Autoria do ataque

O ataque à escola de meninas de Minab foi condenado pela comunidade internacional e o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do ocorrido.

Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

Berenice Bento cita a chamada Doutrina Dahiya, do exército israelense, que se baseia na destruição em larga escala de habitações e estrutura, para argumentar que o ataque deve ter sido intencional.

“Com o ataque à escola, eles estão querendo dizer não vão deixar pedra sob pedra. É destruir tudo. Para que a própria população civil, diante daquela destruição, se coloque contra o poder local. Eles destruíram Gaza inteira para fazer com que a população de Gaza se posicione contra o Hamas”, avaliou.

O nome da doutrina faz referência ao bairro Dahiya, zona densamente povoada de Beirute, no Líbano, onde o Hezbollah tinha uma das suas bases, e que foi amplamente bombardeado por Israel na guerra do Líbano de 2006.

A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), avalia que o ataque às escolas, hospitais e infraestrutura civil em Gaza abriu espaço para novos crimes em outros países do Oriente Médio.Para Misleh, as mulheres da região não precisam ser “salvas”, e sim de apoio e solidariedade.

Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

O jornal norte-americano New York Times (NYT), após analisar imagens de satélites, publicações nas redes sociais e vídeos verificados, indica que a escola foi severamente danificada por ataque de precisão, que ocorreu simultaneamente a ofensivas dos EUA a uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica. 

“As declarações oficiais de que as forças americanas estavam atacando alvos navais perto do Estreito de Ormuz, onde está localizada a base da Guarda Revolucionária Islâmica, sugerem que eles provavelmente foram as responsáveis ​​pelo ataque”, avaliou o NYT.

Levando em consideração a proximidade da escola em relação ao objetivo militar, o major-general português Agostinho Costa avalia que o bombardeio pode ter sido um erro de alvo.

“Já estive em locais submetidos a ataques com mísseis Tomahawk podendo constatar que a margem de erro existe”, comentou o especialista em segurança e geopolítica.

 


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O Brasil busca a parceria de países europeus para a exploração de minerais críticos e terras raras, elementos fundamentais para a transição energética, disse o embaixador brasileiro na Alemanha, Rodrigo Baena Soares.

O diplomata concedeu entrevista coletiva a jornalistas em Hannover, no norte da Alemanha, em um evento de apresentação da Hannover Messe, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, que acontecerá no fim de abril.

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Em um cenário de ligações mais estreitas entre os dois lados do Atlântico, como no Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), os europeus são vistos como “parceiros importantíssimos”, mas a expectativa é que a relação também inclua transferência de tecnologia, para que o Brasil tenha protagonismo na cadeia de produção.

“É muito importante que não tenhamos um esquema tradicional de apenas exportar minerais brutos”, disse Baena no fim de fevereiro.

“É importante que pensemos na agregação de valor no Brasil. Façamos parte da cadeia de suprimentos e tenhamos transferência de tecnologia. Produção no Brasil, mas com a participação das nossas empresas”, defendeu.

 


Hannover, 05/03/2026 - Embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Hannover, 05/03/2026 - Embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

O diplomata reconheceu que o Brasil tem enormes reservas desses elementos estratégicos e ainda não desponta como um dos campeões de extração e refino.

“Temos reservas importantes, sobretudo de terras raras, mas também de outros minerais, e podemos nos beneficiar da tecnologia europeia e, sobretudo, da alemã. Eu já tenho conversado com as autoridades alemãs sobre esse aspecto”, contou.

Elementos estratégicos

Tema de interesse de potências internacionais, os minerais críticos são elementos essenciais para setores estratégicos, como transição energética, tecnologia e defesa.

Entre esses recursos estão minerais como lítio, cobalto, níquel, grafita, cobre, manganês, nióbio e as terras raras (grupo específico de 17 elementos químicos).

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil desponta como o maior detentor global de reservas de nióbio (94%), segundo maior de grafita (26%) e tem a terceira maior reserva mundial de níquel (12%).

Em relação às terras raras, o país concentra 23% das reservas mundiais.

Esses elementos são usados para melhorar a eficiência de diversos produtos de alta tecnologia e de energia limpa, com aplicação em turbinas eólicas e motores elétricos, por exemplo, além do uso em equipamentos aeroespaciais, como satélites, foguetes e mísseis.

No entanto, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, enquanto a produção desses elementos cresce, o Brasil caminha no sentido contrário em muitos dos minerais estratégicos.

 


Brasília (DF), 03/10/2025 - Impactos da exploração de lítio em MG.
Foto: Gil Leonardi/Agência Minas
Brasília (DF), 03/10/2025 - Impactos da exploração de lítio em MG.
Foto: Gil Leonardi/Agência Minas
Lítio extraído em Minas Gerais Foto: Gil Leonardi/Agência Minas 

Hannover Messe

A Hannover Messe, que acontecerá de 20 a 24 de abril, terá neste ano o Brasil como país parceiro. Será uma oportunidade para cerca de 140 expositores brasileiros levarem à Europa tecnologias e inovações industriais.

O evento receberá representantes de centenas de países na cidade de cerca de 550 mil habitantes.

“Vamos fazer um evento paralelo sobre minerais críticos, mostrar as potencialidades do Brasil também nessa área”, antecipou o embaixador brasileiro.

 


Hannover, 05/03/2026 - A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Hannover, 05/03/2026 - A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

Acordo Mercosul e UE

O representante diplomático ressaltou o fato de a feira internacional acontecer no momento em que o acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos caminha para implementação.

Baena Soares considera que a participação na Hannover Messe e a busca por parcerias com europeus é “um sinal muito importante para o mundo de que o multilateralismo ainda se faz presente”.

“Temos certeza de que isso [o acordo] vai fazer com que essa mensagem seja muito clara para o mundo, de que ações unilaterais e protecionismo não são a resposta adequada para os desafios do mundo de hoje”.

A conclusão do tratado, assinado em janeiro, aconteceu durante vigência do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, que passou a sobretaxar produtos importados que desembarcam no território americano, alegando defesa da economia nacional.

No último dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão de Trump de taxar compras internacionais. O presidente americano reagiu impondo tarifa de 10% a diversos países.

Implementação lá e cá

No começo de março, o Senado brasileiro aprovou os termos do acordo que cria a zona de livre comércio com os mais de 720 milhões de habitantes da Europa. Além do Brasil, o bloco sul-americano é formado por Argentina, Paraguai e Uruguai.

No lado europeu, ainda há resistências de alguns países, como a França, mas a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, decidiu aplicar provisoriamente o tratado.

O Mercosul se comprometeu a zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus que chegam à América do Sul, em até 15 anos. A União Europeia terá que eliminar tarifas sobre 95% dos bens comprados do Mercosul, em até 12 anos.

Enquanto alguns países europeus se mostraram contrários ao tratado com o Mercosul, a Alemanha é uma das defensoras do acordo.

Para o embaixador, “os setores agrícola e industrial no Brasil vão ganhar com esse acordo em diferentes aspectos”.

A Hannover Messe é organizada pela Deutsche Messe AG. O CEO (diretor-executivo) da companhia, Jochen Köckler, aponta o acordo como chance de “realmente” criar uma área de livre comércio.

“É um momento fantástico. Se você observar como os Estados Unidos estão agindo com tarifas e como outros países estão se posicionando, é uma oportunidade extraordinária, não apenas para aproximar Brasil e Alemanha, mas Brasil e Europa”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 16/01/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebe a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen, para reunião no Palácio do Itamarati antes da assinatura do acordo Mercosul - União Européia. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 16/01/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebe a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen, para reunião no Palácio do Itamarati antes da assinatura do acordo Mercosul - União Européia. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen, em fevereiro para reunião no Palácio do Itamaraty antes da assinatura do acordo Mercosul-União Européia. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Brasil e Alemanha

No encontro com jornalistas, no fim de fevereiro, o embaixador brasileiro apontou a feira como oportunidade de reforçar laços econômicos e políticos com a Europa e, especialmente, a Alemanha. Para ele, os dois países “têm complementaridades”.

“O Brasil oferece um arcabouço regulatório estável, seguro e confiável, uma matriz energética limpa, um custo muito competitivo e capacidades industriais e de engenharia”, exaltou ele, antecipando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler (chefe de governo) da Alemanha, Friedrich Merz, se encontrarão durante o evento em Hannover.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a corrente de comércio entre as duas nações chegou a US$ 20,9 bilhões (cerca de R$ 110 bilhões) em 2025.

O Brasil apresentou déficit na balança comercial, tendo exportado US$ 6,5 bilhões e importado US$ 14,4 bilhões da Alemanha.

A Alemanha é o terceiro país que mais vende para o Brasil e o 11º que mais compra dele. O embaixador Baena Soares lembrou que o país do Velho Continente é um dos dez maiores investidores no Brasil, com cerca de 40 bilhões de euros em estoque de investimento direto.

“Temos uma presença muito importante de mais de 1 mil empresas alemãs no Brasil”, citou o diplomata.

*O repórter viajou a convite da Deutsche Messe AG, organizadora da Hannover Messe.


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O snowboarder André Barbieri, que faz parte da delegação do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão e Cortina, apresentou evolução clínica positiva após a queda sofrida durante treino realizado na última quinta-feira (5) na pista de Cortina d’Ampezzo (Itália), informou nesta sexta-feira (6) o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

“O atleta gaúcho teve uma melhora significativa e não apresenta sinais de danos neurológicos graves após a concussão cerebral sofrida no acidente. Barbieri ainda relata dores decorrentes das escoriações e contusões provocadas pela queda”, informou a equipe médica do CPB.

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Desta forma, a expectativa da equipe médica é de que, caso a evolução clínica continue favorável, o atleta tenha condições de competir no banked slalom (uma das provas de snowboard) programada para o dia 14 de março.

Em razão da queda (na qual sofreu uma concussão ao bater com a cabeça, quando caiu numa das curvas do circuito), o atleta gaúcho de 44 anos ficou fora do treino oficial desta sexta e também perderá a tomada de tempo no sábado (7), que vale a classificação às finais.


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O agravamento do conflito no Oriente Médio fez o mercado financeiro ter mais um dia de oscilações. O dólar caiu quase 1%, após ultrapassar os R$ 5,30 durante a manhã. A bolsa de valores recuou pela segunda vez consecutiva e teve a pior semana desde 2022. O petróleo superou a barreira de US$ 90 o barril e subiu quase 30% desde o início da guerra.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 5,244, com queda de R$ 0,043 (-0,81%). A cotação oscilou bastante ao longo do dia, chegando a R$ 5,31 pouco depois das 11h. No entanto, os investidores aproveitaram o preço alto para vender moeda. Dados de desaceleração da economia estadunidense também contribuíram para a cotação inverter o movimento e passar a cair.

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Apesar do recuo desta sexta, a moeda estadunidense subiu 2,08% na primeira semana de março. Em 2026, a divisa acumula queda de 4,51%.

Mercado de ações

A trégua não se repetiu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 179.365 pontos, com recuo de 0,61%. O indicador caiu 4,99% na semana, no pior desempenho semanal desde junho de 2022, poucos meses após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Apenas as ações da Petrobras destoaram e tiveram fortes altas nesta sexta, motivadas pela alta na cotação do petróleo e pelo aumento de quase 200% no lucro da estatal no ano passado. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 4,12%, para R$ 45,78. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 3,49%, para R$ 42,11.

Com o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, a cotação do barril não para de subir. O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, avançou 8,52% nesta sexta, fechando a US$ 92,69. O barril do tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 12,2% em apenas um dia, fechando a US$ 90,90.

O fechamento de 92 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em fevereiro também surpreendeu o mercado financeiro. Embora o resultado tenha sido afetado pelas fortes nevascas no mês passado e por uma greve de enfermeiros, o número veio pior que o previsto. O desempenho negativo, no entanto, fez os investidores retirarem dinheiro dos títulos do Tesouro estadunidense, fazendo o dólar cair em vários países.

* com informações da Reuters