
O Brasil registrou 59 notificações relacionadas à intoxicação por metanol até a tarde desta quinta-feira (2/10). O balanço foi apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista à imprensa na Sala de Situação, instalada pelo governo para monitorar os casos e coordenar as medidas de resposta.
Dessas 59 notificações, 11 já tiveram detecção laboratorial do metanol por meio de análises realizadas pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs). Os exames confirmam a presença da substância nas amostras dos pacientes.
Há ainda um 12º caso confirmado, envolvendo o rapper Hungria, em que a presença de metanol foi detectada em exame realizado no hospital onde ele está internado, em Brasília. O caso está sendo acompanhado desde a internação pela equipe do Ministério da Saúde.
“Tem um 12º, que é um caso em Brasília. Nossa equipe acompanha desde o início da internação deste paciente e já confirmamos a presença de metanol no exame realizado no hospital. Portanto, podemos considerar 12 casos confirmados“, afirmou Padilha durante a entrevista.
Até o momento, apenas uma morte decorrente de intoxicação por metanol foi oficialmente confirmada pelo Ministério da Saúde, no estado de São Paulo.
Outros sete óbitos estão em investigação, sendo dois em Pernambuco e cinco em São Paulo, enquanto os casos restantes seguem sendo monitorados e recebem acompanhamento médico constante.
O governo reforça a necessidade de atenção à origem das bebidas alcoólicas, especialmente em estabelecimentos não regulamentados, e orienta os profissionais de saúde a monitorarem sintomas de intoxicação por metanol, que podem incluir náuseas, tontura, confusão mental e problemas visuais.

